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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
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        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Wed, 15 Apr 2026 21:37:48 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
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            <title><![CDATA[Comissão aprova projeto que proíbe cobrar do inadimplente gastos do condomínio com advogado]]></title>
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            <pubDate>Wed, 15 Apr 2026 18:28:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[A proposta seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1263532" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1263532">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20251014145020314-1-768x473.jpg" alt="Oitivas de Testemunhas e de Representados. Dep. Ricardo Ayres (REPUBLICANOS - TO)" /></div>
<div class="midia-legenda">Ricardo Ayres é o relator da proposta</div>
</div>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6018/25, que proíbe incluir gastos com advogados contratados pelo condomínio no valor cobrado de condôminos em atraso.</p>
<p>Hoje, o <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2002/lei-10406-10-janeiro-2002-432893-norma-pl.html">Código Civil</a> já prevê que o condômino inadimplente pague correção monetária, juros de mora e multa prevista na convenção condominial ou, na falta dessa previsão, de até 2% do débito. O projeto, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), mantém esses encargos legais, mas veda expressamente o repasse dos honorários advocatícios.</p>
<p>O objetivo da medida é evitar que custos realizados fora do processo judicial sejam transferidos à parte devedora. Pela proposta, só poderão ser cobrados os honorários fixados pela Justiça em processo judicial, os chamados honorários sucumbenciais.</p>
<p>O texto altera o Código Civil para considerar nula qualquer cláusula de convenção, regimento interno ou deliberação de assembleia que preveja essa cobrança extrajudicial.</p>
<p>A proposta seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
<p>O relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), defendeu que a mudança garante segurança jurídica e evita abusos nas cobranças condominiais. Ayres citou, no parecer, um trecho de decisão recente da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).</p>
<p>"É inadmissível a inclusão, pelo condomínio, dos honorários convencionais no cálculo do valor objeto da execução do crédito referente a cotas inadimplidas, independentemente de previsão na convenção", disse Ayres.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova projeto que muda avaliação de entidades que atendem crianças]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1263108-comissao-aprova-projeto-que-muda-avaliacao-de-entidades-que-atendem-criancas/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1263108-comissao-aprova-projeto-que-muda-avaliacao-de-entidades-que-atendem-criancas/</guid>
            <pubDate>Wed, 15 Apr 2026 17:30:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta transfere a atribuição do Poder Judiciário para o Conselho Tutelar e o Ministério Público; texto ainda precisa ser votado no Senado]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1262525" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1262525">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20251014145020314-768x473.jpg" alt="Deputado Ricardo Ayres fala ao microfone" /></div>
<div class="midia-legenda">Ricardo Ayres recomendou a aprovação da proposta</div>
</div>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que transfere do Poder Judiciário para o Conselho Tutelar e para o <span id="4140" class="termoGlossario" title="É formado pelo Ministério Público da União (MPU) e pelos ministérios públicos estaduais. No primeiro atuam os procuradores. Nos estados, os promotores. O MPU, por sua vez, é composto pelo Ministério Público Federal, pelo Ministério Público do Trabalho, pelo Ministério Público Militar e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Ministério Público</span> a tarefa de atestar a qualidade e a eficiência dos serviços prestados por entidades de atendimento a crianças e adolescentes.</p>
<p>O texto, que altera o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8069-13-julho-1990-372211-norma-pl.html">Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)</a>, seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
<p><strong>Parecer favorável</strong><br />
Por recomendação do relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), a CCJ aprovou a <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1236786-COMISSAO-APROVA-MUDANCA-NA-FISCALIZACAO-DE-ENTIDADES-QUE-ATENDEM-CRIANCAS">versão da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família</a> para o Projeto de Lei 4150/25, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).</p>
