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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
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        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Mon, 16 Mar 2026 02:25:20 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto proíbe entrada e residência de estrangeiros sem documentação no Brasil]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1253649-projeto-proibe-entrada-e-residencia-de-estrangeiros-sem-documentacao-no-brasil/</link>
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            <pubDate>Fri, 13 Mar 2026 20:57:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta altera a Lei de Migração e está em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1253728" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1253728">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/plenario-sessao-deliberativa-6508-366x243.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL - SP)" /></div>
<div class="midia-legenda">Luiz Philippe de Orleans e Bragança, autor da proposta</div>
</div>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">O Projeto de Lei 622/26 proíbe a entrada e a concessão de visto ou autorização de residência no Brasil a estrangeiros que não apresentem documento de viagem ou de identidade válidos do seu país de origem. A proposta altera a Lei de Migração (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2017/lei-13445-24-maio-2017-784925-norma-pl.html">Lei 13.445/17</a>) e está em análise na Câmara dos Deputados.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">Pelo texto, a vedação se aplica também à autorização concedida ao residente fronteiriço (pessoa que vive em cidade de país vizinho e cruza a fronteira frequentemente).</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap"><strong>Fim das exceções<br />
</strong>O projeto revoga trecho da lei atual que determina a negativa de visto por falta de documentos, mas a própria lei prevê exceções importantes: a regra não se aplica a solicitantes de refúgio, visto humanitário ou quando a falta de documentos não for culpa do estrangeiro.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">Ao revogar esse inciso e criar um novo artigo sem replicar essas ressalvas, a proposta elimina as exceções atuais, tornando a exigência de documentação uma regra absoluta para qualquer estrangeiro.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap"><strong>Segurança das fronteiras<br />
</strong>O autor, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), argumenta que a medida visa aperfeiçoar o controle migratório e a segurança das fronteiras. Segundo ele, a entrada de pessoas sem comprovação mínima de identidade dificulta a atuação das forças de segurança.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">“Trata-se de providência de caráter preventivo, voltada a coibir o anonimato transfronteiriço e a mitigar riscos concretos associados à criminalidade organizada e a indivíduos procurados que possam se valer de lacunas para burlar a fiscalização”, afirma o autor.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">O parlamentar sustenta ainda que apenas checagens em bancos de dados não são suficientes para detectar antecedentes criminais, tornando a exigência documental um instrumento essencial para a rastreabilidade.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap"><strong>Próximos passos<br />
</strong>A proposta, que tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, será analisada pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores e sancionada pelo presidente da República.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Congresso promulga na terça-feira o acordo entre Mercosul e União Europeia]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1253197-congresso-promulga-na-terca-feira-o-acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1253197-congresso-promulga-na-terca-feira-o-acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia/</guid>
            <pubDate>Thu, 12 Mar 2026 20:25:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1246922" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1246922">
<div class="midia-creditos"><em>Reprodução</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/02/img20190703102214514-768x466.jpg" alt="Acordo entre Mercosul e União Europeia" /></div>
</div>
<p>Será promulgado na terça-feira (17), em sessão solene, o decreto legislativo que ratifica o Acordo Provisório de Comércio entre o <span id="4265" class="termoGlossario" title="Bloco econômico formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com o objetivo de criar um mercado comum com livre circulação de bens e serviços, adotar uma política externa comum e harmonizar legislações nacionais, tendo em vista uma maior integração. A Bolívia está em processo de adesão ao bloco. Já a Venezuela era membro pleno e está suspensa desde dezembro de 2016. Chile, Peru, Colômbia e Equador são países associados, que podem participar como convidados de reuniões do bloco, mas sem direito a voto." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Mercosul</span> e a União Europeia (PDL 41/26). O texto prevê redução de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE.</p>
