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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
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        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2026 23:48:11 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
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            <title><![CDATA[Especialistas defendem mudança na legislação e melhoria na fiscalização para evitar fake news nas eleições]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1278179-especialistas-defendem-mudanca-na-legislacao-e-melhoria-na-fiscalizacao-para-evitar-fake-news-nas-eleicoes/</link>
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            <pubDate>Mon, 01 Jun 2026 20:52:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Debate foi realizado em audiência pública promovida pelo Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1278272" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1278272">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/06/img20260601095940608-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Eleições Gerais de 2026. Presidente do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político, Bruno Hoffmann. Presidente do Conselho de Comunicação, Patrícia Blanco e Diretora de Projetos do Aláfia Lab, Maria Paula Almada." /></div>
<div class="midia-legenda">Conselho deve apresentar resultados do debate aos parlamentares</div>
</div>
<p>Debatedores de uma audiência pública promovida pelo Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, nesta segunda-feira (1º), defenderam critérios, como a atualização da legislação, para evitar a disseminação de informações falsas na internet. O debate tratou, principalmente, das eleições de 2026.</p>
<p>Com foco nos riscos de desinformação e de influência das ferramentas de inteligência artificial nas campanhas eleitorais, a audiência também revelou falhas nas fiscalizações dos conteúdos reproduzidos na internet e a falta de mecanismos para garantir transparência.</p>
<p>O debate foi sugerido pela vice-presidente do CCS, Angela Cignachi, que manifestou preocupação com desafios a serem enfrentados ao longo do pleito deste ano, especialmente após o lançamento de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, em 2022.</p>
<p>"Não é exagero dizer que a comunicação mudou muito de lá para cá. Embora já tenhamos passado pelas eleições municipais nesse meio tempo, é certo que as eleições de 2026 trazem desafios inéditos para a comunicação social, para a ciência política e para o direito eleitoral, porque a tecnologia, nesses últimos quatro anos, avançou em um ritmo nunca visto", afirmou.</p>
<p>Angela frisou que publicações via internet passaram a atacar também o processo eleitoral e o sistema eletrônico de votação do país, “atingindo diretamente a confiabilidade e a credibilidade da urna eletrônica e da própria Justiça Eleitoral”. Na opinião da conselheira, pilares do sistema eleitoral como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de chances entre os candidatos e a soberania popular não podem ser alcançados sem uma comunicação social justa e bem regulada.</p>
<p><strong>Atualização</strong><br />
Para o advogado Diogo Rais, especialista em direito digital, a legislação eleitoral precisa ser atualizada, já que o cenário digital apresentou mudanças profundas ao longo dos últimos anos. Segundo o debatedor, o TSE tem inovado nesse campo, ao já ter modernizado pelo menos 100 dispositivos de suas resoluções sobre o tema.</p>
<p>Na visão de Rais, o Congresso precisa trabalhar por normas legislativas mais atuais já que, no campo eleitoral digital, a legislação quase não mudou.</p>
<p>"É hora de o Congresso Nacional definir balizas mínimas normativas para as eleições na internet. Talvez uma revisão das leis, que são do tempo do Orkut, considerando o cenário atual de inteligência artificial generativa, redes sociais extremamente dinâmicas, com entrega de conteúdo, curadoria e moderação do conteúdo", avaliou.</p>
<p>Diogo Rais também falou sobre a função social da propaganda eleitoral. Segundo o especialista, a propaganda eleitoral é fundamental para ajudar a renovar as representações políticas nos espaços de poder. Ele defendeu que o uso do instrumento continue sendo estimulado, mesmo num ambiente virtual cada vez mais crescente.</p>
<p>"Não é bobagem: é uma forma de fazer a democracia se concretizar. É com a propaganda eleitoral que alguém do povo pode chegar a se eleger."</p>
<p><strong>Avanço da IA</strong><br />
Diretora de projetos do Aláfia Lab, Maria Paula Almada frisou que a inteligência artificial já faz parte da “dieta informacional” dos brasileiros, sendo usada como fonte de notícia por quase 10% da população. Ela defendeu, portanto, o fortalecimento das estruturas de educação midiática e o estímulo ao jornalismo profissional como formas de garantir informações seguras no ambiente virtual.</p>
<p>O Aláfia Lab é um laboratório de pesquisa e inovação de Salvador (BA) focado no impacto social das tecnologias digitais, comunicação e internet. Maria Paula falou sobre uma pesquisa realizada com 1,5 mil pessoas.</p>
<p>"Para 9,7% delas, a principal fonte de informação são as ferramentas de IA, antes mesmo do jornal impresso, que ficou em 9,5%. Os dados também mostram que o uso dessas ferramentas é mais frequente entre pessoas jovens, de maior renda e com maior escolaridade. Entre brasileiros de 18 e 29 anos, por exemplo, 51% já utilizaram o ChatGPT, enquanto, entre pessoas com 45 anos ou mais, esse índice cai para 35%", disse.</p>
