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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
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        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 22:27:14 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
        <item>
            <title><![CDATA[Medida Provisória destina R$ 13,3 bi para setor agropecuário e programa Desenrola Adimplentes]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1292586-medida-provisoria-destina-r-133-bi-para-setor-agropecuario-e-programa-desenrola-adimplentes/</link>
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            <pubDate>Fri, 17 Jul 2026 19:30:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1230965" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1230965">
<div class="midia-creditos"><em>Antônio Cruz/Agência Brasil</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2025/12/img20230523102312543-768x576.jpg" alt="Brasília - monumentos e prédios públicos - Brasília - 22.05.2023 - Foto da Fachada do Congresso Nacional, em Brasília." /></div>
</div>
<p>O Congresso Nacional analisa a Medida Provisória 1377/26, que abre <span id="4532" class="termoGlossario" title="Crédito orçamentário destinado a atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de calamidade pública. É encaminhado ao Congresso Nacional pelo presidente da República por meio de medida provisória" contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">crédito extraordinário</span> de R$ 13,3 bilhões no Orçamento de 2026, principalmente para projetos de desenvolvimento tecnológico no setor agropecuário.</p>
<p>O conteúdo da MP estava quase todo contido em um projeto de lei (PLN 17/26). Apesar de o projeto ter sido <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1289194-COMISSAO-DE-ORCAMENTO-APROVA-R$-13,3-BILHOES-PARA-FINANCIAMENTO-AGRICOLA-E-DESENROLA-ADIMPLENTES">aprovado</a> pela <span id="4053" class="termoGlossario" title="Comissão de deputados e senadores responsável pela análise das propostas orçamentárias elaboradas pelo Executivo: Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA) e Plano Plurianual (PPA)." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Comissão Mista de Orçamento</span>, ainda teria que ser votado no Plenário do Congresso Nacional para ter validade. Como o Congresso entrará em <span id="4275" class="termoGlossario" title="Interrupção temporária das atividades legislativas. Não havendo convocação para sessão legislativa extraordinária, o recesso da Câmara e do Senado será de 18 a 31 de julho e de 23 de dezembro a 1º de fevereiro." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">recesso parlamentar</span>, o governo decidiu editar a MP com os seguintes pontos:</p>
<ul>
<li>subvenção econômica aos produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste que sofreram prejuízos econômicos decorrentes da tributação adicional sobre exportações brasileiras impostas pelos Estados Unidos ou de eventos climáticos extremos;</li>
<li>financiamento, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de projetos de desenvolvimento tecnológico de produtores rurais, sob a forma de empréstimos de longo prazo;</li>
<li>financiamento a beneficiários do Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro de Tomadores de Crédito Adimplentes (Desenrola Adimplentes);</li>
<li>financiamento a beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Nacional de Incentivo Financeiro à Adimplência no Fies (Fies Empreendedor).</li>
</ul>
<p>O governo informou que cerca de R$ 9 bilhões dos recursos necessários sairão do superávit financeiro de 2025 e outros R$ 4 bilhões de excesso de arrecadação.</p>
<p>No PLN 17, há a destinação de R$ 1,3 milhão para uma contribuição voluntária do país à Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).</p>
<p>Já a medida provisória traz uma contribuição voluntária de R$ 15 milhões da Advocacia-Geral da União (AGU) à Corte Interamericana de Direitos Humanos.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A medida provisória será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573452-saiba-mais-sobre-a-tramitacao-de-mps/">Saiba mais sobre a tramitação de medidas provisórias</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Estudo legislativo aponta para a necessidade de novas reformas para estabilizar a dívida pública]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1292462-estudo-legislativo-aponta-para-a-necessidade-de-novas-reformas-para-estabilizar-a-divida-publica/</link>
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            <pubDate>Fri, 17 Jul 2026 17:43:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Para consultor, transição demográfica deverá pressionar gastos públicos nos próximos anos]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1292523" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1292523">
<div class="midia-creditos"><em>Marcos Oliveira/Agência Senado</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20180817094811784-768x512.jpg" alt="Brasília - congresso - Praça dos Três Poderes Esplanada dos Ministérios STF Palácio do Planalto" /></div>
<div class="midia-legenda">Para consultor da Câmara, novo governo deverá propor reformas em 2027</div>
</div>
<p>Estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados sinaliza o aumento da dívida pública brasileira nos próximos anos, em contraste com as projeções do governo, que indicam queda a partir de 2029. Em maio, a dívida era de 81,1% do Produto Interno Bruto, mas as projeções de especialistas apontam para mais de 100% entre 2032 e 2035.</p>