<p>Atualmente, o ECA estabelece que as entidades sejam fiscalizadas pelo Judiciário, pelo Ministério Público e pelos Conselhos Tutelares. No entanto, a certificação de qualidade para a renovação de funcionamento era uma tarefa atribuída à Justiça da Infância e da Juventude.</p>
<p><strong>Imparcialidade</strong><br />
O relator disse que a iniciativa evita que o juiz assuma funções administrativas de avaliação, o que garante sua isenção em futuros processos.</p>
<p>"A proposta reforça a imparcialidade judicial ao excluir os juizados da Infância e da Juventude do papel de avaliar a qualidade e a eficiência do trabalho desenvolvido por entidades de atendimento, deixando essa responsabilidade a órgãos administrativos e fiscalizadores", afirmou o relator.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto do governo reduz jornada semanal para 40 horas e prevê dois dias de descanso remunerado]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1263343-projeto-do-governo-reduz-jornada-semanal-para-40-horas-e-preve-dois-dias-de-descanso-remunerado/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1263343-projeto-do-governo-reduz-jornada-semanal-para-40-horas-e-preve-dois-dias-de-descanso-remunerado/</guid>
            <pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:06:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Texto está em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1263408" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1263408">
<div class="midia-creditos"><em>José Fernando Ogura/AEN</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20210714120240594-768x512.jpg" alt="Economia - indústria e comércio - fábrica - linha de produção - trabalhados industrial - fábrica de biscoitos - trabalho - trabalhador formal - Em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, a Barion atua no mercado de doces há mais de 60 anos." /></div>
<div class="midia-legenda">Mudança na jornada não poderá resultar em redução salarial</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 1838/26, do Poder Executivo, define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-5452-1-maio-1943-415500-norma-pe.html">Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)</a>, abaixo do teto constitucional de 44 horas semanais e oito diárias, e garante ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.</p>
<p>A proposta, enviada na terça-feira (14) ao Congresso Nacional, também prevê que a mudança na jornada de trabalho não poderá resultar em redução nominal ou proporcional das remunerações nem em alteração dos pisos salariais vigentes.</p>
<p>Além dos trabalhadores abrangidos pela CLT, o projeto do Executivo incorpora essas regras a normas aplicáveis a categorias específicas, como radialistas, empregados no comércio, trabalhadores domésticos, tripulantes de voo e atletas profissionais.</p>
<p><strong>Regras gerais</strong><br />
Pelo texto, o limite de 40 horas semanais valerá para trabalhadores com escalas especiais. A possibilidade de compensação de jornada e de escalas especiais previstas em lei ou em negociação coletiva deverá respeitar os novos limites.</p>
<p>Os dois descansos semanais remunerados por semana (ou fração) serão previstos preferencialmente aos sábados e domingos. Se necessário, o trabalho nesses dias exigirá escala de revezamento, ressalvadas as peculiaridades de cada atividade.</p>
<p><strong>Justificativa<br />
</strong>Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (15), no Palácio do Planalto, os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) afirmaram que a redução da jornada de trabalho vai melhorar a produtividade do país, com trabalhadores mais qualificados e com menos adoecimentos.<strong><br />
</strong></p>
<p>Luiz Marinho afirmou que a PEC que tramita na Câmara e o projeto de lei encaminhado pelo governo vão andar juntos. Para ele, é inconstitucional aumentar a jornada de trabalho por meio de um projeto de lei, mas a redução da jornada pode, sim, ser por projeto de lei. Assim, a proposta passa a ter uma tramitação mais rápida. Já a PEC, segundo o ministro, vai consolidar o processo. A Constituição Federal estabelece uma jornada máxima de 44 horas semanais, e o projeto do governo reduz para 40 horas.</p>
<p>“O Parlamento tem sua autonomia, mas tanto o PL como a PEC são importantes. O que é claro é que o PL pode reduzir a jornada, mas a PEC é importante, na sequência, para consolidar o processo, porque no futuro, como o governo argentino fez, não poderá fazer por PL para aumentar a jornada”, explicou.</p>
