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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
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        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Fri, 06 Mar 2026 02:30:01 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
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            <title><![CDATA[Comissão aprova uso de dinheiro apreendido do tráfico para obras de saneamento básico]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250835-comissao-aprova-uso-de-dinheiro-apreendido-do-trafico-para-obras-de-saneamento-basico/</link>
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            <pubDate>Thu, 05 Mar 2026 23:10:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue em análise na Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1250912" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250912">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260204110823989-768x473.jpg" alt="Reunião de Instalação e Eleição. Dep. Saulo Pedroso (PSD - SP)" /></div>
<div class="midia-legenda">Saulo Pedroso: política de drogas deve atuar na prevenção social</div>
</div>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3770/25, que destina recursos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) para investimentos em saneamento básico. A medida visa utilizar bens e valores apreendidos do tráfico de drogas e do crime organizado para combater a vulnerabilidade social em áreas carentes.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">A proposta, de autoria do deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA), recebeu parecer favorável do relator, deputado Saulo Pedroso (PSD-SP). O texto altera a lei de criação do Funad (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1980-1987/lei-7560-19-dezembro-1986-368151-norma-pl.html">Lei 7.560/86</a>) para incluir explicitamente o saneamento entre as destinações permitidas do fundo.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap"><strong>Prevenção estrutural<br />
</strong>O relator destacou que a política de drogas não deve se restringir à repressão policial, mas também atuar na prevenção social.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">"A melhoria das condições urbanas e sanitárias contribui para a redução de contextos de exclusão e marginalização, frequentemente associados ao aumento da exposição a situações de violência, criminalidade e uso problemático de drogas", afirmou Saulo Pedroso.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">O deputado ressaltou ainda que a medida auxilia no cumprimento das metas do marco legal do saneamento, que prevê a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap"><strong>Como funciona o Funad<br />
</strong>O Fundo Nacional Antidrogas é abastecido, principalmente, pela alienação (venda) de bens confiscados de criminosos, como veículos, imóveis, joias e dinheiro em espécie. Atualmente, esses recursos financiam programas de prevenção, tratamento de dependentes e repressão ao tráfico. Com a mudança, parte desse montante poderá financiar redes de esgoto e água potável.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap"><strong>Próximos passos<br />
</strong>O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e ainda será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova apoio do Fundo Nacional do Esporte ao paradesporto]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250718-comissao-aprova-apoio-do-fundo-nacional-do-esporte-ao-paradesporto/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1250718-comissao-aprova-apoio-do-fundo-nacional-do-esporte-ao-paradesporto/</guid>
            <pubDate>Thu, 05 Mar 2026 22:12:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1249982" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1249982">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260303220157161-768x474.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Duarte Jr. (PSB - MA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Duarte Jr: relator do projeto de lei</div>
</div>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou propostas que destinam recursos do Fundo Nacional do Esporte para a prática esportiva por pessoas com deficiência. Os textos alteram a Lei Geral do Esporte (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2023/lei-14597-14-junho-2023-794299-norma-pl.html">Lei 14.597/23</a>) para inserir o paradesporto entre os objetivos do fundo.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">O colegiado adotou o parecer do deputado Duarte Jr. (PSB-MA) e aprovou um <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> aos projetos de lei 3982/25 e 3983/25, ambos de autoria do deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE). As medidas buscam assegurar infraestrutura e recursos para atletas e entidades do setor.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap"><strong>Mudanças no texto<br />
</strong><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3061527&amp;filename=SBT-A+1+CESPO+%3D%3E+PL+3982/2025">O substitutivo alterou a redação original das propostas</a>. Em vez de criar isenções fiscais e novos programas, o texto determina o direcionamento de verbas de um fundo já existente para a compra e o desenvolvimento de materiais.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">Segundo o texto aprovado, os recursos poderão ser aplicados em:</p>