<p>O autor do estudo, o consultor Paulo Bijos, afirma que o governo eleito terá que apresentar novas soluções estruturais até 15 de abril de 2027, quando será apresentado o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (<span id="4066" class="termoGlossario" title="Lei que orienta a elaboração do orçamento do ano seguinte. Contém informações sobre as metas e prioridades dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e do Ministério Público da União. Também define a meta fiscal para o ano seguinte. É elaborada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso Nacional." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">LDO</span>) de 2028.</p>
<p>Boa parte do trabalho busca responder à pergunta sobre qual seria o nível preocupante para a dívida pública. Isso porque a legislação atual preconiza a necessidade de estabilização do endividamento.</p>
<p>Estudo de 2025 citado pelo consultor analisou as contas de 172 países e identificou limites máximos para a sustentabilidade da dívida, que seriam de 124% do PIB para países desenvolvidos, 76% para países emergentes e 57% para países de baixa renda.</p>
<p>Para o Brasil, por causa de fatores como nível da taxa de juros, crescimento econômico e tributação, o nível máximo seria de 103,3% do PIB em 2024.</p>
<p><strong>Dívida e crise</strong><br />
Bijos ressalta que é preciso ter uma atitude preventiva. “Uma postura prudencial, com efeito, deveria preservar certo distanciamento de limites máximos para a dívida pública, até mesmo para que se preserve espaço fiscal para a ampliação da dívida em momentos de crises, quando são acionadas políticas anticíclicas expansionistas”, afirma.</p>
<p>Ele explica que existe um conceito chamado de “fadiga fiscal”, que é quando o país perde gradualmente a capacidade de reação fiscal por meio da geração de superávits primários (receitas de impostos maiores que as despesas primárias) na intensidade necessária para estabilizar a dívida pública. Isso porque existem limites tanto para o aumento da tributação quanto para o corte de gastos de despesas correntes.</p>
<p>“O Brasil, ao que parece, já opera em uma região de resistência para novos aumentos de carga tributária, e o gasto público tenderá a ser constantemente pressionado, nos anos futuros, em decorrência da transição demográfica em curso no país”, diz Bijos.</p>
<p><strong>Ajuste fiscal</strong><br />
Paulo Bijos afirma que, para gerar superávits capazes de estabilizar a dívida em 80% do PIB, o país teria que fazer um ajuste fiscal equivalente a R$ 330 bilhões anuais. Para se ter uma ideia do tamanho disso, no Orçamento de 2026 as despesas não obrigatórias estão em torno de R$ 240 bilhões.</p>
<p>O estudo compara a dívida brasileira com a de outros países porque constantemente é citado o exemplo do Japão, que tem uma dívida de mais de 200% do PIB e não sofreria tanta pressão pela redução. O consultor explica que os países mais ricos têm um custo menor para arcar com a dívida porque as taxas de juros são baixas.</p>
<p>O estudo conclui que, por causa do período eleitoral, a discussão sobre novas reformas deverá ser adiada para o final deste ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1292449" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/divida-publica-ano-2025/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Motta critica novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e defende setor produtivo]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1292359-motta-critica-novas-tarifas-dos-estados-unidos-sobre-produtos-brasileiros-e-defende-setor-produtivo/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1292359-motta-critica-novas-tarifas-dos-estados-unidos-sobre-produtos-brasileiros-e-defende-setor-produtivo/</guid>
            <pubDate>Fri, 17 Jul 2026 13:18:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Presidente da Câmara dos Deputados lembra que a Lei da Reciprocidade Econômica pode ser usada para defender os interesses nacionais]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1292363" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1292363">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/diretoria-geral-6-673x448.jpg" alt="Cerimônia de Posse dos novos Servidores. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB)." /></div>
<div class="midia-legenda">Motta: "Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia"</div>
</div>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="4439" data-end="4624">O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), repudiou a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros.</p>
<p data-start="4626" data-end="4960">Segundo Motta, o Parlamento brasileiro apoia o diálogo entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de pressão política.</p>
<p data-start="4626" data-end="4960">Ele lembrou que a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2025/lei-15122-11-abril-2025-797315-norma-pl.html">Lei da Reciprocidade Econômica</a>, <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1150115-entra-em-vigor-a-lei-que-preve-medidas-do-governo-brasileiro-contra-tarifas-de-outros-paises/">aprovada pelo Congresso Nacional</a>, é um instrumento legítimo para defender os interesses nacionais.</p>
<p data-start="4626" data-end="4960"><strong>Agressão à soberania</strong><br />
"Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país", disse Motta em nota oficial publicada na quinta-feira (16).</p>
<p data-start="4626" data-end="4960">"Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira", acrescentou.</p>
<p data-start="5266" data-end="5490"><strong>Proteção do setor produtivo</strong><br />
Motta afirmou ainda que a Câmara dos Deputados acompanhará os desdobramentos da decisão norte-americana e atuará na defesa dos interesses do país.</p>
<p data-start="5266" data-end="5490">"O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros", reforçou.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto cria política nacional de incentivo ao empreendedorismo feminino]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290785-projeto-cria-politica-nacional-de-incentivo-ao-empreendedorismo-feminino/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1290785-projeto-cria-politica-nacional-de-incentivo-ao-empreendedorismo-feminino/</guid>
            <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:25:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta cria o programa Mulheres em Movimento, prevê incentivo financeiro, amplia acesso ao crédito e prioriza mulheres em situação de vulnerabilidade]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1285602" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1285602">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/06/img20260616180220661-768x473.jpg" alt="Deputada Soraya Santos fala ao microfone" /></div>
<div class="midia-legenda">Soraya Santos é a autora do projeto</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 2632/26, da deputada Soraya Santos (PL-RJ), cria a Política Nacional Integrada de Autonomia Econômica, Empreendedorismo e Inserção Produtiva de Mulheres, denominada “Mulheres em Movimento”.</p>
<p>O objetivo é promover a independência financeira das mulheres por meio de qualificação profissional, acesso a crédito e fortalecimento de empreendimentos liderados por elas.</p>
<p>A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.</p>
<p><strong>Beneficiárias</strong><br />
A política atenderá mulheres com faturamento anual de até R$ 360 mil, limite atual das microempresas. Entre as beneficiárias estão:</p>
<ul>
<li>mulheres em processo de inserção produtiva;</li>
<li>agricultoras familiares e produtoras rurais;</li>
<li>cooperativas compostas por pelo menos 4/5 de mulheres;</li>
<li>microempreendedoras individuais (MEIs);</li>
<li>empresárias;</li>
<li>microempresas controladas por mulheres; e</li>
<li>profissionais liberais.</li>
</ul>
<p>Terão prioridade:</p>
<ul>
<li>chefes de família de baixa renda;</li>
<li>mulheres em situação de violência doméstica e familiar;</li>
<li>desempregadas há mais de 12 meses;</li>
<li>mulheres com 50 anos ou mais;</li>
<li>mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica; e</li>
<li>mulheres com filhos ou dependentes com deficiência.</li>
</ul>
<p><strong>Desafios</strong><br />
Segundo Soraya Santos, a desigualdade econômica entre homens e mulheres resulta de múltiplos obstáculos, como dificuldade de acesso ao crédito, sobrecarga de cuidados, baixa qualificação e barreiras para entrar no mercado.</p>
<p>"Em vez de dispersar iniciativas em ações fragmentadas, a proposição reúne instrumentos de apoio financeiro transitório, capacitação, orientação técnica, crédito, garantias, cooperativismo, acesso a mercados e inserção produtiva em um mesmo marco normativo", afirmou.</p>
<p><strong>Como vai funcionar</strong><br />
A União coordenará a política, que será executada de forma descentralizada, com participação de estados e municípios.</p>
<p>O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) será um dos principais parceiros na implementação da política.</p>
<p>A implementação da política será feita por instrumentos como:</p>
<ul>
<li>apoio financeiro transitório para superação da vulnerabilidade;</li>
<li>capacitação profissional e orientação técnica; e</li>
<li>microcrédito orientado e outras linhas de crédito.</li>
</ul>
<p><strong>Incentivo transitório</strong><br />
Um dos instrumentos centrais da política é o Incentivo de Transição Autônoma, benefício financeiro de até R$ 3.242 por beneficiária.</p>
<p>O incentivo será destinado a mulheres sem CNPJ ativo ou com faturamento inferior a 10% do limite da receita anual do MEI, atualmente R$ 8,1 mil.</p>
<p>O recurso poderá ser usado para compra de equipamentos e insumos necessários para começar uma atividade produtiva.</p>
<p>O Sebrae ficará responsável pelo pagamento do benefício e poderá destinar recursos diretamente às beneficiárias.</p>
<p>Esse benefício não será computado como fonte de renda para programas sociais do governo federal nem para o Benefício de Prestação Continuada (<span id="4328" class="termoGlossario" title="Benefício no valor de um salário mínimo pago mensalmente a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência incapacitadas para a vida independente e para o trabalho. Em ambos os casos, o beneficiado deve pertencer a família com renda inferior a 1/4 do salário mínimo por pessoa." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">BPC</span>).</p>
<p>Em contrapartida, a beneficiária poderá devolver parte dos recursos ou participar de ações de multiplicação de conhecimento, como capacitar ou orientar outras participantes.</p>
<p><strong>Sistema financeiro</strong><br />