<p>O ministro Guilherme Boulos salientou que, dentro de 90 dias, a proposta vai ser aprovada pelo Parlamento, já que a Câmara tem 45 dias para votar o texto, e o Senado também. Segundo Boulos, trata-se de um projeto da família trabalhadora brasileira.</p>
<p>“Quem defende a família no Brasil defende que o trabalhador fique com sua família”, disse o ministro. “É importante que o presidente tenha ouvido o grito dos balconistas, das trabalhadoras do comércio, dos trabalhadores de posto de gasolina, de shopping, dos porteiros, dos trabalhadores de supermercados”, afirmou Boulos.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A proposta, enviada pelo governo com <span id="4075" class="termoGlossario" title="A Constituição permite ao presidente da República pedir que projetos de sua autoria tramitem com esse tipo de urgência. Após 45 dias do pedido, o projeto tranca a pauta da Câmara, mas ainda podem ser votadas medidas provisórias, projetos de decreto legislativo e propostas de emenda à Constituição." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">urgência constitucional</span>, ainda será encaminhada para análise das comissões da Câmara dos Deputados.</p>
<p>Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova medidas protetivas de urgência para vítimas de racismo]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1262764-comissao-aprova-medidas-protetivas-de-urgencia-para-vitimas-de-racismo/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1262764-comissao-aprova-medidas-protetivas-de-urgencia-para-vitimas-de-racismo/</guid>
            <pubDate>Tue, 14 Apr 2026 18:04:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta também prevê reeducação de agressores; a Câmara dos Deputados continua discutindo o assunto]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1222574" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1222574">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2025/11/img20251015195316779-768x473.jpg" alt="Deputada Daiana Santos fala ao microfone" /></div>
<div class="midia-legenda">Daiana Santos: "O racismo no Brasil não é um acidente, mas uma estrutura"</div>
</div>
<p>A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria medidas protetivas de urgência para vítimas de racismo, prevê atendimento psicossocial e determina que agressores participem de programas de reeducação.</p>
<p>O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), para o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/944643-projeto-garante-acompanhamento-psicossocial-para-vitimas-de-crime-de-racismo">Projeto de Lei 749/23</a>, da deputada Denise Pessôa (PT-RS), e para uma proposta que tramita em conjunto. A relatora unificou as duas iniciativas.</p>
<p>“As propostas trazem inovações que ultrapassam o paradigma meramente punitivista e inscrevem-se na luta mais ampla por justiça racial, que é histórica e estrutural”, afirmou Daiana Santos.</p>
<p>Segundo Denise Pessôa, o racismo “persiste como uma das mais graves violações de direitos humanos no Brasil”.</p>
<p><strong>Medidas ampliadas</strong><br />
O texto <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> aprovado altera a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1989/lei-7716-5-janeiro-1989-356354-norma-pl.html">Lei do Racismo</a>, que define os crimes de preconceito de raça ou de cor. Em relação à proposta original, a versão da relatora aumenta o alcance das medidas.</p>
<p>Entre outros pontos, o texto assegura às vítimas:</p>
<ul>
<li>atendimento especializado;</li>
<li>proteção contra revitimização;</li>
<li>respeito à integridade física e psicológica;</li>
<li>encaminhamento à assistência judiciária; e</li>
<li>acesso a serviços psicossociais.</li>
</ul>
<p><strong>Reeducação de agressores</strong><br />
O substitutivo prevê que os juízes poderão contar com auxílio de equipe multidisciplinar nas áreas psicossocial, jurídica e de saúde.</p>
<p>O texto ainda autoriza o juiz a aplicar medidas protetivas de urgência e encaminhar o réu a programas de recuperação e reeducação, “a exemplo de grupos reflexivos antirracismo”.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3013462&amp;filename=SBT+2+CDHMIR+%3D%3E+PL+749/2023">Veeja a íntegra do texto aprovado</a></li>
</ul>
<p><strong>Outras formas de discriminação</strong><br />
A proposta estende a proteção a outros grupos ao criminalizar a discriminação em razão de orientação sexual, identidade ou expressão de gênero, com os mesmos direitos e garantias previstos para vítimas de racismo.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto ainda será analisado em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova projeto que torna crime o ato de bloquear vias com falsa blitz]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1262435-comissao-aprova-projeto-que-torna-crime-o-ato-de-bloquear-vias-com-falsa-blitz/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1262435-comissao-aprova-projeto-que-torna-crime-o-ato-de-bloquear-vias-com-falsa-blitz/</guid>
