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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
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        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 15:41:39 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
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            <title><![CDATA[Comissão aprova regras para reforçar investigações de crimes cometidos pela internet]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1291471-comissao-aprova-regras-para-reforcar-investigacoes-de-crimes-cometidos-pela-internet/</link>
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            <pubDate>Wed, 15 Jul 2026 22:14:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto de lei segue em análise na Câmara ]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1291841" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1291841">
<div class="midia-creditos"><em>Thiago Cristino / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260610122840743-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Capitão Alberto Neto (PL - AM)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Capitão Alberto Neto: cooperação para enfrentar crimes no ambiente digital</div>
</div>
<p>A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera o marco civil da internet (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2014/lei-12965-23-abril-2014-778630-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 12.965/14</a>) para determinar que a Justiça suspenda ou boqueie perfis e contas que estejam sendo usados de forma reiterada na prática de ilícitos civis ou penais.</p>
<p>Atualmente, a lei prevê a retirada de conteúdos específicos mediante ordem judicial, mas não trata expressamente do bloqueio de contas, perfis ou canais.</p>
<p>A proposta obriga empresas de tecnologia, redes sociais e provedores a colaborarem com a polícia e a Justiça, fornecendo dados cadastrais e registros de conexão em investigações de fraudes, invasões, exploração infantil e lavagem de dinheiro. O descumprimento das regras gera multa diária.</p>
<p>Foi aprovado o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), ao Projeto de Lei 4614/25, do deputado Domingos Neto (PSD-CE). O parecer retoma parte do projeto original que trata da tipificação penal e do aumento de penas e que foi excluída durante a análise na Comissão de Comunicação.</p>
<p>Para o relator, a cooperação entre plataformas digitais, instituições financeiras e autoridades é indispensável para combater esse tipo de crime. "A cooperação obrigatória dos provedores de aplicações de internet e das instituições reguladas com as autoridades policiais e judiciais revela-se medida indispensável para superar entraves atualmente enfrentados na investigação de crimes praticados no ambiente digital", afirmou.</p>
<p><strong>Crime digital</strong><br />
A medida também altera a Lei das Organizações Criminosas (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2013/lei-12850-2-agosto-2013-776714-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 12.850/13</a>) para definir a organização criminosa digital como grupo de três ou mais pessoas que usem a tecnologia para cometer ilícitos cuja pena máxima seja superior a quatro anos ou que atuem em mais de um país.</p>
<p>Entre os crimes citados estão fraudes bancárias eletrônicas, sequestro de dados (<em>ransomware</em>), clonagem de cartões, invasão de sistemas informatizados e ocultação de recursos por meio de ativos virtuais.</p>
<p>Pela proposta, a pena para esse crime será de quatro a oito anos de <span id="4303" class="termoGlossario" title="A reclusão é a mais severa entre as penas privativas de liberdade. Destina-se a crimes dolosos (com intenção)." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">reclusão</span>, além da punição correspondente aos demais crimes praticados. A punição poderá ser aumentada de um terço a dois terços quando houver uso de tecnologia para ocultar a identidade dos infratores ou ataques contra instituições financeiras e serviços públicos essenciais.</p>
<p><strong>Lavagem de dinheiro</strong><br />
O substitutivo também altera a Lei de Lavagem de Dinheiro (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1998/lei-9613-3-marco-1998-372359-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 9.613/98</a>) para determinar que, se o crime envolver ativos virtuais ou plataformas digitais e for praticado por organização criminosa digital, a pena será aumentada de um terço a dois terços. Hoje, a punição para esse crime é de reclusão de 3 a 10 anos, além de multa.</p>
<p>Outro ponto permite ao Banco Central determinar o bloqueio temporário de contas, ativos ou transações financeiras diante de indícios de lavagem de dinheiro, fraudes financeiras ou outros crimes que apresentem risco imediato de dissipação dos recursos.</p>
<p>Atualmente, o Banco Central fiscaliza o sistema financeiro e estabelece regras para prevenir a lavagem de dinheiro, mas não pode determinar diretamente o bloqueio de contas ou valores de clientes. Esses bloqueios dependem de decisão judicial ou são realizados pelos próprios bancos por razões de segurança.</p>
<p>O relator ressaltou que a medida é um "mecanismo cautelar de natureza administrativa" para impedir a rápida movimentação de valores ilícitos.</p>
<p><strong>Próximos passos<br />
</strong>A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). O texto está sujeito à apreciação do Plenário. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Debatedores defendem manutenção do prazo de 20 anos para patentes de remédios]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1291205-debatedores-defendem-manutencao-do-prazo-de-20-anos-para-patentes-de-remedios/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1291205-debatedores-defendem-manutencao-do-prazo-de-20-anos-para-patentes-de-remedios/</guid>
