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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
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        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 20:13:26 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
        <item>
            <title><![CDATA[Medida Provisória destina R$ 13,3 bi para setor agropecuário e programa Desenrola Adimplentes]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1292586-medida-provisoria-destina-r-133-bi-para-setor-agropecuario-e-programa-desenrola-adimplentes/</link>
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            <pubDate>Fri, 17 Jul 2026 19:30:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1230965" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1230965">
<div class="midia-creditos"><em>Antônio Cruz/Agência Brasil</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2025/12/img20230523102312543-768x576.jpg" alt="Brasília - monumentos e prédios públicos - Brasília - 22.05.2023 - Foto da Fachada do Congresso Nacional, em Brasília." /></div>
</div>
<p>O Congresso Nacional analisa a Medida Provisória 1377/26, que abre <span id="4532" class="termoGlossario" title="Crédito orçamentário destinado a atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de calamidade pública. É encaminhado ao Congresso Nacional pelo presidente da República por meio de medida provisória" contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">crédito extraordinário</span> de R$ 13,3 bilhões no Orçamento de 2026, principalmente para projetos de desenvolvimento tecnológico no setor agropecuário.</p>
<p>O conteúdo da MP estava quase todo contido em um projeto de lei (PLN 17/26). Apesar de o projeto ter sido <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1289194-COMISSAO-DE-ORCAMENTO-APROVA-R$-13,3-BILHOES-PARA-FINANCIAMENTO-AGRICOLA-E-DESENROLA-ADIMPLENTES">aprovado</a> pela <span id="4053" class="termoGlossario" title="Comissão de deputados e senadores responsável pela análise das propostas orçamentárias elaboradas pelo Executivo: Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA) e Plano Plurianual (PPA)." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Comissão Mista de Orçamento</span>, ainda teria que ser votado no Plenário do Congresso Nacional para ter validade. Como o Congresso entrará em <span id="4275" class="termoGlossario" title="Interrupção temporária das atividades legislativas. Não havendo convocação para sessão legislativa extraordinária, o recesso da Câmara e do Senado será de 18 a 31 de julho e de 23 de dezembro a 1º de fevereiro." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">recesso parlamentar</span>, o governo decidiu editar a MP com os seguintes pontos:</p>
<ul>
<li>subvenção econômica aos produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste que sofreram prejuízos econômicos decorrentes da tributação adicional sobre exportações brasileiras impostas pelos Estados Unidos ou de eventos climáticos extremos;</li>
<li>financiamento, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de projetos de desenvolvimento tecnológico de produtores rurais, sob a forma de empréstimos de longo prazo;</li>
<li>financiamento a beneficiários do Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro de Tomadores de Crédito Adimplentes (Desenrola Adimplentes);</li>
<li>financiamento a beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Nacional de Incentivo Financeiro à Adimplência no Fies (Fies Empreendedor).</li>
</ul>
<p>O governo informou que cerca de R$ 9 bilhões dos recursos necessários sairão do superávit financeiro de 2025 e outros R$ 4 bilhões de excesso de arrecadação.</p>
<p>No PLN 17, há a destinação de R$ 1,3 milhão para uma contribuição voluntária do país à Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).</p>
<p>Já a medida provisória traz uma contribuição voluntária de R$ 15 milhões da Advocacia-Geral da União (AGU) à Corte Interamericana de Direitos Humanos.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
A medida provisória será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573452-saiba-mais-sobre-a-tramitacao-de-mps/">Saiba mais sobre a tramitação de medidas provisórias</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Deputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1292452-deputado-diz-que-edicao-de-mp-foi-o-acordo-possivel-para-viabilizar-renegociacao-de-dividas-rurais/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1292452-deputado-diz-que-edicao-de-mp-foi-o-acordo-possivel-para-viabilizar-renegociacao-de-dividas-rurais/</guid>
            <pubDate>Fri, 17 Jul 2026 16:04:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Renegociação alcançará cerca de R$ 100 bilhões em dívidas e o impacto anual deverá ser inferior a R$ 4 bilhões nas contas públicas; ouça a entrevista]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1292465" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1292465">
