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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
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        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Wed, 15 Jul 2026 13:17:13 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
        <item>
            <title><![CDATA[Debatedores defendem manutenção do prazo de 20 anos para patentes de remédios]]></title>
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            <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 23:10:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Objetivo é garantir a sustentabilidade do SUS e a oferta de tratamentos de ponta a preços acessíveis]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Participantes de audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados defenderam, nesta terça-feira (14), a manutenção do prazo de 20 anos para a vigência de patentes no Brasil, contados da data de depósito do pedido.</p>
<p>Os palestrantes argumentaram que o cumprimento desse limite é importante para garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e permitir a entrada de medicamentos genéricos e biossimilares no mercado, o que reduz preços e amplia o acesso da população a tratamentos de ponta.</p>
<div id="image-container-1291253" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1291253">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260714145934151-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Impactos da extensão de patentes sobre o orçamento da União e no financiamento do SUS." /></div>
<div class="midia-legenda">Reunião da Comissão de Defesa do Consumidor</div>
</div>
<p>Na audiência, representantes da indústria nacional e do governo rejeitaram qualquer extensão do período de exclusividade. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), Tiago de Moraes Vicente, resumiu a posição do setor com o lema “20 anos e nem um dia mais”.</p>
<p>Segundo Tiago Vicente, qualquer tentativa de estender esse prazo, seja por via judicial ou legislativa, é nociva e gera prejuízos bilionários ao sistema público e ao bolso do consumidor.</p>
<p>O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina (Abifina), Andrey Freitas, reforçou que o prazo atual é “mais do que suficiente” para o retorno financeiro das empresas inovadoras. Ele citou um estudo internacional indicando que 91% dos produtos oncológicos, que estão entre os mais complexos e caros, recuperam seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento em apenas oito anos.</p>
<p>“Do ponto de vista econômico, a gente não tem nenhum tipo de dado concreto que comprove a necessidade de extensão de patente”, ressaltou Freitas.</p>
<p>Para o presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Henrique Tada, a extensão do prazo “não trata de proteger uma invenção, mas de manter um único fornecedor por mais tempo”, o que prejudica a concorrência e o parque industrial nacional.</p>
<p><strong>Propriedade intelectual</strong><br />
Apesar da defesa do limite temporal, os debatedores reconheceram a importância da propriedade intelectual para o desenvolvimento do país.</p>
<p>A coordenadora-geral de Promoção e Regulação do Complexo Industrial do Ministério da Saúde, Constance Chabin, destacou que a patente é um instrumento importante de incentivo à inovação que permite o fortalecimento tecnológico e econômico da indústria.</p>
<div id="image-container-1291256" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1291256">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260714145940122-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Impactos da extensão de patentes sobre o orçamento da União e no financiamento do SUS. Coordenadora-Geral de Promoção e Regulação do Complexo Industrial - Ministério da Saúde, Constance Marie Meiners Chabin." /></div>
<div class="midia-legenda">Constance Chabin: pedidos judiciais de extensão de patentes geram impacto no SUS</div>
</div>
<p>Andrey Freitas acrescentou que o Brasil é defensor da propriedade industrial e que a legislação atual ajudou a construir uma indústria farmacêutica sólida. “Não dá para falar sobre indústria farmacêutica no Brasil sem estar associada diretamente a uma defesa ferrenha de proteção patentária”, declarou.</p>
<p>O equilíbrio, segundo os especialistas, reside em respeitar o privilégio temporário do inventor, mas garantir que a inovação entre em domínio público após os 20 anos.</p>
<p><strong>Impactos no SUS</strong><br />
O debate ocorreu em um momento de pressão sobre os prazos das patentes. Constance Chabin informou que, apenas no primeiro semestre de 2026, foram contabilizados 41 pedidos judiciais de extensão de patentes, a maioria alegando atrasos na análise pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). No entanto, ela ressaltou que muitos atrasos podem ser imputados às próprias empresas depositantes.</p>
<p>Um estudo do Ministério da Saúde estimou que a extensão das patentes por via judicial pode gerar um impacto financeiro no SUS entre R$ 7,1 bilhões e R$ 16,2 bilhões.</p>
