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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
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        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2026 22:48:58 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova uso de parte da renda da loteria esportiva por fundo de calamidades]]></title>
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            <pubDate>Fri, 29 May 2026 19:08:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[O projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1277897" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1277897">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260319110918919-1-768x473.jpeg" alt="Instalação e Eleição de Presidente e Vice-Presidentes. Dep. Paulo Guedes (PT - MG)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Paulo Guedes, relator do projeto de lei</div>
</div>
<p>A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite ao Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap) receber, uma vez por ano, a renda líquida de um concurso da modalidade das loterias de prognósticos numéricos, como Mega-Sena e Quina. A medida terá validade por cinco anos.</p>
<p>O texto aprovado é um <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> ao Projeto de Lei 580/19, do Senado. A proposta original pretendia destinar 1% de toda a arrecadação das loterias para o Funcap. O substitutivo mudou essa regra para garantir que o valor dos prêmios pagos aos apostadores de outros tipos de loteria, como a Mega-Sena e a Quina, não seja reduzido.</p>
<p>O relator, deputado Paulo Guedes (PT-MG), afirmou que reduzir os prêmios poderia tirar o interesse das pessoas pelas loterias federais. Ele optou por usar o modelo de concursos especiais, que já existe na lei para ajudar outras causas sociais. Segundo o relator, a nova fórmula corrige problemas de adequação financeira do projeto original.</p>
<p>A renda líquida para o fundo será o valor total arrecadado no concurso, descontadas as despesas de manutenção da loteria, o pagamento dos prêmios e os impostos.</p>
<p>O Funcap financia ações de defesa civil e socorro à população em situações de desastres.</p>
<p>Atualmente, a cada ano, as seguintes instituições recebem o equivalente a renda de um concurso da loteria esportiva:</p>
<ul>
<li>Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Fenapaes);</li>
<li>Cruz Vermelha Brasileira; e</li>
<li>Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenapestalozzi).</li>
</ul>
<p><strong>Próximas etapas<br />
</strong>A proposta será ainda analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão debate papel de universidades na reconstrução da Zona da Mata mineira]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1270514-comissao-debate-papel-de-universidades-na-reconstrucao-da-zona-da-mata-mineira/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1270514-comissao-debate-papel-de-universidades-na-reconstrucao-da-zona-da-mata-mineira/</guid>
            <pubDate>Wed, 20 May 2026 10:57:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1270640" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1270640">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260408124045544-768x473.jpg" alt="Comissão Geral sobre o Feminicídio. Dep. Ana Pimentel (PT - MG)" /></div>
<div class="midia-legenda">Ana Pimentel quer identificar demandas emergenciais</div>
</div>
<p>A <span id="16524" class="termoGlossario" title="Comissão temporária formada por deputados para representar a Câmara fora de sua sede. Pode ser criada por iniciativa do presidente da Câmara ou por requerimento de qualquer deputado. Se resultar em despesa, deve ser aprovada pelo Plenário. " contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">comissão externa</span> da Câmara dos Deputados criada para acompanhar os impactos de chuvas intensas ocorridas na Zona da Mata de Minas Gerais promove nesta quarta-feira (20) audiência pública para debater o papel das universidades na reconstrução das áreas atingidas.</p>
<p>O colegiado foi criado em 26 de fevereiro de 2026 para acompanhar os danos causados pelas chuvas e discutir medidas de apoio à população afetada.</p>
<p>A reunião será realizada às 13h30, no plenário 15.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82010">Veja quem foi convidado</a></li>
</ul>
<p>A audiência atende a pedido da deputada Ana Pimentel (PT-MG), coordenadora da comissão. Segundo a parlamentar, as fortes chuvas registradas em fevereiro na Zona da Mata mineira, especialmente em Juiz de Fora, provocaram mortes, destruição de moradias, deslocamento de famílias e danos à infraestrutura urbana.</p>
<p>Ela destaca que os municípios atingidos têm atuado com o apoio do governo federal no enfrentamento da situação, mas afirma que a dimensão dos prejuízos exige uma atuação mais ampla para garantir uma resposta adequada aos efeitos dos eventos climáticos.</p>
<p>Segundo a parlamentar, além de debater o papel das universidades no enfrentamento de calamidades, a audiência vai contribuir para identificar os impactos das chuvas sobre o campus de Ubá da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e sobre os prédios da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), como o Colégio de Aplicação João XXIII.</p>