<ul>
<li>aquisição e manutenção de equipamentos esportivos;</li>
<li>pesquisa e inovação tecnológica;</li>
<li>articulação com o Comitê Paralímpico Brasileiro e outras entidades.</li>
</ul>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap"><strong>Inclusão e saúde<br />
</strong>Para o relator, o esporte atua na inclusão e na promoção da saúde. "A prática esportiva é instrumento de inclusão social, promoção da saúde, desenvolvimento da autonomia e fortalecimento da autoestima das pessoas com deficiência", disse Duarte Jr.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap">O deputado afirmou que as propostas cumprem o Estatuto da Pessoa com Deficiência ao criar formas de financiamento para entidades de formação de atletas.</p>
<p class="mb-2 whitespace-pre-wrap"><b>Próximos passos<br />
</b>Os projetos de lei 3982/25 e 3983/25 tramitam em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e seguem para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova programa de estímulo ao empreendedorismo para pais e responsáveis de pessoas com deficiência]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250829-comissao-aprova-programa-de-estimulo-ao-empreendedorismo-para-pais-e-responsaveis-de-pessoas-com-deficiencia/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1250829-comissao-aprova-programa-de-estimulo-ao-empreendedorismo-para-pais-e-responsaveis-de-pessoas-com-deficiencia/</guid>
            <pubDate>Thu, 05 Mar 2026 21:03:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue em análise na Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1250877" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250877">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260304212453838-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Duarte Jr. (PSB - MA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Duarte Jr. defendeu a ampliação do alcance da proposta inicial</div>
</div>
<p>A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou a criação de um programa nacional de apoio ao empreendedorismo para pais e responsáveis por crianças e adolescentes com deficiência. O objetivo é ajudar essas famílias a gerar renda e ter mais autonomia econômica.</p>
<p>O Programa Nacional de Estímulo ao Empreendedorismo de Genitores e Responsáveis de Crianças e Adolescentes com Deficiência, Transtornos do Neurodesenvolvimento ou Doenças Crônicas (PRO-PcD) prevê ações de capacitação, acesso facilitado a crédito, simplificação de negócios e uma rede de apoio.</p>
<p>Podem participar do PRO-PcD microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte administradas por pais, mães ou outros responsáveis por crianças ou adolescentes com deficiência.</p>
<p data-start="906" data-end="966">Para entrar no programa, os responsáveis deverão apresentar:</p>
<ul>
<li data-start="969" data-end="1096">inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) ou comprovação de renda familiar compatível;</li>
<li data-start="1099" data-end="1156">laudo médico emitido pelo Sistema Único de Saúde (SUS); e</li>
<li data-start="1159" data-end="1211">um plano simplificado de desenvolvimento do negócio.</li>
</ul>
<p><strong>Mudanças no texto original<br />
</strong>O <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3066545&amp;filename=Parecer-CICS-2025-12-11">texto aprovado</a> é o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, deputado Beto Richa (PSDB-PR), que ampliou o alcance da proposta original – Projeto de Lei 4037/25, do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ). Entre as mudanças, o relator incluiu no programa não apenas mães, mas pais e quaisquer responsáveis legais, renomeando a iniciativa para PRO-PcD.</p>
<p>Richa também incluiu uma regra para que as linhas de crédito destinadas ao programa sigam as normas aplicadas às microempresas. Ao mesmo tempo, o texto mantém a autonomia dos bancos para decidir sobre a concessão dos empréstimos.</p>
<p data-start="1884" data-end="2030">Segundo a proposta, o governo federal poderá criar linhas de crédito específicas para os participantes do PRO-PcD. Entre as possibilidades estão:</p>
<ul>
<li data-start="2033" data-end="2233">uso de programas como o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), com garantia de até 80%;</li>
<li data-start="2236" data-end="2280">microcrédito com até 12 meses de carência;</li>
<li data-start="2283" data-end="2361">equalização de juros (quando o governo ajuda a reduzir o custo do empréstimo).</li>
</ul>
<p data-start="2363" data-end="2557">O texto também prevê benefícios como bonificação para quem pagar as parcelas em dia, possibilidade de transferir o empréstimo para outro banco e parcerias com fintechs e cooperativas de crédito.</p>
<p>O deputado Duarte Jr. (PSB-MA), que relatou o projeto na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, defendeu a ampliação do público-alvo para evitar discriminações. Segundo ele, o projeto reconhece a diversidade dos arranjos familiares e a sobrecarga enfrentada por quem cuida de pessoas com deficiência.</p>
<p>"É essencial contemplar no programa não apenas as mães, mas também os pais biológicos, os pais e mães adotivos e outros responsáveis legais (como avós, tios ou tutores) pelas crianças e adolescentes com deficiência", afirmou Duarte Jr. no parecer.</p>
<p><strong>Rede de cuidado</strong><br />