<p>De acordo com Chabin, apenas cinco medicamentos são responsáveis por 70% desse impacto estimado.“Os impactos não são só de ordem orçamentária”, destacou. “A compra de medicamentos com preço elevado gera um atraso na incorporação de tecnologias realmente inovadoras, porque estamos pagando um preço elevado por tecnologias que entraram no mercado há 10, 12 anos atrás.”</p>
<p><strong>Projetos</strong><br />
O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE), alertou para a existência de projetos de lei no Congresso que tentam restabelecer mecanismos de extensão de prazo extintos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021.</p>
<p>Ele também destacou a necessidade de a sociedade se mobilizar para que o investimento em inovação não ocorra em prejuízo da vida e da longevidade das pessoas. “Toda essa inovação, para que vai servir, se não para a vida humana?”, refletiu.</p>
<p>Clodoaldo Magalhães disse aguardar a sanção do projeto de lei (PL 2583/20) que garante a autonomia do Brasil na produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos. A proposta, já <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1177684-CAMARA-APROVA-PROJETO-QUE-CRIA-A-ESTRATEGIA-NACIONAL-DE-SAUDE" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aprovada pela Câmara</a> e pelo Senado, cria a Estratégia Nacional de Saúde.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto proíbe postos de gasolina de cobrarem preços diferentes para pagamentos em dinheiro ou Pix]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1262948-projeto-proibe-postos-de-gasolina-de-cobrarem-precos-diferentes-para-pagamentos-em-dinheiro-ou-pix/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1262948-projeto-proibe-postos-de-gasolina-de-cobrarem-precos-diferentes-para-pagamentos-em-dinheiro-ou-pix/</guid>
            <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:15:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta em análise na Câmara considera os dois meios equivalentes e prevê punições em caso de descumprimento]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1290965" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290965">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260304164416859-768x473.jpg" alt="Deputado Amaro Neto (Republicanos-ES) fala no Plenário da Câmara dos Deputados" /></div>
<div class="midia-legenda">Amaro Neto: diferenciação de preços transfere ao consumidor um custo inexistente</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 1071/26 proíbe os postos de combustíveis de cobrarem preços diferentes do consumidor final quando o pagamento for feito em dinheiro ou por meio de Pix. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.</p>
<p>A proposta considera os meios de pagamento equivalentes, já que não envolvem taxas de intermediação financeira. A proposta exige a divulgação clara e uniforme dos preços, proibindo expressões como “preço no Pix” ou “preço no dinheiro”.</p>
<p>Autor da proposta, o deputado Amaro Neto (PP-ES) disse que a ideia é garantir isonomia e transparência nas relações de consumo. “A diferenciação de preços transfere ao consumidor um custo inexistente ou fictício”, afirmou.</p>
<p><strong>Punições previstas</strong><br />
Os postos que descumprirem a regra estarão sujeitos às sanções do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8078-11-setembro-1990-365086-norma-pl.html">Código de Defesa do Consumidor</a>, como multa administrativa, obrigação de devolver em dobro o valor cobrado e até a suspensão da atividade em caso de reincidência.</p>
<p>A proposta determina que o posto revendedor responderá pela prática abusiva, independentemente de alegar que se trata de política comercial interna ou de custos operacionais. A fiscalização caberá aos órgãos de defesa do consumidor.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto será analisado, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto obriga bancos a oferecerem a clientes idosos validação de transações por pessoa de confiança]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290892-projeto-obriga-bancos-a-oferecerem-a-clientes-idosos-validacao-de-transacoes-por-pessoa-de-confianca/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1290892-projeto-obriga-bancos-a-oferecerem-a-clientes-idosos-validacao-de-transacoes-por-pessoa-de-confianca/</guid>
            <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:54:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[A medida será facultativa, e a pessoa de confiança não terá acesso à movimentação financeira do idoso]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1257543" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1257543">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260318224310126-768x473.jpg" alt="Deputado Lucas Abrahao fala ao microfone" /></div>
<div class="midia-legenda">Lucas Abrahao, o autor do projeto</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 1453/26 obriga as instituições financeiras a disponibilizarem, de forma gratuita, um mecanismo de autenticação em dois fatores assistida para clientes com idade igual ou superior a 60 anos.</p>
<p>O texto em análise na Câmara dos Deputados explica que o mecanismo consistirá na exigência de confirmação adicional por uma pessoa de confiança, indicada pelo idoso, para autorizar operações financeiras.</p>