<p>"Precisamos reconhecer as demandas emergenciais e estruturais necessárias à recuperação das atividades acadêmicas e administrativas, em benefício de estudantes, professores, servidores e da população local", ressaltou a deputada.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Hugo Motta defende pauta municipalista e destaca apoio da Câmara a prefeituras]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1273795-hugo-motta-defende-pauta-municipalista-e-destaca-apoio-da-camara-a-prefeituras/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1273795-hugo-motta-defende-pauta-municipalista-e-destaca-apoio-da-camara-a-prefeituras/</guid>
            <pubDate>Tue, 19 May 2026 14:08:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Em discurso na marcha dos prefeitos, presidente da Câmara citou avanços, como a PEC do Suas, o limite para precatórios e o combate ao "novo cangaço"]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273811" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273811">
<div class="midia-creditos"><em>Marina Ramos / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260519104723622-768x473.jpg" alt="Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na sessão de abertura da marcha" /></div>
<div class="midia-legenda">Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na sessão de abertura da marcha</div>
</div>
<p>O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a pauta municipalista ao discursar na abertura da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, no Centro Internacional de Convenções do Brasil. Ele afirmou que o fortalecimento das cidades é essencial para a prestação de serviços públicos e para o desenvolvimento do país. Motta destacou medidas aprovadas pela Câmara voltadas ao apoio financeiro e administrativo dos municípios brasileiros.</p>
<p>Segundo Hugo Motta, a atuação do Legislativo tem buscado avançar em propostas que aliviem as contas das prefeituras e ampliem a capacidade de atendimento à população. Entre as iniciativas citadas está a proposta de emenda à Constituição do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que prevê a destinação de 1% da receita corrente líquida da União, dos estados e dos municípios para a assistência social.</p>
<p>“Se antes a gestão municipal cambaleava na manutenção dos CRAS e CREAS, agora recebe um novo impulso para manter os equipamentos funcionando. E quem ganha é o cidadão, porque não deixará de receber o Bolsa Família, será acolhido e seus direitos serão assegurados”, discursou Motta.</p>
<p>O presidente da Câmara também mencionou a aprovação da emenda constitucional que estabeleceu limites para o pagamento de precatórios pelos municípios. De acordo com ele, a medida busca reduzir o impacto fiscal das dívidas judiciais sobre os cofres municipais.</p>
<p>“No enfrentamento das dificuldades fiscais dos municípios, entregamos outro grande alívio para os gestores das cidades de todo o Brasil: a aprovação da PEC 66, que limitou o pagamento dos precatórios”, defendeu o presidente.</p>
<p>“Não existe projeto consistente de desenvolvimento nacional sem municípios fortes e capazes de prestar serviços públicos de qualidade. Por isso, a Câmara dos Deputados trabalha em defesa do municipalismo”, afirmou o parlamentar.</p>
<p><strong>Segurança pública</strong><br />
Na área de segurança pública, Hugo Motta ressaltou a inclusão dos agentes de trânsito no Fundo Nacional de Segurança Pública, o que permite investimentos em capacitação profissional, equipamentos e ações de segurança viária. O parlamentar também citou o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, já transformado em lei, com foco no enfrentamento de organizações criminosas que atuam em cidades do interior do país.</p>
<p>“Queremos, com isso, enfrentar de forma definitiva o chamado novo cangaço, que paralisa os municípios, destrói agências bancárias, fecha acessos e sitia a população”, disse Motta.</p>
<p>Durante o discurso, o presidente da Câmara destacou ainda ações voltadas à saúde e à mobilidade urbana. Na saúde, mencionou o programa Agora Tem Especialistas, do governo federal, aprovado pela Câmara, que prevê a utilização de carretas itinerantes para exames e consultas médicas em municípios brasileiros. Já na mobilidade urbana, citou a aprovação do Marco Legal do Transporte Público, que amplia as possibilidades de financiamento para os sistemas municipais de transporte coletivo.</p>
<p><strong>Emendas parlamentares</strong><br />
Hugo Motta também defendeu as emendas parlamentares como mecanismo de aproximação entre o Orçamento da União e as demandas locais. Segundo ele, os recursos permitem direcionar investimentos para obras, serviços e ações consideradas prioritárias pelos gestores municipais e parlamentares que atuam em contato direto com a população.</p>
<p>“Os parlamentares ajudam a direcionar investimentos para obras, serviços e ações que melhoram a vida da população e auxiliam os prefeitos na difícil missão de administrar suas cidades”, defendeu.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova transporte 'porta a porta' para pessoa com deficiência]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1272463-comissao-aprova-transporte-porta-a-porta-para-pessoa-com-deficiencia/</link>