<div class="midia-creditos"><em>Thiago Cristino / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260519184206116-768x473.jpg" alt="Deputado Alceu Moreira fala ao microfone" /></div>
<div class="midia-legenda">Moreira: desde 2023, setor buscava negociação para reparar perdas com secas e enchentes</div>
</div>
<p>O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) afirmou que a medida provisória sobre renegociação de dívidas rurais (<a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1291914-medida-provisoria-cria-linhas-de-credito-para-produtores-rurais-afetados-pelo-clima-e-pela-queda-de-precos">MP 1376/26</a>) ficou abaixo do texto defendido pela <span id="4290" class="termoGlossario" title="Associação suprapartidária destinada a aprimorar a legislação referente a um tema específico. As frentes podem utilizar o espaço físico da Câmara, desde que suas atividades não interfiram no andamento dos outros trabalhos da Casa, não impliquem contratação de pessoal nem fornecimento de passagens aéreas. Para fins de registro, deverão ser integradas por, no mínimo, um terço de membros do Poder Legislativo Federal." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">Frente Parlamentar</span> da Agropecuária, mas foi “o possível” na negociação com o governo.</p>
<p>Em entrevista à <em>Rádio Câmara</em> nesta sexta-feira (17), o deputado disse que a MP permite a produtores afetados por perdas climáticas renegociarem dívidas e plantarem a próxima safra.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/midias-fs/audio/2026/07/20260717-painel-eletronico-dep-alceu-moreira.mp3">Ouça a íntegra da entrevista</a></li>
</ul>
<p>Alceu Moreira lembrou que a medida provisória foi resultado de um acordo construído entre o governo, representantes do setor e parlamentares, mediado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).</p>
<p><strong>Acordo</strong><br />
O deputado disse que, desde 2023, o setor buscava uma negociação com o governo para reparar as perdas de produtores com secas ou enchentes dos últimos anos.</p>
<p>O <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1035632-proposta-preve-renegociacao-de-dividas-rurais-contratadas-ate-2020">Projeto de Lei 5122/23</a>, nesse sentido, vinha sendo debatido no Congresso. A equipe econômica do governo, no entanto, não aceitava os termos da proposta, que, entre outros pontos, permitia a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-sal para socorrer os agricultores.</p>
<p>Diante do impasse nas negociações, nos últimos dias, foi construído um texto alternativo.</p>
<p>“O nosso produtor precisa estar nos bancos hoje negociando a próxima safra e a renegociação da dívida. A medida provisória, com certeza, nessa circunstância, foi o melhor remédio”, avaliou Alceu Moreira.</p>
<p>Medidas provisórias entram em vigor a partir da sua edição.</p>
<p><strong>Dívidas de R$ 100 bilhões</strong><br />
Segundo estimativa do Ministério da Fazenda, a renegociação alcançará cerca de R$ 100 bilhões em dívidas e o impacto anual deverá ser inferior a R$ 4 bilhões nas contas públicas.</p>
<p>A medida provisória, segundo Alceu Moreira, trouxe prazos e juros melhores que a proposta inicial do governo, mas ainda inferiores ao que o setor queria. “O texto é o bom? Não, ele não é. Acho que foi o possível para ser negociado."</p>
<p>"Nós estamos conseguindo oito anos [de prazo de reembolso] com dois de carência, portanto, 10 anos, mas nós queríamos 10 [para reembolso] mais 3 [de carência]", comparou Moreira.</p>
<p>"Queriam nos dar juros de 6%, 9% e 12%. Nós trabalhamos muito e acabamos ficando em 5%, 8% e 11%. Eles queriam apenas um enquadramento de quem tivesse duas safras frustradas de 2019 até 2025. E nós conseguimos incluir aqueles que tiveram perda igual ou superior a 30% em duas safras, de 19 a 25", continuou.</p>
<p>"E aqueles que tiveram três safras com perda superior a 40% terão uma condição ainda mais vantajosa, com juro menor e prazo maior”, comemorou o deputado.</p>
<p><strong>Mudanças no relatório</strong><br />
A medida provisória, embora tenha vigência imediata, precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.</p>
<p>Alceu Moreira afirmou que a Frente Parlamentar da Agropecuária pretende continuar discutindo o tema e negociar mudanças no relatório. “Isso nos dá tempo para a negociação."</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto cria incentivo fiscal para empresa que preservar patrimônio histórico rural]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1285562-projeto-cria-incentivo-fiscal-para-empresa-que-preservar-patrimonio-historico-rural/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1285562-projeto-cria-incentivo-fiscal-para-empresa-que-preservar-patrimonio-historico-rural/</guid>