<p>A medida será facultativa, e o cliente poderá personalizar regras para o sistema. Além disso, a pessoa de confiança não terá acesso à movimentação financeira do idoso, limitando-se exclusivamente a validar ou rejeitar as transações solicitadas.</p>
<p>“O ambiente digital ampliou a exposição a fraudes, golpes e práticas abusivas, fenômeno que atinge com especial gravidade a pessoa idosa”, disse o autor do projeto, Lucas Abrahao (Rede-AP), atualmente na suplência.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto será analisado em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1214222" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/percentual-idosos-no-brasil/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova proposta com novas regras para placas de atendimento prioritário]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1289098-comissao-aprova-proposta-com-novas-regras-para-placas-de-atendimento-prioritario/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1289098-comissao-aprova-proposta-com-novas-regras-para-placas-de-atendimento-prioritario/</guid>
            <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 00:51:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue em análise na Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1290009" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290009">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260429165115707-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Geraldo Resende (PSDB - MS)" /></div>
<div class="midia-legenda">Texto aprovado é a versão do relator, Geraldo Resende</div>
</div>
<p>A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga estabelecimentos públicos e privados a inserir símbolos e descrições de diversas deficiências em placas de atendimento prioritário.</p>
<p>Pela proposta, as sinalizações deverão incluir representações para deficiências física, auditiva, visual, mental ou intelectual e múltipla, além de síndrome de Down, transtorno do espectro autista e mobilidade reduzida. O texto também mantém a prioridade para gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas idosas.</p>
<p>O texto aprovado é o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado Geraldo Resende (União-MS), para o projeto de lei original (PL 6967/25), do deputado Duda Ramos (Pode-RR).</p>
<p>“A proposta supera a visão de que a deficiência se restringe apenas a limitações motoras aparentes, combatendo o estigma e os questionamentos constrangedores que muitos cidadãos enfrentam ao tentar exercer seu direito à prioridade”, afirmou Geraldo Resende.</p>
<p><strong>Tecnologia</strong><br />
Uma das mudanças trazidas pelo substitutivo é a permissão para o uso de tecnologias digitais. “O novo texto assegura que a norma não se restrinja a placas físicas, permitindo que estabelecimentos utilizem recursos digitais e audiovisuais que podem ser, em muitos casos, mais eficientes para a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência”, justificou Resende.</p>
<p>Ele alterou ainda as punições para quem descumprir a lei. O projeto original previa sanções mais rígidas, mas o texto do relator estabelece um rito progressivo. As sanções começam com advertência educativa e prazo para adequação, antes de seguir para autuações e notificações ao Ministério Público ou órgãos de defesa do consumidor.</p>
<p><strong>Padronização</strong><br />
As placas físicas, quando adotadas, deverão seguir determinações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). O projeto também incentiva o uso de recursos como código QR e audiodescrição para facilitar a comunicação.</p>
<p><strong>Símbolo universal</strong><br />
A Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolveu em 2015 um símbolo internacional de acessibilidade, que consiste de figura humana simétrica com os braços abertos inscrita dentro de um círculo. O novo ícone tem o objetivo de representar a inclusão universal.</p>
<p>Recém-sancionada, a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2026/lei-15459-7-julho-2026-799518-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 15.459/26</a> prevê a adoção da denominação “símbolo internacional de acessibilidade”, mas teve vetados os trechos que previam a substituição do símbolo atualmente usado no país pelo modelo da ONU. O governo federal argumentou que a mudança não contou com a participação das organizações representativas das pessoas com deficiência.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O PL 6967/25 segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-saiba-mais-sobre-a-tramitacao-de-projetos-de-lei">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Câmara aprova projeto que proíbe cobrança de tarifa mínima de consumo sobre água e esgoto]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1289357-camara-aprova-projeto-que-proibe-cobranca-de-tarifa-minima-de-consumo-sobre-agua-e-esgoto/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1289357-camara-aprova-projeto-que-proibe-cobranca-de-tarifa-minima-de-consumo-sobre-agua-e-esgoto/</guid>