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            <pubDate>Thu, 14 May 2026 21:50:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[O projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1272693" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1272693">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260303160628694-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Icaro de Valmir (PL - SE)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Icaro de Valmir, relator do projeto de lei</div>
</div>
<p>A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) 4968/23, pelo qual o poder público deverá oferecer transporte gratuito, no modelo porta a porta, para pessoas com deficiência física e dificuldade severa de locomoção.</p>
<p>A proposta altera a Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2012/lei-12587-3-janeiro-2012-612248-norma-pl.html">Lei 12.587/12</a>). A regra atual exige adaptações de acessibilidade nos ônibus comuns. No entanto, esses veículos não atendem quem tem limitações físicas graves.</p>
<p>O projeto obriga as prefeituras a incluírem o serviço especial nos seus planos de mobilidade urbana. A mudança dá aos municípios um prazo de 180 dias para adaptação, contados a partir da publicação da lei.</p>
<p>O relator, deputado Icaro de Valmir (Republicanos-SE), recomendou a aprovação do texto. Ele ressaltou que a medida não afeta a autonomia das prefeituras: "A proposição não impõe modelo único ou solução rígida aos entes federativos. O texto estabelece uma diretriz, respeitando a autonomia municipal e a diversidade das realidades locais", afirmou.</p>
<p><strong>Inspiração estadual<br />
</strong>O autor do projeto, deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE), baseou a ideia em um programa de sucesso no estado de Pernambuco, chamado PE Conduz. Esse programa estadual busca o passageiro em pontos de embarque próximos de casa com veículos adaptados e o leva até o destino com segurança.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e segue agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova projetos de criação de datas comemorativas e de homenagens]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1272655-comissao-aprova-projetos-de-criacao-de-datas-comemorativas-e-de-homenagens/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1272655-comissao-aprova-projetos-de-criacao-de-datas-comemorativas-e-de-homenagens/</guid>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 21:48:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Propostas seguem para o Senado, caso não haja recurso para análise em Plenário]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1272727" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1272727">
<div class="midia-creditos"><em>Tiago Ciccarini/FEEMG</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20200717091959626-768x512.jpg" alt="Esportes - geral - estudantes modalidades atletismo corrida competições formação atletas treinamento esportivo estudantil (Jogos Escolares de Minas Gerais em Uberaba-MG, 2017)" /></div>
<div class="midia-legenda">Um dos projetos cria o Dia Nacional do Atletismo</div>
</div>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou seis projetos de lei que instituem datas comemorativas e homenageiam personalidades em equipamentos públicos.</p>
<p>Confira o que foi aprovado:</p>
<ul>
<li>PL 5533/19, do deputado licenciado Ossesio Silva (PE), que institui o Dia Nacional da Mulher Evidência, a ser comemorado em 6 de setembro;</li>
<li>PL 4085/25, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que institui o Dia Nacional do Atletismo, a ser comemorado em 9 de outubro;</li>
<li>PL 10121/18, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que denomina "Viaduto Maria Zaira de Grandi", localizado no entroncamento das rodovias BR-158 e BR-287, que dá acesso a uma avenida em Santa Maria (RS);</li>
<li>PL 10122/18, do deputado Paulo Pimenta, que denomina "Viaduto Carlos Renan Kurtz", localizado no entroncamento de duas avenidas com a rodovia BR-158, em Santa Maria (RS);</li>
<li>PL 10123/18, do deputado Paulo Pimenta, que denomina "Viaduto José Moacyr Teixeira", localizado no entroncamento da rua Duque de Caxias com a rodovia BR-158, em Santa Maria (RS);</li>
<li>PL 10134/18, do deputado Paulo Pimenta, que denomina "Viaduto Cirilo Costa Beber", localizado na rodovia BR-287, que dá acesso ao Distrito Industrial e ao Núcleo Residencial Tancredo Neves, em Santa Maria (RS).</li>
</ul>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
Todos os projetos tramitam em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e seguirão para o Senado, caso não haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova regras para tornar cidades brasileiras mais resistentes a desastres]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1272569-comissao-aprova-regras-para-tornar-cidades-brasileiras-mais-resistentes-a-desastres/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1272569-comissao-aprova-regras-para-tornar-cidades-brasileiras-mais-resistentes-a-desastres/</guid>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 19:23:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[O projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1272642" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1272642">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260506180025805-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Benes Leocádio (UNIÃO - RN)" /></div>