A proposta prevê ainda a criação da rede de cuidado "Tempo para Empreender" (TPE), por meio da qual o governo federal oferecerá horas de cuidado para crianças e adolescentes com deficiência. Assim, os responsáveis poderão participar de cursos, feiras ou dedicar mais tempo à produção e à gestão do negócio.</p>
<p data-start="3567" data-end="3596">Além disso, o projeto cria a Vitrine Digital PRO-PcD, para divulgar produtos e serviços dos participantes, e as Salas do Empreendedor Inclusivas, que oferecerão orientação sobre tributação, gestão de negócios e exportação.</p>
<p data-start="3806" data-end="3895">A participação no programa será voluntária, e os custos serão pagos pelo governo federal.</p>
<p><strong>Próximas etapas<br />
</strong>A proposta será analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova aumento de pena para militar que cometer estupro de vulnerável com lesão grave]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250696-comissao-aprova-aumento-de-pena-para-militar-que-cometer-estupro-de-vulneravel-com-lesao-grave/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1250696-comissao-aprova-aumento-de-pena-para-militar-que-cometer-estupro-de-vulneravel-com-lesao-grave/</guid>
            <pubDate>Thu, 05 Mar 2026 18:50:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1250782" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250782">
<div class="midia-creditos"><em>Renato Araújo / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260303163746427-768x474.jpeg" alt="Audiência Pública - Incidentes com passageiros indisciplinados em voos comerciais. Dep. Claudio Cajado (PP-BA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Cajado: medida fortalece confiança na integridade das corporações</div>
</div>
<p>A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1250694-projeto-aumenta-pena-para-militar-em-caso-de-estupro-de-vulneravel-com-lesao-grave">Projeto de Lei 4295/25</a>, que prevê pena de reclusão de 10 a 20 anos para o crime de estupro de vulnerável cometido por militar, quando a conduta resultar em lesão corporal de natureza grave.</p>
<p>O relator, deputado Claudio Cajado (PP-BA), recomendou a aprovação do texto. “A medida fortalece a confiança interna e externa na integridade das corporações militares”, afirmou ele no parecer aprovado.</p>
<p>“No contexto militar, onde a hierarquia e a disciplina são pilares essenciais, não se pode admitir que condutas de extrema gravidade encontrem reprimenda mais branda no sistema militar do que no sistema penal civil”, disse Claudio Cajado.</p>
<p><strong>Equiparação</strong><br />
Segundo a autora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a mudança equipara a pena do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1960-1969/decreto-lei-1001-21-outubro-1969-376258-publicacaooriginal-1-pe.html">Código Penal Militar</a>, que hoje admite 8 a 15 anos nesses casos, àquela do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-2848-7-dezembro-1940-412868-norma-pe.html">Código Penal</a> comum. O Supremo Tribunal Federal já analisa essa disparidade.</p>
<p>Laura Carneiro disse ainda que o objetivo é evitar a insegurança decorrente de interpretações judiciais oscilantes sobre o tema. “A aprovação do projeto elimina a incoerência atualmente apontada entre os dois sistemas penais”, afirmou.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova projeto que prevê posto de registro civil em hospital que realiza partos]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250588-comissao-aprova-projeto-que-preve-posto-de-registro-civil-em-hospital-que-realiza-partos/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1250588-comissao-aprova-projeto-que-preve-posto-de-registro-civil-em-hospital-que-realiza-partos/</guid>
            <pubDate>Thu, 05 Mar 2026 16:55:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[A proposta deverá seguir para análise do Senado, a menos que haja recurso para que seja votada pelo Plenário da Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1250642" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250642">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260203193820363-768x473.jpg" alt="Deputada Lídice da Mata (PSB-BA) fala no Plenário da Câmara dos Deputados" /></div>
<div class="midia-legenda">Lídice da Mata: falta de certidão impede pleno exercício dos direitos fundamentais</div>
</div>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga os oficiais de registro de pessoas a instalar unidades de atendimento nos locais que realizam partos para permitir o registro civil e a obtenção da certidão de nascimento.</p>
<p>Esses postos deverão estar interligados aos cartórios de registro civil de pessoas. Hoje, essa interligação é feita por meio da Central de Informações de Registro Civil das Pessoas Naturais, criada em 2015 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).</p>
<p>Como foi analisada em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, a proposta deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise pelo Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.</p>
<p><strong>Subnotificação</strong><br />