<p>Ela também chamou a atenção para o aumento do uso de avatares artificiais que simulam eleitores e comentaristas políticos, por exemplo, observando que esses instrumentos podem piorar os índices de desinformação, pois alcançam muitas pessoas. Para a especialista, o aprofundamento do debate é essencial, “com vistas a uma solução efetiva para a questão, tanto para o pleito de 2026 quanto para as eleições futuras”.</p>
<p><strong>Fiscalização limitada</strong><br />
Pesquisadora do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Débora Salles apontou limites na fiscalização da publicidade em ambiente virtual no país. Ela frisou a ocorrência de veiculação de conteúdos na internet sem a devida transparência, bem como fraudes encontradas em anúncios difundidos por meio de ferramentas de inteligência artificial.</p>
<p>Para Débora, as eleições de 2026 enfrentam desafios significativos, especialmente quanto à possibilidade de publicidade fraudulenta, às dificuldades de fiscalização das modulações de conteúdos e um acesso ineficiente da população a dados oficiais e seguros.</p>
<p>"Como a fiscalização da publicidade online é limitada, a gente vê a criação de um mercado paralelo de publicidade político-eleitoral nessas plataformas, que operam sem garantias de isonomia, sem garantia de transparência e sem respeito às normas locais".</p>
<p>Já o presidente do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político, Bruno Hoffman, salientou que as eleições são vistas muitas vezes como ferramenta comercial, “sem compromisso com a verdade ou com a natureza da atividade”. Para o convidado, é importante a sociedade ter em mente que comunicação demanda tempo e empenho para gerar voto consciente.</p>
<p>"Estamos aqui para mostrar e reafirmar que fazemos parte da solução quando o assunto é eleições livres, participação popular e fortalecimento da democracia."</p>
<p><strong>Ambiente complexo</strong><br />
O debate foi conduzido pela presidente do CCS, Patrícia Blanco, que reforçou os desafios impostos ao longo dos últimos quatro anos pelo crescimento indiscriminado do uso das ferramentas de inteligência artificial. Ela adiantou que o conselho fará outra audiência pública sobre o assunto em julho.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Conselho de Comunicação Social debate desinformação nas eleições]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277565-conselho-de-comunicacao-social-debate-desinformacao-nas-eleicoes/</link>
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            <pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:14:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Audiência será interativa; envie suas perguntas]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277636" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277636">
<div class="midia-creditos"><em>Andressa Anholete/Agência Senado</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/angela-cignachi-andressa-anholete-agncia-senado-768x509.jpg" /></div>
<div class="midia-legenda">Angela Cignachi, vice-presidente do colegiado, propôs o debate</div>
</div>
<p>O Conselho de  Comunicação Social do Congresso Nacional reúne-se nesta segunda-feira (1º) para discutir o risco de desinformação e a influência da inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais deste ano.</p>
<p>O encontro será realizado às 9h30, no plenário 7 da ala Alexandre Costa, no Senado.</p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoaudiencia?id=39129">• Veja quem foi convidado e envie suas perguntas</a></p>
<p>A audiência foi sugerida pela conselheira Angela Cignachi, representante da sociedade civil e vice-presidente do conselho. Para ela, é preciso debater, por exemplo, as novas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tratam do uso de IA nas eleições.</p>
<p>"Também queremos analisar temas como desinformação e responsabilização de plataformas digitais e eleitores", acrescentou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1243746" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/conselho-comunicacao-social/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova projeto que proíbe crianças e adolescentes de divulgarem jogos de azar]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277667-comissao-aprova-projeto-que-proibe-criancas-e-adolescentes-de-divulgarem-jogos-de-azar/</link>
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            <pubDate>Fri, 29 May 2026 13:27:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[ Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277728" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277728">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260429202040585-1-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Meire Serafim (UNIÃO - AC)" /></div>
<div class="midia-legenda">Meire Serafim é a relatora da proposta</div>
</div>
<p>A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a participação de menores de idade em publicidades de loterias, jogos de azar e de outros produtos cujo consumo é proibido por lei para essa faixa etária.</p>
<p>A proibição vale para qualquer meio de comunicação, seja físico ou digital, abrangendo as plataformas eletrônicas de compartilhamento de vídeos e outras aplicações de internet.</p>