<div class="midia-legenda">Benes Leocádio: proposta está alinhada às melhores práticas internacionais</div>
</div>
<p>A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que inclui o conceito de resiliência na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.</p>
<p>A mudança prevê que cidades e comunidades devem ser capazes de resistir, adaptar-se e recuperar-se rapidamente de desastres, como enchentes e secas, preservando suas funções básicas.</p>
<p>Diferente da lei atual, a proposta introduz o princípio de "reconstruir melhor". Isso significa que as ações de recuperação após uma tragédia não devem apenas restaurar o que foi destruído, mas criar infraestruturas mais resistentes para evitar que os mesmos problemas se repitam no futuro.</p>
<p>Pelo texto aprovado, estados e municípios deverão incluir a resiliência em seus planejamentos de obras e de uso do solo. Para os municípios, a proposta incentiva o uso de soluções baseadas na natureza para tornar o desenvolvimento urbano mais sustentável e seguro.</p>
<p>O projeto também prevê a criação de metas para incentivar o uso de pesquisa, de tecnologia e de inovação na proteção contra desastres. O governo federal, por sua vez, passará a ter o objetivo de treinar gestores públicos e comunidades para que saibam aplicar as novas estratégias de resiliência na prática.</p>
<p>Por recomendação do relator, deputado Benes Leocádio (União-RN), a comissão aprovou o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> da Comissão de Desenvolvimento Urbano para o Projeto de Lei 1996/25, do deputado Pedro Aihara (PP-MG). O novo texto evitou a criação de novos órgãos e burocracias para focar na integração das novas metas às leis de defesa civil que já existem no país.</p>
<p>“A alteração representa avanço relevante, ao alinhar a legislação brasileira às melhores práticas internacionais e às diretrizes consolidadas no âmbito da governança global de redução de riscos de desastres”, disse o relator.</p>
<p>Atualmente, a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil já utiliza a palavra "resilientes", mas não traz uma definição formal ou o conceito detalhado de "resiliência" em seu texto.</p>
<p><strong>Próximas etapas<br />
</strong> A proposta será ainda analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova regras mais rígidas para loteamentos em áreas sujeitas a alagamentos]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1272468-comissao-aprova-regras-mais-rigidas-para-loteamentos-em-areas-sujeitas-a-alagamentos/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1272468-comissao-aprova-regras-mais-rigidas-para-loteamentos-em-areas-sujeitas-a-alagamentos/</guid>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 18:22:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1272585" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1272585">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260317180109405-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Icaro de Valmir (PL - SE)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Icaro de Valmir, relator do projeto de lei</div>
</div>
<p>A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria regras mais rígidas para a abertura de loteamentos em áreas sujeitas a alagamentos. O texto exige estudos técnicos prévios para garantir o escoamento seguro da água da chuva em eventos climáticos extremos.</p>
<p>A matéria altera a Lei do Parcelamento do Solo Urbano (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-6766-19-dezembro-1979-366130-norma-pl.html">Lei 6.766/79</a>). O objetivo é evitar a construção de casas em zonas de perigo e prevenir tragédias climáticas, como as ocorridas no Rio Grande do Sul.</p>
<p>A comissão aprovou o <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do relator, deputado Icaro de Valmir (Republicanos-SE), ao <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1087215-proposta-proibe-parcelamento-de-solo-urbano-antes-de-mapeamento-hidrologico">Projeto de Lei 1901/24</a>, do deputado Zeca Dirceu (PT-PR).</p>
<p>O projeto original exigia estudos hidrológicos complexos para qualquer loteamento em área alagadiça. O relator concordou com o mérito, mas tornou a regra proporcional.</p>
<p>"O estudo técnico deverá observar critérios de proporcionalidade", explicou Icaro de Valmir no parecer. A exigência vai variar conforme o tamanho da obra, o nível de risco do local e a capacidade da prefeitura.</p>
<p>Simulações computadorizadas complexas (modelagem hidrodinâmica) serão obrigatórias apenas em três situações:</p>
<ul>
<li>Áreas classificadas como de alto risco;</li>
<li>Obras com grande impacto ambiental ou urbano;</li>
<li>Locais sem infraestrutura prévia de drenagem.</li>
</ul>
<p><strong>Transparência e participação<br />
</strong>Pelo texto aprovado, o poder público deverá disponibilizar os estudos técnicos na internet para acesso da população. Em casos de obras com grande impacto na cidade, as prefeituras deverão realizar audiências ou consultas públicas com os moradores.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova financiamento de casas de madeira no Minha Casa, Minha Vida]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1272459-comissao-aprova-financiamento-de-casas-de-madeira-no-minha-casa-minha-vida/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1272459-comissao-aprova-financiamento-de-casas-de-madeira-no-minha-casa-minha-vida/</guid>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 18:07:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[O projeto continua em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1272551" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1272551">