            <pubDate>Wed, 08 Jul 2026 21:19:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta será enviada ao Senado]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1289401" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1289401">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/plenario-sessao-deliberativa-6767-579x425.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Kim Kataguiri (MISSÃO - SP)" /></div>
<div class="midia-legenda">Kim Kataguiri, relator do projeto</div>
</div>
<p>A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto. A proposta, que altera a Lei do Saneamento Básico, será enviada ao Senado.</p>
<p>De autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o Projeto de Lei 1845/25 foi aprovado na forma do <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). "Ao cobrar por volume que não foi necessariamente consumido, a franquia mínima pode penalizar usuários de baixo consumo, como famílias de menor renda ou pessoas que vivem sozinhas, e estimular o desperdício", disse Kataguiri.</p>
<p>Ele explicou que a cobrança de "tarifa mínima" ou "franquia de consumo" parte de uma lógica de volume presumido que, embora historicamente utilizada para assegurar previsibilidade de receita, produz efeitos socialmente injustos e ambientalmente inadequados.</p>
<p>Segundo o texto aprovado pela Câmara, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.</p>
<p>Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.</p>
<p>No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.</p>
<p>A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.</p>
<p>Kim Kataguiri defendeu a existência de tarifa composta por uma parcela fixa e uma parcela variável, correspondente ao consumo real. A tarifa básica destina-se a remunerar a disponibilidade da infraestrutura e os custos fixos, enquanto a parcela variável garante que o usuário pague pelo que consumiu.</p>
<p>"É como se você entrasse no bar e tivesse R$ 50 de consumação. O que a gente quer fazer é que quem não consumiu nada paga R$ 15 e quem consumiu, paga os R$ 15 e o que consumiu", explicou.</p>
<p>O relator lembrou que esse modelo já é adotado por concessionárias de abastecimento de água como as de Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal. "A estrutura proposta induz o uso racional da água, aumenta a transparência e garante a modicidade tarifária, preservando ao mesmo tempo a sustentabilidade econômica dos prestadores", declarou.</p>
<p><strong>Habitações coletivas</strong><br />
Em condomínios (residenciais ou comerciais), a tarifa fixa será cobrada de cada unidade, mesmo onde haja um hidrômetro único, e será devida em razão do dimensionamento da capacidade instalada do sistema para o conjunto das unidades atendidas.</p>
<p>Já a tarifa variável será baseada no volume total consumido.</p>
<p><strong>Esgotamento sanitário</strong><br />
No caso da tarifa de esgoto, a lógica será a mesma, sem consumo mínimo, franquia de volume ou mecanismo equivalente que imponha cobrança desvinculada do volume de água faturada.</p>
<p>O serviço de esgotamento sanitário também terá tarifa fixa cobrada de cada unidade, inclusive em locais com ligação única.</p>
<div id="image-container-1289391" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1289391">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260708165019649-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas." /></div>
<div class="midia-legenda">Projeto foi aprovado pelos deputados em sessão do Plenário</div>
</div>
<p>No caso de usuários abastecidos por fontes alternativas de abastecimento de água, a cobrança dos serviços de esgotamento sanitário seguirá a norma de referência da agência.</p>
<p><strong>Plano de transição</strong><br />
Os contratos e outros instrumentos de outorga de prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em vigor deverão ser adequados às novas regras no prazo de quatro anos a partir da vigência, com plano de transição aprovado pela entidade reguladora competente.</p>
<p>Enquanto não aprovado esse plano, a estrutura tarifária vigente será prorrogada automaticamente.</p>
<p>A adequação da estrutura tarifária deverá ser realizada, preferencialmente, no momento da revisão tarifária periódica seguinte à data de publicação do projeto como lei.</p>
<p>O texto aprovado exige ainda que essa alteração seja precedida de estudo de impacto tarifário e socioeconômico, assegurada a sustentabilidade econômico-financeira da prestação e a preservação do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.</p>
<p><strong>Retroatividade</strong><br />
Se o projeto virar lei, a vigência começará depois de 180 dias da publicação da norma. As regras mudadas não se aplicam aos fatos geradores ocorridos antes da implementação efetiva do plano de transição em cada contrato.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão de Orçamento aprova R$ 13,3 bilhões para financiamento agrícola e Desenrola Adimplentes]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1289194-comissao-de-orcamento-aprova-r-133-bilhoes-para-financiamento-agricola-e-desenrola-adimplentes/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1289194-comissao-de-orcamento-aprova-r-133-bilhoes-para-financiamento-agricola-e-desenrola-adimplentes/</guid>