O projeto também estabelece obrigações diretas para o sistema financeiro. Assim, o Poder Executivo deverá fixar diretrizes para ampliar o acesso das beneficiárias ao crédito nas instituições financeiras federais, com condições favorecidas.</p>
<p>Os programas federais de crédito deverão ainda prever metas de destinação de recursos às beneficiárias, com atenção às desigualdades raciais.</p>
<p>Nos programas de crédito incentivado com recursos da União ou garantias federais, ao menos 50% do total de cada instituição participante deverá ser destinado a mulheres, cooperativas majoritariamente femininas ou empresas controladas por mulheres.</p>
<p>O Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) poderá garantir até 100% do valor financiado em operações contratadas por beneficiárias da política.</p>
<p>O texto também classifica como prática abusiva e discriminatória a recusa ou imposição de condições mais gravosas de crédito motivada pelo sexo da solicitante.</p>
<p>Instituições financeiras infratoras estarão sujeitas a sanções administrativas, civis e penais.</p>
<p><strong>Eixos de atuação</strong><br />
A política se organiza em três eixos principais:</p>
<ul>
<li>rural - apoio à mulher empreendedora no campo, com acesso a tecnologia, crédito rural e capacitação, articulado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);</li>
<li>internacionalização - qualificação e apoio a empreendimentos liderados por mulheres para exportação de produtos e serviços;</li>
<li>proteção integral - atenção específica a mulheres em situação de violência doméstica, com articulação entre acolhimento, apoio psicossocial, jurídico e inserção produtiva.</li>
</ul>
<p><strong>Beneficiárias do BPC</strong><br />
O projeto prevê ainda proteção para mulheres beneficiárias do BPC.</p>
<p>Durante até três anos, a renda obtida por meio da política não será computada no cálculo da renda familiar.</p>
<p>A mesma regra valerá para cuidadoras de pessoas idosas ou com deficiência, que recebem o BPC.</p>
<p><strong>Outas mudanças</strong><br />
O projeto altera ainda uma série de leis federais para adaptar programas existentes à nova política.</p>
<p>No Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), o limite de empréstimo poderá chegar a 70% da receita bruta anual, com prazo de pagamento de 96 meses e juros limitados a 90% da taxa padrão do programa.</p>
<p>A proposta também altera a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2021/lei-14133-1-abril-2021-791222-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei de Licitações e Contratos</a> para permitir que editais de obras e serviços de engenharia exijam percentual mínimo de contratação de mão de obra feminina.</p>
<p>No Programa Acredita no Primeiro Passo, as beneficiárias terão acesso a condições favorecidas, como juros reduzidos e limite maior de inadimplência.</p>
<p><strong>Fiscalização</strong><br />
O Tribunal de Contas da União (TCU) deverá apresentar ao Congresso Nacional, a cada dois anos, uma avaliação sobre a implementação e os resultados da política.</p>
<p>Conforme levantamento do Sebrae, cerca de 40% das empresas criadas no Brasil encerram as atividades antes de completar cinco anos. Entre os pequenos negócios, a maior taxa de mortalidade é a dos microempreendedores individuais (29%), seguida pelas microempresas (21,6%) e pelas empresas de pequeno porte (17%).</p>
<p>"Esse ciclo de vida curto das empresas brasileiras é particularmente desafiador para empreendimentos de menor porte, pois enfrentam maior exposição à concorrência, restrições de capital de giro, fragilidade gerencial e dificuldade de acesso a mercados", afirmou Soraya Santos.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A proposta deve ser analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Indústria, Comércio e Serviços; de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Como teve a <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1283203-CAMARA-APROVA-REGIME-DE-URGENCIA-PARA-TRES-PROJETOS">urgência aprovada em junho</a>, poderá ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto cria sistema de proteção e restituição em 48 horas para idosos vítimas de golpes digitais]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1259388-projeto-cria-sistema-de-protecao-e-restituicao-em-48-horas-para-idosos-vitimas-de-golpes-digitais/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1259388-projeto-cria-sistema-de-protecao-e-restituicao-em-48-horas-para-idosos-vitimas-de-golpes-digitais/</guid>
            <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:44:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1260000" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1260000">
<div class="midia-creditos"><em>Pablo Valadares / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20250902150803742-768x473.jpg" alt="Deputado Ricardo Abrão (União-RJ) fala em comissão da Câmara dos Deputados" /></div>
<div class="midia-legenda">Ricardo Abrão, autor da proposta</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 446/26 institui a Lei Nacional de Proteção Digital da Pessoa Idosa para combater golpes e fraudes eletrônicas<span data-path-to-node="1,2">. A proposta estabelece o dever de resposta rápida para bancos, operadoras de telefonia e plataformas digitais, além de criar o Sistema Nacional Integrado de Prevenção e Resposta a Fraudes contra a Pessoa Idosa.</span></p>
