|
Às
quatorze horas e nove minutos do dia dois de outubro de dois
mil e treze, reuniu-se,
ordinariamente, a Comissão de Direitos Humanos e
Minorias, no Plenário 9 do Anexo II da Câmara dos Deputados,
sob a presidência do Deputado Pastor Marco Feliciano. A lista
de presença registrou o comparecimento dos seguintes
deputados: Pastor Marco Feliciano, Presidente; Anderson
Ferreira, Vice-Presidente; Dr. Carlos Alberto, Enio Bacci,
Henrique Afonso, Keiko Ota, Liliam Sá e Pastor Eurico,
titulares; Costa Ferreira, Dr. Grilo, Jair Bolsonaro, João
Campos, Marcos Rogério e Roberto de Lucena, suplentes.
Deixaram de registrar presença os Deputados: Antônia Lúcia,
Otoniel Lima e Simplício Araújo. Compareceram
também os Deputados Ronaldo Caiado, Mandeta, Dr. Paulo César,
Carmen Zanoito, Silas Câmara e Eleuses Paiva, não-membros.
ABERTURA: O
Presidente declarou a abertura da reunião. ATA:
Foi dispensada a leitura da ata da vigésima sexta reunião,
realizada no dia vinte e cinco de setembro de dois mil e
treze. Submetida à votação, a ata foi aprovada. ORDEM
DO DIA:
Deliberação de proposições e Audiência Pública destinada a
discutir
a situação e a suposta violação de Direitos Humanos de médicos
cubanos participantes do programa governamental denominado
"Mais Médicos", objeto do Requerimento 66/2013 do Deputado Dr.
Grilo e Requerimento 67/2013 do Deputado Marcos
Rogério.
1) Requerimento
75/13, da
Deputada Antônia Lúcia, que "1) Requer que sejam ouvidos nesta
Comissão, o Sr. Wilson Cruz das Neves; a Mãe e a Tia da menor;
o Delegado de Policia Dr. Ilzomar Pontes; o Diretor da Unidade
Papudinha, Gilberto Rosas Leitão; o Diretor do Instituto de
Administração Penitenciária do Acre (IAPEN), Dr. Dirceu
Augusto; o Ouvidor Geral do Estado, Dr. Valdecir Nicácio da
Silva; o Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da
Criança e do Adolescente do Acre, o Sr. Antonio Ferreira da
Silva. 2) Convidar para esclarecimentos sobre o caso, o Juiz
titular da Vara da Juventude da Comarca de Rio Branco, Dr.
Romário Divino. 3) Se houve oitiva da menor, solicitar cópia
deste depoimento à Delegacia que atendeu o caso. 4) Solicitar
ao Instituto Médico Legal de Rio Branco/AC, cópia do Laudo
Pericial realizado na menor". O Requerimento não foi
deliberado. 2) Requerimento 77/13,
do Deputado Arnaldo Jordy e outros, quer requer “a realização
de Seminário para apreciar, debater e deliberar o relatório
sobre as Diligências das Emergências Médicas no Sistema Único
de Saúde-SUS". O Deputado Enio Bacci subscreveu o requerimento
e recordou o caso ocorrido em São Paulo, quando um jovem foi
atropelado e veio a óbito por não haver pronto atendimento de
emergência. Em votação, o requerimento foi aprovado. 3) Requerimento
78/13, do Deputado Jair Bolsonaro, que "requer a
instalação de Subcomissão Especial para defesa da história das
Forças Armadas na formação do Estado brasileiro". O autor alegou que
subcomissão acompanhará os relatórios produzidos pela comissão
da verdade, de forma a expressar opiniões que forem
divergentes. Submetido à votação, o requerimento foi aprovado.
4) Requerimento
79/13, do Deputado Roberto de Lucena, que "requer a
ampliação do escopo do Grupo de Trabalho sobre contaminação
por chumbo, antes restrito à Bahia, para todo o Brasil, em
especial para os Estados em que se dá a mineração e a
metalurgia de chumbo e outros metais pesados". Os Deputados
Pastor Marco Feliciano e Henrique Afonso
subscreveram o requerimento e manifestaram-se favoráveis à
ampliação do grupo.