<p>Assinado em Assunção (Paraguai) em janeiro, o acordo foi <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1247799-CAMARA-APROVA-ACORDO-DE-COMERCIO-ENTRE-MERCOSUL-E-UNIAO-EUROPEIA">aprovado pela Câmara dos Deputados</a> no fim de fevereiro e pelo Senado no início de março, após mais de duas décadas de negociações entre as partes.</p>
<p>A sessão conjunta do Congresso Nacional para promulgação está marcada para as 15h30.</p>
<p><strong>Parceria comercial</strong><br />
Juntos, Mercosul e UE reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (<span id="4128" class="termoGlossario" title="Indicador que mede a produção total de bens e serviços finais de um país, levando em conta três grupos principais: (1) agropecuária, abrangendo agricultura extrativa vegetal e pecuária; (2) indústria, que engloba as áreas de extração mineral, de transformação, de serviços industriais de utilidade pública e de construção civil; e (3) serviços, que incluem comércio, transporte, comunicação, serviços da administração pública e outros. A partir de uma comparação entre a produção de um ano e do anterior, encontra-se a variação anual do PIB." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">PIB</span>) de aproximadamente 22,4 trilhões de dólares (aproximadamente R$ 115 trilhões).</p>
<p>Dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) apontam que a União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, com 100 bilhões de dólares (cerca de R$ 520 bilhões) em comércio de bens, com ligeiro superávit para os europeus em 2025.</p>
<p><strong>Entrada em vigor</strong><br />
A entrada em vigor do acordo depende da comunicação, entre as partes, de que o texto foi ratificado. Em 27 de fevereiro, a Comissão Europeia anunciou que o bloco iniciará a aplicação provisória dos termos comerciais, mesmo antes da ratificação total por todos os parlamentos nacionais europeus.</p>
<p>No Brasil, essas tratativas ainda dependiam da ratificação do acordo pelo Congresso. Segundo o governo, a expectativa é de que o texto entre em vigor em até 60 dias após a promulgação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1245910" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/principais-pontos-do-acordo-mercosul-uniao-europeia/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Célio Studart representa o Congresso brasileiro em encontro da OCDE em Paris]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1252650-celio-studart-representa-o-congresso-brasileiro-em-encontro-da-ocde-em-paris/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1252650-celio-studart-representa-o-congresso-brasileiro-em-encontro-da-ocde-em-paris/</guid>
            <pubDate>Wed, 11 Mar 2026 21:03:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Para deputado, presença brasileira no encontro fortalece a defesa da adesão do Brasil como país-membro da organização]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1252672" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1252672">
<div class="midia-creditos"><em>Divulgação</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/whatsapp-image-2026-03-11-at-17-28-54-768x512.jpeg" alt="Deputado Célio Studart participa de reunião" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Célio Studart no encontro</div>
</div>
<p>O deputado Célio Studart (PSD-CE) representa a Câmara dos Deputados no encontro Rede Parlamentar Global da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que se realiza entre os dias 11 e 13 de março em Paris.</p>
<p>Presidente do grupo parlamentar Brasil-OCDE, ele afirmou que a presença brasileira no encontro fortalece o diálogo em defesa da adesão do Brasil como país-membro da organização. Ele é o único brasileiro a participar do encontro, que reuniu parlamentares de 43 países.</p>
<p>“Se conseguirmos avançar nesse processo [de adesão], o Brasil poderá se tornar o primeiro país do mundo a integrar simultaneamente o BRICS, o G20 e a OCDE. Isso fortaleceria a posição internacional do país e abriria caminhos para políticas econômicas mais modernas, aliadas à proteção ambiental”, disse.</p>
<p>O Brasil mantém cooperação com a OCDE há décadas e formalizou, em 2017, o pedido para iniciar o processo de adesão como membro pleno da organização. Em 2022, o país recebeu o convite oficial para dar início às negociações de ingresso, que envolvem a adequação a diversos instrumentos e boas práticas internacionais.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/estudos-analisam-desafios-para-a-entrada-do-brasil-na-ocde/index.html">Estudos analisam desafios para a entrada do Brasil na OCDE</a></li>
</ul>
<p>Célio Studart também defendeu a cooperação parlamentar como uma forma de ampliar oportunidades de desenvolvimento sustentável para o Brasil.<br />
“Participar dessas discussões é uma forma de representar o Brasil e trabalhar para que o país se aproxime cada vez mais das melhores práticas globais em economia, sustentabilidade e governança pública”, afirma.</p>