            <pubDate>Mon, 13 Apr 2026 19:12:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1262525" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1262525">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20251014145020314-768x473.jpg" alt="Oitivas de Testemunhas e de Representados. Dep. Ricardo Ayres (REPUBLICANOS - TO)" /></div>
<div class="midia-legenda">Ricardo Ayres: simulações falsas geram insegurança e atrapalham órgãos de fiscalização</div>
</div>
<p>A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5730/25, que torna crime bloquear vias por meio de falsa fiscalização de trânsito ou falsa operação policial. A pena prevista é de <span id="4293" class="termoGlossario" title="Pena privativa de liberdade que se cumpre em regime aberto ou semiaberto, salvo transferência excepcional para o regime fechado. É menos severa que a reclusão e mais rigorosa que a prisão simples." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">detenção</span> de seis meses a dois anos e multa.</p>
<p>A sanção será aumentada da metade se o crime for cometido por funcionário público no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las.</p>
<p>Os parlamentares acolheram o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3108566&amp;filename=Parecer-CVT-2026-04-06">parecer do relator</a>, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), pela aprovação da proposta, de autoria do deputado Roberto Monteiro Pai (PL-RJ).</p>
<p>“A blitz falsa tem sido noticiada em diversas cidades e costuma ser associada a crimes como roubos, extorsões e sequestros”, afirmou Ricardo Ayres.</p>
<p><strong>Proteção ao usuário</strong><br />
Atualmente, o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-norma-pl.html">Código de Trânsito Brasileiro</a> prevê infrações administrativas para quem bloqueia a via com veículos ou interrompe a circulação sem autorização.</p>
<p>No entanto, segundo o relator, essas hipóteses não alcançam integralmente a conduta de simular uma operação policial.</p>
<p data-start="4319" data-end="4425">Para Ayres, criar um crime específico ajuda a promover a segurança no trânsito. “Essas simulações falsas representam grave ameaça à segurança viária e prejudicam a confiança nas instituições responsáveis pela fiscalização”, disse.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.</p>
<p>Para virar lei, precisa ser aprovado por deputados e senadores e ser sancionado pela Presidência da República.</p>
<ul>
<li data-start="4427" data-end="4568"><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova nova regra sobre decisão judicial favorável a contribuinte]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1261681-comissao-aprova-nova-regra-sobre-decisao-judicial-favoravel-a-contribuinte/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1261681-comissao-aprova-nova-regra-sobre-decisao-judicial-favoravel-a-contribuinte/</guid>
            <pubDate>Thu, 09 Apr 2026 17:33:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[O projeto será enviado ao Senado, a menos que haja recurso para que seja votado no Plenário da Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1257578" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1257578">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260303211231615-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Julia Zanatta (PL - SC)" /></div>
<div class="midia-legenda">Julia Zanatta é a relatora do projeto</div>
</div>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei sobre decisões judiciais favoráveis a contribuintes. Pela proposta, essas decisões só poderão ser desfeitas por meio de ação rescisória, quando forem contrárias a entendimento posterior do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade de um tributo.</p>
<p>Ação rescisória é um instrumento jurídico por meio do qual se pode anular uma decisão da qual não cabe mais recurso. O <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2015/lei-13105-16-marco-2015-780273-norma-pl.html">Código de Processo Civil (CPC)</a> estabelece prazo de dois anos para entrar com essa ação, contados do momento em que a decisão se torna definitiva (o chamado trânsito em julgado).</p>
<p>O CPC também permite anular uma decisão definitiva quando ela contrariar entendimento posterior do STF, no prazo de dois anos a partir da decisão.</p>
<p>O texto aprovado estabelece que esse prazo começa na data de publicação do acórdão do STF que declarar a constitucionalidade da lei tributária.</p>
<p>A proposta tramita na Câmara em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>. Assim, se não houver recurso para análise pelo Plenário, o texto poderá seguir para o Senado. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
<p><strong>Nova redação</strong><br />