O objetivo das medidas aprovadas pela CCJ é acabar com a subnotificação de nascimentos no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (<span id="4178" class="termoGlossario" title="Órgão da administração pública federal, subordinado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. É o principal provedor de dados oficiais do País, sendo responsável pela produção, análise, pesquisa e disseminação de informações de natureza estatística (demográfica, social e econômica), geográfica, cartográfica, geodésica e ambiental." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">IBGE</span>), atualmente cerca de 3 milhões de pessoas não possuem registro civil.</p>
<p>Por recomendação da relatora, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), após ajustes foi aprovada a <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/965653-COMISSAO-APROVA-PROJETO-QUE-PREVE-POSTO-DE-REGISTRO-CIVIL-EM-HOSPITAL-QUE-REALIZA-PARTOS">versão da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família</a> para o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/372562-hospital-publico-podera-ter-posto-para-registro-de-nascimento">Projeto de Lei 3056/11</a>, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e mais três iniciativas. O texto altera a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-6015-31-dezembro-1973-357511-norma-pl.html">Lei dos Registros Públicos</a>.</p>
<p>“A subnotificação impede a eficiência e a rapidez nas políticas públicas e, sob o ponto de vista individual, a falta de certidão de nascimento impede o pleno exercício dos direitos fundamentais relativos à cidadania”, afirmou a relatora.</p>
<p><strong>Requerimento</strong><br />
A proposta aprovada determina que o requerimento de registro de nascimento poderá ser formalizado por agente público que preste serviços de saúde ou de assistência social, viabilizando a obtenção da certidão pela população vulnerável.</p>
<p>Esse requerimento é um documento necessário quando o registro civil de nascimento no cartório é feito fora do prazo legal, que varia entre 15 dias após o parto e até três meses, dependendo do caso.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Câmara aprova PEC da Segurança Pública em 2º turno]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250434-camara-aprova-pec-da-seguranca-publica-em-2o-turno/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1250434-camara-aprova-pec-da-seguranca-publica-em-2o-turno/</guid>
            <pubDate>Thu, 05 Mar 2026 00:51:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue para o Senado]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1250343" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250343">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260304171455700-768x474.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputados na votação em Plenário nesta quarta-feira</div>
</div>
<p>A Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25), que pretende melhorar a integração dos órgãos de segurança e garantir mais recursos para o setor. Aprovada com <a href="https://www.camara.leg.br/presenca-comissoes/votacao-portal?reuniao=81196&amp;itemVotacao=13533">461 votos a 14</a>, a proposta será enviada ao Senado.</p>
<p>No primeiro turno, foram <a href="https://www.camara.leg.br/presenca-comissoes/votacao-portal?reuniao=81196">487 votos a favor, 15 contrários e 1 abstenção</a>.</p>
<p>O texto aprovado é um <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), que fez diversas alterações na versão original da proposta, encaminhada pelo governo ao Congresso.</p>
<p>O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a aprovação da PEC significa um dia histórico e foi resultado de diálogo e equilíbrio, “convergindo na vontade de ter um país mais seguro para todos os brasileiros”.</p>
<p>Motta também elogiou os trabalhos da comissão especial sobre a proposta, lembrando que houve “ampla escuta da sociedade, o que deu legitimidade às decisões tomadas”.</p>
<p><strong>Arrecadação das bets</strong><br />
Entre outros pontos, o texto aprovado prevê a destinação de dinheiro arrecadado com as bets (loterias por quota fixa) para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).</p>
<p>Gradativamente, 10% dos recursos arrecadados com essas apostas serão direcionados a esses fundos no período de 2026 a 2028 até totalizar 30%, permanecendo esse montante daí em diante.</p>
<p>No entanto, antes de calcular essa reserva, do total arrecadado deverão ser descontados os valores dos prêmios, do Imposto de Renda sobre eles e o lucro bruto das casas de apostas.</p>
<p>Dessa forma, não aumenta o imposto sobre as operadoras, mas diminui em 30% o valor a repassar para outras instituições, inclusive o próprio FNSP, já contemplado com o rateio atual, afetando ainda a seguridade social e os ministérios do Esporte e do Turismo.</p>
<p>Em relação à versão anterior da PEC apresentada na comissão especial, Mendonça Filho desistiu de aumentar em 6% a tributação sobre essas casas de apostas.</p>
<p>Em relação aos recursos do Fundo Social do <span id="4379" class="termoGlossario" title="Refere-se a um conjunto de rochas localizadas no fundo do mar, abaixo de uma extensa camada de sal, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Os reservatórios brasileiros nessa camada estão a aproximadamente 7 mil metros de profundidade, em uma faixa que se estende por cerca de 800 km entre o Espírito Santo e Santa Catarina." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">pré-sal</span>, 10% do superávit financeiro de cada ano deverão ir para o FNSP e o Funpen, também com transição gradativa (1/3 desse aumento por ano de 2027 a 2029). Na versão anterior, seriam 15% das receitas do fundo.</p>