Colocado em votação, o requerimento foi aprovado. 5) Projeto de Lei
1.411/11,
do Deputado Washington Reis, que "acrescenta
parágrafo ao art. 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de
1989". Explicação da ementa: Descaracteriza crime a recusa, em
templos religiosos, de aceitar ou efetuar cerimônias ou
pessoas em desacordo com suas crenças e liturgias. Relator:
Deputado Jair Bolsonaro. Parecer: pela aprovação. O Deputado
Enio Bacci pediu vistas do processo, que foi concedida. Neste
momento usou da palavra ao Deputado Henrique Afonso, que
alertou para o dever da Comissão de se fazer representar em
comitê criado pela Secretaria de Direitos Humanos da
Presidência da República para discutir a questão da
intolerância religiosa no Brasil. O Deputado Pastor
Marco Feliciano comentou que a Frente Parlamentar Evangélica
também deve ser convidada para participar de tal comitê. Às
quatorze horas e
trinta e oito minutos, deu-se início a reunião de
Audiência Pública. O Presidente lamentou a ausência de
representante do Ministério da Saúde. Em seguida, a
Presidência foi transferida ao Deputado Marcos Rogério. O
Presidente convidou para compor a Mesa: Luís Antônio Camargo
de Melo, Procurador-Geral do Trabalho; José
Armando Fraga Diniz Guerra,
Coordenador-Geral da Comissão Nacional para Erradicação do
Trabalho Escravo - CONATRAE, representando a Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República;
Roberto
Luiz D'Ávila,
Presidente do Conselho Federal de Medicina - CFM; Jorge Darze,
Representante da Federação Nacional dos Médicos -
FENAM.
Inicialmente, Luís Camargo, afirmou que a postura do
Ministério Público do Trabalho será a de investigar a atuação
dos médicos cubanos e, ao se verificar irregularidades,
provocar o judiciário. Logo Após, José Guerra ressaltou que o
combate ao trabalho escravo é feito a partir de uma denúncia
e, até o momento, não houve denúncia a cerca das atividades
exercidas pelos cubanos. Em seguida, Roberto Luiz D’Ávila
comentou que o CFM não poderá fiscalizar a atuação dos médicos
cubanos, pois eles não lhe são jurisdicionados. Ato Contínuo,
Jorge Darze afirmou que a Medida Provisória 621/2013 por si só
já constitui flagrante violação aos Direitos Humanos, na
medida em que estabelece diferenciações inconstitucionais
entre médicos brasileiros e cubanos. Abertos os debates, o
Deputado Mandeta expôs que qualquer objeção feita ao programa
é encarada pelo governo como uma tentativa de obstrução a uma
política benéfica ao povo, e, dessa forma, as instituições
permanecem passivas. Na sequência, o Deputado Pastor Marco
Feliciano questionou sobre a posição da Secretaria de Direitos
Humanos frente à possível ofensa a Direitos Humanos que possam
ocorrer com os médicos cubanos. Foi concedida a palavra ao
Deputado Henrique Afonso, que indagou sobre os programas da
FENAM para se suprir a carência de médicos no interior do
país. Logo após, o Deputado Jair Bolsonaro observou que os
baixos salários oferecidos aos cubanos e as diversas
limitações ao seu direito de ir e vir já configuram afronta
aos Direitos Humanos. Em seguida, o Deputado Dr. Carlos
Alberto lamentou as diversas violações existentes na Medida
Provisória 621/2013. Fez uso da palavra o Deputado Dr. Paulo
César, que declarou que não viera para fazer perguntas, mas
sim para aprender mais sobre o assunto. A seguir, o Deputado
Eleuses Paiva comentou ser inverídica a afirmação de que o
médico brasileiro não quer ir para o interior, esse argumento
foi apenas usado para justificar a necessidade do programa. Às
dezesseis horas e quarenta e três minutos o Pastor Marco
Feliciano reassumiu a presidência da Comissão. Ato Contínuo, o
Deputado Pastor Eurico ressaltou o conflito ideológico que
ocorrerá entre os nativos cubanos e o regime democrático
brasileiro. Na sequência, a Deputada Keiko Ota disse se
preocupar com a possível ameaça à vida e à dignidade humana
dos médicos cubanos. Por fim, o Deputado Marcos Rogério
destacou que deve haver discussões no sentido de se criar uma
carreira pública de médico, de forma que possa se suprir a
carência de médicos no interior do Brasil. Para considerações
finais foi dada novamente a palavra aos convidados. ENCERRAMENTO: Não havendo mais
quem quisesse fazer uso da palavra, o Presidente agradeceu a
participação de todos e encerrou a reunião às dezoito horas e
dez minutos. E, para constar, eu, _______________ Marcos
Figueira de Almeida, secretário da Comissão de Direitos
Humanos e Minorias, lavrei a presente ata, que, por ter sido
lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado
Pastor Marco Feliciano _______________, e publicada no Diário da Câmara dos
Deputados.
|
|