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        <title>Câmara notícias - Câmara dos Deputados</title>
        <link>https://www2.camara.leg.br/camaranoticias</link>
        <description>Câmara Notícias </description>
        <lastBuildDate>Thu, 12 Mar 2026 17:49:18 GMT</lastBuildDate>
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        <copyright>Copyright(C) Câmara dos Deputados</copyright>
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            <title><![CDATA[Comissão aprova norma para coleta e doação de moedas lançadas em espelhos d’água por turistas]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1252874-comissao-aprova-norma-para-coleta-e-doacao-de-moedas-lancadas-em-espelhos-dagua-por-turistas/</link>
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            <pubDate>Thu, 12 Mar 2026 13:48:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1252910" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1252910">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260310203030979-1-768x474.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Laura Carneiro (PSD-RJ)" /></div>
<div class="midia-legenda">Laura Carneiro: dinheiro será destinado a fundos públicos de assistência social</div>
</div>
<p>A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta a coleta e a destinação de moedas jogadas por visitantes em locais públicos, incluindo espelhos d’água, fontes e instalações similares.</p>
<p>O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), para o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1147304-projeto-regulamenta-coleta-e-doacao-de-moedas-lancadas-em-espelhos-dagua">Projeto de Lei 541/25</a>, dos deputados Dr. Zacharias Calil (União-GO) e Dayany Bittencourt (União-CE).</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=2933050&amp;filename=SBT+1+CPASF+%3D%3E+PL+541/2025">Confira a íntegra do texto aprovado</a></li>
</ul>
<p>Laura Carneiro alterou a destinação das moedas, que passarão a ser enviadas aos fundos previstos na <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1993/lei-8742-7-dezembro-1993-363163-norma-pl.html">Lei Orgânica da Assistência Social</a> (Loas). O texto original previa o repasse a instituições sociais sem fins lucrativos previamente cadastradas.</p>
<p>“Embora se reconheça a nobre intenção de destinar os recursos a entidades de assistência social, a implementação dessa medida exigiria desafios operacionais e administrativos que podem comprometer sua efetividade”, afirmou a relatora.</p>
<p><strong>Outros pontos</strong><br />
Conforme o texto, também deverão ser observadas as seguintes diretrizes:</p>
<ul>
<li>a coleta será realizada pelas administrações responsáveis pelos locais onde as moedas são lançadas;</li>
<li>deverá ser elaborado registro formal, contendo o valor arrecadado, o local da coleta, o ente federativo responsável e o respectivo fundo de assistência social;</li>
<li>as moedas fora de circulação, de valor histórico ou cultural, deverão ser encaminhadas ao Museu de Valores do Banco Central do Brasil ou a instituição similar; e</li>
<li>as moedas estrangeiras, quando possível, serão convertidas em moeda nacional, sendo os valores destinados ao fundo de assistência social.</li>
</ul>
<p>Os administradores dos locais públicos também deverão divulgar, por meio da internet, os valores arrecadados e destinados aos fundos. O descumprimento da norma sujeitará os responsáveis a sanções legais.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto ainda será analisado, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[CPMI vota convocação de Campos Neto e ouve depoimentos]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1252346-cpmi-vota-convocacao-de-campos-neto-e-ouve-depoimentos/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1252346-cpmi-vota-convocacao-de-campos-neto-e-ouve-depoimentos/</guid>
            <pubDate>Thu, 12 Mar 2026 11:07:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1252767" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1252767">
<div class="midia-creditos"><em>Jefferson Rudy/Agência Senado</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/cpmi-do-inss.jpg" /></div>
<div class="midia-legenda">CPMI do INSS em reunião no último dia 9</div>
</div>
<p>A <span id="4471" class="termoGlossario" title="Comissão composta por deputados e senadores, em igualdade numérica, destinada a investigar fato de relevante interesse para a vida pública e para a ordem constitucional, legal, econômica ou social do País. Para a criação de uma CPMI, é exigido requerimento assinado por 171 deputados e 27 senadores (1/3 de cada Casa). A CPMI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, podendo convocar depoentes e quebrar sigilo bancário, telefônico e fiscal, por exemplo." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">CPMI </span> do INSS pode votar nesta quinta-feira (12), a partir das 9 horas, requerimentos de convocações, como a do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, de dirigentes do Banco Master e da empresária Roberta Moreira Luchsinger, apontada em investigações da Polícia Federal como integrante do núcleo político do grupo investigado. Ao todo, 27 requerimentos estão na pauta da reunião, que também prevê a oitiva de três depoentes.</p>