<p data-path-to-node="2"><span data-path-to-node="2,0">A medida principal prevê que, em casos de indícios consistentes de fraude, a instituição financeira deve realizar um crédito provisório à vítima no valor contestado em até 48 horas após o registro formal</span><span data-path-to-node="2,2">. </span></p>
<p data-path-to-node="2"><span data-path-to-node="2,2">Se a análise técnica confirmar a falha de segurança ou a fraude, o crédito torna-se uma restituição definitiva. O texto também prevê a responsabilização objetiva das empresas por defeitos na prestação do serviço ou omissão na prevenção.</span></p>
<p data-path-to-node="3"><span data-path-to-node="3,0"><strong>Alerta Prata Digital</strong><br />
A proposta cria ainda o "Alerta Prata Digital", um mecanismo de adesão voluntária que ativa camadas extras de segurança para o idoso</span><span data-path-to-node="3,2">. </span></p>
<p data-path-to-node="3"><span data-path-to-node="3,2">Entre as funcionalidades estão a validação reforçada de transações de alto risco, bloqueios preventivos imediatos e a disponibilização de canais de atendimento humano e prioritário 24 horas por dia.</span></p>
<p data-path-to-node="4"><span data-path-to-node="4,0"><strong>Roubo de dados</strong><br />
O deputado Ricardo Abrão (PSDB-RJ), autor do projeto, argumenta que as medidas pretendem enfrentar o impacto desproporcional da engenharia social e do roubo de dados sobre a população idosa</span><span data-path-to-node="4,2">. </span></p>
<p data-path-to-node="4"><span data-path-to-node="4,2">"A proposta parte de premissa técnica: fraudes modernas são transversais e exploram falhas de coordenação entre bancos, telecomunicações e plataformas digitais", afirma o deputado. </span></p>
<p data-path-to-node="5"><span data-path-to-node="5,0"><strong>Cadastro</strong><br />
Para viabilizar o monitoramento, o projeto institui o Cadastro Nacional de Tentativas de Fraude contra a Pessoa Idosa (CNTF-Idoso)</span><span data-path-to-node="5,2">. O sistema registrará indicadores de ocorrências de forma padronizada para subsidiar ações de inteligência antifraude e estatísticas públicas, respeitando a proteção de dados pessoais.</span></p>
<p data-path-to-node="5"><strong>Próximas etapas</strong><br />
A proposta será analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Comunicação; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p data-path-to-node="5">Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li data-path-to-node="5"><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Impacto fiscal da pirataria é tema de audiência nesta terça]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290622-impacto-fiscal-da-pirataria-e-tema-de-audiencia-nesta-terca/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1290622-impacto-fiscal-da-pirataria-e-tema-de-audiencia-nesta-terca/</guid>
            <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:00:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1279333" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1279333">
<div class="midia-creditos"><em>Depositphotos</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/06/depositphotos-8021701-xl-768x489.jpg" /></div>
<div class="midia-legenda">Fórum Contra Pirataria aponta prejuízos de cerca de R$ 473,2 bilhões em 2025</div>
</div>
<p>A <span id="16524" class="termoGlossario" title="Comissão temporária formada por deputados para representar a Câmara fora de sua sede. Pode ser criada por iniciativa do presidente da Câmara ou por requerimento de qualquer deputado. Se resultar em despesa, deve ser aprovada pelo Plenário. " contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">comissão externa</span> da Câmara dos Deputados sobre pirataria promove novo debate nesta terça-feira (14), às 15 horas, no plenário 9.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82722">Veja quem foi convidado</a></li>
</ul>
<p>A reunião foi solicitada pelo deputado Júlio Lopes (PP-RJ). Segundo o parlamentar, a pirataria e o contrabando provocam perdas tributárias crescentes e afetam diversos setores da economia.</p>
<p><strong>Prejuízo de bilhões</strong><br />
Dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade indicam que o mercado ilegal gerou prejuízos de cerca de R$ 473,2 bilhões à economia brasileira em 2025, dos quais R$ 146,8 bilhões correspondem à evasão fiscal direta.</p>
<p>Júlio Lopes explica que essa ilegalidade acontece de várias maneiras, como subfaturamento aduaneiro, fraude tributária, comercialização sem nota fiscal e falsificação de selos fiscais.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto reduz tributo de resseguradoras nacionais]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290739-projeto-reduz-tributo-de-resseguradoras-nacionais/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1290739-projeto-reduz-tributo-de-resseguradoras-nacionais/</guid>
            <pubDate>Mon, 13 Jul 2026 20:56:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta também altera limite para compensação de prejuízos fiscais de empresas de resseguros e retrocessão]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1290764" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290764">
<div class="midia-creditos"><em>Marina Ramos / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260609162123569-768x473.jpg" alt="Reunião de Líderes. Dep. Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL)" /></div>