<p>O Fundo Social (FS) foi criado para receber recursos da União obtidos com os direitos pela exploração do petróleo para projetos e programas em diversas áreas, como educação, saúde pública, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p><strong>Maioridade penal</strong><br />
O relator da PEC, Mendonça Filho, retirou do texto a diminuição da maioridade penal de 18 anos para 16 anos em crimes com violência ou grave ameaça à pessoa, cuja validade dependeria de um referendo popular. A decisão foi anunciada hoje, após negociações intermediadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.</p>
<p><strong>Bloqueio orçamentário</strong><br />
Outra mudança na PEC aprovada foi a desistência de impedir o bloqueio, limitação de empenho e movimentação financeira de recursos do FNSP, do Funpen e do fundo da Polícia Federal (Funapol).</p>
<p>O bloqueio ou <span id="4184" class="termoGlossario" title="Bloqueio provisório dos gastos públicos com o objetivo de evitar que as despesas superem as receitas. A cada ano, após a sanção da lei orçamentária, o governo federal edita um decreto de contingenciamento, com o cronograma de liberação dos recursos, por órgão público." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">contingenciamento</span> poderá ocorrer no caso de queda de arrecadação, monitoramento feito bimestralmente para alcance de metas fiscais.</p>
<p>Será proibido, entretanto, alocar os valores em reservas de contingência ou transpor sobras ao fim do ano para o tesouro da União ou de estados, devendo o saldo ficar no próprio fundo ao final do exercício.</p>
<div id="image-container-1250388" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250388">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260304174154209-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Mendonça Filho (UNIÃO - PE)" /></div>
<div class="midia-legenda">Mendonça Filho, relator da PEC</div>
</div>
<p>Aos valores recuperados, apreendidos, confiscados ou declarados perdidos em razão da exploração ilegal das apostas com bets, inclusive os provenientes de cooperação jurídica internacional, não se aplicam as vedações de colocá-los em reserva de contingência ou de impor bloqueio ou contingenciamento e sua exceção.</p>
<p><strong>Distribuição obrigatória</strong><br />
Em relação ainda aos recursos do FNSP, do Funpen e aos do Fundo Social do <span id="4379" class="termoGlossario" title="Refere-se a um conjunto de rochas localizadas no fundo do mar, abaixo de uma extensa camada de sal, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Os reservatórios brasileiros nessa camada estão a aproximadamente 7 mil metros de profundidade, em uma faixa que se estende por cerca de 800 km entre o Espírito Santo e Santa Catarina." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">pré-sal</span> direcionados aos dois primeiros, a PEC prevê distribuição obrigatória a estados e ao Distrito Federal sem convênio de 50%.</p>
<p>Atualmente, apenas o FNSP funciona assim, e no Funpen o repasse obrigatório é de 40%.</p>
<p><strong>DRU</strong><br />
Quanto à Desvinculação de Receitas da União (<span id="4155" class="termoGlossario" title="Mecanismo que autoriza o governo federal a usar livremente parte da arrecadação da União que já entra &quot;carimbada&quot; com destinação específica para áreas como saúde, educação e previdência. Até 2023, o percentual desvinculado é de 30% da arrecadação com contribuições sociais, Cide e taxas federais." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">DRU</span>), mecanismo que permite o uso livre de 30% de certos tributos e fundos, o texto do relator propõe que o dinheiro do FNSP e do Funpen não seja atingido pela desvinculação.</p>
<p>A DRU atinge também contribuições sociais ao INSS, contribuições de intervenção no domínio econômico (<span id="4376" class="termoGlossario" title="Tributo de competência da União que pode ser instituído em diversas áreas. A mais conhecida é a Cide-Combustíveis que incide sobre importação e comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e álcool. Os recursos da Cide-Combustíveis são destinados, entre outras áreas, para infraestrutura de transportes." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Cides</span>), taxas e receitas patrimoniais. Já a exceção atual é apenas para o Fundo Social e montante específico dele direcionado à educação e à saúde.</p>
<p><strong>Conselho Nacional de Justiça</strong><br />
Em relação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o texto atribui competência para o Congresso Nacional sustar atos desses conselhos que passem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa, mas somente em matéria de segurança pública, direito penal, direito processual penal e direito penitenciário.</p>
<p>A proposta proíbe a adoção de medidas que “atentem contra as competências do Congresso Nacional”. Mendonça Filho citou como exemplos do que considera atos legislativos do CNJ as resoluções sobre audiências de custódia, sobre política antimanicomial e sobre monitoramento eletrônico.</p>
<p>O Congresso terá ainda a atribuição de fiscalizar e controlar a atividade de inteligência.</p>
<p><strong>Polícias municipais</strong><br />