            <pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:22:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Recursos sairão do superávit financeiro de 2025 e de excesso de arrecadação]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1289207" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1289207">
<div class="midia-creditos"><em>Foto: Saulo Cruz/Agência Senado</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/cmo-080726-768x512.jpg" /></div>
<div class="midia-legenda">Carlos Fávaro (no telão), relator do projeto, durante reunião da Comissão de Orçamento</div>
</div>
<p>Após acordo entre os partidos, a <span id="4053" class="termoGlossario" title="Comissão de deputados e senadores responsável pela análise das propostas orçamentárias elaboradas pelo Executivo: Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA) e Plano Plurianual (PPA)." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Comissão Mista de Orçamento</span> aprovou projeto (<a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1282494-governo-solicita-credito-orcamentario-para-contribuicao-a-cepal">PLN 17/26</a>) que abre crédito novo no Orçamento de 2026 no valor de R$ 13,3 bilhões.</p>
<p>O texto original veio com apenas R$ 1,3 milhão para uma contribuição voluntária do país à Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe.</p>
<p>Mas o governo modificou a proposta para incluir recursos para financiamentos agrícolas e para o programa Desenrola Adimplentes. Confira as mudanças:</p>
<ul>
<li>subvenção econômica aos produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste que sofreram prejuízos econômicos decorrentes da tributação adicional sobre exportações brasileiras impostas pelos Estados Unidos ou de eventos climáticos extremos;</li>
<li>financiamento, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de projetos de desenvolvimento tecnológico de produtores rurais, sob a forma de empréstimos de longo prazo;</li>
<li>financiamento a beneficiários do Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro de Tomadores de Crédito Adimplentes (Desenrola Adimplentes); e a beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Nacional de Incentivo Financeiro à Adimplência no Fies (Fies Empreendedor).</li>
</ul>
<p>O governo informou que cerca de R$ 9 bilhões dos recursos necessários sairão do superávit financeiro de 2025 e, outros R$ 4 bilhões, de excesso de arrecadação. Mas alguns parlamentares criticaram a retirada de R$ 270 milhões do programa Minha Casa, Minha Vida.</p>
<p>O relator do projeto, senador Carlos Fávaro (PSD-MT) disse que o governo garantiu que não haverá prejuízo para as despesas em andamento e que o programa será ampliado no Orçamento de 2027.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissões criticam ausência de representantes da Âmbar Energia para explicar apagões no Amazonas]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1287446-comissoes-criticam-ausencia-de-representantes-da-ambar-energia-para-explicar-apagoes-no-amazonas/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1287446-comissoes-criticam-ausencia-de-representantes-da-ambar-energia-para-explicar-apagoes-no-amazonas/</guid>
            <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 19:50:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Audiência pública na Câmara debateu as falhas no serviço elétrico prestado no estado]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1287489" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1287489">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260630152643702-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Qualidade do serviço prestado pela Amazonas Energia S/A." /></div>
<div class="midia-legenda">Deputados cobram transparência da empresa Âmbar Energia</div>
</div>
<p>A ausência de representantes da concessionária Âmbar Energia marcou o debate sobre a qualidade da energia elétrica no estado do Amazonas.</p>
<p>As comissões de Defesa do Consumidor e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados debateram o tema na terça-feira (30). A reunião conjunta discutiu a transição do controle da Amazonas Energia para a Âmbar Energia. A nova concessionária enviou apenas um ofício para responder aos questionamentos.</p>
<p>O deputado Fausto Júnior (União-AM), autor do requerimento para a realização do evento, criticou a falta de diálogo. Ele anunciou que vai convocar um porta-voz da empresa em breve. "Após o <span id="4275" class="termoGlossario" title="Interrupção temporária das atividades legislativas. Não havendo convocação para sessão legislativa extraordinária, o recesso da Câmara e do Senado será de 18 a 31 de julho e de 23 de dezembro a 1º de fevereiro." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">recesso parlamentar</span>, vamos encaminhar a convocação da empresa para expor o plano de ação", afirmou.</p>
<p>Fausto Júnior ressaltou que a comissão vai exigir transparência nos serviços prestados à população.</p>
<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a transferência do controle da rede amazonense em março. A expectativa do governo era melhorar os indicadores do estado. Segundo a agência reguladora, os consumidores do estado enfrentam, em média, 41 horas sem luz por ano.</p>