<div class="midia-creditos"><em>Renato Araújo/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20251111170216410-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - Transporte de veículos de cargas no município de Foz do Iguaçu. Dep. Toninho Wandscheer (PP-PR)" /></div>
<div class="midia-legenda">Toninho Wandscheer: medida busca diminuir os custos financeiros e o tempo de duração das obras</div>
</div>
<p>A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5906/25 que inclui casas construídas com madeira de floresta plantada nas opções de financiamento do Programa Minha Casa, Minha Vida.</p>
<p>O relator da matéria, deputado Toninho Wandscheer (PP-PR), recomendou a aprovação do texto do deputado Cobalchini (MDB-SC).</p>
<p>Segundo Wandscheer, a medida busca diminuir os custos financeiros e o tempo de duração das obras. Em justificativa, o relator cita o estudo de 2023 da Fundação João Pinheiro que aponta déficit de 5,9 milhões de moradias no Brasil.</p>
<p>"A diversificação dos sistemas construtivos constitui caminho promissor para que o programa atenda com eficiência à demanda habitacional em todo o território nacional", afirmou o relator.</p>
<p><strong>Segurança e normas</strong><br />
O parecer destaca que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) tem norma específica para garantir a segurança e a vida útil mínima de 50 anos para essas casas.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto tem tramitação <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">conclusiva</span> e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Câmara aprova marco legal do transporte público coletivo]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1272106-camara-aprova-marco-legal-do-transporte-publico-coletivo/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1272106-camara-aprova-marco-legal-do-transporte-publico-coletivo/</guid>
            <pubDate>Wed, 13 May 2026 22:56:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta será enviada à sanção presidencial]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1272227" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1272227">
<div class="midia-creditos"><em>Thiago Cristino / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260513180247041-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. José Priante (MDB-PA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Priante: lei cria rede única, integrada e intermodal de transporte público</div>
</div>
<p>A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reformula a política de transporte público coletivo urbano e permite o uso da Cide Combustíveis para subsidiar tarifas. A matéria será enviada à sanção presidencial.</p>
<p>O Projeto de Lei 3278/21, do Senado, foi aprovado com parecer favorável do relator, deputado José Priante (MDB-PA), que considerou injurídico dispositivo do texto que previa fontes de renda de financiamento consideradas por ele como já previstas na legislação.</p>
<p>Entre as fontes de renda que ficaram de fora do texto estavam a possibilidade da cobrança de tributos ou tarifas de plataformas tecnológicas de transporte individual (como Uber) ou pelo serviço de transporte urbano de cargas.</p>
<p>De acordo com o projeto, União, estados, Distrito Federal e municípios terão cinco anos para adaptar suas legislações à exigência de que os recursos destinados à gratuidade para certos grupos (pessoas idosas ou estudantes, p. ex.) não impactem a tarifa dos demais usuários.</p>
<p>Os recursos devem vir de subsídios e somente poderão entrar em vigor depois de sua inclusão no orçamento público do responsável pela concessão.</p>
<p>Nesse sentido, em relação ao apoio federal, o projeto autoriza o uso de recursos obtidos com a Cide Combustíveis para o pagamento de subsídios às tarifas a fim de garantir a modicidade tarifária.</p>
<p>No entanto, além de ao menos 60% dos recursos serem direcionados às áreas urbanas, o projeto exige que o dinheiro obtido com a Cide Combustíveis sobre a venda de gasolina seja aplicado prioritariamente em municípios com programa de modicidade tarifária que garanta a redução de tarifas para os usuários, segundo regulamentação do Executivo.</p>
<p>O subsídio federal será de caráter discricionário (o governo decide se apoia ou não).</p>
<p>A partir do texto, os ônibus de transporte público coletivo urbano (intermunicipal, interestadual ou internacional) terão isenção de pedágio nas rodovias de todos os entes federados.</p>
<p><strong>Outras fontes<br />
</strong>No caso do financiamento da infraestrutura do transporte público coletivo, a União poderá se utilizar de:</p>
<ul>
<li>contrapartidas pagas por novos empreendimentos imobiliários e por organizadores de eventos temporários ou extraordinários em razão de ônus causado à mobilidade urbana;</li>
<li>benefícios e incentivos tributários;</li>