O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Julia Zanatta (PL-SC), para o Projeto de Lei 580/23, dos deputados Gilson Marques (Novo-SC), Adriana Ventura (Novo-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS), e outra proposta que tramita em conjunto. A relatora apresentou nova redação, unificando as iniciativas.</p>
<p>O <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> altera o CPC, a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1999/lei-9868-10-novembro-1999-369587-norma-pl.html">Lei do Controle de Constitucionalidade</a> e a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1999/lei-9882-3-dezembro-1999-369889-norma-pl.html">Lei 9.882/99</a>, que trata da arguição de descumprimento de preceito fundamental.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=2841808&amp;filename=Tramitacao-PL%20580/2023">Veja o texto aprovado</a></li>
</ul>
<p>Segundo Julia Zanatta, o texto apresentado por ela busca proteger decisões já cobertas pela coisa julgada. “Não pode o contribuinte, que outrora obteve a tutela jurisdicional favorável, ser surpreendido por cobranças tributárias fundadas em decisões posteriores proferidas pela Suprema Corte, sem que sequer tenha exercício do contraditório e da ampla defesa”, disse ela no parecer aprovado.</p>
<p>Hoje, segundo o parecer de Julia Zanatta, a jurisprudência do STF admite a cobrança de tributo mesmo de quem obteve decisão judicial favorável no passado, desde que haja decisão posterior da Corte em controle concentrado ou em recurso com repercussão geral.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão de Constituição e Justiça aprova aumento de penas para crimes de facções]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1261628-comissao-de-constituicao-e-justica-aprova-aumento-de-penas-para-crimes-de-faccoes/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1261628-comissao-de-constituicao-e-justica-aprova-aumento-de-penas-para-crimes-de-faccoes/</guid>
            <pubDate>Thu, 09 Apr 2026 16:57:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1261731" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1261731">
<div class="midia-creditos"><em>Renato Araújo / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20251202174205540-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Aplicação das penas para líderes e membros de organizações criminosas. Dep. Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)" /></div>
<div class="midia-legenda">Delegado Paulo Bilynskyj: texto fortalece combate a organizações criminosas</div>
</div>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto que aumenta as penas para crimes cometidos por integrantes de organizações criminosas.</p>
<p>O texto aprovado é a versão do relator, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), para o Projeto de Lei 3536/24, do deputado José Medeiros (PL-MT). Em relação ao original, o relator elevou as penas previstas para parte dos crimes listados na proposta.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3055093&amp;filename=SBT+1+CCJC+%3D%3E+PL+3536/2024">Confira a íntegra do texto aprovado</a></li>
</ul>
<p>“A elevação de pena busca restabelecer o equilíbrio entre a gravidade dessas condutas e a resposta estatal, fortalecendo o combate a facções que corrompem instituições, intimidam comunidades e atentam contra a soberania e a estabilidade social”, afirmou Delegado Paulo Bilynskyj.</p>
<p><strong>Principais pontos</strong><br />
O <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> aprovado prevê aumento de pena de metade até o triplo para crimes dolosos (com intenção) cometidos por integrantes de facções que resultem em morte.</p>
<p>Também estabelece elevação de metade até o dobro para tráfico de drogas, tráfico internacional de armas de fogo e tráfico de pessoas.</p>
<ul>
<li><a href="https://especial.camara.leg.br/novo-marco-legal-contra-o-crime-organizado/">Confira página especial sobre novo marco legal contra o crime organizado</a></li>
</ul>
<p>Para o crime de ameaça, a pena será aumentada ao dobro. Já nos crimes de posse irregular e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, o aumento será de metade até 2/3.</p>
<p>No caso de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, a pena será elevada ao dobro.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto segue agora para análise do Plenário. Para virar lei, o texto final terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova projeto que prevê prescrição em processos parados por inércia do interessado]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1261613-comissao-aprova-projeto-que-preve-prescricao-em-processos-parados-por-inercia-do-interessado/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1261613-comissao-aprova-projeto-que-preve-prescricao-em-processos-parados-por-inercia-do-interessado/</guid>