            <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 23:10:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Objetivo é garantir a sustentabilidade do SUS e a oferta de tratamentos de ponta a preços acessíveis]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Participantes de audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados defenderam, nesta terça-feira (14), a manutenção do prazo de 20 anos para a vigência de patentes no Brasil, contados da data de depósito do pedido.</p>
<p>Os palestrantes argumentaram que o cumprimento desse limite é importante para garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e permitir a entrada de medicamentos genéricos e biossimilares no mercado, o que reduz preços e amplia o acesso da população a tratamentos de ponta.</p>
<div id="image-container-1291253" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1291253">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260714145934151-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Impactos da extensão de patentes sobre o orçamento da União e no financiamento do SUS." /></div>
<div class="midia-legenda">Reunião da Comissão de Defesa do Consumidor</div>
</div>
<p>Na audiência, representantes da indústria nacional e do governo rejeitaram qualquer extensão do período de exclusividade. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), Tiago de Moraes Vicente, resumiu a posição do setor com o lema “20 anos e nem um dia mais”.</p>
<p>Segundo Tiago Vicente, qualquer tentativa de estender esse prazo, seja por via judicial ou legislativa, é nociva e gera prejuízos bilionários ao sistema público e ao bolso do consumidor.</p>
<p>O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina (Abifina), Andrey Freitas, reforçou que o prazo atual é “mais do que suficiente” para o retorno financeiro das empresas inovadoras. Ele citou um estudo internacional indicando que 91% dos produtos oncológicos, que estão entre os mais complexos e caros, recuperam seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento em apenas oito anos.</p>
<p>“Do ponto de vista econômico, a gente não tem nenhum tipo de dado concreto que comprove a necessidade de extensão de patente”, ressaltou Freitas.</p>
<p>Para o presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Henrique Tada, a extensão do prazo “não trata de proteger uma invenção, mas de manter um único fornecedor por mais tempo”, o que prejudica a concorrência e o parque industrial nacional.</p>
<p><strong>Propriedade intelectual</strong><br />
Apesar da defesa do limite temporal, os debatedores reconheceram a importância da propriedade intelectual para o desenvolvimento do país.</p>
<p>A coordenadora-geral de Promoção e Regulação do Complexo Industrial do Ministério da Saúde, Constance Chabin, destacou que a patente é um instrumento importante de incentivo à inovação que permite o fortalecimento tecnológico e econômico da indústria.</p>
<div id="image-container-1291256" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1291256">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260714145940122-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Impactos da extensão de patentes sobre o orçamento da União e no financiamento do SUS. Coordenadora-Geral de Promoção e Regulação do Complexo Industrial - Ministério da Saúde, Constance Marie Meiners Chabin." /></div>
<div class="midia-legenda">Constance Chabin: pedidos judiciais de extensão de patentes geram impacto no SUS</div>
</div>
<p>Andrey Freitas acrescentou que o Brasil é defensor da propriedade industrial e que a legislação atual ajudou a construir uma indústria farmacêutica sólida. “Não dá para falar sobre indústria farmacêutica no Brasil sem estar associada diretamente a uma defesa ferrenha de proteção patentária”, declarou.</p>
<p>O equilíbrio, segundo os especialistas, reside em respeitar o privilégio temporário do inventor, mas garantir que a inovação entre em domínio público após os 20 anos.</p>
<p><strong>Impactos no SUS</strong><br />
O debate ocorreu em um momento de pressão sobre os prazos das patentes. Constance Chabin informou que, apenas no primeiro semestre de 2026, foram contabilizados 41 pedidos judiciais de extensão de patentes, a maioria alegando atrasos na análise pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). No entanto, ela ressaltou que muitos atrasos podem ser imputados às próprias empresas depositantes.</p>
<p>Um estudo do Ministério da Saúde estimou que a extensão das patentes por via judicial pode gerar um impacto financeiro no SUS entre R$ 7,1 bilhões e R$ 16,2 bilhões.</p>
<p>De acordo com Chabin, apenas cinco medicamentos são responsáveis por 70% desse impacto estimado.“Os impactos não são só de ordem orçamentária”, destacou. “A compra de medicamentos com preço elevado gera um atraso na incorporação de tecnologias realmente inovadoras, porque estamos pagando um preço elevado por tecnologias que entraram no mercado há 10, 12 anos atrás.”</p>
<p><strong>Projetos</strong><br />
O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE), alertou para a existência de projetos de lei no Congresso que tentam restabelecer mecanismos de extensão de prazo extintos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021.</p>
<p>Ele também destacou a necessidade de a sociedade se mobilizar para que o investimento em inovação não ocorra em prejuízo da vida e da longevidade das pessoas. “Toda essa inovação, para que vai servir, se não para a vida humana?”, refletiu.</p>
