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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
        <link>https://www2.camara.leg.br/camaranoticias</link>
        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Sun, 31 May 2026 18:32:33 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão debate prevenção e enfrentamento da violência sexual infantojuvenil]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277749-comissao-debate-prevencao-e-enfrentamento-da-violencia-sexual-infantojuvenil/</link>
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            <pubDate>Fri, 29 May 2026 20:01:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-687444" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="687444">
<div class="midia-creditos"><em>Depositphotos</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2020/08/img20191010093217607-768x512.jpg" alt="Celular, tecnologia, smartphone, telefonia, crimes cibernéticos" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputados apontam aumento dos crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual</div>
</div>
<p>A <span id="16524" class="termoGlossario" title="Comissão temporária formada por deputados para representar a Câmara fora de sua sede. Pode ser criada por iniciativa do presidente da Câmara ou por requerimento de qualquer deputado. Se resultar em despesa, deve ser aprovada pelo Plenário. " contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Comissão Externa</span> sobre Prevenção e Enfrentamento da Violência Sexual Infantojuvenil da Câmara dos Deputados realiza, na terça-feira (2), audiência pública para debater o aumento expressivo de crimes sexuais contra crianças e adolescentes e as políticas públicas de enfrentamento.</p>
<p>O debate será realizado às 14 horas, no plenário 3.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82292">Veja quem foi convidado</a></li>
</ul>
<p>O debate atende a pedido dos deputados <span data-placeholder-token="true">Osmar Terra (PL-RS)</span> e <span data-placeholder-token="true">Fernando Rodolfo (PRD-PE)</span>. Segundo Osmar Terra, os inúmeros registros e operações da Polícia Federal e das polícias civis nos estados demonstram a necessidade de ampliar as ações de combate à violência sexual infantojuvenil, especialmente no ambiente digital.</p>
<p>O parlamentar destaca que a delegada Lisandrea Salvariego, uma das convidadas para o debate, tem alertado para os riscos enfrentados por crianças e adolescentes em plataformas digitais.</p>
<p>“Ela atua fortemente no combate a crimes como: aliciamento de menores em jogos online, chantagem com fotos íntimas (sextorsão), estupro virtual e crimes digitais”, afirma Osmar Terra.</p>
<p>Fernando Rodolfo ressalta que a Polícia Federal realizou 1.132 operações policiais em 2025 contra crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes, o que representa aumento de 6% em relação ao ano anterior. As operações resultaram no resgate de 123 vítimas, crescimento de 24% em comparação com 2024.</p>
<p>Fernando Rodolfo também cita manifestação do procurador George Lodder, também convidado para falar sobre o tema, sobre as dificuldades enfrentadas por promotores e policiais para obtenção de provas digitais em investigações de crimes praticados no ambiente virtual.</p>
<p>“Há muitos desafios para obter provas digitais, que são extremamente voláteis”, afirma o deputado.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova proteção para quem alertar sobre suspeita de abusos contra crianças]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277755-comissao-aprova-protecao-para-quem-alertar-sobre-suspeita-de-abusos-contra-criancas/</link>
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            <pubDate>Fri, 29 May 2026 17:26:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[ O projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277854" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277854">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260512160522838-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Silvio Antonio (PL-MA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Silvio Antonio, relator do projeto de lei</div>
</div>
<p>A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2187/25, que protege juridicamente o cidadão que compartilhar informações sobre pessoas investigadas ou condenadas por crimes contra crianças e adolescentes, quando houver risco de proximidade ou convívio com as vítimas.</p>
<p>Na prática, a pessoa responsável por fazer o alerta não poderá ser processada ou condenada por crimes contra a honra (como calúnia e difamação), violação de sigilo ou abuso de direito.</p>
<p>Para isso, o projeto exige o cumprimento de três requisitos: ameaça real ou potencial à integridade física, psíquica ou moral da criança, comunicação sem caráter difamatório e alerta baseado em provas ou suspeitas fundamentadas.</p>