            <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 22:44:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Texto está em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1292289" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1292289">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260715113534527-768x473.jpg" alt="Reunião de Comparecimento de Ministro. Dep. Evair Vieira de Melo (REPUBLICANOS - ES)" /></div>
<div class="midia-legenda">Evair Vieira de Melo: a medida vai estimular o turismo rural e a geração de empregos</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 75/26 institui o Programa de Incentivo à Preservação do Patrimônio Histórico Rural. O texto em análise na Câmara dos Deputados prevê dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (<span id="4154" class="termoGlossario" title="Tributo a ser pago à Receita Federal por pessoas jurídicas domiciliadas no País e por empresas que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. A CSLL será determinada mediante aplicação da alíquota de 9% sobre o resultado ajustado, presumido ou arbitrado. Essa contribuição também incide sobre os lucros obtidos no exterior." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">CSLL</span>) para empresas que adquiram, restaurem e preservem fazendas.</p>
<p>O foco da iniciativa são imóveis rurais cuja construção principal tenha pelo menos 100 anos de existência. A pessoa jurídica que adquirir o imóvel poderá abater dos tributos o valor integral dos investimentos realizados na restauração e na manutenção de suas características originais. O benefício valerá mesmo que a propriedade centenária ainda não tenha tombamento formal no momento da aquisição.</p>
<p>O deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), autor da proposta, afirma que a ideia é incentivar a conservação de imóveis rurais com valor histórico, cultural ou arquitetônico, estimulando o turismo rural e a geração de empregos.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto será analisado em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> pelas comissões de Cultura; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Medida provisória cria linhas de crédito para produtores rurais afetados pelo clima e pela queda de preços]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1291914-medida-provisoria-cria-linhas-de-credito-para-produtores-rurais-afetados-pelo-clima-e-pela-queda-de-precos/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1291914-medida-provisoria-cria-linhas-de-credito-para-produtores-rurais-afetados-pelo-clima-e-pela-queda-de-precos/</guid>
            <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:05:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[MP permite que bancos prorroguem por até 30 dias o vencimento das parcelas de crédito de produtores que estavam adimplentes até 14 de julho]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1291961" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1291961">
<div class="midia-creditos"><em>Jaelson Lucas/Agência de Notícias do Paraná</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20200206133459117-768x512.jpg" alt="Produtor rural plantando com trator" /></div>
<div class="midia-legenda">Produtores rurais devem ter registrado, entre 2019 e 2025, perdas em duas ou mais safras</div>
</div>
<p>A <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/medpro/2026/medidaprovisoria-1376-15-julho-2026-799599-norma-pe.html">Medida Provisória 1376/26</a>, editada na quarta-feira (15), autoriza a criação de linhas de crédito rural para a composição de dívidas de produtores rurais e cooperativas afetados por eventos climáticos adversos ou pela redução nos preços de comercialização de seus produtos.</p>
<p>O texto é fruto de um acordo entre o governo, representantes do setor e parlamentares, <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1291594-motta-anuncia-acordo-com-o-governo-sobre-dividas-dos-produtores-rurais/">anunciado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta</a>, para destravar a renegociação de dívidas rurais no Congresso.</p>
<p><strong>Prorrogação das parcelas</strong><br />
Entre os pontos de impacto imediato, a MP permite que os bancos prorroguem por até 30 dias o vencimento das parcelas (principal e juros) das operações de crédito de produtores que estavam adimplentes até a véspera, dia 14 de julho.</p>
<p>Segundo o governo, a medida provisória visa apoiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além de enfrentar os impactos de calamidades públicas no país e conflitos geopolíticos internacionais.</p>
<p><strong>Renegociações</strong><br />
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse em entrevistas que o texto deverá permitir a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas, com um impacto anual nas contas públicas inferior a R$ 4 bilhões.</p>