<p>Clodoaldo Magalhães disse aguardar a sanção do projeto de lei (PL 2583/20) que garante a autonomia do Brasil na produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos. A proposta, já <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1177684-CAMARA-APROVA-PROJETO-QUE-CRIA-A-ESTRATEGIA-NACIONAL-DE-SAUDE" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aprovada pela Câmara</a> e pelo Senado, cria a Estratégia Nacional de Saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<div class="midia-creditos"><em>YouTube</em></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PM6P03eiw_E" width="100%" frameborder="0" data-youtube-id="PM6P03eiw_E" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<div id="midia-legenda" class="midia-legenda"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto prevê inteligência artificial no apoio a agricultores familiares]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290030-projeto-preve-inteligencia-artificial-no-apoio-a-agricultores-familiares/</link>
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            <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 18:53:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[A Câmara analisa a proposta]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1290338" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290338">
<div class="midia-creditos"><em>Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20251202171348239-768x473.jpg" alt="Votação da lei de diretrizes orçamentárias. Dep. Carlos Henrique Gaguim (UNIÃO-TO)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Carlos Henrique Gaguim, autor da proposta</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 240/26 cria sistema com recursos de inteligência artificial para apoio à agricultura familiar. O texto em análise na Câmara dos Deputados busca organizar, integrar, padronizar e proteger dados agroambientais e produtivos.</p>
<p>A proposta altera a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2006/lei-11326-24-julho-2006-544830-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais</a>. Conforme o projeto, o novo sistema deverá ser usado para subsidiar decisões de gestão nas pequenas propriedades rurais.</p>
<p>Autor da proposta, o deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO) afirmou que o acesso a essas tecnologias é economicamente inviável na agricultura familiar, o que amplia as desigualdades em relação às grandes empresas do agronegócio.</p>
<p>“A ausência de apoio estatal nesse campo pode comprometer a competitividade, a sustentabilidade e a permanência desses produtores na atividade rural”, disse Carlos Henrique Gaguim na justificativa que acompanha a proposta.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto será analisado em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Fim das licenciaturas a distância divide opiniões em debate na Câmara]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1289838-fim-das-licenciaturas-a-distancia-divide-opinioes-em-debate-na-camara/</link>
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            <pubDate>Thu, 09 Jul 2026 20:27:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Representante de alunos lembra que 73% dos municípios não têm educação superior presencial; para secretário de Educação, cursos EaD têm privilegiado mais o lucro que a qualidade]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1289865" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1289865">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260708164244703-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Impactos da Extinção da Licenciatura EaD." /></div>
<div class="midia-legenda">Greyce Elias (C): principais prejudicados serão os estudantes</div>
</div>
<p>Participantes de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados divergiram sobre o fim da oferta de cursos de licenciatura unicamente na modalidade EaD (educação a distância). Para os representantes de faculdades e alunos, a medida vai dificultar o acesso à educação superior, principalmente para quem mora longe das grandes cidades.</p>
<p>Quem defende a mudança, no entanto, sustenta que a exigência de que pelo menos parte da formação de professores seja presencial é crucial para a qualidade da educação.</p>
<p>De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância, Ricardo Holz, 73% dos municípios não têm educação superior presencial, o que representa mais de 4 mil localidades. Na opinião dele, o fim da modalidade EaD para cursos de licenciatura vai impedir que, principalmente, a parte mais vulnerável da população possa fazer o ensino superior.</p>
<p>“Quando o Ministério da Educação extingue os cursos a distância no Brasil, ele está fechando as portas para as pessoas mais pobres, para as pessoas que são deficientes, para as mães solos, para pessoas que não têm outra oportunidade de acesso ao ensino superior. Nós temos que tratar da qualidade na educação superior, seja no presencial ou no ensino a distância”, observou Holz.</p>
<p>A deputada Greyce Elias (PL-MG), que pediu a realização do debate, concorda com Ricardo Holz ao considerar que os principais prejudicados serão os estudantes. A parlamentar também argumenta que o fim das licenciaturas EaD vai prejudicar o sistema de ensino devido à falta de professores.</p>
<p>“O Brasil já enfrenta um déficit de professores na educação básica, e, ao invés de ampliarmos as oportunidades de formação para docentes, as novas regras tendem a restringir o acesso, a reduzir a oferta de vagas e também dificultar que milhares de brasileiros realizem o sonho da graduação e do exercício da docência. Os impactos dessas mudanças recairão sobre os estudantes e principalmente sobre o futuro da educação brasileira”, disse a deputada.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/midias-fs/audio/2026/07/20260709-painel-eletronico-dep-greyce-elias.mp3">Ouça entrevista de Greyce Elias à Rádio Câmara sobre o assunto</a></li>