<p><strong>Dever de cuidado</strong><br />
O relator da matéria, deputado Silvio Antonio (PL-MA), defendeu a aprovação do texto, de autoria do deputado Duda Ramos (Pode-RR).</p>
<p>"A proposta oferece o respaldo jurídico necessário para que o cidadão, exercendo seu dever de cuidado e proteção, possa compartilhar dados relevantes quando houver perigo iminente ou proximidade entre a criança ou adolescente e o investigado ou condenado", explicou o relator.</p>
<p>Silvio Antonio destacou ainda que a medida reforça o princípio da proteção integral previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e se alinha às regras da Convenção sobre os Direitos da Criança ratificada pelo Brasil.</p>
<p><strong>Próximos passos<br />
</strong>O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e será agora analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei </a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova punição para quem tentar interditar idosos de forma abusiva ou fraudulenta]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277450-comissao-aprova-punicao-para-quem-tentar-interditar-idosos-de-forma-abusiva-ou-fraudulenta/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1277450-comissao-aprova-punicao-para-quem-tentar-interditar-idosos-de-forma-abusiva-ou-fraudulenta/</guid>
            <pubDate>Thu, 28 May 2026 19:55:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue em análise na Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277551" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277551">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260429165115707-1-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Geraldo Resende (PSDB - MS)" /></div>
<div class="midia-legenda">Texto aprovado é a versão do relator, Geraldo Resende</div>
</div>
<p>A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa aprovou projeto de lei que cria sanções civis e penais para quem tentar interditar idosos de forma abusiva ou fraudulenta.</p>
<p>O objetivo é impedir que familiares ou pessoas de confiança utilizem processos judiciais de interdição para assumir o controle de bens e rendimentos de idosos que ainda possuem plena capacidade.</p>
<p>A comissão aprovou a <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3136489&amp;filename=Parecer-CIDOSO-2026-05-25">versão do relator</a>, deputado Geraldo Resende (União-MS), para o Projeto de Lei 464/26, do deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE). O texto define a tentativa de curatela por má-fé como motivo para excluir o herdeiro da sucessão, resultando na perda do direito à herança.</p>
<p>Além da sanção civil, o projeto altera o Estatuto da Pessoa Idosa para aumentar a punição nos casos de apropriação ou desvio de bens. A pena para esse crime será aumentada de um terço até a metade se for praticado mediante a instauração de processo de curatela abusiva ou fundada em motivos falsos.</p>
<p>O <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> também atualiza termos legais e permite que o juiz reconheça o dolo (intenção de enganar) de forma mais ágil durante o processo, evitando que a lentidão da Justiça beneficie herdeiros de má-fé.</p>
<p>“Ao prever a interdição abusiva como causa de exclusão da sucessão, o legislador cria um poderoso desincentivo civil, punindo no bolso aquele que viola o dever de solidariedade familiar”, afirmou o relator.</p>
<p><strong>Próximas etapas<br />
</strong>A proposta será ainda analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois pelo Plenário.</p>
<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova prioridade especial na Justiça para idosos com deficiência]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277435-comissao-aprova-prioridade-especial-na-justica-para-idosos-com-deficiencia/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1277435-comissao-aprova-prioridade-especial-na-justica-para-idosos-com-deficiencia/</guid>
            <pubDate>Thu, 28 May 2026 18:53:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277517" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277517">
<div class="midia-creditos"><em>Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260204111544250-2-768x473.jpeg" alt="Reunião de Instalação e Eleição. Dep. Daniel Agrobom (PL - GO)" /></div>
<div class="midia-legenda">Texto aprovado é o substitutivo do relator, Daniel Agrobom</div>
</div>
<p>A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa aprovou projeto de lei que garante prioridade especial na tramitação de processos judiciais e administrativos para idosos com deficiência.</p>