<p>O colegiado aprovou o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> da relatora, deputada Meire Serafim (União-AC), ao Projeto de Lei 3724/24, do deputado Túlio Gadêlha (PSD-PE). A relatora explicou que leis como o <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1990/lei-8069-13-julho-1990-372211-norma-pl.html">Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)</a>, que é alterado pelo projeto, e a  <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2023/lei-14790-29-dezembro-2023-795206-norma-pl.html">Lei 14.790/23</a>  já impedem a participação de menores em apostas, mas deixam a publicidade de fora.</p>
<p>"Embora o consumo e a venda já sejam proibidos, não havia uma regra específica direcionada à publicidade. O projeto vem justamente para proibir essa divulgação em qualquer plataforma digital ou meio de comunicação, garantindo uma proteção mais forte", explicou a deputada.</p>
<p><strong>Infrações e multas<br />
</strong>O texto classifica o descumprimento da nova regra como infração administrativa, com multa que varia de R$ 3 mil a R$ 10 mil, e estabelece os seguintes agravantes:</p>
<ul>
<li>a multa será aplicada em dobro caso a infração se repita no período de 12 meses;</li>
<li>se a regra for descumprida pela pessoa responsável pelo agenciamento da criança ou do adolescente (como empresários de influenciadores mirins), a multa prevista será multiplicada por 10;</li>
<li>se a infração for praticada pela empresa de jogos de azar ou pela fornecedora do produto proibido, a multa prevista deverá ser multiplicada por 100.</li>
</ul>
<p><strong>Próximos passos<br />
</strong>O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Participantes de debate defendem prorrogação do uso do Fust para garantir internet nas escolas]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1277169-participantes-de-debate-defendem-prorrogacao-do-uso-do-fust-para-garantir-internet-nas-escolas/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1277169-participantes-de-debate-defendem-prorrogacao-do-uso-do-fust-para-garantir-internet-nas-escolas/</guid>
            <pubDate>Thu, 28 May 2026 00:39:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Ministério das Comunicações disse que todas as 138 mil escolas públicas estarão conectadas em breve]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277181" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277181">
<div class="midia-creditos"><em>Thiago Cristino / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/comissao-de-comunicacao-83-559x382.jpg" alt="Audiência Pública - Sustentabilidade da conectividade nas escolas." /></div>
<div class="midia-legenda">Comissão de Comunicação discutiu o assunto nesta quarta-feira</div>
</div>
<p>Participantes de audiência pública na Câmara dos Deputados defenderam a prorrogação do uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para a instalação e a manutenção de internet em escolas públicas. O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, garantiu que em breve todos os 138 mil estabelecimentos escolares públicos estarão conectados.</p>
<p>Atualmente, segundo os participantes da audiência pública na Comissão de Comunicação, mais de 100 mil escolas contam com internet. Hernano Tercius garantiu ainda que para 30 mil estabelecimentos a instalação da rede já está contratada, e os órgãos envolvidos estão trabalhando para assegurar os contratos para provimento nas 8 mil restantes.</p>
<p><strong>Computadores</strong><br />
De acordo com o representante do Ministério das Comunicações, os recursos do Fust são importantes também para ampliar a oferta de computadores aos alunos da rede pública.</p>
<p>“Com a prorrogação que essa Casa está analisando, e que certamente vai dar seguimento e aprovar, a gente vai poder usar [os recursos] também para dotar essas escolas com computadores – o que é um desafio grande, dá cerca de R$ 2 bilhões, e a gente precisa de todo o apoio para levar computador a todas as escolas”, disse.</p>
<p>Uma lei que entrou em vigor em 2021 permite que as empresas prestadoras de serviços de telecomunicações executem projetos aprovados pelo Conselho Gestor do Fust e descontem os custos do trabalho do valor que são obrigadas a pagar para a manutenção do fundo. A permissão para o uso dos recursos nesta modalidade, chamada Fust Direto, acaba em dezembro deste ano. Mas um projeto apresentado pelo deputado Juscelino Filho (União-MA) e relatado pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), que pediu a realização do debate, prorroga esse período por mais cinco anos, até 2031.</p>
<p><strong>Uso do fundo</strong><br />
De acordo com o presidente da Conexis Brasil Digital, Marcos Ferrari, com a lei de 2021, houve um salto significativo no uso dos recursos. Segundo ele, até 2022, nenhum centavo do dinheiro do fundo era aplicado. Hoje, Marcos Ferrari afirma que esse dinheiro já permitiu a conexão de 19 mil escolas públicas à internet, 17 mil delas somente por meio do Fust Direto.</p>
<p>A coordenadora-geral de Educação Digital, Inovação e Conectividade do Ministério da Educação, Ana Úngari dal Fabbro, relatou que quando o programa Escola Conectada foi lançado, em setembro de 2023, os órgãos do governo sequer sabiam ao certo o número de escolas no país. Em algumas regiões isoladas há estabelecimentos difíceis de localizar no mapa.</p>