</ul>
<div id="image-container-1289866" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1289866">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260708182926916-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Impactos da Extinção da Licenciatura EaD. Secretário Municipal de Educação de Porto Alegre e Presidente do - Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (CONSEC), Leonardo Pascoal" /></div>
<div class="midia-legenda">Leonardo Pascoal: baixa qualidade do EaD prejudica crianças mais pobres</div>
</div>
<p><strong>Qualidade do ensino</strong><br />
O Ministério da Educação editou uma resolução, em 2024, e um decreto, em 2025, determinando que pelo menos 30% das atividades dos cursos de EaD sejam presenciais. Na mesma ocasião, o MEC também proibiu a oferta de cursos a distância na área de saúde – medicina, enfermagem, odontologia e psicologia – assim como de direito.</p>
<p>O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais, Leonardo Pascoal, considera a mudança promovida pelo MEC fundamental, porque os cursos EaD têm privilegiado mais o lucro que a qualidade do ensino.</p>
<p>De acordo com o especialista, o exame nacional de desempenho dos estudantes mostrou que apenas 53% dos estudantes que concluíram a graduação em modalidade EaD no ano passado alcançaram a nota mínima exigida. Já na modalidade presencial, segundo Pascoal, quase 74% dos alunos atingiram a proficiência exigida.</p>
<p>Para o especialista, que é secretário de Educação de Porto Alegre, ao ofertar um ensino de baixa qualidade a professores, os cursos EaD prejudicam principalmente as crianças mais pobres, que vão para escolas públicas.</p>
<p>“O empregador real desses egressos são as redes públicas, que recebem o professor na sala de aula, não quem o forma e o vende. E, portanto, nós precisamos que esses professores sejam bem formados para que eles possam atender os nossos alunos, que são os alunos mais vulneráveis do Brasil, e, com isso, possam assegurar os seus direitos de aprendizagem e permitir que a educação cumpra o seu papel de romper o ciclo de miserabilidade, pobreza e violência”, observou.</p>
<p>Segundo a Coordenadora de Política de Formação Inicial Docente do Movimento Profissão Docente, Maria Júlia Lima, um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas apontou que até 60% da aprendizagem dependem diretamente do professor. Para ela, esse número reforça que, se o país quer melhorar a educação básica, tem que investir em formação de qualidade para os profissionais da educação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="video-container-1290162" class="video-container youtube youtube-100" style="width: 100%; float: none; margin: 0px;" data-youtube-id="5kSvZNERfuQ">
<div class="midia-creditos"><em>YouTube</em></div>
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<div id="midia-legenda" class="midia-legenda"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Proibição do acesso de menores de 16 anos às redes sociais tem divergências na Comissão de Educação]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1288876-proibicao-do-acesso-de-menores-de-16-anos-as-redes-sociais-tem-divergencias-na-comissao-de-educacao/</link>
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            <pubDate>Wed, 08 Jul 2026 00:37:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Assunto foi debatido nesta terça-feira na Câmara]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1288896" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1288896">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260707164532752-768x473.jpeg" alt="Audiência Pública - Regulamentação do acesso, responsabilidade das plataformas digitais e o papel da sociedade. Dep. Greyce Elias (AVANTE - MG)" /></div>
<div class="midia-legenda">Greyce Elias: proposta aperfeiçoa ECA Digital</div>
</div>
<p>A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados foi palco, nesta terça-feira (7), de diferentes visões sobre o projeto de lei (PL 94/26) que proíbe o acesso de menores de 16 anos de idade às redes sociais. Autora da proposta, a deputada Greyce Elias (PL-MG) justificou a medida com argumentos de proteção integral de crianças e adolescentes diante de conteúdos nocivos, cyberbulliyng, assédio, exploração sexual, discurso de ódio e algoritmos que incentivam o uso excessivo de plataformas digitais. Ela argumentou que tais fatores estão diretamente ligados a sintomas de ansiedade, depressão, isolamento social e ideias suicidas entre jovens. Para a deputada, a proibição do acesso às redes sociais é um aperfeiçoamento do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2025/lei-15211-17-setembro-2025-797997-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 15.211/25</a>), em vigor desde o ano passado, e deve vir acompanhada de reforço da educação digital dos jovens e seus pais.</p>
<p>“Já é para aperfeiçoar o ECA Digital. É necessário a gente proteger, restringir e ao mesmo tempo, de forma paralela, fazer uma educação, porque nós queremos chegar numa sociedade onde a gente não precise mais ter proibição alguma, onde cada cidadão tenha consciência do seu papel, dos seus direitos e dos seus deveres”, ponderou.</p>
<p><strong>Incapacidade absoluta</strong><br />