<div id="image-container-1287490" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1287490">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260630152653947-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Qualidade do serviço prestado pela Amazonas Energia S/A. ANEEL, Giacomo Almeida." /></div>
<div class="midia-legenda">Giácomo Almeida: Aneel vai cobrar mensalmente a compra de equipamentos e a contratação de equipes de manutenção</div>
</div>
<p><strong>Plano de ação e fiscalização<br />
</strong>O superintendente de Fiscalização da Aneel, Giácomo Almeida, detalhou as novas exigências legais. A concessionária tem até meados de julho para apresentar medidas urgentes e melhorar o desempenho operacional.</p>
<p>"O processo será público. Vamos fazer uma nota técnica e avaliar o que está bom e o que não está", garantiu Almeida.</p>
<p>A agência promete cobrar mensalmente a compra de equipamentos e a contratação de equipes de manutenção.</p>
<p>O diretor de Políticas Setoriais do Ministério de Minas e Energia, Frederico Tedes, destacou a complexidade de atuar na região. Ele argumentou que a troca de controle protegeu os moradores de uma piora ainda maior nos serviços.</p>
<div id="image-container-1287491" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1287491">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260630160154915-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Qualidade do serviço prestado pela Amazonas Energia S/A. Instituto de Defesa dos Consumidores, Lourenço Moretto." /></div>
<div class="midia-legenda">Moretto sugeriu investir no uso de fontes de energia renovável em regiões mais afastadas</div>
</div>
<p><strong>Direitos fundamentais<br />
</strong>Os participantes relataram que os cortes constantes afetam direitos básicos dos cidadãos. O defensor público-geral do estado do Amazonas, Rafael Barbosa, cobrou um cronograma transparente de metas.</p>
<p>Ele citou casos de hospitais e escolas do interior que interrompem as atividades durante os apagões. "Queremos que haja uma responsabilização real quando a empresa não cumprir esses compromissos", disse o defensor.</p>
<p>O órgão prepara novas ações judiciais contra as recentes interrupções em cidades como Humaitá.</p>
<p><strong>Dívidas dos consumidores</strong><br />
O deputado estadual Mário César Filho criticou o cancelamento das negociações de dívidas antigas. Segundo ele, a nova gestão se recusa a participar de mutirões de conciliação para limpar o nome dos devedores amazonenses.</p>
<p>"O amazonense tem que optar se vai pagar a conta de energia ou se vai encher a geladeira", lamentou o deputado estadual. Ele advertiu que a alta tarifa agrava rapidamente o endividamento das famílias mais vulneráveis.</p>
<p><strong>Sistemas isolados<br />
</strong>O coordenador do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Lourenço Moretto, pediu atenção urgente aos sistemas isolados. "Muitos municípios do interior ainda dependem de usinas termelétricas movidas a diesel", alertou.</p>
<p>Segundo ele, esse modelo encarece a conta de luz e dificulta a logística de abastecimento durante as secas nos rios. Moretto sugeriu investir no uso de fontes de energia renovável nessas regiões mais afastadas.</p>
<p>Ele também cobrou o cumprimento das metas do programa federal Luz para Todos. Segundo os dados apresentados pelo Idec, as ligações elétricas continuam atrasadas em diversas comunidades rurais.</p>
<p>Representantes do Ministério Público estadual, do Procon, do setor de comércio e dos trabalhadores urbanitários também participaram da reunião. Todos prometeram vigiar de perto a qualidade do novo serviço prestado.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova acesso gratuito a tecnologias de pagamento por aproximação em celulares]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1286723-comissao-aprova-acesso-gratuito-a-tecnologias-de-pagamento-por-aproximacao-em-celulares/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1286723-comissao-aprova-acesso-gratuito-a-tecnologias-de-pagamento-por-aproximacao-em-celulares/</guid>
            <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:23:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1286787" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1286787">
<div class="midia-creditos"><em>Michel Jesus / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20251028120629133-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Simplifica Ciência: Academia e Setor Produtivo - Desafios e Propostas para o Fortalecimento da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. Dep. Vitor Lippi (PSDB - SP)" /></div>
<div class="midia-legenda">Vitor Lippi: proposta respeita direito de escolha do consumidor</div>
</div>
<p>A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou projeto que obriga fabricantes de celulares e empresas que desenvolvem sistemas operacionais a permitir, de forma gratuita, o acesso a tecnologias usadas nos pagamentos por aproximação.</p>
<p>Hoje, os pagamentos por aproximação utilizam principalmente a tecnologia NFC (<em>Near Field Communication</em>, na sigla em inglês), que permite a comunicação entre dispositivos a curta distância. Ela está presente em cartões bancários, celulares e relógios inteligentes e é usada em operações como o pagamento por aproximação com cartão ou o Pix por aproximação.</p>