<p>A OCDE é uma organização internacional que reúne 38 países e atua na formulação de padrões e boas práticas em áreas como economia, governança pública, comércio, inovação e meio ambiente, promovendo cooperação entre governos e o aprimoramento de políticas públicas.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Bancada feminina articula avanços no direito das mulheres em fórum da ONU]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1252109-bancada-feminina-articula-avancos-no-direito-das-mulheres-em-forum-da-onu/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1252109-bancada-feminina-articula-avancos-no-direito-das-mulheres-em-forum-da-onu/</guid>
            <pubDate>Tue, 10 Mar 2026 21:47:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Deputadas brasileiras participam da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70)]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1252115" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1252115">
<div class="midia-creditos"><em>Divulgação</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/whatsapp-image-2026-03-10-at-18-05-11-1-768x576.jpeg" /></div>
<div class="midia-legenda">Delegação da Câmara dos Deputados participa de reunião com Michelle Bachelet</div>
</div>
<p>A coordenadora-geral da Secretaria da Mulher da Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) integram a comitiva brasileira na CSW70, em Nova York. O evento, realizado entre os dias 9 e 20 de março de 2026, é o maior fórum global da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicado à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres.</p>
<p>Nesta edição, o tema central da CSW70 é a liderança das mulheres em um mundo em constante transformação e o futuro do multilateralismo. A comissão avalia progressos na implementação da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, buscando acelerar a igualdade de resultados para mulheres e meninas em todo o mundo.</p>
<p><strong>Vitória contra retrocessos</strong><br />
Jandira Feghali destacou os resultados iniciais positivos da missão. Segundo a parlamentar, houve a aprovação de uma resolução estratégica para garantir direitos já conquistados.</p>
<p>“A resolução aprovada eliminou as possibilidades de retrocesso que os Estados Unidos queriam impor em vários campos e temas que dizem respeito aos direitos das mulheres. Essa já é uma vitória importante no processo da CSW”, afirmou Feghali.</p>
<p>As conclusões da CSW70 estabelecem um roteiro global para fortalecer o acesso à justiça, recomendando aos governos eliminar barreiras estruturais e reformar leis discriminatórias que ainda impedem a igualdade plena, especialmente em temas como casamento infantil, direitos de propriedade e violência de gênero.</p>
<p>O documento final destaca ainda a necessidade de integrar sistemas jurídicos inclusivos, garantir assistência jurídica e proteção a sobreviventes de violência — tanto no ambiente físico quanto no digital.</p>
<p><strong>Combate à violência e liderança global</strong><br />
A delegação brasileira também prioriza debates sobre o acesso democrático à Justiça e o combate à violência contra a mulher. A deputada Jack Rocha reforçou a importância da presença brasileira no evento para a construção de políticas públicas robustas.</p>
<p>As parlamentares participaram de reuniões bilaterais e debates com lideranças internacionais, incluindo a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet. O diálogo com Bachelet abordou o fortalecimento da liderança feminina em organismos internacionais e sua candidatura à Secretaria-Geral da ONU.</p>
<p>A 3ª secretária da Mesa Diretora da Câmara, deputada Delegada Katarina (PSD-SE) destacou que há uma articulação crescente entre diferentes instituições e países para viabilizar a candidatura de Bachelet. No Brasil, o movimento conta com a participação da bancada feminina no Congresso, do Ministério das Mulheres, da Presidência da República e de diversos parceiros internacionais.</p>
<p>“É uma alegria muito grande poder fazer parte dessa mesa. Nós queremos a Michelle Bachelet como secretária-geral da ONU não só por ser mulher, mas pelo seu currículo, experiência e competência”, afirmou a deputada.</p>
<p>Durante sua participação no evento, a deputada também compartilhou parte da sua trajetória política como primeira mulher eleita deputada federal por Sergipe e atualmente a única representante feminina na Mesa Diretora.</p>
<p>“Ao longo da minha trajetória, muitas vezes fui a primeira mulher a ocupar determinados espaços”, afirmou.</p>
<p>Katarina ressaltou que essa realidade não deve ser celebrada como conquista, e, sim, encarada como um sinal de que ainda há um longo caminho para ampliar a participação feminina na política e nas posições de liderança.</p>
<p><strong>Políticas públicas e futuro</strong><br />
A participação na CSW70 visa alinhar a legislação brasileira às melhores práticas globais. Entre os focos da Secretaria da Mulher estão:</p>
<ul>
<li>Implementação de programas de proteção a vítimas de violência</li>
<li>Estímulo à participação política feminina</li>