<p>Hoje, de acordo com a gestora, não só os órgãos envolvidos sabem exatamente quais são as escolas com internet, como monitoram a qualidade da conexão em todas elas em tempo real. Antes de essa política pública entrar em vigor, Ana dal Fabbro afirmou que somente 48% escolas tinham internet; hoje são 72%, muitas delas no campo, em territórios indígenas e quilombolas.</p>
<p>“O financiamento que veio do Fust foi fundamental para que a gente conseguisse avançar tanto. Essa parceria funcionou, e acho que tem muito potencial, dada uma garantia de governança do MEC nisso tudo, que também foi muito importante, de fazer essa articulação com as secretarias de educação para garantir que o setor de telecomunicações ia chegar nas escolas corretas, com a solução correta”, comemorou.</p>
<p><strong>Prorrogação do programa</strong><br />
A relatora do projeto que prorroga o Fust Direto, deputada Maria Rosas, afirmou que a proposta já conta com requerimento de urgência com as assinaturas necessárias. A parlamentar também garantiu que vai se empenhar ao máximo para aprovar o texto o quanto antes.</p>
<p>“A gente está aqui lutando para que 100% das escolas estejam conectadas. Estamos unindo forças, o Ministérios das Comunicações, o MEC [Ministério da Educação], todas as operadoras, estamos juntos para fazer chegar até os lugares mais longínquos do nosso Brasil a melhor conexão para todas as crianças, todos os jovens.”</p>
<p>Segundo o presidente do Conselho Gestor do Fust, Nilo Pasquali, o fundo arrecada cerca de R$ 1 bilhão por ano. Atualmente, metade desses recursos pode ser aplicada em projetos não reembolsáveis. É desta parte que sai o dinheiro utilizado pelas empresas para levar internet às escolas.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Debatedores sugerem adequação de proposta sobre prontuário eletrônico à Lei Geral de Proteção de Dados]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1276517-debatedores-sugerem-adequacao-de-proposta-sobre-prontuario-eletronico-a-lei-geral-de-protecao-de-dados/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1276517-debatedores-sugerem-adequacao-de-proposta-sobre-prontuario-eletronico-a-lei-geral-de-protecao-de-dados/</guid>
            <pubDate>Tue, 26 May 2026 21:21:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Comissão discutiu projeto de lei que trata do acesso a dados de saúde dos usuários do SUS em uma plataforma comum ]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1276545" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1276545">
<div class="midia-creditos"><em>Renato Araújo / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260526105630427-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Cartão de identificação do usuário do SUS (PL 5875/2013 e apensados)." /></div>
<div class="midia-legenda">Audiência na Comissão de Saúde debateu a implantação do prontuário eletrônico do SUS</div>
</div>
<p>O superintendente de Regulação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, Lucas de Carvalho, pediu à deputada Adriana Ventura (Novo-SP) uma melhor adequação do projeto que trata do cartão de identificação do usuário do SUS (<a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/425605-oferta-de-cartao-unico-do-sus-pode-estar-prevista-em-lei">PL 5875/13</a>) às diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).</p>
<p>A deputada é relatora do projeto na Comissão de Saúde. Na prática, o texto trata do acesso a dados de saúde dos cidadãos em uma plataforma comum a ser acessada por gestores e profissionais de saúde.</p>
<p>Em audiência na comissão, Lucas explicou que a proposta já dispõe sobre os direitos dos titulares dos dados, mas a LGPD seria mais ampla. Ele lembrou que o cidadão precisa autorizar o uso dos dados e, no caso de dados sensíveis, o consentimento deve ser dado para situações específicas.</p>
<p>Outros debatedores manifestaram preocupação com medidas de segurança contra vazamentos de dados e prevenção de fraudes.</p>
<p>Giovanni Cerri, presidente do Instituto Coalizão Saúde, explicou que o prontuário eletrônico que será criado a partir da lei vai abastecer a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), facilitando o atendimento de pacientes dos sistemas público e privado.</p>
<p>“Na prática, hoje, muitas vezes o paciente vira integrador de sistema. Ele carrega exame de um lado para outro, porque nós ainda não conseguimos fazer os sistemas conversarem adequadamente”, disse.</p>
<p><strong>Políticas públicas</strong><br />
A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, lembrou que os dados também vão auxiliar a elaboração de políticas públicas.</p>
<p>“É garantir não apenas a continuidade do cuidado para que esses dados de saúde, dados clínicos, possam estar disponíveis em qualquer ponto da rede de serviços em todo o país e não apenas no local onde o paciente é atendido", disse.</p>
<p>Para ela, o prontuário eletrônico é uma evolução, mas a interoperabilidade dá um salto muito maior. "Isso traz continuidade, segurança e qualidade para esse atendimento. E disponibiliza também dados para gestão, para vigilância, para pesquisa”, observou.</p>
<p>Ana Estela disse que a RNDS tinha 892 milhões de dados em 2023 e hoje tem 4,6 bilhões, sendo 1 bilhão da saúde privada. Segundo a secretária, o cidadão que entrar no Meu SUS Digital vai poder saber quem teve acesso aos seus dados, além de pedir a correção de dados errados.</p>