            <pubDate>Thu, 09 Apr 2026 15:49:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta poderá seguir para análise do Senado, salvo recurso para análise no Plenário da Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1261638" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1261638">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20260407160552409-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Sidney Leite (PSD - AM)" /></div>
<div class="midia-legenda">Sidney Leite é o relator da proposta</div>
</div>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê que a prescrição intercorrente de um processo poderá ser reconhecida quando, por falta de ação da parte interessada, ele ficar sem andamento por prazo superior aos previstos <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2015/lei-13105-16-marco-2015-780273-norma-pl.html">Código Civil</a> (10 anos na regra geral, ou de 1 a 5 anos nos casos específicos).</p>
<p>Na prática, a proposta tenta evitar que ações fiquem paradas por muito tempo por falta de iniciativa de quem entrou com o processo. O projeto aprovado altera o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2015/lei-13105-16-marco-2015-780273-norma-pl.html">Código de Processo Civil (CPC)</a>.</p>
<p>Como tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a redação final precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p>Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</p>
<p>O texto aprovado é a versão do relator na CCJ, deputado Sidney Leite (PSD-AM), para o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/949749-projeto-altera-codigo-de-processo-civil-para-prever-prescricao-processual-por-inercia-da-parte">Projeto de Lei 454/23</a>, do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). Além da nova regra, o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> prevê a aplicação das causas que impedem, suspendem e interrompem a prescrição.</p>
<p>Segundo Sidney Leite, "a aprovação da proposta é fundamental para o aprimoramento do sistema jurídico brasileiro na medida em que representa relevante avanço para a efetividade e celeridade processuais”.</p>
<p>No parecer, ele diferencia duas situações: o abandono do processo, que pode extinguir a ação sem resolução do mérito; e a prescrição, que leva ao encerramento com julgamento de mérito.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova pena maior para ameaça contra criança, adolescente e pessoa idosa ou com deficiência]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1261219-comissao-aprova-pena-maior-para-ameaca-contra-crianca-adolescente-e-pessoa-idosa-ou-com-deficiencia/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1261219-comissao-aprova-pena-maior-para-ameaca-contra-crianca-adolescente-e-pessoa-idosa-ou-com-deficiencia/</guid>
            <pubDate>Wed, 08 Apr 2026 18:02:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1261237" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1261237">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20260317235724225-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Pompeo de Mattos (PDT-RS)" /></div>
<div class="midia-legenda">Pompeo de Mattos: texto corrige assimetrias na legislação</div>
</div>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1135390-proposta-aumenta-pena-para-ameaca-contra-crianca-adolescente-pessoa-idosa-ou-com-deficiencia">Projeto de Lei 192/25</a>, que aumenta de seis para até nove meses de <span id="4293" class="termoGlossario" title="Pena privativa de liberdade que se cumpre em regime aberto ou semiaberto, salvo transferência excepcional para o regime fechado. É menos severa que a reclusão e mais rigorosa que a prisão simples." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">detenção</span> a pena para o crime de ameaça quando cometido contra criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência, ou com emprego de arma.</p>
<p>A proposta, de autoria do deputado Mário Heringer (PDT-MG), altera o <a href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-2848-7-dezembro-1940-412868-norma-pe.html">Código Penal</a> e, na prática, busca equilibrar as hipóteses de aumento da pena entre os crimes de ameaça e de perseguição.</p>
<p>Os parlamentares acolheram o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3058206&amp;filename=PRL+1+CCJC+%3D%3E+PL+192/2025">parecer do relator</a>, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), pela aprovação do texto.</p>
<p>“O projeto de lei representa um avanço necessário, pois a legislação criou, ao longo do tempo, assimetrias injustificadas entre os crimes de ameaça e perseguição, especialmente no que diz respeito ao aumento de penas”, disse.</p>
<p><strong>Mudanças</strong><br />