<li>operações estruturadas de financiamento realizadas com recursos de fundos públicos ou privados ou por meio da utilização de instrumentos de mercado de capitais; ou</li>
<li>recursos de bancos de desenvolvimento e instituições de fomento, da comercialização de créditos de carbono, de outras compensações ambientais e de fundos e programas dedicados à sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas</li>
</ul>
<p>Para a concessão de benefícios fiscais ou tributários por parte da União o beneficiário deverá adotar requisitos ambientais, sociais e de governança, conforme regulamento.</p>
<p><strong>Receitas extratarifárias<br />
</strong>O PL 3278/21 especifica ainda quais são as receitas extratarifárias que podem ser usadas para operar o sistema de transporte público coletivo.</p>
<p>Elas podem vir do direito de uso de espaços para publicidade em veículos, terminais, estações e pontos de parada; de receitas imobiliárias ou de exploração de serviços comerciais nas estações ou em áreas contíguas; da cobrança de estacionamento em áreas públicas e da taxação de estacionamentos privados; da cessão de terrenos públicos para construção de garagem; ou mesmo da comercialização de créditos de carbono ou outros mecanismos de compensação ambiental.</p>
<p>Será possível usar ainda subsídios cruzados intersetoriais de outras categorias de beneficiários de serviços de transporte (tarifas de um modal subsidiariam outro modal).</p>
<p><strong>Licitação obrigatória<br />
</strong>O projeto proíbe o uso de mecanismos precários de execução indireta do serviço de transporte pelas empresas não estatais, como contrato de programa, convênio, termo de parceria ou autorização.</p>
<p>A licitação será obrigatória para a exploração do serviço, mas o ente federado titular do serviço poderá contratar de forma complementar outros serviços de transporte sob demanda segundo regulação local.</p>
<p>Para contratos novos a partir da vigência da futura lei, o texto prevê que a remuneração do operador (prestação indireta do serviço) será com base no atendimento aos requisitos mínimos estabelecidos em normas regulamentares e contratuais.</p>
<p><strong>Tarifa e remuneração<br />
</strong>O PL 3278/21 acaba com a relação direta entre tarifa cobrada do usuário e a remuneração das empresas de transporte coletivo.</p>
<p>Caso os rendimentos recebidos diretamente pelo operador e vindos de receitas alternativas previstas em contrato superem o necessário à remuneração, a diferença deverá ser revertida à melhoria da prestação dos serviços.</p>
<p>Para melhor gerenciar esses recursos, o poder público concedente poderá criar fundo de estabilização a fim de garantir essa melhoria e também a modicidade tarifária.</p>
<p>No contrato, poderão ser especificadas metas de redução percentual dos custos de operação com base em fatores de produtividade, independentemente do modelo de remuneração dos serviços e considerando a matriz de responsabilidades definida nele.</p>
<p>Mas o retorno financeiro com os ganhos de eficiência e produtividade e pela redução dos custos de produção só poderá ser obtido pelo operador do serviço se mantidos os padrões de qualidade, desempenho e níveis de serviço exigidos no contrato.</p>
<p><strong>Atribuições<br />
</strong>Na lei sobre a política nacional de mobilidade urbana (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2012/lei-12587-3-janeiro-2012-612248-norma-pl.html">Lei 12.587/12</a>), o texto inclui novas atribuições da União, como:</p>
<ul>
<li>subsidiar as tarifas de transporte público coletivo de passageiros urbano e de caráter urbano;</li>
<li>fomentar a formação de unidades territoriais de transporte público coletivo para promover o planejamento integrado e intermodal das redes de transporte e mobilidade;</li>
<li>estabelecer normas de referência nacionais de qualidade e produtividade para os sistemas de transporte público coletivo urbano e de caráter urbano;</li>
<li>realizar o monitoramento nacional dos sistemas de transporte público coletivo urbano; e</li>
<li>contribuir com a implementação e o monitoramento do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito</li>
</ul>
<p>Segundo a formatação prevista no projeto, as unidades territoriais de mobilidade urbana poderão ser definidas para facilitar a organização e a prestação dos serviços, desde que por meio de consórcio público ou convênio de cooperação.</p>
<p>Nesse sentido, os estados poderão delegar aos municípios conveniados a organização do transporte público coletivo intermunicipal de caráter urbano e um município poderá delegar a organização do transporte coletivo municipal a outros no âmbito do mesmo convênio.</p>
<p><strong>Transporte ilegal<br />
</strong>Em relação ao transporte ilegal, o projeto autoriza o poder público responsável a aplicar multas e recolhimento do veículo utilizado. As multas não poderão passar de R$ 15 mil, o recolhimento deve seguir as normas do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-norma-pl.html">Código Brasileiro de Trânsito</a> e o perdimento do veículo poderá ocorrer quando houver reincidência no seu uso para o transporte ilegal de passageiros dentro de um ano.</p>
<p><strong>Entidade reguladora<br />
</strong>O texto permite ainda que o município designe uma entidade reguladora, com autonomia decisória, administrativa, orçamentária e financeira, para normatizar e fiscalizar a prestação dos serviços.</p>