<p><strong>Depoimentos<br />
</strong>Estão previstos para esta quinta (12) os seguintes depoimentos:</p>
<ul>
<li>Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado S.A., instituição que atua no mercado de crédito consignado. Os parlamentares pretendem obter informações sobre a contratação e a intermediação de operações financeiras envolvendo beneficiários da Previdência Social.</li>
<li>Lea Bressy Amorim, diretora de Tecnologia da Informação do INSS, para responder sobre os sistemas utilizados pelo órgão para registrar e controlar descontos nos benefícios previdenciários.</li>
<li>Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade citada em investigações relacionadas a autorizações de descontos associativos em aposentadorias e pensões.</li>
</ul>
<p>A reunião será interativa e está marcada para começar a partir das 9 horas, no plenário 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado.</p>
<p>- <a href="https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoaudiencia?id=37987">Veja a pauta completa e envie suas perguntas</a></p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Medida Provisória destina recursos para a recuperação de cidades da Zona da Mata mineira]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1252451-medida-provisoria-destina-recursos-para-a-recuperacao-de-cidades-da-zona-da-mata-mineira/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1252451-medida-provisoria-destina-recursos-para-a-recuperacao-de-cidades-da-zona-da-mata-mineira/</guid>
            <pubDate>Wed, 11 Mar 2026 21:04:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1248744" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1248744">
<div class="midia-creditos"><em>Tânia Rêgo/Agência Brasil</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/02/rbr0804-1-jpg-0-768x512.jpeg" /></div>
<div class="midia-legenda">Trabalho de busca e resgate em Juiz de Fora após fortes chuvas em fevereiro</div>
</div>
<p>A Medida Provisória (MP) 1339/26 abre crédito extraordinário no Orçamento de 2026 de R$ 266,5 milhões para reforçar ações de resposta e recuperação na região da Zona da Mata mineira, muito afetada por enchentes e deslizamentos de terra em fevereiro.</p>
<p>De acordo com o Ministério da Integração e de Desenvolvimento Regional, a medida destina recursos para despesas de custeio e investimento em ações de proteção e defesa civil voltadas ao atendimento emergencial e à reconstrução nas áreas impactadas.</p>
<p>O ministério já aprovou 31 planos de trabalho, sendo seis para assistência humanitária, 22 para o restabelecimento dos serviços essenciais das cidades e três para reconstrução de infraestruturas públicas danificadas. Mais 60 planos estão em análise, segundo o ministério.</p>
<p>“Os recursos aprovados para assistência serão usados na compra de cestas básicas,; kits de limpeza, higiênico, feminino e de dormitório; EPIs para limpeza; colchões e combustível”, afirma nota do ministério.</p>
<p>A medida também prevê apoio financeiro às famílias residentes em áreas efetivamente afetadas, que sofreram danos materiais ou perda de bens. Os recursos devem atender 18 municípios até o momento – 16 (Divinésia, Guidoval, Pedra Dourada, Piracema, Cataguases, Senador Firmino, Ewbank da Câmara, Gouveia, Itamarati de Minas, Ipanema, Mutum, Água Boa, Novo Cruzeiro, Espinosa, Porteirinha e Matias Barbosa) têm reconhecimento federal por situação de emergência e dois (Juiz de Fora e Ubá) por estado de calamidade pública.</p>
<p>A Comissão Mista de Orçamento vai analisar a medida provisória, que depois seguirá para os Plenários da Câmara e do Senado.</p>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comissão aprova reembolso a estados por gastos com presos condenados pela Justiça Federal]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1252283-comissao-aprova-reembolso-a-estados-por-gastos-com-presos-condenados-pela-justica-federal/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1252283-comissao-aprova-reembolso-a-estados-por-gastos-com-presos-condenados-pela-justica-federal/</guid>
            <pubDate>Wed, 11 Mar 2026 13:51:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1252311" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1252311">
<div class="midia-creditos"><em>Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20251014145018691-768x473.jpg" alt="Oitivas de Testemunhas e de Representados. Dep. Albuquerque (REPUBLICANOS - RR)" /></div>