<p>O <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3129083&amp;filename=Parecer-CIDOSO-2026-05-13">texto aprovado</a> é um <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> ao Projeto de Lei 6368/25. O novo texto equipara esses cidadãos aos maiores de 80 anos, que já possuem o direito de serem atendidos preferencialmente em relação aos demais idosos.</p>
<p>A proposta original, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), buscava estender o benefício a pessoas com doenças degenerativas ou limitações graves, mas previa regras de comprovação e sistemas eletrônicos considerados muito detalhados para uma lei geral.</p>
<p>O relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO), decidiu simplificar o texto para evitar insegurança jurídica e dificuldades de aplicação prática, utilizando o termo "pessoa com deficiência", que já possui uma definição consolidada na lei.</p>
<p>Agrobom destacou que a medida corrige uma falha no sistema, que hoje não diferencia adequadamente idosos com condições que reduzem drasticamente sua autonomia.</p>
<p>"É razoável que se reconheça igual prioridade especial às pessoas idosas com deficiência, dada a cumulação de fatores de vulnerabilidade que podem dificultar o acesso efetivo e tempestivo à tutela administrativa e jurisdicional", afirmou o relator.</p>
<p><strong>Próximas etapas<br />
</strong>A proposta será ainda analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova atendimento acessível a mulheres com deficiência vítimas de violência doméstica]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277295-comissao-aprova-atendimento-acessivel-a-mulheres-com-deficiencia-vitimas-de-violencia-domestica/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1277295-comissao-aprova-atendimento-acessivel-a-mulheres-com-deficiencia-vitimas-de-violencia-domestica/</guid>
            <pubDate>Thu, 28 May 2026 14:34:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277328" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277328">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260526175232735-768x473.jpg" alt="Deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) fala no Plenário da Câmara dos Deputados" /></div>
<div class="midia-legenda">Laura Carneiro: medida assegura proteção de um público que enfrenta vulnerabilidades adicionais</div>
</div>
<p>A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1087253-projeto-garante-atendimento-acessivel-a-mulher-com-deficiencia-vitima-de-violencia-domestica">Projeto de Lei 3728/21</a>, que altera a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2006/lei-11340-7-agosto-2006-545133-norma-pl.html">Lei Maria da Penha</a> para garantir atendimento acessível a mulheres com deficiência vítimas de violência doméstica e familiar.</p>
<p>A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recomendou a aprovação. “Trata-se de um aprimoramento legislativo com impacto potencialmente alto na efetividade, na dignidade do atendimento e na proteção de um público que enfrenta vulnerabilidades adicionais”, afirmou Laura Carneiro no parecer aprovado.</p>
<p>A proposta, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), define como acessível o atendimento inclusivo, seja presencial ou remoto, e prevê o uso da comunicação por Língua Brasileira de Sinais (Libras), braile ou qualquer tecnologia assistiva.</p>
<p>A iniciativa aprovada assegura ainda atendimento policial, judicial e pericial acessível – medida que se estenderá aos serviços de <span id="4200" class="termoGlossario" title="Órgão encarregado de prestar assistência jurídica gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. São funções da Defensoria, entre outras, promover a conciliação entre as partes em conflito; patrocinar ação civil, ação penal privada e a subsidiária da pública; patrocinar defesa em ação penal; exercer a defesa da criança e do adolescente; defender os direitos e interesses do consumidor lesado." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Defensoria Pública</span> ou de Assistência Judiciária Gratuita.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A proposta ainda será analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Se for aprovada pela Câmara sem alterações, seguirá para sanção do presidente da República.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Documento lançado na Câmara lista 51 projetos de lei sobre dignidade menstrual]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277151-documento-lancado-na-camara-lista-51-projetos-de-lei-sobre-dignidade-menstrual/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1277151-documento-lancado-na-camara-lista-51-projetos-de-lei-sobre-dignidade-menstrual/</guid>
            <pubDate>Thu, 28 May 2026 00:39:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Propostas tratam de temas como acesso ao SUS, permanência na escola, direitos no trabalho e fornecimento de insumos]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277166" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277166">