<li>Fortalecimento de redes de apoio socioeconômico para mulheres</li>
</ul>
<p>As discussões na ONU servirão de base para futuras sugestões de mudanças legislativas e aprimoramento de programas federais no Brasil.</p>
<p>Também integram a delegação da Câmara dos Deputados: Benedita da Silva (PT-RJ); Maria Rosas (Republicanos-SP), procuradora da Mulher na Câmara; Carol Dartora (PT-PR) e Lídice da Mata (PSB-BA).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="video-container-1253532" class="video-container youtube youtube-100" style="width: 100%; float: none; margin: 0px;" data-youtube-id="7Ek2MIEKu04">
<div class="midia-creditos"><em>YouTube</em></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/7Ek2MIEKu04" width="100%" frameborder="0" data-youtube-id="7Ek2MIEKu04" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<div id="midia-legenda" class="midia-legenda"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Presidente da Comissão de Relações exteriores diz que conflito no Irã pode gerar inflação no Brasil; veja a entrevista]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1251362-presidente-da-comissao-de-relacoes-exteriores-diz-que-conflito-no-ira-pode-gerar-inflacao-no-brasil-veja-a-entrevista/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1251362-presidente-da-comissao-de-relacoes-exteriores-diz-que-conflito-no-ira-pode-gerar-inflacao-no-brasil-veja-a-entrevista/</guid>
            <pubDate>Mon, 09 Mar 2026 13:30:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="video-container-1251364" class="video-container youtube youtube-100" style="width: 100%; float: none; margin: 0px;" data-youtube-id="97BTSgW4uhw">
<div class="midia-creditos"><em>YouTube</em></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/97BTSgW4uhw" width="100%" frameborder="0" data-youtube-id="97BTSgW4uhw" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<div id="midia-legenda" class="midia-legenda"></div>
</div>
<p>O presidente da Comissão de Relações Exteriores, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), disse, em entrevista à <em>Rádio Câmara</em>, que, se a guerra dos EUA e de Israel contra o Iraque se prolongar, pode encarecer o preço do petróleo e provocar uma onda inflacionária no mundo todo.</p>
<p>Ele lembrou que, no Brasil, praticamente todos os produtos dependem de transporte rodoviário. Além disso, o Irã é grande produtor de fertilizantes, o que pode encarecer os insumos da agricultura brasileira.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/radio/programas/painel-eletronico/1250532-deputado-luiz-philippe-de-orleans-braganca-diz-que-conflito-no-ira-pode-gerar-inflacao-e-perda-de-exportacoes-no-brasil-mas-beneficiar-industria-belica-nacional/">Ouça a íntegra da entrevista de Orleans e Bragança à <em>Rádio Câmara</em></a></li>
</ul>
<p>O deputado ressaltou ainda que as exportações brasileiras para a região também podem ser interrompidas, prejudicando produtos agrícolas e manufaturados e a exportação de armas da indústria bélica brasileira.</p>
<p>Por outro lado, Luiz Philippe acredita que o país pode receber mais investimentos, devido à instabilidade no hemisfério norte.</p>
<p>O deputado criticou também a posição do governo brasileiro contra intervenções norte-americanas. Na visão de Luiz Philippe, o Brasil pode até sofrer embargos se mantiver essa postura. Ele adiantou que a Comissão de Relações Exteriores da Câmara pode se contrapor às posições do governo brasileiro.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Frente Parlamentar Mista vai acompanhar execução do acordo entre Mercosul e União Europeia]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250382-frente-parlamentar-mista-vai-acompanhar-execucao-do-acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1250382-frente-parlamentar-mista-vai-acompanhar-execucao-do-acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia/</guid>
            <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 21:52:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Grupo de deputados e senadores vai acompanhar aspectos técnicos, políticos e legislativos do acordo comercial]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1250405" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250405">
<div class="midia-creditos"><em>Renato Araújo/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260304171441610-768x473.jpg" alt="Evento de lançamento. Dep. Marangoni (UNIÃO-SP)" /></div>
<div class="midia-legenda">Marangoni (ao microfone) durante a instalação da Frente Parlamentar Mista</div>
</div>
<p>Foi instalada nesta quarta-feira (4) a Frente Parlamentar Mista em apoio à Integração União Europeia (UE)–Mercosul. O grupo de 210 deputados e senadores vai acompanhar de perto aspectos técnicos, políticos e legislativos do acordo comercial firmado entre os dois blocos. O documento prevê a redução gradual de impostos de importação para bens e serviços.</p>