<div class="midia-legenda">Bulhões citou "desequilíbrio competitivo" entre empresas locais e do exterior</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 3540/26, do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), reduz a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (<span id="4154" class="termoGlossario" title="Tributo a ser pago à Receita Federal por pessoas jurídicas domiciliadas no País e por empresas que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. A CSLL será determinada mediante aplicação da alíquota de 9% sobre o resultado ajustado, presumido ou arbitrado. Essa contribuição também incide sobre os lucros obtidos no exterior." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">CSLL</span>) das resseguradoras locais de 15% para 9% e elimina, em determinadas condições, o limite de 30% para compensação de prejuízos fiscais no setor de resseguros e retrocessão. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.</p>
<p>A ideia, segundo Bulhões Jr., é aproximar a carga tributária brasileira das praticadas em outros países, como Bermudas (15%), Singapura (17%), Luxemburgo (24,94%) e Reino Unido (25%).</p>
<p>Quando uma seguradora assume um risco muito grande – como o de uma usina, uma plataforma de petróleo ou uma catástrofe natural –, ela pode repassar parte desse risco a outra empresa especializada: a resseguradora. É o chamado "seguro do seguro".</p>
<p>Assim, se o dano ocorrer, a resseguradora divide o prejuízo com a seguradora original, garantindo a estabilidade do sistema. A retrocessão acontece quando a resseguradora repassa parte dos riscos que assumiu a outra resseguradora, como em uma cadeia de distribuição de riscos, permitindo que eventos de grande magnitude sejam absorvidos pelo mercado sem comprometer nenhuma empresa individualmente.</p>
<p>Hoje, o mercado de resseguradoras no Brasil é operado por empresas locais e outras com sede no exterior. As locais pagam CSLL e Imposto de Renda (IRPJ) integralmente no Brasil. Já as estrangeiras operam no mercado brasileiro sem recolher esses tributos.</p>
<p>Segundo Isnaldo Bulhões Jr., essa diferença criou um desequilíbrio competitivo. Em 2019, as resseguradoras nacionais e as internacionais detinham, cada uma, cerca de 50% do mercado. Em 2024, a fatia das nacionais havia caído para 28%, enquanto as internacionais avançaram para 72%, com R$ 22,9 bilhões em prêmios repassados ao exterior, contra R$ 8,9 bilhões retidos no Brasil.</p>
<p><strong>Compensar prejuízos</strong><br />
Pela regra geral, empresas tributadas pelo lucro real podem compensar prejuízos fiscais de anos anteriores com lucros futuros, mas apenas até o limite de 30% do lucro líquido ajustado em cada exercício. O projeto afasta esse limite para as atividades de resseguro e retrocessão – desde que o resultado negativo acumulado não tenha sido absorvido em até três anos.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A proposta ainda não foi designada para nenhuma comissão temática. Como ela teve a <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1274501-CAMARA-DOS-DEPUTADOS-APROVA-REGIME-DE-URGENCIA-PARA-QUATRO-PROPOSTAS">urgência aprovada</a> em maio (tramitava como Projeto de Lei Complementar 139/26), ela poderá ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.</p>
<p>Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova mudança em critério de divisão de ICMS para atividades agropecuárias]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1289666-comissao-aprova-mudanca-em-criterio-de-divisao-de-icms-para-atividades-agropecuarias/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1289666-comissao-aprova-mudanca-em-criterio-de-divisao-de-icms-para-atividades-agropecuarias/</guid>
            <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 20:49:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta regulamenta situações em que a produção se estende por mais de um município ]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1290407" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290407">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260413175627876-768x474.jpeg" alt="Apreciação das indicações de autoridades para preenchimento de cargo de Ministro do Tribunal de Contas da União – TCU. Dep. Hildo Rocha (MDB - MA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Hildo Rocha, relator</div>
</div>
<p><span style="font-weight: 400;">A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/636895-proposta-estabelece-criterio-para-rateio-de-valor-adicionado-do-icms-do-agronegocio">Projeto de Lei Complementar (PLP) 267/19</a>, que altera as regras de repartição do <span id="4109" class="termoGlossario" title="Principal imposto arrecadado pelos estados e o Distrito Federal, incide sobre a comercialização de produtos e a prestação de serviços. Do total arrecadado, 25% são transferidos para os municípios." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">ICMS</span> entre os municípios nos casos em que atividades como suinocultura, avicultura, aquicultura, silvicultura e pecuária de corte se estendem por mais de uma cidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), apresentou parecer favorável à proposta de autoria do deputado Sergio Souza (MDB-PR). O projeto ainda depende de análise pelo Plenário. </span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/606442-conheca-a-tramitacao-de-projetos-de-lei-complementar/">Conheça a tramitação de projetos de lei complementar </a></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">“Não se vislumbra inconstitucionalidade na elaboração de uma lei complementar que trate de questões tributárias, desde que se tratem de regras gerais, e não de normas específicas de organização do sistema tributário dos entes subnacionais”, considerou Rocha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto modifica a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/leicom/1990/leicomplementar-63-11-janeiro-1990-363989-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei Complementar 63/90</a>, que estabelece os critérios de distribuição da cota-parte municipal do imposto.</span></p>