A PEC 18/25 autoriza a criação de polícias municipais de natureza civil, organizadas em carreira e destinadas a ações de policiamento ostensivo e comunitário.</p>
<p>Mendonça Filho retirou a restrição inicial de criação das polícias apenas por municípios com mais de 100 mil habitantes.</p>
<p>Outros critérios exigidos serão:</p>
<ul>
<li>realizar acreditação periódica pelo Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, segundo padronização nacional de lei federal;</li>
<li>demonstrar capacidade financeira, por meio de receita própria, compatível com a manutenção da corporação;</li>
<li>demonstrar o cumprimento integral da legislação sobre guarda municipal, se ela já existir; e</li>
<li>realizar formação de pessoal de acordo com os parâmetros nacionais básicos.</li>
</ul>
<p>No entanto, será proibida a coexistência, no mesmo município, de órgão municipal de segurança pública com atribuições sobrepostas.</p>
<p>O texto deixa explícito que tanto as guardas quanto as polícias municipais estão sujeitas ao controle externo pelo Ministério Público. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) veda aos municípios chamarem as guardas municipais de polícias municipais por falta de previsão constitucional.</p>
<p>Com a mudança, municípios que cumprirem esses requisitos e criarem polícia municipal comunitária ou transformarem suas guardas nesse tipo de polícia terão a previsão constitucional de que ela faz parte dos órgãos de segurança pública listados no artigo 144 da Constituição.</p>
<p><strong>Polícia penal</strong><br />
Quanto à polícia penal, o texto do relator especifica que todas elas (federal, estaduais e distrital) são órgãos de natureza civil, estruturadas em carreira e vinculadas ao órgão administrador do sistema penal do respectivo ente federativo.</p>
<p>As polícias penais terão atribuição de custódia, ordem e disciplina e segurança dos estabelecimentos penais da jurisdição.</p>
<p>Ainda sobre penitenciárias, a PEC aprovada cria o Sistema de Políticas Penais, definido como o conjunto de órgãos, instituições e políticas públicas destinadas à custódia, ordem e disciplina, correição, reeducação e integração social das pessoas apenadas.</p>
<p>O Poder Executivo de cada ente federativo deverá:</p>
<ul>
<li>alocar e transferir presos por critérios técnicos e legais;</li>
<li>exercer as funções de polícia administrativa no âmbito do sistema de execução penal;</li>
<li>executar o regime disciplinar interno e aplicar sanções administrativas;</li>
<li>organizar visitas e atendimento jurídico e escolar; e</li>
<li>operar tecnologias de segurança.</li>
</ul>
<p>A segurança e a gestão de unidades socioeducativas ficarão a cargo dos órgãos estaduais do sistema socioeducativo.</p>
<p><strong>Polícia Federal</strong><br />
Sobre as atribuições da Polícia Federal, o texto deixa mais claro que cabe a ela apurar crimes cometidos por organizações criminosas e milícias privadas de repercussão interestadual ou internacional, sem prejuízo das atribuições das polícias estaduais e do Ministério Público.</p>
<p>Outra atribuição incluída é a de apurar crimes contra o meio ambiente, mas ficam de fora as infrações penais praticadas em locais sob administração militar.</p>
<p><strong>Polícia Rodoviária</strong><br />
Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que o governo pretendia transformar em polícia viária, continua com o mesmo nome e mais atribuições, como policiamento ostensivo de ferrovias e hidrovias federais, ressalvadas as competências das Forças Armadas, que exercerão o policiamento em seus terrenos.</p>
<p>A União poderá autorizar ainda o emprego da PRF para:</p>
<ul>
<li>policiamento ostensivo na proteção de bens, serviços e instalações federais ou de interesse da União;</li>
<li>prestar auxílio aos órgãos de segurança pública dos estados quando requerido por seus governadores; e</li>
<li>atuar em cooperação com os demais órgãos integrantes do Sistema Único de Segurança Pública em situações de estado de calamidade pública ou em caso de desastres.</li>
</ul>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573448-saiba-mais-sobre-a-tramitacao-de-pecs/">Saiba mais sobre a tramitação de propostas de emenda à Constituição</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Sessão na Câmara marca Dia da Mulher com cobrança por combate ao feminicídio e fim da escala 6x1]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250103-sessao-na-camara-marca-dia-da-mulher-com-cobranca-por-combate-ao-feminicidio-e-fim-da-escala-6x1/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1250103-sessao-na-camara-marca-dia-da-mulher-com-cobranca-por-combate-ao-feminicidio-e-fim-da-escala-6x1/</guid>
            <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 17:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Parlamentares e ministra das Mulheres defenderam políticas contra a violência e melhores condições de trabalho]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1250126" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250126">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260304105024505-768x473.jpg" alt="Homenagem ao Dia Internacional da Mulher." /></div>
<div class="midia-legenda">Sessão solene foi marcada por apelos pelo fim da violência</div>
</div>
<p>Sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), nesta quarta-feira (4), foi marcada por apelos pelo fim da violência e pela garantia de direitos trabalhistas dignos.</p>