<p>Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP também autoriza a União a participar como cotista de um fundo garantidor para cobrir as operações, com a possibilidade de adesão de estados e municípios.</p>
<p>Além do crédito rural tradicional (custeio, comercialização, industrialização e investimento), a MP autoriza as instituições financeiras a renegociar as Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira que estejam em atraso, oferecendo prazo de reembolso de até oito anos.</p>
<p><strong>Regras e limites</strong><br />
Para ter acesso aos benefícios, produtores rurais e cooperativas agropecuárias devem ter registrado, entre 2019 e 2025, perdas em duas ou mais safras que resultaram na redução de, no mínimo, 30% da renda bruta esperada.</p>
<p>As perdas devem ser comprovadas por laudo emitido por profissional habilitado.</p>
<p>As linhas de crédito contarão com limites específicos conforme o beneficiário:</p>
<ul>
<li>até R$ 400 mil para agricultores familiares do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);</li>
<li>até R$ 2 milhões para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp); e</li>
<li>até R$ 4 milhões para os demais.</li>
</ul>
<p>Os encargos financeiros serão de 6% ao ano para o Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais. O prazo de reembolso será de até oito anos, com carência de dois anos para o pagamento da primeira parcela do principal.</p>
<p><strong>Casos graves</strong><br />
Excepcionalmente, para produtores com perdas em três ou mais safras e redução de, no mínimo, 40% da renda bruta, os limites de crédito sobem para até R$ 500 mil (Pronaf), R$ 2,5 milhões (Pronamp) e R$ 8 milhões (demais).</p>
<p>Nesses casos excepcionais, os juros são reduzidos para 5% ao ano (Pronaf), 8% ao ano (Pronamp) e 11% ao ano (demais), e o prazo de reembolso é ampliado para até dez anos.</p>
<p><strong>Penalidades</strong><br />
A MP estabelece punições rigorosas para tentativas de fraude. Pelo texto, além dos produtores rurais, outros profissionais envolvidos responderão solidariamente pelos danos causados ao erário.</p>
<p>O uso de informação ou documento falso para comprovação de safra ou renda resultará na perda imediata do benefício, obrigação de restituir os valores recebidos e impedimento de contratar crédito subvencionado por até cinco anos.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O texto já está em vigor, mas precisa ser aprovado por senadores e deputados em até 120 dias para ser definitivamente convertido em lei.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573452-saiba-mais-sobre-a-tramitacao-de-mps/">Saiba mais sobre a tramitação de medidas provisórias</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Motta anuncia acordo com o governo sobre dívidas dos produtores rurais]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1291594-motta-anuncia-acordo-com-o-governo-sobre-dividas-dos-produtores-rurais/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1291594-motta-anuncia-acordo-com-o-governo-sobre-dividas-dos-produtores-rurais/</guid>
            <pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:41:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Medida provisória substituirá projeto de lei sobre o tema; prazo de pagamento pode chegar a dez anos

]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1291597" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1291597">
<div class="midia-creditos"><em>Divulgação</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/whatsapp-image-2026-07-15-at-13-31-34-768x462.jpeg" alt="Reunião de Motta do ministros " /></div>
<div class="midia-legenda">Reunião de Motta com ministros e o líder do Governo na Câmara</div>
</div>
<p>O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que foi fechado um acordo entre o governo, representantes do setor e a Frente Parlamentar Agropecuária sobre a renegociação de dívidas de produtores rurais. Um dos pontos do acordo é que o projeto que tratava do tema (<a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1035632-proposta-preve-renegociacao-de-dividas-rurais-contratadas-ate-2020">PL 5122/23</a>) não será votado e que o governo vai encaminhar ainda nesta quarta-feira (15) uma medida provisória abrangendo os termos do acordo construído nesta manhã. De acordo com o Ministério da Fazenda, serão aproximadamente R$ 100 bilhões em dívidas renegociadas.</p>
<p>Participaram da reunião com o presidente Motta os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e das Relações Institucionais, José Guimarães; o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta; o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e a senadora Tereza Cristina, integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária.</p>