Em defesa da proposta, a procuradora-geral do Distrito Federal, Diana Ramos, citou as noções de incapacidade absoluta constantes no Código Civil (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2002/lei-10406-10-janeiro-2002-432893-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 10.406/02</a>) e afirmou que a recente <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2025/lei-15100-13-janeiro-2025-796892-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">lei 15.100/25</a>, de restrição de celulares nas escolas, promoveu maior aprendizado, interação social e realização de atividades lúdicas entre os alunos.</p>
<p>“Esse projeto de lei não está proibindo a educação digital de crianças. Ele está proibindo o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais na idade da incapacidade absoluta. Ou seja, uma presunção legal de que há uma determinada faixa etária em que você está tratando com vulneráveis, pessoas que estão sob a nossa responsabilidade: a responsabilidade dos pais, da sociedade e a responsabilidade do Estado”, explicou.</p>
<p>De acordo com a coordenadora de educação digital, inovação e conectividade do Ministério da Educação, Ana Fabbro, 92% das escolas já aplicam a restrição de celulares e 97% concordam que o uso pedagógico de tecnologias digitais contribui para ampliar a participação dos alunos nas atividades pedagógicas.</p>
<p>Diana Ramos ainda elogiou o projeto pela previsão de multa de até R$ 500 milhões para as plataformas que descumprirem as restrições previstas. Outra defensora da proposta, a advogada Flávia Lefèvre lembrou que, desde o ano passado, a Austrália proíbe o acesso às redes sociais para menores de 16 anos. Em fevereiro, Portugal o proibiu para menores de 13 anos e exigiu consentimento prévios dos pais até 16 anos. O Reino Unido acabou de proibir o acesso para menores de 16 anos, com vigência a partir de 2027, enquanto França e Estados Unidos analisam o tema.</p>
<p><strong>Efeitos indesejáveis</strong><br />
No entanto, essa proibição pode ter “efeitos colaterais indesejáveis”, segundo o Conselho Digital, que representa dez grandes plataformas, como Google, Discord, Meta, Tik Tok, Uber e Amazon. A diretora de relações institucionais do conselho, Roberta Jacarandá, citou o caso da Austrália.</p>
<p>“Apesar da restrição, 85% dos jovens entre 12 e 15 anos continuam acessando as redes sociais com perfis falsos ou usando documento de adultos; ou por conta compartilhada, que é uma conta de adulto que o adolescente acaba usando; ou por uma VPN (rede privada virtual). E o problema não é que eles continuem acessando: o problema é que eles estão acessando numa experiência invisível para o sistema. Então, não fornece mais uma experiência segura para essa faixa etária”, alertou.</p>
<p>Roberta Jacarandá elogiou a estratégia presente no ECA Digital e em seu decreto de regulamentação (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/decret/2026/decreto-12880-18-marco-2026-798813-norma-pe.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">decreto 12.880/26</a>), que não adotam a proibição total, mas a garantia de ambiente seguro para a navegação de várias faixas etárias na internet. Rodrigo Nejm, especialista do tema no Instituto Alana, defendeu que crianças e adolescentes também sejam ouvidos para darem sugestões de construção de uma realidade digital diferente do “ambiente tóxico” criado pelos adultos.</p>
<p>“Fiscalização robusta do ECA Digital somada com a educação digital crítica nos parecem ser caminhos muito pertinentes.”</p>
<p>Já o coordenador de acompanhamento regulatório de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Renato Oliveira, informou que o Plano Nacional de Inclusão Digital (PNID) está em fase de elaboração, com publicação prevista até o fim do ano. Um dos focos é o desenvolvimento de competências digitais, que poderão funcionar como resposta estrutural e complementar às restrições de acesso previstas no projeto de lei. “O letramento digital é fundamental para capacitar o jovem a usar as tecnologias de forma segura, crítica e produtiva”, disse.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<div class="midia-creditos"><em>Depositphotos</em></div>
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<div id="midia-legenda" class="midia-legenda"></div>
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            <title><![CDATA[Especialistas alertam para impacto das mudanças climáticas no patrimônio cultural]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1288797-especialistas-alertam-para-impacto-das-mudancas-climaticas-no-patrimonio-cultural/</link>
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            <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 23:19:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Em audiência na Câmara, debatedores defenderam políticas públicas integradas para proteger territórios]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1288839" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1288839">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260707104520823-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Questões que envolvem mudança climática e patrimônio. Representante do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios Brasil, Luana Campos." /></div>
<div class="midia-legenda">Luana Campos: "Pensar o futuro a partir do conhecimento tradicional"</div>
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<p>Especialistas que participaram de audiência pública na Comissão de Cultura da Câmara nesta terça-feira (7) alertaram para a importância da relação entre preservação do patrimônio cultural e mudanças climáticas. De acordo com eles, há riscos de destruição de paisagens culturais no Pantanal, deslizamentos na Mata Atlântica e de desertificação na Caatinga, o que evidencia a necessidade de abordagens que salvaguardem os territórios.</p>