<p>O objetivo da proposta é impedir que empresas que oferecem serviços de pagamento (como bancos, fintechs, carteiras digitais e instituições autorizadas pelo Banco Central) sejam cobradas pelo uso dessa tecnologia.</p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="3508" data-end="3765">Foi aprovado o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado Vitor Lippi (PSD-SP), ao Projeto de Lei 2141/25, do deputado João Daniel (PT-SE). O relator detalhou os critérios para o uso da tecnologia NFC com o objetivo de garantir a livre concorrência.</p>
<ul>
<li data-start="3508" data-end="3765"><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3012771&amp;filename=Parecer-CCTI-2025-10-02">Confira a íntegra do texto aprovado</a></li>
</ul>
<p data-start="3988" data-end="4022">"O risco de apropriação exclusiva de uma infraestrutura essencial coloca em xeque os princípios da livre concorrência, da neutralidade tecnológica e do direito de escolha do consumidor", afirmou o relator.</p>
<p data-start="3988" data-end="4022">A proposta impede que os fabricantes:</p>
<ul data-start="4024" data-end="4265">
<li data-section-id="khl70o" data-start="4024" data-end="4125">restrinjam o acesso à tecnologia NFC por meio de barreiras técnicas, comerciais ou contratuais;</li>
<li data-section-id="5oy97j" data-start="4126" data-end="4198">obriguem o uso exclusivo da carteira digital da própria empresa; e</li>
<li data-section-id="e2jai5" data-start="4199" data-end="4265">criem obstáculos para integrar outras soluções de pagamento.</li>
</ul>
<p><strong>Direitos do consumidor</strong><br />
O projeto também garante ao consumidor o direito de escolher livremente qual carteira digital ou aplicativo de pagamento utilizar.</p>
<p>Outra norma obriga os fabricantes a informar, de forma clara e antes da compra do aparelho, eventuais limitações de funcionamento dos serviços de pagamento.</p>
<p><strong>Multa e fiscalização</strong><br />
O projeto ainda prevê sanções para empresas que descumprirem as regras. Entre elas, estão:</p>
<ul data-start="4698" data-end="4878">
<li data-section-id="17fmh8" data-start="4698" data-end="4712">advertência;</li>
<li data-section-id="16icyhf" data-start="4713" data-end="4772">multa de até 5% do faturamento bruto anual no Brasil;</li>
<li data-section-id="1aj393o" data-start="4773" data-end="4819">suspensão da comercialização de aparelhos; e</li>
<li data-section-id="1r2oxju" data-start="4820" data-end="4878">indisponibilidade temporária de sistemas ou aplicativos.</li>
</ul>
<p>Caberá ao Banco Central fiscalizar o cumprimento das normas. Já o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ficará responsável por investigar práticas que restrinjam a concorrência no setor.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e ainda será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Nova lei que reduz limite de chumbo em tintas, com efeito a partir de um ano]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1286135-nova-lei-que-reduz-limite-de-chumbo-em-tintas-com-efeito-a-partir-de-um-ano/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1286135-nova-lei-que-reduz-limite-de-chumbo-em-tintas-com-efeito-a-partir-de-um-ano/</guid>
            <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:13:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Lei sancionada limita a 90 PPM o teor de chumbo em tintas e materiais similares de revestimento]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1286156" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1286156">
<div class="midia-creditos"><em>Igor Sobral/Prefeitura de Pelotas-RS</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/06/img20200117135008778-768x512.jpg" alt="Educação - sala de aula - ensino fundamental escolas alunos crianças artes plásticas pinturas tintas desenhos" /></div>
<div class="midia-legenda">Norma inclui as tintas de uso infantil e escolar</div>
</div>
<p>A fabricação e a comercialização de tintas passarão a ter limite de chumbo em sua composição. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (29), a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2026/lei-15441-26-junho-2026-799425-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 15.441/26</a> estabelece que tintas e materiais similares de revestimento, como primers e seladores, não poderão conter quantidade igual ou superior a 90 PPM (partes por milhão) de chumbo.</p>
<p>A restrição entrará em vigor 12 meses após a publicação da lei. Produtos fabricados, importados ou com processo de importação iniciado antes dessa data ficam excluídos da nova regra. A norma também revoga a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2008/lei-11762-1-agosto-2008-578802-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 11.762/08</a>, que autorizava concentração máxima de 600 PPM de chumbo em tintas imobiliárias, de uso infantil e escolar, vernizes e materiais de revestimento.</p>
<p><strong>Exceções</strong><br />