<p>“O acordo firmado em relação ao endividamento dos produtores rurais permitiu a votação da matéria. O projeto havia sido aprovado pela Câmara há cerca de um ano, na véspera do recesso parlamentar. Desde então, no Senado, as negociações ficaram paralisadas, enquanto o governo buscava promover alterações no texto aprovado pela Câmara, com o objetivo de ampliar seu alcance”, explicou Motta.</p>
<p>“As mudanças pretendem atender de forma mais abrangente os produtores rurais, que enfrentam um cenário de dificuldades financeiras. Muitos deles não têm condições de renegociar suas dívidas, situação que pode comprometer a produção agropecuária e gerar impactos para o país”, afirmou o presidente.</p>
<p><strong>Acordo</strong><br />
O ministro Dario Durigan afirmou que o acordo só foi possível após muito diálogo, no qual todos tiveram que ceder em algum ponto. Durigan disse que o governo saiu de uma posição mais dura para acomodar a grande maioria dos produtores. Ele ressaltou que não dava para incluir todos, mas sim os que mais precisam.</p>
<p>Durigan destacou que os agricultores que registraram perdas de ao menos 30% de renda bruta em duas safras, em razão de eventos climáticos ou da variação dos preços agrícolas, poderão renegociar débitos em condições especiais. A regra geral prevê prazo de oito anos para pagamento, com dois anos de carência e sem exigência de entrada.</p>
<p>Já para produtores com perdas maiores – de três safras e perda de 40% da renda bruta – provocadas por eventos climáticos, especialmente no Rio Grande do Sul, o prazo poderá chegar a dez anos. “É uma linha que vai dar o fôlego necessário para o agricultor brasileiro chegar adiante”, disse o ministro.</p>
<p>Entre outros pontos do acordo que serão incluídos na medida provisória estão a questão das garantias dos bens, que poderão ser reaproveitadas pelo banco nas renegociações sem a necessidade de apresentação de novos bens ou garantias adicionais pelos produtores; novas taxas de juros; e a criação de um Fundo Garantidor de Crédito para o setor, nos moldes do que existe hoje para o setor bancário.</p>
<p>“O acordo prevê um limite de até R$ 2 bilhões para a constituição desse fundo. A proposta também busca envolver estados e municípios na estruturação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com o objetivo de ampliar a proteção às operações de crédito, reduzir os spreads bancários e facilitar o acesso ao financiamento de médio e longo prazo”, explicou Durigan.</p>
<p>“Esse é o limite que o Ministério da Fazenda consegue viabilizar sem comprometer o orçamento público dos próximos anos, ao mesmo tempo em que contempla um universo significativo de produtores rurais aptos a renegociar suas dívidas”, disse o ministro.</p>
<p>O líder do governo, deputado Paulo Pimenta, ressaltou ainda que a MP vai suspender o pagamento dessas dívidas por 30 dias. “O prazo dessas parcelas que estavam vencendo hoje e nos próximos dias dará um fôlego para que os produtores possam apresentar a documentação necessária”, explicou Pimenta.</p>
<p><strong>Diálogo</strong><br />
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o acordo é resultado de uma regra que tem se mostrado eficaz na Câmara, que é o diálogo e a negociação. Segundo ele, os temas mais polêmicos têm sido conduzidos por meio da construção de consensos amplos. O deputado também destacou o papel do presidente da Câmara na articulação do entendimento e ressaltou que o resultado foi fruto de uma construção coletiva.</p>
<p>"Parecia impossível chegar a um acordo, mas prevaleceu o espírito público. É em momentos como este que devemos valorizar o Parlamento. Nem tudo é de um lado, nem tudo é do outro. O importante é construir soluções que atendam ao interesse do país", afirmou Guimarães.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão de Constituição e Justiça aprova criação de selos de apoio à agricultura familiar]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1291138-comissao-de-constituicao-e-justica-aprova-criacao-de-selos-de-apoio-a-agricultura-familiar/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1291138-comissao-de-constituicao-e-justica-aprova-criacao-de-selos-de-apoio-a-agricultura-familiar/</guid>
            <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 20:29:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto de lei ainda será analisado pelo Senado Federal]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1291141" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1291141">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260428170401814-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Patrus Ananias (PT - MG)" /></div>
<div class="midia-legenda">Patrus Ananias, relator da proposta aprovada</div>
</div>