O texto aprovado amplia a pena em 1/3 se a ameaça com arma for feita na presença de criança ou adolescente. Hoje, a pena para o crime de ameaça já é aplicada em dobro se for cometido contra mulher.</p>
<p>“A utilização de arma branca ou de fogo confere maior periculosidade não apenas à perseguição, que já possui pena aumentada, mas também à ameaça, que segue sendo penalizada da mesma forma que um telefonema ou um bilhete”, disse o deputado Mário Heringer na justificativa que acompanha a proposta.</p>
<p>O projeto aumenta ainda, de dois para três anos de <span id="4303" class="termoGlossario" title="A reclusão é a mais severa entre as penas privativas de liberdade. Destina-se a crimes dolosos (com intenção)." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">reclusão</span>, a punição para o crime de perseguição (<em>stalking</em>) contra pessoa com deficiência. Atualmente, a pena já é aumentada no crime contra criança, adolescente ou pessoa idosa.</p>
<p>Além disso, a proposta permite que o Ministério Público inicie essas ações penais, independentemente da vontade da vítima, na chamada ação pública incondicionada. Hoje, a iniciativa é da vítima.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto segue agora para análise do Plenário. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[ECA Digital depende de mudança de cultura para ser efetivo, aponta debate]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1260505-eca-digital-depende-de-mudanca-de-cultura-para-ser-efetivo-aponta-debate/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1260505-eca-digital-depende-de-mudanca-de-cultura-para-ser-efetivo-aponta-debate/</guid>
            <pubDate>Mon, 06 Apr 2026 23:53:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[O Conselho de Comunicação Social do Congresso realizou audiência sobre o tema]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1260506" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1260506">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20260406101706172-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - ECA Digital e demais projetos de proteção à criança e adolescente no ambiente digital, sob o ponto de vista da sociedade civil. Coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli." /></div>
<div class="midia-legenda">Renata Mielli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)</div>
</div>
<p>Marco normativo na proteção on-line de crianças e adolescentes, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entrou em vigor há menos de um mês, promove avanços para a segurança nos ambientes virtuais. Mas a legislação é apenas o início de um enfrentamento que depende de mudanças culturais. Esse foi um dos pontos debatidos pelo <span id="4220" class="termoGlossario" title="Órgão auxiliar do Congresso Nacional que realiza estudos e emite pareceres sobre liberdade de expressão; propaganda de cigarro e bebidas alcoólicas; programação das emissoras de rádio e TV; propriedade de empresa jornalística; outorga e renovação de concessão de serviços de radiodifusão. Integram o Conselho cinco representantes da sociedade civil, um engenheiro com notórios conhecimentos na área de comunicação social, além de um representante de cada uma das seguintes categorias: empresas de rádio, de televisão, da imprensa escrita, da categoria profissional dos jornalistas, dos radialistas, dos artistas e dos profissionais de cinema e vídeo." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Conselho de Comunicação Social</span> (CCS) do Congresso Nacional em audiência nesta segunda-feira (6).</p>
<p><a href="https://infograficos.camara.leg.br/eca-digital/">Confira os principais pontos do ECA Digital</a></p>
<p>O ECA Digital (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2025/lei-15211-17-setembro-2025-797997-norma-pl.html">Lei 15.211/25</a>) reúne responsabilidades a serem compartilhadas pelo tripé empresas de tecnologia, família e Estado. A lei foi recém-regulamentada por três decretos, entre eles o <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/decret/2026/decreto-12880-18-marco-2026-798813-norma-pe.html">Decreto 12.880/26</a>, que prevê a implementação progressiva de diversas disposições.</p>
<p>A coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli, abriu o debate destacando que a legislação procura criar um ambiente de regras, com obrigações para o setor privado, mas concretiza uma visão de que o cuidado com crianças e adolescentes não pode ser apenas da família, mas compartilhado entre Estado e sociedade.</p>
<p>Renata Mielli disse ainda que o debate regulatório é complexo e enfrenta forte lobby. "Nós estamos apenas começando a enfrentar os desafios do próprio ECA Digital, porque ele não é apenas uma legislação, ele é uma mudança cultural de como nós vamos passar a interagir com esse ambiente", afirmou.</p>