<p>Após 27 anos de negociações, o governo federal projeta a ratificação dos termos do acordo em março, com início da vigência em maio. A Câmara dos Deputados aprovou a proposta – Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/26 – no fim de fevereiro; o Senado, nesta quarta-feira. Uruguai e Argentina já aprovaram a medida internamente, e Paraguai deve votá-la em breve.</p>
<p>Na prática, o acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB estimado em US$ 22 trilhões, em um contexto de tensões geopolíticas e incertezas no comércio global.</p>
<p>Entre os pontos centrais, destacam-se ganhos imediatos para a indústria, com impostos zerados para setores como máquinas, aeronaves e produtos químicos. Na agropecuária, haverá limites de importação para produtos sensíveis, como carnes e açúcar, além de salvaguardas que permitem a reintrodução temporária de tarifas em casos específicos.</p>
<p><strong>Acordo de Paris</strong><br />
O acordo também estabelece compromissos ambientais obrigatórios, ligando o comércio à proteção contra o desmatamento ilegal e ao cumprimento do Acordo de Paris. No setor de serviços, haverá redução de barreiras para investimentos estrangeiros, enquanto empresas do Mercosul passarão a ter o direito de disputar licitações públicas em solo europeu. O documento prevê ainda maior proteção à propriedade intelectual e medidas para incluir pequenas e médias empresas.</p>
<p>No evento de lançamento da frente parlamentar, no Salão Negro da Câmara dos Deputados, o deputado Marangoni (União-SP), que vai coordenar os trabalhos, frisou que o objetivo agora é viabilizar a fase de aplicação provisória do acordo. Ele lembrou o cenário internacional atual, com guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio, e afirmou que o momento é de reorganização das cadeias mundiais de suprimento e energia.</p>
<p>“O comércio internacional tornou-se um instrumento de poder político. E é nesse contexto que a decisão da Comissão Europeia de avançar com a aplicação provisória do pilar comercial do acordo União Europeia-Mercosul altera o eixo do negócio. O acordo deixou de ser hipótese futura para se tornar realidade operacional”, pontuou.</p>
<p>A aplicação provisória do acordo UE‑Mercosul consiste em fazer vigorar, de forma parcial e temporária, algumas cláusulas comerciais – principalmente as relativas à redução de tarifas e facilitação de comércio – entre a União Europeia e países do Mercosul que já concluíram seus processos internos de ratificação.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<div class="midia-creditos"><em>YouTube</em></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Jo_yaJxVKVk" width="100%" frameborder="0" data-youtube-id="Jo_yaJxVKVk" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<div id="midia-legenda" class="midia-legenda"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Batalha jurídica</strong><br />
Embora o bloco europeu busque aplicar o acordo provisoriamente para acelerar os benefícios comerciais, a ratificação completa segue paralisada por questões de proteção agrícola e ambiental. O texto enfrenta atualmente uma batalha jurídica na justiça europeia que pode durar até dois anos.</p>
<p>Marangoni, por fim, disse que o papel de deputados e senadores será acompanhar a aplicação definitiva do acordo.  “A frente parlamentar assume compromisso de acompanhar a implementação e exigir governança coordenada, de fortalecer instrumentos de defesa comercial, de estruturar apoio às pequenas e médias empresas e de assegurar uma transição inteligente para setores sensíveis. O acordo precisa ajudar o desenvolvimento concreto, não apenas as estatísticas positivas”, concluiu.</p>
<p>Em 2025, a UE se consolidou como o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, movimentando 100 bilhões de dólares, com leve superávit para os europeus. Já o perfil das exportações brasileiras para a UE apresenta inclinação tecnológica e industrial, com a indústria de transformação liderando as vendas (47,4%) com aeronaves e produtos químicos, seguida pelos setores extrativo e agropecuário, com café, minérios e farelo de soja.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1245910" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/principais-pontos-do-acordo-mercosul-uniao-europeia/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Câmara aprova departamento no CNJ para monitorar decisões internacionais sobre direitos humanos]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1249851-camara-aprova-departamento-no-cnj-para-monitorar-decisoes-internacionais-sobre-direitos-humanos/</link>
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            <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 00:50:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta foi apresentada pelo Conselho Nacional de Justiça e seguirá para o Senado]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1249887" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1249887">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260303160628694-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Icaro de Valmir (PL - SE)" /></div>
<div class="midia-legenda">Icaro de Valmir, relator da proposta</div>
</div>