<p><span style="font-weight: 400;">A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria os selos “Amigo da Agricultura Familiar” e “Empresa Parceira da Agricultura Familiar”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo é promover, valorizar e dar visibilidade aos agentes econômicos que contribuam para o fortalecimento da agricultura familiar no Brasil </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A CCJ acolheu o parecer do relator, deputado Patrus Ananias (PT-MG), favorável ao <span id="4098" class="termoGlossario" title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">substitutivo</span> da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural ao Projeto de Lei 3351/23, da deputada Ana Paula Lima (PT-SC). </span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=2993709&amp;filename=SBT-A+1+CAPADR+%3D%3E+PL+3351/2023">Confira a íntegra do texto aprovado</a></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta tramitou em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e poderá seguir para o Senado, a menos que haja recurso para votação, antes, pelo Plenário da Câmara.</span></p>
<p><strong>Quem receberá os selos</strong><br />
O selo Amigo da Agricultura Familiar será concedido a estabelecimentos comerciais que se destaquem na oferta direta de produtos originados da agricultura familiar, em suas prateleiras físicas ou canais de venda digital.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o selo Empresa Parceira da Agricultura Familiar vai ser conferido a empresas que mantenham relações comerciais “duradouras, transparentes e justas” com agricultores familiares ou outras organizações da agricultura familiar, envolvendo atividades como logística, armazenamento, comercialização ou exportação dos produtos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A concessão desse selo deverá observar como critérios:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a comprovação da origem dos produtos adquiridos da agricultura familiar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a manutenção de contratos regulares de fornecimento com agricultores familiares ou suas organizações; e</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a observância de princípios de responsabilidade social, transparência e respeito à diversidade da agricultura familiar brasileira. </span></li>
</ul>
<p>Um regulamento posterior definirá os critérios para conceder, renovar e suspender os selos. Esse documento também disciplinará o uso da identidade visual em materiais de divulgação e embalagens, além dos mecanismos de controle social e de participação da sociedade na validação dos selos.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta estabelece, ainda, que os selos terão validade nacional e caráter voluntário, não implicando direito à obtenção de benefícios fiscais, creditícios ou subsídios diretos, salvo previsão expressa em normas específicas.</span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-saiba-mais-sobre-a-tramitacao-de-projetos-de-lei">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1175738" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/agricultura-familiar/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto proíbe uso de imóvel da agricultura familiar como garantia de empréstimo]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290981-projeto-proibe-uso-de-imovel-da-agricultura-familiar-como-garantia-de-emprestimo/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1290981-projeto-proibe-uso-de-imovel-da-agricultura-familiar-como-garantia-de-emprestimo/</guid>
            <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 20:28:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Proposta altera regra atual que permite a alienação fiduciária e a retomada da terra pelo credor em caso de inadimplência]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1291136" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1291136">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260616142508260-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Welter (PT - PR)" /></div>
<div class="midia-legenda">Welter: hoje, o produtor pode perder o imóvel em caso de inadimplência</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 355/26 proíbe o uso de imóveis da agricultura familiar como garantia em operações de crédito, financiamento ou empréstimos.</p>
<p>Atualmente, a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1997/lei-9514-20-novembro-1997-365383-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 9.514/97</a> permite esse tipo de garantia, chamado de alienação fiduciária. Nesse tipo de operação, o agricultor mantém a posse da terra enquanto paga a dívida. Em caso de inadimplência, o credor pode retomar o imóvel.</p>
<p>Autor da proposta, o deputado Welter (PT-PR) afirma que o uso da pequena propriedade como garantia de empréstimos, inclusive pessoais, "coloca em risco a permanência das famílias em suas terras, podendo resultar na perda definitiva do imóvel em caso de inadimplência".</p>