<p>"Diferentemente de outras leis, para as quais basta o 'cumpra-se', você vai lá e sanciona e se resolve o problema, esta é uma lei que precisa de um tempo, porque precisa da participação de um conjunto da sociedade para que a sua implementação seja de fato efetiva, mas ela não é o ponto final do debate legislativo em torno das questões da criança e do adolescente", disse.</p>
<p><strong>Moderação de conteúdo<br />
</strong>Para Paulo Rená, da Coalizão Direitos na Rede, a pauta de regulamentação de plataformas precisa de avanços. Ele destacou a importância do devido processo na moderação do conteúdo.</p>
<p>"O devido processo aqui é um instrumento de garantia da liberdade de expressão, incluindo o acesso à informação e a nossa possibilidade de manifestar o nosso pensamento. Se houver abuso, se houver arbitrariedade, se houver um exagero na remoção de conteúdo, no bloqueio, na suspensão de contas, a gente tem uma ferramenta para incidir e solicitar uma correção", afirmou.</p>
<p>Rená também ressaltou ser importante a distinção entre aferição de idade e verificação de identidade. "Aferir idade, ver se a pessoa pode ou não acessar aquele conteúdo necessariamente tem que estar separado de verificação de identidade. O site não pode saber quem eu sou; só deve saber que eu tenho mais de 18, mais de 14, mais de 12 ou menos de 12, só", explicou. "Na aferição de idade prevista no ECA Digital, tem que funcionar assim, com minimização de dados."</p>
<div id="image-container-1260507" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1260507">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20260406105538060-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - ECA Digital e demais projetos de proteção à criança e adolescente no ambiente digital, sob o ponto de vista da sociedade civil. Diretora de Políticas Públicas do Conselho Digital – Associação pela internet livre, segura e responsável, Roberta Jacarandá" /></div>
<div class="midia-legenda">Roberta Jacarandá, diretora de Políticas Públicas do Conselho Digital</div>
</div>
<p>A diretora de Políticas Públicas do Conselho Digital, Roberta Jacarandá, disse que a regulação pode fortalecer práticas existentes, preencher lacunas e trazer uma coordenação institucional. "A ideia é evitar justamente que essas soluções que a legislação e a regulação trazem desconsiderem o real funcionamento do ecossistema digital", disse.</p>
<p>Roberta Jacarandá afirmou que uma das características do ECA Digital é a "abordagem baseada no risco", que implica obrigações proporcionais a esse risco. "O risco não decorre da existência de uma ferramenta tecnológica em si, mas de como essa ferramenta é usada, quais são as salvaguardas que ela apresenta e que tipo de proteção ela oferece. Por essa razão, a gente vê a regulamentação, na sua melhor forma, priorizando resultados de proteção, e o Estado coibindo riscos concretos."</p>
<p>A representante do Instituto Alana, Maria Mello, ponderou que “as maiores vulnerabilidades existentes na vida de crianças e adolescentes no ambiente off-line estão mais diretamente relacionadas às vulnerabilidades do contexto on-line”.</p>
<p>"As vulnerabilidades off-line, às quais as crianças estão expostas, vão tornar esses perigos, esses riscos maiores quando elas estão no ambiente on-line. Soma-se a isso o fato de que o Brasil é hoje um dos países em que se passa mais tempo utilizando smartphones, telas e uma série de outros dispositivos eletrônicos", disse Maria Mello.</p>
<p><strong>Compartilhamento de dispositivos<br />
</strong>Os conselheiros Carlos Magno e Camila Leite Contri questionaram os debatedores sobre a proteção de crianças e adolescentes quando há o compartilhamento de dispositivos, principalmente por jovens de famílias de menor poder aquisitivo.</p>
<p>Em resposta, o presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares, destacou que o ECA Digital tornou obrigatória a vinculação da conta de uma criança à de um adulto. Ele disse que 1 em cada 5 celulares no Brasil é compartilhado.</p>
<p>Assim como outros debatedores, Tavares lamentou que o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2528433">Projeto de Lei 3066/25</a>, em tramitação na Câmara, proíba o uso da rede privada virtual (VPN), que “é uma ferramenta absolutamente essencial para a garantia da segurança e também da privacidade e da proteção de dados”.</p>
<p>A reunião desta segunda-feira foi coordenada pela vice-presidente do Conselho de Comunicação Social, Angela Cignachi.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<div class="midia-creditos"><em>YouTube</em></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gDEbZ0uirvo" width="100%" frameborder="0" data-youtube-id="gDEbZ0uirvo" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<div id="midia-legenda" class="midia-legenda"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>