<p>A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria novo departamento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para monitorar decisões de sistemas internacionais de direitos humanos. A proposta será enviada ao Senado.</p>
<p>De autoria do CNJ, o Projeto de Lei 591/26 define esses sistemas internacionais como o conjunto de normas, órgãos e mecanismos de proteção e promoção dos direitos humanos. Esses sistemas poderão funcionar tanto no âmbito global, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), quanto no âmbito regional interamericano, vinculados à Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>
<p>No aspecto normativo, os sistemas abrangem tratados, convenções e protocolos, decisões, sentenças, recomendações, medidas de urgência, pareceres consultivos e relatórios emitidos por seus respectivos comitês, comissões e cortes de Justiça.</p>
<p>O texto aprovado nesta terça-feira (3) é um <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado Icaro de Valmir (PL-SE), segundo o qual esse departamento será supervisionado pelo presidente do CNJ e será coordenado por um juiz auxiliar nomeado por ele.</p>
<p><strong>Intercâmbio</strong><br />
Para atingir os objetivos do novo órgão, o CNJ poderá firmar vínculos de cooperação e intercâmbio com órgãos e entidades públicas ou privadas, nacionais, estrangeiras ou internacionais no campo de direitos humanos.</p>
<p>Será possível ainda celebrar contratos com pessoas físicas e jurídicas especializadas.</p>
<p><strong>Atribuições</strong><br />
O projeto define como atribuições do Departamento de Monitoramento e Fiscalização das Decisões dos Sistemas Internacionais de Direitos Humanos (DDH), entre outras:</p>
<ul>
<li>monitorar a implementação de decisões e recomendações emitidas por esses sistemas em relação ao Brasil e atuar para o seu efetivo cumprimento e na prevenção de novas condenações internacionais;</li>
<li>acompanhar e fiscalizar a implementação de parâmetros de direitos fundamentais estabelecidos no âmbito desses sistemas;</li>
<li>zelar pela observância, por parte do poder público, das decisões dos órgãos desses sistemas internacionais de direitos humanos, podendo solicitar informações de órgãos e entidades e emitir orientações e notas técnicas;</li>
<li>promover e apoiar a universalização do acesso à Justiça e a adoção de tecnologias digitais e de inteligência artificial; e</li>
<li>promover ações, projetos e políticas judiciárias de direitos humanos, considerando os parâmetros normativos e as boas práticas nacionais e internacionais.</li>
</ul>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova criação de plano para reforçar segurança em fronteiras]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1248684-comissao-aprova-criacao-de-plano-para-reforcar-seguranca-em-fronteiras/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1248684-comissao-aprova-criacao-de-plano-para-reforcar-seguranca-em-fronteiras/</guid>
            <pubDate>Fri, 27 Feb 2026 17:24:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1248704" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1248704">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/02/img20250611190744428-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Planos e Programas do Ministério do Turismo para 2025. Dep. José Rocha (UNIÃO - BA)" /></div>
<div class="midia-legenda">José Rocha: proposta inclui a proteção de fronteiras na legislação ordinária</div>
</div>
<p>A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui o Plano Nacional de Segurança de Fronteiras (PNSF). O projeto aprovado destina 30% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para financiar o fortalecimento da fiscalização e o combate a crimes como narcotráfico e contrabando na faixa de fronteira brasileira.</p>
<p>O texto aprovado é o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado José Rocha (União-BA), que ampliou o alcance da proposta original – Projeto de Lei 3517/23, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS). Entre as alterações, o relator incluiu o Ministério da Agricultura e Pecuária nos órgãos de gestão do plano para reforçar a defesa agropecuária contra a entrada de produtos ilegais e pragas no país.</p>
<p><strong>Atuação integrada</strong><br />
A proposta estabelece a atuação integrada entre órgãos federais, estaduais e municipais. Para viabilizar essa coordenação, serão criados Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteira e um Centro de Operações Conjuntas, sediado no Ministério da Defesa, compostos por representantes da segurança pública, Receita Federal e Forças Armadas.</p>
<p>Segundo o relator, a medida transforma programas que hoje são regulados por decretos em uma política de Estado permanente. “Incluir a proteção de fronteiras na legislação ordinária confere estabilidade normativa à matéria, como é próprio das políticas de Estado, que demandam financiamento contínuo”, afirmou o deputado José Rocha.</p>
<p><strong>Próximas etapas<br />