<p>Os debatedores ressaltaram a importância da criação da <a href="https://www.camara.leg.br/midias/file/2026/07/carta-brasileira-comissao-de-cultura.pdf">Carta Brasileira do Patrimônio Cultural e Mudanças Climáticas</a>. O documento destaca que o patrimônio não é apenas um bem a ser protegido, mas uma fonte dinâmica de conhecimento e de tecnologia social para formular soluções contemporâneas baseadas no território.</p>
<p>Luana Campos, representante do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Brasil, comemora que, apesar dos desafios, a elaboração da Carta teve a contribuição de mais de 300 instituições. Luana lamenta que a relação entre patrimônio e clima não seja clara para a sociedade.</p>
<p>“Nossa cultura nos ajuda a compreender que é possível, a partir do conhecimento tradicional, a partir do conhecimento que vem desses grupos que estão na base, que nos representam, que fazem parte da nossa história, pensar o futuro melhor”, pontuou.</p>
<p>O deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ), que solicitou a realização do debate, reforçou que eventos climáticos extremos colocam em risco não apenas o patrimônio material e sítios arqueológicos, mas também a existência de acervos de saberes e conhecimentos essenciais para a forma de viver de comunidades locais.</p>
<p>Segundo ele, cabe à Comissão de Cultura entender que as sociedades vulneráveis são as que mais sofrem com as mudanças do clima e pensar em mecanismos de prevenção e mitigação.</p>
<p>“O colapso ecológico planetário é uma realidade. Nós estamos diante de mudanças climáticas cada vez mais intensas, cada vez mais frequentes e nada indica que o cenário melhorará nos próximos anos ou nas próximas décadas. Temos urgência em encarar esse desafio, mas não podemos ignorar o fato de que o processo da questão do colapso ecológico já é uma realidade entre nós, no Brasil e no planeta Terra”, afirmou Tarcísio Motta.</p>
<div id="image-container-1288846" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1288846">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260707104457146-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Questões que envolvem mudança climática e patrimônio. Dep. Tarcísio Motta (PSOL-RJ)" /></div>
<div class="midia-legenda">Tarcísio Motta: "Colapso ecológico planetário é uma realidade"</div>
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<p>O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Deyvesson Gusmão, explica que, além da atuação internacional junto a instâncias que discutem patrimônio material, imaterial e arqueológico, o Brasil, através do Iphan, busca medidas internas de preservação desse patrimônio.</p>
<p>“A gente conseguiu inserir e discutir, junto com a Defesa Civil, a inclusão do patrimônio cultural no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil. A gente tem ações de preservação, de mitigação e de adaptação, mas também ações formativas, de capacitação e orientação previstas no Plano", explicou.</p>
<p>A representante do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Melo, destacou que a integração de um conjunto grande de políticas é absolutamente necessário.</p>
<p>“Não dá para desenhar nenhuma política pública que não leve em conta este contexto da emergência climática que já enfrentamos no país. Já temos basicamente 84,5% dos municípios brasileiros afetados por desastres climáticos na última década, com muitos danos e prejuízos à sociedade brasileira”, salientou.</p>
<p>Todos os participantes destacaram a necessidade não apenas de financiamento formal de ações de preservação ambiental, mas também de adaptações para garantir a mitigação dos efeitos climáticos e a sustentabilidade.</p>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto garante apoio humano para pessoas idosas em canais de atendimento digital do governo]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1288594-projeto-garante-apoio-humano-para-pessoas-idosas-em-canais-de-atendimento-digital-do-governo/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1288594-projeto-garante-apoio-humano-para-pessoas-idosas-em-canais-de-atendimento-digital-do-governo/</guid>
            <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 20:58:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta altera o Estatuto da Pessoa Idosa para assegurar atendimento presencial ou remoto quando necessário]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1266424" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1266424">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/04/img20251107114212688-768x473.jpg" alt="Audiência Pública – Regulamentação das cooperativas de seguros e de proteção patrimonial. Dep. Julio Cesar Ribeiro (REPUBLICANOS-DF)" /></div>
<div class="midia-legenda">Julio Cesar Ribeiro, autor da proposta</div>
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<p>O Projeto de Lei 557/26 garante assistência adequada à pessoa idosa nos atendimentos por meios digitais, eletrônicos ou informatizados no âmbito dos órgãos e entidades da administração pública.</p>
<p>A proposta em análise na Câmara dos Deputados altera o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2003/lei-10741-1-outubro-2003-497511-norma-pl.html">Estatuto da Pessoa Idosa</a>. A ideia é assegurar que o atendimento a esse público específico inclua apoio humano presencial ou remoto sempre que for necessário.</p>
<p>O deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), autor do projeto, disse que a migração dos serviços públicos para o ambiente digital pode criar barreiras de acesso para quem tem dificuldades com tecnologia.</p>