<p><strong>Divisão</strong><br />
<span style="font-weight: 400;">Pela proposta, quando a produção ocorrer em mais de um município, o valor adicionado da atividade econômica será dividido da seguinte forma:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">50% do valor adicionado com o município onde está localizada a unidade sede industrial ou processadora; e</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os outros 50% distribuídos proporcionalmente entre os municípios produtores, de acordo com a quantidade ou o peso da produção fornecida à unidade processadora – incluindo o município-sede.</span></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Receita Federal anuncia mudanças no programa de compras no exterior para evitar entrada de produtos irregulares]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290037-receita-federal-anuncia-mudancas-no-programa-de-compras-no-exterior-para-evitar-entrada-de-produtos-irregulares/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1290037-receita-federal-anuncia-mudancas-no-programa-de-compras-no-exterior-para-evitar-entrada-de-produtos-irregulares/</guid>
            <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:30:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Deputado Julio Lopes afirma que é preciso tratar a pirataria de forma especializada em todos os órgãos públicos]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1290057" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290057">
<div class="midia-creditos"><em>Renato Araújo / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260708161938495-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Evasão fiscal, mensuração da perda de arrecadação e comércio ilegal. Coordenador-Geral de Administração Aduaneira da Receita Federal do Brasil (RFB), Fabricio Betto." /></div>
<div class="midia-legenda">Betto: fiscalização das encomendas será aprimorada com uso de inteligência artificial</div>
</div>
<p>Ainda neste ano, a Receita Federal deve adotar um sistema que vai excluir do seu programa de compras no exterior, o Remessa Conforme, as plataformas de comércio internacional que permitirem a venda de produtos subfaturados, falsificados ou que apresentem outros tipos de ilegalidades.</p>
<p>O coordenador de Administração Aduaneira da Receita, Fabrício Betto, anunciou as mudanças em audiência pública da <span id="16524" class="termoGlossario" title="Comissão temporária formada por deputados para representar a Câmara fora de sua sede. Pode ser criada por iniciativa do presidente da Câmara ou por requerimento de qualquer deputado. Se resultar em despesa, deve ser aprovada pelo Plenário. " contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">comissão externa</span> da Câmara dos Deputados sobre pirataria.</p>
<p>Segundo ele, a fiscalização das encomendas será aprimorada ainda neste ano com o uso de inteligência artificial para analisar o conteúdo dos pacotes. As imagens geradas por <em>scanner</em> serão comparadas com as descrições das compras. As empresas que registrarem menos de 98% de conformidade serão excluídas do Remessa Conforme.</p>
<p>Segundo Fabrício, as plataformas têm interesse em identificar os maus vendedores. Ele citou como exemplo o caso de camisetas falsificadas de clubes esportivos. "Hoje temos um rito para aplicar o perdimento nessa mercadoria, que é um tanto quanto trabalhoso. E, num universo de quase 200 milhões de pacotes, dá para se ter uma ideia da dificuldade. Há que se exigir do representante da marca a comprovação, a manifestação", cobrou o coordenador.</p>
<p>"O que as plataformas estão fazendo? Porque isso é ponto negativo para elas! Então, logo que elas detectam isso a partir de uma provocação nossa, a própria plataforma já exclui o vendedor do seu ambiente”, disse.</p>
<p><strong>Sem intermediários</strong><br />
O novo Remessa Conforme 2.0, como está sendo chamado na Receita, vai estabelecer uma comunicação direta de dados entre a Receita e as plataformas, evitando intermediários.</p>
<p>A ideia é que, antes que um novo anúncio seja publicado, a Receita possa avaliar se o produto pode ser enviado para o Brasil.</p>
<p>Fabrício Betto explicou que um dos objetivos é evitar a fiscalização apenas quando a encomenda chega ao país, porque a quantidade de remessas não para de crescer. Após a volta da isenção tributária para pequenas compras no exterior em maio, Fabrício afirma que o movimento já aumentou 30%.</p>
<p>Também será minimizado o problema de vazamento de dados dos destinatários, que acabam sendo alvo de golpes.</p>
<div id="image-container-1290058" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290058">
<div class="midia-creditos"><em>Renato Araújo / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260708161934478-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Evasão fiscal, mensuração da perda de arrecadação e comércio ilegal. Dep. Julio Lopes (PP - RJ)" /></div>