</strong>A proposta será ainda analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova projeto que prevê controle do Congresso sobre contas de empresas supranacionais]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1248037-comissao-aprova-projeto-que-preve-controle-do-congresso-sobre-contas-de-empresas-supranacionais/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1248037-comissao-aprova-projeto-que-preve-controle-do-congresso-sobre-contas-de-empresas-supranacionais/</guid>
            <pubDate>Thu, 26 Feb 2026 17:18:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Texto continua sendo analisado na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1248056" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1248056">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/02/img20250702131118460-768x473.jpg" alt="Deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) fala em comissão da Câmara dos Deputados" /></div>
<div class="midia-legenda">Luiz Philippe de Orleans e Bragança, relator da proposta</div>
</div>
<p>A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê controle externo das contas de empresas supranacionais pelo Congresso Nacional. A medida abrange estatais criadas por tratados internacionais com participação da União, como a Itaipu Binacional.</p>
<p>Conforme o texto aprovado, o governo federal deverá viabilizar, nas negociações de tratados internacionais, cláusulas que permitam a fiscalização das contas dessas estatais pelo Congresso, com o auxílio do Tribunal de Contas da União (<span id="4099" class="termoGlossario" title="Órgão com poderes para, no auxilio ao Congresso Nacional, exercer o controle externo dos atos financeiros, orçamentários, contábeis, operacionais e patrimoniais dos Poderes da República. Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">TCU</span>). A regra também prevê a atuação dos órgãos de controle dos países parceiros.</p>
<p>O texto aprovado é o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), ao <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1242907-projeto-preve-controle-do-congresso-sobre-contas-da-itaipu-binacional">Projeto de Lei 754/25</a>, do deputado Alberto Fraga (PL-DF). O relator manteve o objetivo original, mas criou uma norma autônoma, em vez de alterar a <a href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2016/lei-13303-30-junho-2016-783296-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei das Estatais</a>, devido à natureza jurídica específica de tais empresas.</p>
<p>“É uma imposição finalística a de que o poder público logre inserir, em tratados sobre entidades supranacionais, autorização para sua fiscalização pelo Congresso Nacional e por mecanismo similar dos demais Estados partes”, afirmou o relator.</p>
<p><strong>Natureza jurídica</strong><br />
Para Orleans e Bragança, uma lei autônoma é necessária porque há divergências jurídicas sobre o enquadramento de empresas como Itaipu na Lei das Estatais. Segundo ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) classifica a hidrelétrica como “empresa juridicamente internacional”, o que dificulta a aplicação da norma.</p>
<p>Em caso de tratados já vigentes e anteriores à Constituição, como o de Itaipu, o substitutivo determina que o Poder Executivo retome as negociações com o governo do Paraguai a fim de elaborar uma emenda que inclua a norma de controle.</p>
<p><strong>Atuação do governo</strong><br />
Segundo o deputado Alberto Fraga, autor da versão original, a medida visa conferir concretude à fiscalização dessas empresas. Ele argumenta que é necessário regular a atuação do governo nesses casos, conforme previsto na Constituição.</p>
<p>“Por ser uma entidade binacional, oriunda de um tratado de 1973, não se previu, nos instrumentos de formalização, como se daria a fiscalização de contas da hidrelétrica”, disse o parlamentar na justificativa que acompanha o texto.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Acordo entre Mercosul e União Europeia contém regras sobre minerais, patentes e carros]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1247941-acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-contem-regras-sobre-minerais-patentes-e-carros/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1247941-acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-contem-regras-sobre-minerais-patentes-e-carros/</guid>
            <pubDate>Thu, 26 Feb 2026 00:40:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Entre outros pontos, o texto prevê reconhecimento mútuo e proteção direta de produtos das chamadas indicações geográficas]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Aprovado pela Câmara dos Deputados, o acordo comercial provisório entre <span id="4265" class="termoGlossario" title="Bloco econômico formado por Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai, com o objetivo de criar um mercado comum com livre circulação de bens e serviços, adotar uma política externa comum e harmonizar legislações nacionais, tendo em vista uma maior integração. Chile, Peru, Colômbia e Equador são países associados, que podem participar como convidados de reuniões do bloco, mas sem direito a voto. A Venezuela era membro pleno e está suspensa desde dezembro de 2016." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Mercosul</span> e União Europeia (ITA, na sigla em inglês) mantém o direito de o Brasil aplicar imposto de exportação de minerais se a alíquota for menor para esse bloco parceiro.</p>