<p>Segundo ele, a proposta não se opõe à modernização do Estado, mas busca harmonizar inovação e inclusão. “O avanço tecnológico não pode resultar em exclusão institucional ou discriminação indireta da pessoa idosa”, afirmou.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto será analisado em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão debate restrição de acesso de crianças e adolescentes às redes sociais; participe]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1287337-comissao-debate-restricao-de-acesso-de-criancas-e-adolescentes-as-redes-sociais-participe/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1287337-comissao-debate-restricao-de-acesso-de-criancas-e-adolescentes-as-redes-sociais-participe/</guid>
            <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:34:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1285498" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1285498">
<div class="midia-creditos"><em>Depositphotos</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/06/depositphotos-32705811-xl-768x510.jpg" alt="Criança mexe num tablet" /></div>
<div class="midia-legenda">Debate vai abordar desenvolvimento de crianças e adolescentes no ambiente virtual</div>
</div>
<p data-start="85" data-end="481">A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados discute, nesta terça-feira (7), o Projeto de Lei 94/26, que proíbe o acesso de crianças e adolescentes com menos de 16 anos às redes sociais.</p>
<p data-start="85" data-end="481">O texto também estabelece que as plataformas digitais possuem a responsabilidade exclusiva de implementar sistemas eficazes de verificação de idade, sob pena de multas ou suspensão de atividades.</p>
<p data-start="483" data-end="566">O debate será realizado às 16 horas, no plenário 10, e será interativo.</p>
<ul>
<li data-start="568" data-end="643"><a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82472">Veja quem foi convidado e envie suas perguntas</a></li>
</ul>
<p data-start="645" data-end="722">A audiência foi sugerida pela deputada Greyce Elias (PL-MG), autora do projeto, e pela deputada Chris Tonietto (PL-RJ).</p>
<p data-start="724" data-end="1081"><strong>Desafios</strong><br />
O objetivo da reunião é avaliar os impactos da proposta em questões relacionadas:</p>
<ul>
<li data-start="724" data-end="1081">à saúde mental;</li>
<li data-start="724" data-end="1081">à segurança digital;</li>
<li data-start="724" data-end="1081">à exposição a conteúdos inadequados;</li>
<li data-start="724" data-end="1081">ao cyberbullying;</li>
<li data-start="724" data-end="1081">à proteção de dados pessoais; e</li>
<li data-start="724" data-end="1081">ao desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes no ambiente virtual.</li>
</ul>
<p data-start="1083" data-end="1253">Greyce Elias e Chris Tonietto ressaltam que também é necessário considerar os benefícios das plataformas digitais no acesso à informação, na educação, na comunicação e na inclusão social.</p>
<p data-start="1255" data-end="1678" data-is-last-node="" data-is-only-node="">As deputadas acreditam que o debate ajudará a identificar os desafios para a implementação da proposta e a construir soluções equilibradas.</p>
<p data-start="1255" data-end="1678" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong>Próximos passos</strong><br />
O Projeto de Lei 94/26 está sendo analisado junto com outras 23 propostas que tratam de assunto semelhante.</p>
<p data-start="1255" data-end="1678" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Os projetos aguardam parecer na Comissão de Comunicação.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova modelo de regulação da concorrência entre plataformas digitais]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1288131-comissao-aprova-modelo-de-regulacao-da-concorrencia-entre-plataformas-digitais/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1288131-comissao-aprova-modelo-de-regulacao-da-concorrencia-entre-plataformas-digitais/</guid>
            <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 21:35:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Pelo texto da relatora, competência para fiscalizar atuação das plataformas será do Cade]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1288430" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1288430">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260513163619471-768x473.jpeg" alt="Apresentação do Plano de Trabalho e votação de requerimentos. Dep. Any Ortiz (PP-RS)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputada Any Ortiz: substitutivo cria rito mais rápido</div>
</div>
<p>A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou proposta que permite a usuários profissionais e outras plataformas digitais recorrer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para contestar práticas consideradas prejudiciais à concorrência nos mercados digitais.</p>
<p>O texto define como usuários profissionais as empresas que dependem de plataformas digitais para oferecer produtos ou serviços aos consumidores, como comerciantes em marketplaces, desenvolvedores de aplicativos e anunciantes.</p>
<p>Foi aprovado o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> da relatora, deputada Any Ortiz (PP-RS), ao <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/927967-projeto-atribui-a-anatel-regulacao-das-plataformas-digitais-em-operacao-no-brasil">Projeto de Lei 2768/22</a>, do deputado João Maia (PP-RN). O projeto original atribuía à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a competência para fiscalizar a atuação das plataformas digitais. O texto aprovado substitui esse modelo ao transferir a atuação para o Cade.</p>