<div class="midia-creditos"><em>Thiago Cristino / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260527104116431-768x473.jpg" alt="Seminário - Ser menina não Deveria Doer: Saúde Menstrual, Endometriose e Proteção da Infância. Coordenadora de Relações Governamentais no Instituto Alana, Tayanne Galeno." /></div>
<div class="midia-legenda">Sofia Reinach (E) e Tayanne Galeno, do Instituto Alana</div>
</div>
<p>A Câmara dos Deputados sediou nesta quarta-feira (27) o lançamento do documento <a href="https://bit.ly/direito-meninas-dignidade-menstrual" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“Ser menina não deveria doer: as dimensões do direito das meninas à dignidade menstrual e o mapeamento legislativo no Congresso Nacional”</a>.</p>
<p>O evento, realizado em parceria com o Instituto Alana e a Secretaria da Mulher da Câmara, apresentou um diagnóstico sobre o impacto da pobreza menstrual, da dor pélvica e da endometriose na vida de crianças e adolescentes. A iniciativa contou com o apoio da Secretaria da Primeira Infância, Infância, Adolescência e Juventude e da Frente Parlamentar de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. O Dia Internacional da Dignidade Menstrual é comemorado dia 28 de maio.</p>
<p>A publicação mapeou 51 projetos de lei em tramitação no Congresso que abordam a integralidade da saúde feminina. O levantamento divide as propostas em eixos como acesso à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), permanência na escola, direitos no trabalho e fornecimento de insumos:</p>
<ul>
<li>PL 5239/25, que dispõe sobre a viabilização da primeira consulta ginecológica a partir dos 10 anos de idade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), visando à promoção da saúde reprodutiva e preventiva de meninas;</li>
<li>PL 762/25, que dispõe sobre a prioridade ou urgência no atendimento e exames para mulheres com endometriose, a criação de programas, campanhas e mutirões de atendimento para o tratamento da endometriose, dentre outros;</li>
<li><a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1134291-projeto-garante-diagnostico-precoce-e-tratamentos-especializados-para-endometriose-no-sus">PL 85/25</a>, que institui a garantia de acesso universal ao tratamento da endometriose no Sistema Único de Saúde (SUS);</li>
<li><a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/850170-projeto-institui-a-campanha-de-check-up-feminino-no-sus">PL 23/22</a>, que institui a Campanha Check-up Feminino, para orientação e prevenção de doenças no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), dentre outras providências;</li>
<li>PL 6709/25, que inclui a garantia da dignidade menstrual como<br />
objetivo do Sistema Único de Saúde (SUS);</li>
<li><a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1057662-projeto-assegura-a-distribuicao-de-absorventes-femininos-em-pelo-menos-um-local-por-municipio">PL 1309/24</a>, que institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual para determinar que as cestas básicas entregues no âmbito do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) deverão conter como item essencial o absorvente higiênico feminino, para<br />
ampliar o acesso universal aos absorventes;</li>
<li><a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1129118-projeto-permite-afastamento-do-trabalho-de-empregada-com-doenca-que-aumente-fluxo-menstrual">PL 4137/24</a>, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para dispor sobre o afastamento do trabalho da mulher que possua endometriose, mioma ou outra doença que aumente o fluxo sanguíneo durante o<br />
período menstrual;</li>
<li>PL 1919/25, que cria a licença menstrual de três dias por mês, sem prejuízo de frequência ou avaliação, para estudantes que sofram de dores graves e incapacitantes provocadas por endometriose ou adenomiose, matriculadas<br />
em instituições de ensino públicas ou privadas;</li>
<li>PL 6698/25, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para incluir o fornecimento de insumos de higiene menstrual; e</li>
<li>PL 3480/21, que dispõe sobre a obrigatoriedade de fornecimento gratuito na rede pública de saúde e nas escolas públicas do "Kit Absorvente", entre outros.</li>
</ul>
<p><strong>Impacto da dor na educação de meninas</strong><br />
Dados apresentados pelo Instituto Alana revelam que as dores menstruais afetam diretamente o desempenho escolar no Brasil. De acordo com a gerente de saúde da organização, Sofia Reinach, a naturalização do sofrimento físico prejudica o aprendizado de milhares de estudantes.</p>
<p>“Quase 40% das meninas perdem aulas mensalmente por conta de dores menstruais. Estamos falando de 3,5 milhões de meninas. São anos inteiros de aprendizagem prejudicados por dores frequentemente invisibilizadas”, alertou Sofia Reinach. Veja também o infográfico abaixo.</p>