<div class="midia-legenda">Lopes sugeriu cruzar dados de compras com rendas declaradas para encontrar irregularidades</div>
</div>
<p><strong>Falsificações na agricultura</strong><br />
O deputado Julio Lopes (PP-RJ) elogiou o trabalho da Receita e afirmou que é preciso tratar a pirataria de forma especializada em todos os órgãos públicos. E citou o problema de sementes fabricadas em desacordo com a regulação nacional.</p>
<p>“Os caminhões de sementes transgênicas feitas fora das regras e fora das normas são aprisionados e não há conhecimento da Polícia Rodoviária Federal, nem da Polícia Federal, nem de órgão nenhum para fazer a apreensão da mercadoria. Então, eles têm sido liberados", criticou.</p>
<p>O parlamentar alerta que sementes feitas fora das normas podem gerar pragas nas colheitas brasileiras.</p>
<p>O deputado sugeriu ainda que a Receita cruze dados dos 47 milhões de CPFs que fazem compras no exterior com as suas rendas declaradas. Segundo ele, isso deve revelar irregularidades.</p>
<p><strong>200 milhões de pacotes</strong><br />
De acordo com a Receita Federal, as encomendas do exterior passaram de cerca de 30 milhões de pacotes em 2019 para mais de 200 milhões em 2023. Para este ano, é esperada uma arrecadação recorde com as encomendas, equivalente a 10% de todo o volume importado pelo país, ou R$ 5 bilhões.</p>
<p>Para Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, a alta carga tributária é um dos fatores que aumenta a comercialização de produtos ilegais. Ele mostrou preocupação com os efeitos da volta da isenção para pequenas compras no exterior e com o novo Imposto Seletivo da reforma tributária.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova renegociação de dívidas de mutuários com o Funproger]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1289675-comissao-aprova-renegociacao-de-dividas-de-mutuarios-com-o-funproger/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1289675-comissao-aprova-renegociacao-de-dividas-de-mutuarios-com-o-funproger/</guid>
            <pubDate>Thu, 09 Jul 2026 17:36:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[O texto poderá seguir para a análise do Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário da Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1289716" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1289716">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260701112032205-768x473.jpg" alt="Deputado Luiz Gastão (PSD-CE) fala no Plenário da Câmara dos Deputados" /></div>
<div class="midia-legenda">Luiz Gastão, relator da proposta</div>
</div>
<p><span style="font-weight: 400;">A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite que o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste renegociem débitos de mutuários com o Fundo de Aval para a Geração de Emprego e Renda (Funproger).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou parecer pela constitucionalidade do <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1032637-projeto-autoriza-renegociacao-de-dividas-com-fundo-de-aval-gerido-pelo-bb">Projeto de Lei 4774/23</a>, do deputado Domingos Neto (PSD-CE). Ele fez apenas algumas correções técnicas no texto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta estabelece as condições de negociação, como concessão de descontos sobre encargos e multas, pagamento das prestações em até 120 meses e taxa de juros equivalente à Taxa de Longo Prazo (<span id="4513" class="termoGlossario" title="Taxa de juros que incidia sobre os financiamentos do BNDES. Foi substituída em 2018 pela Taxa de Longo Prazo (TLP)" contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">TLP</span>). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para devedores de menor renda, um regulamento poderá prever taxas de juros menores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A renegociação extraordinária destina-se aos empréstimos feitos há, pelo menos, sete anos e registrados como inadimplentes em 31 de dezembro de 2022.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Funproger</strong><br />
Criado pela <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1999/lei-9872-23-novembro-1999-369706-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 9.872/99</a>, o Funproger fornece aval a empréstimos contratados por empreendedores que não possuem as garantias exigidas pelos bancos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fundo é composto por recursos oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (<span id="4189" class="termoGlossario" title="Fundo vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, constituído principalmente com recursos do PIS/Pasep. Destina-se ao custeio do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e ao financiamento de Programas de Desenvolvimento Econômico. Assim, o FAT busca proteger o trabalhador desempregado e gerar oportunidades de emprego e renda. O fundo é gerido por um conselho deliberativo composto por representantes de trabalhadores, empregadores e governo." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">FAT</span>) e gerido pelo Banco do Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Próximos passos</strong><br />
A proposta tramitou em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e já poderá seguir para a análise do Senado, a menos que haja recurso para votação, antes, pelo Plenário da Câmara.</span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>