<p>A deputada Adriana Ventura pediu aos interessados em sugerir mudanças no projeto que façam isso ainda este mês para que ela possa apresentar um novo relatório para votação na comissão.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova obrigatoriedade de campanhas contra crimes digitais com inteligência artificial]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1275601-comissao-aprova-obrigatoriedade-de-campanhas-contra-crimes-digitais-com-inteligencia-artificial/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1275601-comissao-aprova-obrigatoriedade-de-campanhas-contra-crimes-digitais-com-inteligencia-artificial/</guid>
            <pubDate>Mon, 25 May 2026 13:53:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[A proposta prioriza a proteção de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência; texto segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1275871" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1275871">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260304105018901-768x473.jpg" alt="Deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) no Plenário da Câmara dos Deputados" /></div>
<div class="midia-legenda">Laura Carneiro, relatora da proposta</div>
</div>
<p>A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna obrigatória a realização de campanha educativa contra crimes cibernéticos, com foco especial no uso indevido de inteligência artificial (IA).</p>
<p>O texto prioriza a proteção de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência contra riscos como o aliciamento digital e a criação de imagens sexualizadas falsas, as chamadas <em>deepfakes</em>.</p>
<p>Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovado o <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1144118-COMISSAO-APROVA-PROJETO-QUE-COMBATE-CRIMES-CONTRA-CRIANCAS-E-PESSOAS-COM-DEFICIENCIA-COMETIDOS-COM-USO-DE-IA">substitutivo da Comissão de Educação</a>, que reuniu o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1041549-projeto-institui-campanha-de-prevencao-de-crimes-contra-criancas-e-adolescentes-cometidos-com-uso-de-ia">Projeto de Lei 177/24</a>, do deputado Saullo Vianna (União-AM), e uma proposta <span id="4069" class="termoGlossario" title="Projeto que tramita em conjunto com outro que trate de matéria semelhante. O relator deve analisar todas as proposições apensadas, que deverão constar do seu parecer." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">apensada</span> (PL 349/24, da deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).</p>
<p>A principal mudança é a alteração no <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8069-13-julho-1990-372211-norma-pl.html">Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)</a> e no <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2015/lei-13146-6-julho-2015-781174-norma-pl.html">Estatuto da Pessoa com Deficiência</a> para incluir essas ações de conscientização como um eixo obrigatório das políticas públicas de proteção.</p>
<p><strong>Ações e objetivos</strong><br />
A campanha prevê a realização de palestras, seminários e a divulgação de orientações em rádio, TV e internet. Entre os objetivos estão a capacitação de professores para identificar ameaças virtuais e o alerta de que produzir, compartilhar ou armazenar conteúdos de sexo ou nudez infantil é crime, mesmo quando as imagens são geradas por computador.</p>
<p>Os eventos serão desenvolvidos pelo governo federal em parceria com estados, Distrito Federal, municípios e entidades da sociedade civil.</p>
<p>Laura Carneiro destacou que o uso malicioso da tecnologia aumenta a vulnerabilidade de quem está em fase de desenvolvimento. Ela afirmou no parecer que a medida atende ao dever do Estado de assegurar proteção prioritária contra toda forma de violência e exploração.</p>
<p>"A iniciativa é de grande relevância, porque o uso malicioso de IA abre portas para diversas modalidades de crimes no ambiente digital", ressaltou.</p>
<p><strong>Próximas etapas<br />
</strong>A proposta ainda será analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Especialistas alertam para vício em jogos entre idosos e pedem regulação de publicidade das bets]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1275222-especialistas-alertam-para-vicio-em-jogos-entre-idosos-e-pedem-regulacao-de-publicidade-das-bets/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1275222-especialistas-alertam-para-vicio-em-jogos-entre-idosos-e-pedem-regulacao-de-publicidade-das-bets/</guid>
            <pubDate>Thu, 21 May 2026 22:50:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Duas comissões da Câmara debateram o assunto]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1275333" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1275333">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260520171402242-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Impactos das bets na população idosa no Brasil. Dep. Luiz Couto (PT-PB)" /></div>
<div class="midia-legenda">Luiz Couto: PL 466/24 cria regras para proteger as pessoas idosas contra o vício</div>
</div>
<p>Participantes de audiência pública realizada nesta quarta-feira (20) por duas comissões da Câmara alertaram para o crescimento da ludopatia — o vício em jogos — entre idosos e a necessidade de regulação urgente da publicidade das plataformas.</p>
<p>O avanço das plataformas de apostas online, conhecidas como bets, está gerando graves impactos financeiros, sociais e de saúde pública para a população idosa no Brasil. O alerta foi feito por especialistas e representantes do governo federal durante audiência pública conjunta das comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial e de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados.</p>