<p>A coordenadora de relações governamentais do instituto, Tayanne Galeno, reforçou que o cuidado com as adolescentes precisa ir além da distribuição de insumos de higiene.</p>
<p>"Acreditamos que o acesso a produtos é muito importante, mas o cuidado deve ser integral, olhando para as questões de saúde física e mental nas escolas e nos ambientes de trabalho", explicou.</p>
<div id="image-container-1277167" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277167">
<div class="midia-creditos"><em>Thiago Cristino / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260527123434195-768x473.jpg" alt="Seminário - Ser menina não Deveria Doer: Saúde Menstrual, Endometriose e Proteção da Infância. Dep. Maria Rosas (REPUBLICANOS-SP)" /></div>
<div class="midia-legenda">Maria Rosas ressaltou papel do Legislativo na formulação e fiscalização dessas políticas públicas</div>
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<p><strong>Avanços legislativos</strong><br />
A deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), segunda adjunta da Procuradoria da Mulher da Câmara, ressaltou o papel do Legislativo na fiscalização e formulação de políticas públicas voltadas à proteção e à saúde preventiva das mulheres. Ela fez um apelo para que o Congresso se debruce sobre as propostas listadas para dignidade menstrual de meninas.</p>
<p>A parlamentar celebrou a aprovação nesta quarta-feira (27), na Comissão de Educação, do Projeto de Lei 472/26, relatado por ela, que institui o programa Escola e Comunidade Unidas contra o Feminicídio e cria o selo Escola Amiga da Mulher.</p>
<p>A primeira adjunta da coordenação dos direitos da mulher, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), chamou a atenção para dados epidemiológicos de violência que vitimam adolescentes no país. Ela ressaltou a necessidade de preparar professores e fortalecer a parentalidade positiva como estratégias de proteção social.</p>
<p><strong>Ministério da Saúde</strong><br />
A coordenadora geral de Saúde das Mulheres, Mariana Seabra, informou que o programa federal de dignidade menstrual atua na distribuição de absorventes e em ações educativas.</p>
<p>Segundo ela, o programa Saúde na Escola prevê alcançar 15 milhões de estudantes até o fim do ano com informações sobre saúde menstrual para combater estigmas. Além disso, a coordenadora acrescentou que mais de 11 mil profissionais de saúde estão sendo capacitados para acolher demandas biológicas, sociais e psicológicas ligadas ao ciclo menstrual.</p>
<div id="image-container-1277171" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277171">
<div class="midia-creditos"><em>Thiago Cristino / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260527104152939-768x473.jpg" alt="Seminário - Ser menina não Deveria Doer: Saúde Menstrual, Endometriose e Proteção da Infância. Diretora de Incentivo a Estudantes da Educação Básica, Marisa de Santana da Costa." /></div>
<div class="midia-legenda">Marisa Costa ressaltou integração entre programas de dignidade menstrual e Pé-de-meia</div>
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<p><strong>Ministério da Educação</strong><br />
A diretora de Incentivo a Estudantes da Educação Básica do Ministério da Educação, Marisa de Santana da Costa, relatou sua experiência pessoal com a endometriose e defendeu a naturalização do debate no ambiente escolar.</p>
<p>Ela destacou a integração entre o programa Dignidade Menstrual e o programa Pé-de-Meia, que facilita o acesso a insumos por meio de plataformas digitais. O cruzamento de dados já viabilizou mais de 135 mil autorizações para retirada de absorventes em farmácias credenciadas.</p>
<p><strong>Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação</strong><br />
A secretária de políticas e programas estratégicos, Andrea Brito Latgé, anunciou uma parceria com o Instituto Alana para lançar um edital de fomento a pesquisas científicas. O objetivo é criar redes de pesquisadores e bancos de dados para identificar as causas e aprimorar o diagnóstico da endometriose no país.</p>
<p><strong>Urgência no diagnóstico precoce</strong><br />
O evento contou com depoimentos de integrantes do Conselho de Crianças e Adolescentes do Alana e de ativistas da sociedade civil.</p>
<p>Mariana Soares, de 22 anos e líder da organização Gear Up, relatou ter sofrido com dores pélvicas intensas desde os 8 anos, tendo inclusive perdido um ovário aos 17 anos devido a um diagnóstico tardio de cisto.</p>
<p>“É mais que um 'mimimi' de menina. É uma dor que parou a minha vida há quase 12 anos. Peço a todos os deputados e senadores que se atentem a essa pauta”, cobrou.</p>
<p>O estudante Gabriel Saron, de 15 anos, defendeu a participação ativa dos homens no enfrentamento dos tabus de gênero.</p>