<p>No entanto, continuam sob responsabilidade do poder público estabelecer, dentre outros, os padrões e normas; promover a melhoria da qualidade, desempenho e cobertura do serviço; definir a política tarifária; e fazer as revisões e os reajustes estabelecidos nas licitações para a remuneração das empresas operadoras.</p>
<p><strong>Garantia de financiamento<br />
</strong>De acordo com o texto, valores investidos pelo operador em bens reversíveis (estação de metrô, p. ex.) ao poder público serão considerados créditos a serem recuperados segundo a legislação.</p>
<p>Isso valerá para os investimentos realizados, os valores amortizados de bens duráveis, a depreciação de bens e seus respectivos saldos. Tudo será auditado anualmente e certificado pelo poder concedente ou respectivo órgão ou entidade reguladora.</p>
<p>Após essa certificação, o operador poderá dar esses créditos como garantia em financiamentos de empréstimos contratados para investir exclusivamente nos sistemas de transporte público coletivo que são objeto do respectivo contrato.</p>
<p>Por outro lado, não gerarão crédito os investimentos feitos sem ônus para o prestador, tais como os decorrentes de exigência legal aplicável à implantação de empreendimentos imobiliários e os resultantes de subvenções ou transferências fiscais voluntárias.</p>
<p><strong>Pagamento<br />
</strong>Quanto ao pagamento desses créditos, o valor ainda não amortizado ou depreciado ao longo do contrato deverá ser pago em prazo máximo de um ano do encerramento do contrato ou quando ocorrer a retomada dos serviços pelo titular em hipóteses legalmente admitidas.</p>
<div id="image-container-1272244" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1272244">
<div class="midia-creditos"><em>Thiago Cristino / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20260513170346136-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Hildo Rocha (MDB-MA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Hildo Rocha: transporte público de passageiros na maior parte das cidades é um caos</div>
</div>
<p><strong>Debates</strong><br />
O relator, deputado José Priante, afirmou que a consolidação do conceito de rede única, integrada e intermodal de transporte público é um avanço do projeto para organização dos sistemas de transporte.</p>
<p>"A integração física, operacional e tarifária, prevista de forma expressa no texto, é elemento essencial para a racionalização da oferta e para a melhoria da qualidade do serviço prestado ao usuário", disse.</p>
<p>Segundo ele, a diretriz contribui para superar a fragmentação operacional historicamente observada entre modos, linhas e redes, que resulta em ineficiências, sobreposição de serviços, aumento de custos e perda de atratividade do transporte coletivo.</p>
<p>A proposta também fortalece o papel do poder público como planejador, gestor e regulador do sistema, na opinião de Priante. "Ao exigir a definição clara da titularidade dos serviços, a possibilidade de gestão associada e a instituição de unidades regionais de transporte público coletivo, o projeto confere maior coerência institucional à prestação dos serviços, especialmente em áreas metropolitanas e aglomerações urbanas", afirmou.</p>
<p><strong>Déficit tarifário</strong><br />
Para o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), o transporte público de passageiros na maior parte das cidades é um caos. "Há uma falta de interesse dos municípios de bancar o déficit tarifário. Os contratos de concessões são mal elaborados. E com este marco legal, os contratos serão elaborados de forma a evitar conflitos", disse o deputado, um dos vice-líderes do maior bloco partidário da Câmara formado por oito partidos.</p>
<p>O deputado Kim Kataguiri (MISSÃO-SP) afirmou que o projeto acaba "engessando" a estrutura atual de quem opera o transporte público do que abrindo para novos atores entrem no mercado. "Por esse modelo engessar e dificultar a atuação liberalizante do mercado, tenho posicionamento contrário."</p>
<p><strong>Direito constitucional</strong><br />
O transporte é direito inscrito na Constituição e esse princípio deve presidir as análises sobre o tema, segundo o líder do Psol, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ). "É óbvio que precisa haver um marco regulatório que estabeleçam o papel da União ao garantir esse transporte e marco de fiscalização sobre a concessão do transporte", afirmou, ao defender mecanismos de financiamento para viabilizar a tarifa zero nos transportes.</p>
<p>O deputado Gilson Marques (Novo-SC) classificou a proposta como populista, cheia de "borboletas, flores, ilusões e mentiras". Ele foi anunciado nesta quarta-feira (13) como próximo líder do Novo. "Acham que o transporte vai ser perfeito e isso será para todo mundo. Mas parecem que não sabem que isso terá de ser pago por toda a comunidade, inclusive por aqueles que não usam do transporte a ser implementado", disse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="video-container-1272358" class="video-container youtube youtube-100" style="width: 100%; float: none; margin: 0px;" data-youtube-id="U_1t7b3h_5A">