A norma prevê exceções para algumas tintas de uso industrial e marítimo, cuja concentração poderá chegar a 600 PPM, como as utilizadas para prevenir ferrugem ou impedir a fixação de organismos em embarcações. Fabricantes e importadores que descumprirem os limites estarão sujeitos a penalidades como notificação, apreensão dos produtos e multa equivalente ao valor da mercadoria apreendida.</p>
<p>A lei teve origem no <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1005420-projeto-reduz-limite-maximo-de-chumbo-em-tintas-e-outros-materiais-de-revestimento">PL 3428/23</a>, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Na Câmara, <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1103789-COMISSAO-APROVA-REDUCAO-DO-LIMITE-DE-CHUMBO-EM-TINTAS-E-EM-OUTROS-MATERIAIS-DE-REVESTIMENTO">a proposta foi aprovada em outubro de 2024</a>, e, no Senado, em junho deste ano.</p>
<p>Para Jardim, o chumbo, por ser uma substância tóxica, "pode acarretar diversos prejuízos de saúde, como danos permanentes ao cérebro e ao sistema nervoso, anemia, aumento do risco de danos aos rins e hipertensão, além de prejudicar a função reprodutiva”.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova obrigatoriedade de classificação de plásticos em produtos no Brasil]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1284961-comissao-aprova-obrigatoriedade-de-classificacao-de-plasticos-em-produtos-no-brasil/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1284961-comissao-aprova-obrigatoriedade-de-classificacao-de-plasticos-em-produtos-no-brasil/</guid>
            <pubDate>Fri, 26 Jun 2026 20:37:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta está em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1286019" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1286019">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/06/img20260616164934008-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Alexandre Lindenmeyer (PT-RS)" /></div>
<div class="midia-legenda">Alexandre Lindenmeyer: o texto usa como parâmetro a regulamentação da União Europeia</div>
</div>
<p>A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou proposta que dispõe sobre a classificação obrigatória de plásticos em produtos fabricados, importados ou comercializados no Brasil. A proposta também estabelece a Política Nacional de Transparência sobre Materiais Plásticos e exige a divulgação dos riscos associados à saúde e ao meio ambiente.</p>
<p>O texto aprovado é um <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), a três projetos de lei:</p>
<ul>
<li>PL 1071/25, do deputado Luiz Couto (PT-PB);</li>
<li>PL 1242/25, do deputado Jonas Donizette (PSB-SP);</li>
<li>PL 5321/25, do deputado Rodrigo Gambale (Pode-SP).</li>
</ul>
<p>Segundo Lindenmeyer, o texto usa como parâmetro a regulamentação de embalagens e seus resíduos da União Europeia. "Em países como a França e a Coreia do Sul, já há demonstrações de que a rotulagem clara da reciclabilidade aumenta de forma substancial a eficiência das usinas de triagem automatizadas, aumentando a pureza das frações separadas", disse.</p>
<p>A proposta incorpora as medidas à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS, <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2010/lei-12305-2-agosto-2010-607598-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 12.305/10</a>). A estratégia visa aproveitar as sanções e definições já existentes na legislação. Lindenmeyer argumenta que a ausência de norma coercitiva criaria distorção de mercado, pois algumas empresas utilizam aditivos baratos e não recicláveis, prejudicando a competitividade das empresas sustentáveis.</p>
<p>O texto aprovado inclui dois novos conceitos na política de resíduos sólidos: o índice de reciclabilidade e o design para reciclagem. O primeiro avalia o potencial de um material ser reinserido na cadeia produtiva de forma eficiente e econômica. Já o segundo orienta a concepção de produtos e embalagens com base em critérios técnicos e evidências científicas.</p>
<p>Entre as medidas previstas no texto está também a concessão de incentivos fiscais para indústrias que utilizem materiais com comprovado desempenho ambiental ou que incorporem conteúdo reciclado pós-consumo, conforme critérios definidos no <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/d12688.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">decreto sobre logística reversa de embalagens plásticas</a>.</p>
<p><strong>Logística reversa</strong><br />
Segundo a proposta, o sistema de logística reversa deverá ser adotado para produtos com embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, tendo em vista o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados.</p>
<p>A prática já vale para agrotóxicos, pneus, pilhas e baterias, óleos lubrificantes, lâmpadas e produtos eletrônicos.</p>
<p>O texto também determina que embalagens plásticas deverão trazer identificação do material plástico e informações sobre reciclabilidade, conforme categorias definidas em regulamento.</p>
<p>Haverá ainda meta progressiva de conteúdo reciclado nas embalagens, com início em 10% em até cinco anos após a publicação da lei.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A proposta ainda será analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
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