<p>"A menstruação é um fenômeno natural. Para combater a desigualdade e a pobreza menstrual, devemos garantir que todos sejam educados sobre isso para quebrar preconceitos machistas", afirmou.</p>
<div id="image-container-1277170" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277170">
<div class="midia-creditos"><em>Thiago Cristino / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260527123427967-768x473.jpg" alt="Seminário - Ser menina não Deveria Doer: Saúde Menstrual, Endometriose e Proteção da Infância. Dep. Iza Arruda (MDB-PE)" /></div>
<div class="midia-legenda">Iza Arruda destacou importância de unir produção acadêmica e processo legislativo</div>
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<p><strong>Lançamento</strong><br />
No mesmo evento, o Observatório Nacional da Mulher na Política lançou o livro Saúde das Mulheres: dados, evidências e reflexões para a elaboração de políticas públicas, publicado pelas Edições Câmara.</p>
<p>A obra reúne 25 artigos científicos produzidos por mais de 80 pesquisadores. Os textos abordam temas como obstetrícia humanizada, assistência ao parto, violência sob a perspectiva da saúde pública e imagem corporal.</p>
<p>A coordenadora geral do Observatório, deputada Iza Arruda (MDB-PE), destacou a importância de unir a produção acadêmica ao processo legislativo. A capa do livro traz a imagem de um vaso de barro pintado à mão pela artista plástica pernambucana Sidarta Figueiroa. A peça foi oficialmente doada ao acervo do museu da Câmara dos Deputados e ficará exposta na Secretaria da Mulher.</p>
<p>A versão digital da coletânea científica <a href="https://livraria.camara.leg.br/produto/saude-das-mulheres-dados-evidencias-e-reflexoes-para-a-elaboracao-de-politicas-publicas/?cb=1779923110077">pode ser acessada gratuitamente</a> por meio do site livraria.camara.leg.br.</p>
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<div id="infografico-container-1259442" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/falta-de-absorvente-higienico-alunas/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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<div id="video-container-1277349" class="video-container youtube youtube-100" style="width: 100%; float: none; margin: 0px;" data-youtube-id="KQ2Tgmcsx-Y">
<div class="midia-creditos"></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/KQ2Tgmcsx-Y" width="100%" frameborder="0" data-youtube-id="KQ2Tgmcsx-Y" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
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            <title><![CDATA[Especialistas cobram a criminalização da misoginia, vista como causa do aumento de feminicídios]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277133-especialistas-cobram-a-criminalizacao-da-misoginia-vista-como-causa-do-aumento-de-feminicidios/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1277133-especialistas-cobram-a-criminalizacao-da-misoginia-vista-como-causa-do-aumento-de-feminicidios/</guid>
            <pubDate>Wed, 27 May 2026 23:29:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Parlamentares e gestoras defenderam aprovação de projeto já aprovado no Senado]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277159" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277159">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260527170535948-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Da violência à responsabilização: ódio contra mulheres, crimes graves e desafios de implementação da lei. Dep. Ana Pimentel (PT - MG)" /></div>
<div class="midia-legenda">Ana Pimentel: lei vai deixar claro que misoginia não é desigualdade, é ódio</div>
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<p>Ativistas e gestoras públicas apresentaram números e casos crescentes de feminicídio no Brasil para reforçar pedido de aprovação do projeto de lei que torna a misoginia crime inafiançável e imprescritível (<a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1266776-projeto-equipara-misoginia-ao-racismo-e-preve-pena-maior-em-casos-de-violencia-domestica">PL 896/23</a>). O debate ocorreu nesta quarta-feira (27) no grupo de trabalho da Câmara dos Deputados sobre o texto, já aprovado no Senado.</p>
<p>A socióloga e assessora do Ministério da Saúde Bruna Camilo apontou que o assassinato de mulheres segue em alta, apesar da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2006/lei-11340-7-agosto-2006-545133-norma-pl.html">Lei Maria da Penha</a> e da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2015/lei-13104-9-marco-2015-780225-norma-pl.html">Lei do Feminicídio</a>. Só de janeiro a março deste ano, houve 399 casos. Bruna ressaltou a necessidade de responsabilização dos agressores e de ações de educação para “desradicalizar” meninos e homens violentos.</p>