<div class="midia-creditos"></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/U_1t7b3h_5A" width="100%" frameborder="0" data-youtube-id="U_1t7b3h_5A" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<div id="midia-legenda" class="midia-legenda"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova proposta para regular relação entre carros e bicicletas no trânsito]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1270309-comissao-aprova-proposta-para-regular-relacao-entre-carros-e-bicicletas-no-transito/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1270309-comissao-aprova-proposta-para-regular-relacao-entre-carros-e-bicicletas-no-transito/</guid>
            <pubDate>Thu, 07 May 2026 21:58:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Texto também obriga criação de ciclovias nos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1270331" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1270331">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/05/img20251021195709915-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Paulo Abi-Ackel (PSDB - MG)" /></div>
<div class="midia-legenda">Deputado Paulo Abi-Ackel, relator do projeto na CCJ</div>
</div>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera diversos artigos do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-norma-pl.html">Código de Trânsito Brasileiro (CTB)</a> para regular a interação entre veículos e bicicletas. O projeto segue para o Senado, caso não haja recurso de análise pelo Plenário.</p>
<p>Pela proposta, fica proibido ao motorista ultrapassar ciclista na proximidade de esquina ou cruzamento ou em local que acabe bloqueando a passagem do ciclista. O texto também proíbe os motoristas de virarem à direita ou parar logo após efetivar manobra de ultrapassagem.</p>
<p>A proposta inclusive cria nova infração de trânsito de natureza grave (5 pontos na carteira) para quem entrar à direita imediatamente após realizar ultrapassagem.</p>
<p>Também prevê punição para o condutor que deixar de parar o veículo quando for interceptado por um conjunto de bicicletas e ainda para aquele que transitar com o farol desregulado ou com luz alta perturbando, além dos demais condutores, os pedestres e os ciclistas.</p>
<p>O projeto dobra as multas ocorridas em trecho em obras, com sinalização, de rua ou rodovia. E estabelece velocidade máxima de 20 km/h em estacionamentos.</p>
<p><strong>Ciclista</strong><br />
Já o ciclista será obrigado a sinalizar, por meio de dispositivo luminoso, ou gesticulando com a mão esquerda, se continuará seguindo em linha reta ou irá convergir para o lado. O ciclista deverá fazer isso sempre que se aproximar de cruzamento ou esquina, e as bicicletas não poderão utilizar luz intermitente ou pisca-pisca.</p>
<p>Quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, os ciclistas deverão ficar no canto da pista, no mesmo sentido dos veículos. Desde que autorizado e devidamente sinalizado, será permitido o estacionamento de bicicletas nos passeios. As bicicletas, no entanto, devem ficar em posição que não prejudique o deslocamento seguro dos pedestres.</p>
<p>O projeto limita a velocidade de bicicletas elétricas em 50 km/h. O texto tira a necessidade de espelho retrovisor como equipamento obrigatório para bicicletas e também estende aos ciclistas a prioridade de travessia já assegurada aos pedestres nas faixas delimitadas.</p>
<p>O deslocamento em skate, patinetes (motorizados ou não), diciclos (veículos elétricos de duas rodas posicionadas lado a lado) e similares em calçadas deve ser feito em velocidade compatível com a segurança dos pedestres.</p>
<p>O texto aprovado na CCJ é um <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) ao <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/436628-projeto-estimula-uso-de-bicicletas">Projeto de Lei 6207/13</a>, do ex-deputado Walter Feldman. O projeto original também trazia alteração na <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-6766-19-dezembro-1979-366130-norma-pl.html">Lei de Parcelamento do Solo Urbano</a> que definia ciclovias ou ciclofaixas como infraestrutura básica de zonas habitacionais.</p>
<p><strong>Acessibilidade</strong><br />
O projeto inclui calçadas, passeios e passagens de pedestres no rol da infraestrutura de mobilidade urbana, ao lado de vias e ciclovias.</p>
<p>Também ganham prioridade nas diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) a acessibilidade das pessoas com deficiência e os deslocamentos de pedestres. O texto estabelece ainda a locomoção segura como garantia de pedestres e ciclistas.</p>
<p><strong>Minha Casa, Minha Vida</strong><br />
O substitutivo mantém o trecho que altera o Programa Minha Casa, Minha Vida para incluir ciclofaixas ou ciclovias entre os requisitos de infraestrutura básica de empreendimentos habitacionais.</p>
<p>A exigência de ciclovias ou ciclofaixas nos projetos poderá ser dispensada nos locais onde, comprovadamente, a topografia não favoreça o uso de bicicletas.</p>
<p><strong>Participação</strong><br />
Órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito devem manter um canal fácil e simples de comunicação com os cidadãos para prestar esclarecimentos e registrar sugestões e reclamações da população.</p>
<p>O texto determina também o aumento da representatividade dos membros da sociedade civil junto aos órgãos de trânsito, por meio de consultas e de assento em órgão especializado, como no Conselho Nacional de Trânsito (Contran).</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>