<p>O principal ponto debatido foram os altos índices de criminalidade contra o público feminino, com parlamentares e convidadas defendendo ações para deter o avanço dos assassinatos de mulheres no Brasil. A gravidade da situação foi ilustrada por dados de 2025, que apontaram a ocorrência de 1.470 feminicídios no país — uma média de quatro mortes por dia.</p>
<p>“Nesse momento em que a gente vem debatendo a luta contra o feminicídio, o aumento da violência contra as mulheres, sem dúvida alguma, essa é uma das nossas prioridades. Então, a bancada feminina se une ao pacto, ao enfrentamento ao feminicídio”, afirmou a coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES).</p>
<p>A sessão contou com o depoimento de Barbara Penna, vítima de tentativa de feminicídio em 2013, que continuou sendo ameaçada pelo agressor mesmo depois de ele ser preso. Barbara relatou as dificuldades enfrentadas no sistema de proteção.</p>
<p>“Muitos julgam as mulheres vítimas de violência, dizendo que elas não denunciam. Mas, na época, antes da tragédia, eu fui até a delegacia efetivar a denúncia e, lá dentro, fui desmotivada”, declarou Bárbara. “Entrei na delegacia com medo e saí ainda com mais medo, sem conseguir encerrar o ciclo de violência.”</p>
<p>Atualmente, tramita na Câmara o PL 2083/22, conhecido como Lei Barbara Penna, que estabelece medidas para impedir que agressores de mulheres, mesmo após condenados, continuem a ameaçar ou agredir suas vítimas.</p>
<div id="image-container-1250133" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250133">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260304125105623-768x473.jpg" alt="Homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Participante, Bárbara." /></div>
<div class="midia-legenda">Barbara Penna foi vítima de tentativa de feminicídio</div>
</div>
<p><strong>Representatividade<br />
</strong>A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou o lançamento do Pacto Brasil contra o Feminicídio, reafirmando que o enfrentamento à violência é uma responsabilidade de todo o Estado brasileiro e exige articulação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.</p>
<p>“Precisamos atuar na base dessa transformação. Na educação, na prevenção e na construção de uma sociedade que reconheça a igualdade entre meninas, mulheres e homens em toda a sua diversidade. Essa é uma tarefa coletiva que envolve governos, escolas, famílias e instituições”, defendeu a ministra.</p>
<p>Embora as mulheres representem hoje 44% da produção legislativa da Câmara, as parlamentares lembraram que os desafios persistem, especialmente na desigualdade salarial e na violência política de gênero. "Não há o que comemorar quando, todos os dias, somos confrontadas com notícias de violência contra o nosso corpo, contra a nossa dignidade", declarou a deputada Socorro Neri (PP-AC), integrante do Observatório Mulher na Política.</p>
<p><strong>Escala 6x1<br />
</strong>Além da segurança física, a dignidade laboral foi tema recorrente nas falas das parlamentares. Diversas deputadas defenderam o fim da escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso) como medida essencial para a saúde e o bem-estar das mulheres, que frequentemente enfrentam dupla ou tripla jornada.</p>
<p>A deputada Dandara (PT-MG) defendeu a mudança como fundamental para a proteção da família e para o combate à exaustão. “Qualquer pessoa que defende a família tem que defender o fim da escala 6x1, porque é garantir o maior convívio dos pais, da família com as crianças. Chega de exaustão na vida das mulheres”.</p>
<p>Coordenadora-adjunta dos Direitos da Mulher, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) reforçou que a luta pela redução da jornada, sem redução salarial, faz parte da "luta pelo direito da mulher que se extenua" para garantir o sustento e o cuidado com os filhos.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Cancelada audiência pública sobre aplicação da Lei do Feminicídio]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1248692-cancelada-audiencia-publica-sobre-aplicacao-da-lei-do-feminicidio/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1248692-cancelada-audiencia-publica-sobre-aplicacao-da-lei-do-feminicidio/</guid>
            <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 16:39:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<p data-start="95" data-end="410">Foi cancelada a audiência pública da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência Contra a Mulher de hoje (4) para discutir a aplicação da <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2015/lei-13104-9-marco-2015-780225-norma-pl.html">Lei 13.104/15</a>, conhecida como Lei do Feminicídio. Ainda há nova data para a reunião.</p>
<p data-start="95" data-end="410">O debate analisaria os índices de violência doméstica e feminicídio, a rede de proteção e a atuação do sistema de justiça.</p>
<p data-start="612" data-end="808">O objetivo da comissão era reunir informações e contribuições que pudessem orientar o plano de trabalho do colegiado no enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Motta afirma que projetos da bancada feminina serão a prioridade de votação neste mês]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250007-motta-afirma-que-projetos-da-bancada-feminina-serao-a-prioridade-de-votacao-neste-mes/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1250007-motta-afirma-que-projetos-da-bancada-feminina-serao-a-prioridade-de-votacao-neste-mes/</guid>