<p>A perita criminal Beatriz Figueiredo, coordenadora de modernização tecnológica do Ministério da Justiça, reforçou essa ideia. "A gente está educando mulheres para saírem do ciclo de violência, mas não está educando os homens para entender que a mulher não é posse. Quanto mais mulheres a gente empodera, mais mulheres saem do ciclo de violência. E é aí que elas são mortas", afirmou. "Uma mulher que apanha calada, ou que obedece, não é morta. A mulher é morta quando ela para de corresponder à expectativa que a sociedade, e principalmente aquele homem, colocou em cima dela." Beatriz fez um alerta: "Se a gente não olhar para esse problema de uma forma ampla, o número de feminicídios vai aumentar.”</p>
<p><strong>Ataques on-line</strong><br />
Beatriz Figueiredo mostrou o aumento da misoginia on-line por meio de um estudo da UFRJ e do Ministério das Mulheres, que identificou 105 mil vídeos e 137 canais com disseminação de conteúdo misógino nas redes sociais. Ela acrescentou que 80% desses canais são monetizados e que o material teve quase 4 bilhões de visualizações impulsionadas por algoritmo. A maioria dos canais é tocada por homens, com ataques, sobretudo, a mulheres independentes, feministas e mães solo. Segundo Beatriz, há ódio explícito ou mascarado de humor.</p>
<p>Vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), Sandrali Bueno falou da “construção” cultural desse ódio.</p>
<p>“O ódio contra mulheres é uma pedagogia antiga: é socialmente produzido, é ensinado, é repetido. Ele aparece nas piadas, nas humilhações, nas ameaças, no controle do celular, no ciúme apresentado como amor, na vigilância sobre a roupa, no julgamento da sexualidade, no descrédito dado à palavra da vítima, na culpabilização da mulher que denuncia.”</p>
<div id="image-container-1277157" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277157">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260527152336096-768x473.jpeg" alt="Audiência Pública - Da violência à responsabilização: ódio contra mulheres, crimes graves e desafios de implementação da lei. Perita Criminal e Coordenadora-Geral de Modernização Tecnológica, Beatriz Figueiredo." /></div>
<div class="midia-legenda">Beatriz Figueiredo: a mulher é morta quando ela deixa de apanhar calada</div>
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<p><strong>Falhas na prevenção</strong><br />
A secretária nacional de enfrentamento à violência no Ministério das Mulheres, Estela Bezerra, lembrou que, nos 1.568 casos de feminicídio registrados em 2025, 30% das vítimas chegaram a pedir ajuda ao poder público, mas houve falha tanto da segurança pública quanto do sistema de Justiça. Nos outros casos, ela aponta que houve falha da sociedade em geral.</p>
<p>“70% das mulheres não encontraram força social, institucional e familiar para fazer a ruptura [da situação de violência], fazer a denúncia e buscar ajuda. Todas essas mulheres deram indícios de que seriam executadas. O feminicídio é uma morte anunciada”, disse.</p>
<p><strong>Definição mais clara</strong><br />
A deputada Ana Pimentel (PT-MG) afirmou que a futura lei vai deixar bem clara a definição de misoginia.</p>
<p>“Desigualdade entre homens e mulheres é uma coisa, ter uma diferença política entre homens e mulheres é uma coisa. Misoginia é o ódio às mulheres, que as inferioriza, que as animaliza, que desumaniza e objetifica as mulheres e que faz com que as mulheres sejam submetidas a crimes cotidianos”, explicou.</p>
<p>A coordenadora do grupo de trabalho, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), anunciou que a próxima audiência, na quarta-feira da próxima semana (3/6), vai debater aspectos jurídicos da criminalização da misoginia e será a última antes da apresentação do relatório final.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1169919" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/misoginia/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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        <item>
            <title><![CDATA[Debatedores pedem plano de transição para adolescentes que deixarão abrigos; assista]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1276813-debatedores-pedem-plano-de-transicao-para-adolescentes-que-deixarao-abrigos-assista/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1276813-debatedores-pedem-plano-de-transicao-para-adolescentes-que-deixarao-abrigos-assista/</guid>
            <pubDate>Wed, 27 May 2026 14:46:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Tema foi discutido em audiência na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="video-container-1276797" class="video-container youtube youtube-100" style="width: 100%; float: none; margin: 0px;" data-youtube-id="0fRDzW9pSSM">
<div class="midia-creditos"></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0fRDzW9pSSM" width="100%" frameborder="0" data-youtube-id="0fRDzW9pSSM" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<div id="midia-legenda" class="midia-legenda"></div>