<p>O parlamentar acrescenta que a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2023/lei-14711-30-outubro-2023-794873-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 14.711/23</a> ampliou e simplificou o uso desse tipo de garantia para imóveis rurais e bens agrícolas, tornando mais rápida a retomada do imóvel pelo credor em caso de inadimplência.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto será analisado, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-saiba-mais-sobre-a-tramitacao-de-projetos-de-lei">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1175738" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/agricultura-familiar/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290735-projeto-isenta-setor-agropecuario-de-corte-linear-em-incentivos-tributarios/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1290735-projeto-isenta-setor-agropecuario-de-corte-linear-em-incentivos-tributarios/</guid>
            <pubDate>Mon, 13 Jul 2026 22:56:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1290796" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290796">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260707100147086-768x473.jpg" alt="Homenagem ao Dia Internacional do Cooperativismo. Dep. Pedro Lupion (REPUBLICANOS-PR)" /></div>
<div class="midia-legenda">Pedro Lupion, autor da proposta</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/leicom/2025/leicomplementar-224-26-dezembro-2025-798608-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei Complementar 224/25</a>. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.</p>
<p>A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).</p>
<p><strong>Impacto estimado</strong><br />
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.</p>
<p>Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e <span id="4152" class="termoGlossario" title="Combustível produzido a partir de óleos vegetais (como soja, mamona e dendê) e gorduras animais." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">biodiesel</span> (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).</p>
<p>Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.</p>
<p>A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e <span id="4105" class="termoGlossario" title="É um benefício fiscal que a legislação concede a setores da economia. Por meio dele, a empresa recebe um desconto sobre os impostos que deve pagar. A forma de calcular a redução varia conforme o produto ou serviço. O mais comum é que seja um percentual da alíquota do imposto. O crédito presumido só é concedido em operações que envolvam os chamados tributos não cumulativos: ICMS (estadual), e IPI, PIS e Cofins (federais)." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">créditos presumidos</span> recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. "A redução linear, aplicada sem distinção entre 'gasto tributário' e 'incentivo de neutralidade produtiva', termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro", argumentou.</p>
<p>O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de <span id="4227" class="termoGlossario" title="Regime de tramitação que dispensa exigências, interstícios e formalidades regimentais (salvo a publicação, o quórum e os pareceres) para que uma proposição seja apreciada pela Câmara de forma mais célere. Pode-se dizer que as proposições são urgentes em razão da natureza da matéria; em razão de serem de iniciativa do Poder Executivo, com solicitação de urgência do presidente da República; ou em virtude de terem sido reconhecidas, por deliberação do Plenário, com esse caráter. Alguns projetos já tramitam automaticamente em regime de urgência, como os que tratam de acordos internacionais." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">urgência</span> para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.</p>
<p>Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/606442-conheca-a-tramitacao-de-projetos-de-lei-complementar/">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto cria regras para doação de remédio e ração a animais de famílias carentes]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290312-projeto-cria-regras-para-doacao-de-remedio-e-racao-a-animais-de-familias-carentes/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1290312-projeto-cria-regras-para-doacao-de-remedio-e-racao-a-animais-de-familias-carentes/</guid>
            <pubDate>Mon, 13 Jul 2026 20:32:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Doações também poderão contemplar protetores e ONGs; a Câmara dos Deputados analisa a proposta]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1290746" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290746">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260609192135180-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Rodrigo Gambale (PODE - SP)" /></div>