<p>O debate atendeu a requerimentos de autoria de diversos parlamentares, entre eles o deputado Luiz Couto (PT-PB). Durante a reunião, participantes apontaram que a facilidade do Pix e o acesso digital direto às contas de aposentadoria têm facilitado o superendividamento desse público.</p>
<p>Luiz Couto destacou que os alertas servem de subsídio para a análise de projeto de sua autoria voltado a resguardar a dignidade financeira dos idosos.</p>
<p>"Nós temos aí o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1145313-projeto-cria-rede-de-protecao-para-idosos-contra-praticas-abusivas-em-jogos-de-azar">Projeto de Lei 4466/24</a>, que estabelece regras para proteger as pessoas idosas contra o vício de apostas, que muito acontece e os deixa sem nada", afirmou o parlamentar.</p>
<p>Segundo ele, a análise do projeto na Comissão de Direitos Humanos reforça a proteção contra a perda de direitos essenciais.</p>
<p>"São direitos humanos que muitas vezes são retirados das pessoas idosas", pontuou.</p>
<div id="image-container-1275331" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1275331">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260520171310945-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Impactos das bets na população idosa no Brasil. Grupo de Trabalho Atendimento à Pessoa Idosa e à Pessoa com Deficiência - Defensoria Pública da União, Thaíssa Assunção Faria." /></div>
<div class="midia-legenda">Thaíssa Faria: vício em jogos está  ligado ao superendividamento</div>
</div>
<p><strong>Superendividamento</strong><br />
A defensora pública federal Thaíssa Assunção de Faria, integrante do grupo de trabalho de atendimento à pessoa idosa e à pessoa com deficiência da Defensoria Pública da União (DPU), explicou que a ludopatia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno mental. O vício atua no sistema de recompensa do cérebro por meio da liberação de dopamina.</p>
<p>"O vício em apostas online já é considerado o terceiro maior vício do país, atrás apenas do tabagismo e do alcoolismo", alertou a defensora. Ela explicou que o problema está diretamente ligado ao fenômeno do superendividamento, que retira o "mínimo existencial" dos cidadãos.</p>
<p>De acordo com Thaíssa, as empresas enxergam as pessoas idosas como um público-alvo valioso devido à garantia da renda fixa de aposentadorias ou do Benefício de Prestação Continuada (<span id="4328" class="termoGlossario" title="Benefício no valor de um salário mínimo pago mensalmente a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência incapacitadas para a vida independente e para o trabalho. Em ambos os casos, o beneficiado deve pertencer a família com renda inferior a 1/4 do salário mínimo por pessoa." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">BPC</span>), o que facilita a obtenção de empréstimos consignados abusivos para cobrir as perdas nos jogos.</p>
<p>"Não estamos falando de dinheiro de sobra. Estamos falando de desvios de recursos vitais originariamente destinados para medicamentos, alimentação e moradia", criticou a defensora.</p>
<p>Ela acrescentou que o sentimento de vergonha pelo colapso financeiro faz com que as vítimas escondam o vício, agravando quadros de ansiedade severa e depressão.</p>
<p><strong>Violência patrimonial silenciosa</strong><br />
A coordenadora-geral de política do direito da pessoa idosa em situação de vulnerabilidade e discriminação múltipla do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Paula Érica Batista, caracterizou a atuação das bets sobre esse público como uma forma de violência patrimonial e financeira (veja no infográfico abaixo).</p>
<p>"As bets trazem uma perspectiva muito violenta e muito silenciosa, porque adentram um universo tecnológico que muitas vezes as políticas públicas não conseguem acessar", explicou a coordenadora.</p>
<p>Ela apresentou dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos que registrou, de janeiro a maio de 2026, 17.690 denúncias de violência patrimonial e financeira contra pessoas idosas de 60 a 90 anos, resultando em 17.880 violações.</p>
<p>Como resposta, Paula Érica destacou as ações do programa federal Viva Mais Cidadania Digital. O projeto promove o letramento digital e a educação midiática em territórios vulneráveis para ensinar idosos a identificar riscos, golpes e o funcionamento dessas plataformas. O ministério também disponibiliza em seu site oficial uma cartilha de orientação e enfrentamento à violência financeira.</p>
<div id="image-container-1275336" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1275336">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260520171400215-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Impactos das bets na população idosa no Brasil. Coordenadora-Geral das Políticas de Direitos da Pessoa Idosa em Situação de Vulnerabilidade e Discriminação Múltipla - Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Paula Érica Batista." /></div>
<div class="midia-legenda">Paula Batista: atuação das bets sobre idosos é violência patrimonial e financeira</div>
</div>
<p><strong>Estratégias de proteção social</strong><br />
Representando o Ministério do Desenvolvimento Social, a especialista em envelhecimento Daniela Jinkings defendeu que o problema não pode ser tratado como uma escolha individual, mas sim como uma questão intersetorial de proteção social.</p>