<p>Em vez de estabelecer obrigações prévias para plataformas com elevado poder de mercado, o texto prevê que o órgão analisará cada caso a partir de representações apresentadas por usuários profissionais ou outras plataformas.</p>
<p><strong>Procedimentos</strong><br />
Se considerar que há indícios de práticas que prejudiquem a concorrência, a Superintendência-Geral do Cade poderá instaurar procedimento administrativo para investigar o caso, notificar a plataforma e garantir o direito de defesa ou a apresentação de um acordo.</p>
<p>Somente após a conclusão desse processo administrativo o Cade poderá classificar uma empresa como detentora de posição dominante no mercado digital e determinar o fim das condutas irregulares. A decisão terá validade de dois anos, prorrogáveis, uma única vez, por igual período.</p>
<p>Durante a vigência dessa decisão, usuários profissionais e outras plataformas poderão solicitar ao Cade a inclusão de novas práticas na lista de condutas vedadas à empresa, sem necessidade de uma nova análise sobre sua posição dominante.</p>
<p><strong>Tempo menor</strong><br />
Segundo Any Ortiz, o substitutivo cria rito mais rápido que os processos concorrenciais tradicionais do Cade, para acompanhar a dinâmica dos mercados digitais. "O procedimento administrativo em tais decisões terá, no máximo, 245 dias para chegar a uma conclusão após a representação", afirmou a relatora.</p>
<p>Caso a plataforma descumpra a decisão do Cade, poderá ser punida com as sanções previstas na Lei de Defesa da Concorrência (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2011/lei-12529-30-novembro-2011-611850-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 12.529/11</a>). Entre elas estão multas de até 20% do faturamento bruto obtido pela empresa no mercado afetado, além da responsabilização de seus administradores.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A proposta tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e será analisada agora pelas comissões de Comunicação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova proposta que institui política para promover Língua Brasileira de Sinais]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1287751-comissao-aprova-proposta-que-institui-politica-para-promover-lingua-brasileira-de-sinais/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1287751-comissao-aprova-proposta-que-institui-politica-para-promover-lingua-brasileira-de-sinais/</guid>
            <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 20:07:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1288394" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1288394">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260225163155260-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Amom Mandel (CIDADANIA - AM)" /></div>
<div class="midia-legenda">Texto aprovado é a versão do relator, Amom Mandel</div>
</div>
<p>A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Política Nacional de Promoção da Língua Brasileira de Sinais (Libras). O objetivo é ampliar a presença da linguagem em meios audiovisuais, serviços digitais, atividades culturais e espaços públicos para garantir o direito à informação das pessoas surdas.</p>
<p>O texto aprovado foi o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> apresentado pelo relator, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), ao Projeto de Lei 6812/25, do deputado Duda Ramos (Pode-RR).</p>
<p>A proposta inicial previa a concessão de incentivos fiscais federais. Amom Mandel retirou esse ponto por entender que a criação de isenções tributárias exigiria uma lei específica e cálculos de impacto no Orçamento que não constavam da proposta.</p>
<p>Em substituição aos incentivos, o novo texto estabelece prioridade em linhas de crédito, financiamentos e parcerias com o poder público para produtoras e entidades que incluírem janelas de interpretação em Libras em seus conteúdos.</p>
<p>Para financiar as ações previstas, o projeto vincula a política a recursos de fundos federais já existentes, como o Fundo Setorial do Audiovisual, o Fundo Nacional de Cultura e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.</p>
<p><strong>Obrigatoriedade restrita</strong><br />
Outra alteração trata da obrigatoriedade do uso de Libras em serviços públicos. O projeto original estendia essa obrigação a estados e municípios. Mas a versão aprovada restringe a obrigatoriedade direta à administração pública federal e define que a adoção por estados e prefeituras será uma diretriz de adesão voluntária e progressiva, respeitando a autonomia de cada ente federativo.</p>
<p>Amom Mandel defendeu a relevância da proposta para a inclusão social no Brasil. “A plena difusão da Libras constitui condição para o exercício do direito à comunicação e à informação pelas pessoas surdas”, afirmou.</p>
<p><strong>Inovações</strong><br />
O texto aprovado traz ainda novidades como a criação de um repositório nacional de tecnologias em Libras. Essa plataforma vai disponibilizar sistemas, aplicativos e bases de dados, preferencialmente em código aberto, que poderão ser usados sem custos por estados e municípios.</p>
<p>O substitutivo também determina que a oferta de Libras em conteúdos digitais e audiovisuais deverá permitir a ativação opcional pelo usuário, sempre que for tecnicamente possível. “A medida garante a fruição inclusiva sem prejuízo de outras formas de consumo do conteúdo”, explicou Amom Mandel.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto segue agora para análise das comissões de Administração e Serviço Público; de Cultura; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>.</p>
<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
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