<div class="midia-legenda">Rodrigo Gambale, autor do projeto de lei</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 770/26 cria o Programa Nacional de Solidariedade Veterinária, que prevê a coleta, o reaproveitamento e a distribuição gratuita de medicamentos, vacinas e rações para animais domésticos. A iniciativa tem como foco atender animais de famílias de baixa renda, protetores independentes e organizações não governamentais (ONGs).</p>
<p>O sistema funcionará por meio de doações de pessoas físicas, clínicas veterinárias e empresas do setor industrial e comercial. Somente serão aceitos produtos em boas condições de uso, com a embalagem preservada e dentro do prazo de validade. Para a retirada de remédios, o tutor ou responsável pelo animal deverá obrigatoriamente apresentar uma receita assinada por um médico veterinário.</p>
<p>A proposta também estabelece regras para o descarte seguro de produtos vencidos, visando evitar a contaminação do solo e da água.</p>
<p><strong>Abandono de animais</strong><br />
Além do benefício ambiental, o programa busca reduzir o abandono de animais causado por dificuldades financeiras dos donos e ajudar no controle de zoonoses (doenças transmitidas entre animais e humanos), promovendo a saúde pública.</p>
<p>O autor do projeto, deputado Rodrigo Gambale (Pode-SP), explica que a falta de dinheiro para tratamentos básicos é um dos principais motivos que levam as famílias a interromperem os cuidados ou abandonarem seus pets.</p>
<p>"Ao facilitar o acesso a medicamentos e insumos por meio de doações, o programa proposto aliviará a carga financeira sobre as famílias de baixa renda e protetores, evitando que animais adoentados fiquem sem tratamento", afirma o parlamentar.</p>
<p><strong>Ministérios</strong><br />
A coordenação do programa ficará sob responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com os ministérios da Saúde e do Meio Ambiente. Entre outras atribuições, caberá aos ministérios credenciar e supervisionar as entidades executoras e pontos de atendimento do programa, assegurando que cumpram os requisitos e as normas regulamentares.</p>
<p>Estados e municípios poderão aderir à iniciativa para organizar a coleta e a entrega dos produtos em suas localidades de forma descentralizada.</p>
<p><strong>Próximas etapas</strong><br />
A proposta será analisada, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto reconhece atividade de risco de auditores fiscais agropecuários e autoriza porte de arma]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1290129-projeto-reconhece-atividade-de-risco-de-auditores-fiscais-agropecuarios-e-autoriza-porte-de-arma/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1290129-projeto-reconhece-atividade-de-risco-de-auditores-fiscais-agropecuarios-e-autoriza-porte-de-arma/</guid>
            <pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:28:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Texto está em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1290503" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1290503">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/07/img20260527182933024-768x473.jpg" alt="Audiência Pública - PL nº 2.511/23, Salário dos condutores de ambulância. Dep. Capitão Alden (PL - BA)" /></div>
<div class="midia-legenda">Capitão Alden: mudanças são necessárias para adequar leis à realidade da categoria</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 1248/26 reconhece como atividade de risco o trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários e autoriza o porte de arma de fogo para esses servidores, tanto em serviço quanto fora dele.</p>
<p>A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, altera a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2004/lei-10883-16-junho-2004-532651-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lei 10.883/04</a>, que trata da carreira dos auditores fiscais agropecuários, e o <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2003/lei-10826-22-dezembro-2003-490580-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Estatuto do Desarmamento</a>.</p>
<p>Pelo texto, o porte de arma de fogo ficará condicionado ao cumprimento de requisitos técnicos e psicológicos previstos em lei e em regulamentação específica.</p>
<p>O projeto determina ainda que o Poder Executivo defina protocolos de segurança para as atividades de fiscalização agropecuária consideradas de risco.</p>
<p class="isSelectedEnd">O autor da proposta, deputado Capitão Alden (PL-BA), afirmou que as mudanças são necessárias para adequar a legislação à realidade da categoria.</p>
<p>“Os auditores fiscais atuam na fiscalização, na inspeção e no controle de produtos agropecuários, além do combate a ilícitos administrativos e econômicos”, disse.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto será analisado, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-saiba-mais-sobre-a-tramitacao-de-projetos-de-lei">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>