            <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 14:13:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Presidente da Câmara defendeu uma pauta abrangente no combate à violência contra a mulher]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1250030" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250030">
<div class="midia-creditos"><em>Douglas Gomes/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/55128744209-dbcd334095-c-768x512.jpg" alt="Hugo motta discursa  em evento da camara" /></div>
<div class="midia-legenda">Hugo Motta participou de evento da bancada feminina nesta quarta-feira (4)</div>
</div>
<p>O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a prioridade de votação no mês de março serão projetos da bancada feminina.</p>
<p>Motta participou, nesta quarta-feira (4), de café da manhã com as parlamentares do grupo e defendeu o compromisso de uma pauta ousada, firme e abrangente no combate à violência contra a mulher.</p>
<p>“Temos muitos desafios. Recentemente, ao lado dos presidentes de todos os poderes, assinamos o pacto contra o feminicídio. O número de mulheres que são mortas Brasil afora nos entristece muito, e isso requer de nós respostas duras”, disse.</p>
<p>“Quero reafirmar o compromisso no pacto contra o feminicídio e ter uma pauta ainda mais firme, ousada e abrangente no combate à violência contra mulher”, continuou.</p>
<div id="image-container-1250031" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250031">
<div class="midia-creditos"><em>Douglas Gomes/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/55128744589-302602a990-c-768x512.jpg" alt="Bancada feminina na rampa do Congresso" /></div>
<div class="midia-legenda">Bancada feminina refaz tradicional foto na rampa do Congresso</div>
</div>
<p><strong>Participação feminina na política</strong><br />
Além do combate à violência e ao feminicídio, Motta defendeu mais espaço para a mulher na política e destacou que um de seus compromissos é que as parlamentares relatem projetos dos mais variados temas, e não só relacionados aos temas da bancada.</p>
<p>“Mulher tem de relatar projeto sobre tudo, tenho procurado priorizar isso, para ter mulheres nas relatorias importantes e, com isso, a bancada feminina ganha o protagonismo que merece”, declarou.</p>
<p>“Temos que fortalecer o papel da bancada feminina para que, na próxima <span id="4093" class="termoGlossario" title="Espaço de tempo durante o qual os legisladores exercem seu poder. No Brasil, a duração da legislatura é de quatro anos. " contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">legislatura</span>, ela venha ainda mais representativa”, disse o presidente. “Temos que aumentar a influência das mulheres na política nacional e nas grandes decisões de que o Brasil precisa”, acrescentou.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova exigência de sinalização acessível em espaços públicos e privados]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1249954-comissao-aprova-exigencia-de-sinalizacao-acessivel-em-espacos-publicos-e-privados/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1249954-comissao-aprova-exigencia-de-sinalizacao-acessivel-em-espacos-publicos-e-privados/</guid>
            <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 13:55:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1249985" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1249985">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260303220157161-1-768x474.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Duarte Jr. (PSB - MA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Duarte Jr. é o autor da proposta</div>
</div>
<p>A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna obrigatória a sinalização acessível em ruas, praças, ônibus e edifícios públicos e privados.</p>
<p>Por recomendação do relator, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), foi aprovada a versão da Comissão de Desenvolvimento Urbano para o Projeto de Lei 256/22, do ex-deputado Cássio Andrade (PA).</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3060442&amp;filename=Parecer-CDU-2025-12-04">Veja o que foi aprovado</a></li>
</ul>
<p>O texto aprovado altera a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2000/lei-10098-19-dezembro-2000-377651-norma-pl.html">Lei de Acessibilidade</a> para exigir que a sinalização seja oferecida em formato acessível, sempre que possível. O objetivo da proposta é assegurar o acesso à informação a pessoas com deficiência.</p>
<p>O substitutivo amplia o escopo da proposta ao permitir que as informações sejam oferecidas em qualquer formato que facilite o acesso das pessoas – e não apenas em Braille ou Libras, como determinava o texto original.</p>
<p>“A evolução do conceito de acessibilidade, hoje compreendido de forma ampla, incluindo comunicação e informação, impõe o aperfeiçoamento da lei para assegurar a inclusão comunicacional nos espaços urbanos”, afirmou o relator.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A proposta ainda será analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI/">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
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