<p>Ela sugeriu quatro frentes principais de atuação pública:</p>
<ul>
<li>fortalecer os mecanismos regulatórios sobre a publicidade agressiva das bets, que associa os jogos ao sucesso financeiro e à felicidade;</li>
<li>desenvolver estratégias de educação financeira e digital com linguagem adaptada;</li>
<li>capacitar profissionais do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Sistema Único de Saúde (SUS) para identificar os sinais do uso problemático de jogos nos atendimentos territoriais (como nos Cras, Creas e UBS); e</li>
<li>fortalecer políticas de convivência comunitária para combater a solidão e o isolamento social, fatores que aumentam a busca pelas plataformas.</li>
</ul>
<p>"Muitas vezes, o que começa como entretenimento evolui para o endividamento. As plataformas vendem a ilusão de pertencimento, de diversão e de ganho fácil", alertou Daniela.</p>
<p><strong>Ações na saúde pública</strong><br />
O coordenador-geral da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, Bruno Ferrari, apontou que o Brasil vive as consequências de um hiato regulatório de cinco anos, período entre a legalização das apostas (em 2018) e a primeira regulamentação (em 2023), no qual o mercado de marketing expandiu-se sem restrições. Ele informou que o ministério passou a tratar o tema formalmente como um problema de saúde pública.</p>
<p>Bruno destacou dados do Ministério da Saúde: das pessoas que buscam atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) por problemas relacionados a jogos, cerca de 4% são pessoas idosas. Já nos serviços de urgência, emergência ou internações hospitalares decorrentes do vício, essa população representa cerca de 7% dos casos.</p>
<p>Como resposta pública, o coordenador destacou a criação de uma linha de cuidado específica e o lançamento de um guia de orientação para trabalhadores da saúde. Além disso, informou que a plataforma centralizada de autoexclusão das plataformas de apostas registrou quase 220 mil adesões em seus primeiros 40 dias de funcionamento, direcionando os usuários que desejam suporte para o atendimento digital de telessaúde integrada ao SUS.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1145294" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/alguns-crimes-contra-idosos/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova prioridade em recursos do Fust para cidades que facilitarem 5G]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1273590-comissao-aprova-prioridade-em-recursos-do-fust-para-cidades-que-facilitarem-5g/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1273590-comissao-aprova-prioridade-em-recursos-do-fust-para-cidades-que-facilitarem-5g/</guid>
            <pubDate>Wed, 20 May 2026 16:32:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1274320" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1274320">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260518172847066-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Limites e possibilidades para a redução da jornada de trabalho - perspectiva dos empregadores. Dep. Alencar Santana (PT - SP)" /></div>
<div class="midia-legenda">Texto aprovado é o substitutivo do relator, Alencar Santana</div>
</div>
<p>A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3126847&amp;filename=Parecer-CFT-2026-05-11">aprovou projeto de lei</a> que concede acesso prioritário a recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para municípios que modernizarem suas legislações a fim de facilitar a instalação de infraestrutura de tecnologia 5G.</p>
<p>A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, altera a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2015/lei-13116-20-abril-2015-780558-norma-pl.html">Lei Geral das Antenas</a> com o objetivo de incentivar a expansão da tecnologia no país.</p>
<p>Os municípios que modernizarem suas legislações também terão prioridade no cronograma de implantação de serviços de telecomunicações e em futuras licitações de radiofrequência para transmitir sinais de internet, feitos de forma gradual. Pela proposta, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamentará esse acesso prioritário.</p>
<p>O texto aprovado é um <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do deputado Alencar Santana (PT-SP) ao <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1147112-projeto-preve-incentivo-fiscal-a-municipio-com-lei-atualizada-sobre-5g/">Projeto de Lei 4885/24</a>, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). O projeto original previa a dedução de parte dos investimentos do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) de empresas do setor que investissem prioritariamente em cidades com legislação atualizada para o 5G.</p>
<p>Para Santana, a proposta induz a redução de entraves burocráticos e regulatórios que historicamente dificultam a instalação de antenas e de demais estruturas essenciais, condicionando a priorização no acesso a recursos públicos e no cronograma de implantação dos serviços à adoção de normas mais adequadas pelos municípios. "Essas medidas podem transformar as cidades ao acelerar a expansão das redes móveis de alta capacidade, como o 5G, ampliando a conectividade e viabilizando novas soluções tecnológicas no ambiente urbano", disse o relator.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A proposta ainda será analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1144977" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/fust-fundo-universalizacao-servicos-telecomunicacoes/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão de Trabalho debate integridade das redes de telecomunicações]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1272494-comissao-de-trabalho-debate-integridade-das-redes-de-telecomunicacoes/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1272494-comissao-de-trabalho-debate-integridade-das-redes-de-telecomunicacoes/</guid>