<p>Assim, por exemplo, caso o imposto de exportação seja aplicado sobre minerais raros (nióbio, lítio, cobalto, etc.), principal interesse europeu no setor, a alíquota para a União Europeia deverá ser metade, no mínimo, da imposta à exportação para outros países. Em todo caso, o imposto para a Europa não poderá ser maior que 25%.</p>
<div id="image-container-1247942" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1247942">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/02/img20260225185048545-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas." /></div>
<div class="midia-legenda">Deputados votaram o acordo em sessão do Plenário</div>
</div>
<p>A condição é mais vantajosa que a negociada em 2019, que proibia o Brasil de impor qualquer imposto de exportação a esses produtos no comércio entre os blocos.</p>
<p>Sobre o processo produtivo, o acordo incorpora a adoção de normas europeias de sustentabilidade e rastreamento da cadeia de suprimentos consolidadas no ato sobre matérias-primas críticas (CRMA, na sigla em inglês).</p>
<p><strong>Setor automotivo</strong><br />
No setor automotivo, a negociação final conseguiu ampliar o período de transição para o fim completo de tarifas no comércio bilateral entre os blocos.</p>
<p>Veículos a combustão deverão ter tarifas eliminadas em 15 anos; veículos eletrificados, em 18 anos; veículos a hidrogênio, em um período de 25 anos, com 6 anos de carência.</p>
<p>Para veículos movidos a novas tecnologias, a tarifa zero ocorrerá em 30 anos, com 6 anos de carência.</p>
<p>No aspecto regulatório, o Mercosul reconhece como referência normativa o acordo de 1958 da Organização das Nações Unidas (ONU), o Unece.</p>
<p>Dessa forma, mesmo não sendo parte desse acordo, o Brasil se compromete a aceitar relatórios de ensaio emitidos na União Europeia em conformidade com esses regulamentos (como referentes a cintos de segurança, vidros, freios, emissões, entre outros).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1247103" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/tabelas-2026/concessoes-tarifarias-da-uniao-europeia-ao-mercosul.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Salvaguarda especial</strong><br />
Especificamente para o setor automotivo, salvaguardas especiais foram obtidas com mais fácil acionamento em relação às dos demais produtos.</p>
<p>Assim, se houver um aumento de importações de carros europeus que cause dano à indústria, o Brasil pode suspender o cronograma de redução de tarifas de todo o setor ou retomar a alíquota aplicável anteriormente (hoje, de 35%) por um período de 3 anos, renovável por mais 2 anos, sem necessidade de oferecer compensação à União Europeia.</p>
<p>No entanto, isso dependerá de parâmetros a serem apresentados à outra parte, como o nível de emprego, volumes de venda e produção, capacidade instalada e grau de ocupação da capacidade do setor automotivo.</p>
<p><strong>Proteção de patentes</strong><br />
No âmbito do sistema de proteção de patentes e marcas como um todo, o acordo prevê o sistema de reconhecimento mútuo e proteção direta de Indicações Geográficas (IGs) a fim de conferir proteção extraterritorial a produtos genuinamente nacionais no mercado comunitário europeu.</p>
<p>Para mitigar o impacto na indústria nacional, instituiu-se o regime de salvaguarda dos usuários prévios, garantindo que produtores que já utilizavam de boa-fé termos como “parmesão” ou “gorgonzola” possam continuar a fazê-lo.</p>
<p>De outro lado, 37 indicações geográficas brasileiras passarão a ser reconhecidas e protegidas no território da União Europeia como, por exemplo:</p>
<ul>
<li>cachaça (bebidas alcoólicas);</li>
<li>Canastra (queijos);</li>
<li>Pantanal (mel);</li>
<li>região do Cerrado Mineiro (café, erva mate e suas preparações);</li>
<li>Linhares (cacau e preparações de cacau);</li>
<li>Farroupilha (vinhos).</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1247104" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/tabelas-2026/concessoes-tarifarias-do-mercosul-a-uniao-europeia.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Medicamentos</strong><br />
No caso de medicamentos, as patentes seguirão acordos já assumidos pelas partes, como o acordo TRIPS sobre propriedade intelectual, no qual já está prevista exceção para políticas de saúde pública (licença compulsória) de acesso a medicamentos.</p>
<p>A flexibilidade da lei brasileira de propriedade industrial também é preservada para políticas de medicamentos genéricos.</p>
<p>O acordo entre Mercosul e União Europeia tramita na forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/26 e seguirá para votação no Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/606437-conheca-a-tramitacao-de-projetos-de-decreto-legislativo/">Conheça a tramitação de projetos de decreto legislativo</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
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