</div>
<p>O Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento foi discutido em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados.</p>
<p>Os participantes do debate demonstraram uma preocupação em comum: a necessidade de um plano de transição para a vida adulta para os adolescentes que estão prestes a deixar os abrigos.</p>
<p>"Infelizmente, não existem políticas públicas para esse jovem, que acaba indo morar sozinho”, relatou Jackson dos Santos, um ex-acolhido que viveu essa realidade na prática.</p>
<p>Pela legislação em vigor, os jovens devem deixar os abrigos ao completar 18 anos (maioridade civil).</p>
<p>A deputada Erika Kokay (PT-DF), idealizadora da audiência, defendeu iniciativas concretas para facilitar a inclusão dos futuros ex-abrigados.</p>
<p>“Perto de chegar aos 18 anos, é fundamental que se faça uma preparação para que esses jovens possam ser incorporados à sociedade”, disse. “É necessário haver políticas de emprego e renda, de priorização no mercado de trabalho, de exercício pleno da cidadania.”</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Cancelado debate sobre o uso de tecnologia no combate à violência contra a mulher]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1276378-cancelado-debate-sobre-o-uso-de-tecnologia-no-combate-a-violencia-contra-a-mulher/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1276378-cancelado-debate-sobre-o-uso-de-tecnologia-no-combate-a-violencia-contra-a-mulher/</guid>
            <pubDate>Wed, 27 May 2026 11:48:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1270170" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1270170">
<div class="midia-creditos"><em>Arquivo/Agência Brasil</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/mcm-5823-0-768x512.jpg" /></div>
<div class="midia-legenda">Ato contra o feminicídio em Brasília em 2025</div>
</div>
<p data-start="96" data-end="315">Foi cancelada a audiência pública que seria promovida pela Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher nesta quarta-feira (27) sobre o uso de tecnologias como ferramentas de apoio no combate à violência contra mulheres.</p>
<p data-start="481" data-end="601">Segundo a presidente da comissão, deputada Luizianne Lins (Rede-CE), a violência contra a mulher continua sendo um grave problema social e de direitos humanos, o que exige o fortalecimento das estratégias de prevenção, denúncia e proteção às vítimas.</p>
<p data-start="840" data-end="1102">A parlamentar afirma que tecnologias como aplicativos de denúncia, monitoramento eletrônico de agressores, botões do pânico, inteligência artificial e plataformas digitais de acolhimento podem ampliar a proteção às mulheres e agilizar a resposta das autoridades.</p>
<p data-start="840" data-end="1102">Não foi definida nova data para a realização do debate.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Cancelada audiência pública sobre déficit de auditores-fiscais do trabalho]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1275503-cancelada-audiencia-publica-sobre-deficit-de-auditores-fiscais-do-trabalho/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1275503-cancelada-audiencia-publica-sobre-deficit-de-auditores-fiscais-do-trabalho/</guid>
            <pubDate>Wed, 27 May 2026 11:42:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1276123" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1276123">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260521124321040-768x473.jpg" alt="Deliberação dos dispositivos 4, 5, 23 e 25 do Veto nº 51 de 2025 (PLDO 2026). Dep. Alice Portugal (PCdoB - BA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Alice Portugal: pior cenário dos últimos 35 anos</div>
</div>
<p data-start="58" data-end="339">Foi cancelada a audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados para discutir o déficit no número de auditores-fiscais do trabalho e os impactos do baixo número desses servidores em diferentes setores da sociedade.</p>
<p data-start="491" data-end="730">A audiência pública foi pedida pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que preside a comissão. Segundo a parlamentar, a fiscalização do trabalho vive o pior cenário dos últimos 35 anos, com redução do número de servidores da carreira de auditoria-fiscal do trabalho.</p>
<p data-start="732" data-end="920">Alice Portugal afirma que atualmente apenas 3% dos estabelecimentos do país são fiscalizados, o que compromete ações de combate ao trabalho escravo, ao trabalho infantil e à informalidade.</p>
<p data-start="922" data-end="1197">Não foi agendada nova data para a realização do debate.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
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