            <pubDate>Tue, 19 May 2026 11:39:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1168181" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1168181">
<div class="midia-creditos"><em>Prefeitura de Canoas</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2025/06/reduzidas-18-10-2023-limpeza-de-fios-na-av-rio-grande-do-sul-guilherme-pereira-13-768x512.jpg" /></div>
<div class="midia-legenda">Integridade diz respeito à segurança e à confiabilidade da infraestrutura de redes</div>
</div>
<p data-start="4514" data-end="4663">A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (19), audiência pública sobre a integridade das redes de telecomunicações. A integridade das redes diz respeito à segurança e à confiabilidade da infraestrutura que leva telefonia, internet e outros serviços de comunicação à população.</p>
<p>O debate foi solicitado pelo deputado Bohn Gass (PT-RS). O objetivo é discutir a ocupação e o compartilhamento da infraestrutura de postes, além dos efeitos da precarização dos serviços de instalação e manutenção das redes sobre a segurança de trabalhadores, usuários e da conectividade nacional.</p>
<p>O debate será às 16 horas, no plenário 12.</p>
<p>- <a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82061">Veja quem foi convidado para o debate</a></p>
<p data-start="5235" data-end="5354">Bohn Gass afirma que o crescimento das redes trouxe desafios para a organização, a segurança e a integridade do setor no país. Segundo o deputado, a dificuldade de medir a dimensão e a confiabilidade das redes instaladas pode criar uma “bomba-relógio” estrutural no país.</p>
<p data-start="5506" data-end="5748" data-is-last-node="" data-is-only-node="">“Outro ponto de grande preocupação refere-se ao acesso descontrolado à infraestrutura de postes, que facilita práticas ilícitas como o rompimento deliberado de redes concorrentes, além do crescimento do furto de cabos e equipamentos”, afirma.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova inclusão do estudo de inteligência artificial na educação básica]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1270467-comissao-aprova-inclusao-do-estudo-de-inteligencia-artificial-na-educacao-basica/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1270467-comissao-aprova-inclusao-do-estudo-de-inteligencia-artificial-na-educacao-basica/</guid>
            <pubDate>Fri, 08 May 2026 17:50:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta prevê abordagem transversal do tema no ensino fundamental e médio]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1270604" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1270604">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260505111446390-1-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Plano de Carreira, Cargos e Salários do Hospital das Forças Armadas: panorama atual e perspectivas de recomposição. Dep. Prof. Reginaldo Veras (PV - DF)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Prof. Reginaldo Veras, relator do projeto de lei</div>
</div>
<p>A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que inclui o estudo da inteligência artificial (IA) nos currículos das escolas públicas e particulares. A proposta altera a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html">Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)</a>.</p>
<p>O relator, deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF), apresentou um <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> ao Projeto de Lei 2129/25, do deputado Nitinho (PSD-SE). O novo texto integra a inteligência artificial à <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2023/lei-14533-11-janeiro-2023-793686-norma-pl.html">Política Nacional de Educação Digital</a>, em vez de criar uma lei isolada.</p>
<p>Pelo texto aprovado, a IA será um tema transversal e interdisciplinar, ou seja, deve ser tratada dentro das matérias que já existem, como Matemática e Ciências.</p>
<p>Segundo o relator, o ensino não deve se limitar à técnica, mas focar na cidadania. “O mundo digital permeia nossas vidas e traz riscos severos para jovens. É urgente promover a reflexão sobre privacidade, segurança de dados e os impactos éticos desses algoritmos”, afirmou Veras.</p>
<p>O projeto também garante que o poder público promova a formação continuada de professores e gestores escolares. O objetivo é capacitar os profissionais da educação para o uso pedagógico da tecnologia, independentemente da sua área de formação original.</p>
<p><strong>Prazos</strong><br />
Após a aprovação final e a publicação da lei, as instituições de ensino terão o prazo de dois anos para adaptar seus projetos pedagógicos e currículos às novas diretrizes nacionais que serão editadas pelo Ministério da Educação.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e segue agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta também precisa ser analisada pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
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