<div class="midia-legenda">Albuquerque: proposta corrige distorção e fortalece combate ao crime organizado</div>
</div>
<p>A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1136194-PROJETO-PREVE-REEMBOLSO-AOS-ESTADOS-E-AO-DF-POR-PRESTACAO-DE-SERVICOS-PENITENCIARIOS-A-UNIAO">Projeto de Lei 43/25</a>, do deputado Alberto Fraga (PL-DF), que obriga a União a reembolsar os estados e o Distrito Federal pelos custos com presos condenados ou detidos por decisão da Justiça Federal.</p>
<p>A proposta altera a <a href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1980-1987/lei-7210-11-julho-1984-356938-norma-pl.html">Lei de Execução Penal</a>. A regra valerá também para os casos de prisão em flagrante, preventiva e temporária. O dinheiro repassado pelo governo federal deverá ser destinado à melhoria dos sistemas prisionais locais.</p>
<p>Os parlamentares acolheram o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3093089&amp;filename=Parecer-CSPCCO-2026-03-05">parecer do relator</a>, deputado Albuquerque (Republicanos-RR), pela aprovação do texto. Segundo o relator, a proposta corrige uma distorção e evita prejuízos aos estados e ao Distrito Federal.</p>
<p>“A medida também fortalecerá a cooperação no combate ao crime organizado e na gestão da execução penal”, afirmou Albuquerque.</p>
<p><strong>Motivação</strong><br />
Alberto Fraga, autor da proposta aprovada, disse que o ideal seria que a União tivesse presídios suficientes para o cumprimento de penas decorrentes de crimes de sua competência, especialmente o tráfico internacional de drogas.</p>
<p>“As unidades federais destinam-se principalmente ao isolamento de lideranças criminosas e são de segurança máxima, inadequadas para cumprimento de sentenças condenatórias comuns”, declarou.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto ainda será analisado, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Cancelado debate sobre a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1252293-cancelado-debate-sobre-a-construcao-da-companhia-siderurgica-do-pecem/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1252293-cancelado-debate-sobre-a-construcao-da-companhia-siderurgica-do-pecem/</guid>
            <pubDate>Wed, 11 Mar 2026 13:33:00 GMT</pubDate>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1252312" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1252312">
<div class="midia-creditos"><em>Governo do Ceará</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/csp-655x426.jpeg" alt="Companhia Siderúrgica do Pecém" /></div>
<div class="midia-legenda">Companhia Siderúrgica do Pecém</div>
</div>
<p data-start="66" data-end="243">Foi cancelada a audiência pública que seria promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados para discutir a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém. Não foi marcada nova data para a realização do debate.</p>
<p data-start="390" data-end="765"><strong>Dívidas</strong><br />
O debate foi pedido pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE). Segundo o parlamentar, a empresa Posco Engenharia e Construção do Brasil construiu a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) em contrato que superou 5,5 bilhões de dólares, mas a empresa teria deixado no país um passivo que pode chegar a R$ 1 bilhão, com dívidas trabalhistas, tributárias e comerciais.</p>
<p data-start="767" data-end="1146">Luiz Gastão acrescenta que, em setembro de 2025, a empresa pediu falência, alegando crise financeira e declarando patrimônio reduzido.</p>
<p data-start="767" data-end="1146">Segundo ele, credores apontam a possibilidade de remessa de recursos ao exterior e questionam a lisura do processo. Órgãos públicos também contestam valores que seriam devidos pela empresa.</p>
<p data-start="1148" data-end="1503" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Diante disso, o deputado quer esclarecimentos sobre:</p>
<ul>
<li data-start="1148" data-end="1503">o impacto fiscal para o Estado do Ceará e para a União;</li>
<li data-start="1148" data-end="1503">os prejuízos sofridos por empresas brasileiras;</li>
<li data-start="1148" data-end="1503">a movimentação financeira da Posco; e</li>
<li data-start="1148" data-end="1503">possíveis irregularidades no pedido de falência.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto proíbe privatização de empresas públicas de tecnologia da informação]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1251774-projeto-proibe-privatizacao-de-empresas-publicas-de-tecnologia-da-informacao/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1251774-projeto-proibe-privatizacao-de-empresas-publicas-de-tecnologia-da-informacao/</guid>
            <pubDate>Tue, 10 Mar 2026 16:53:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1251870" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1251870">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20250401135638427-768x473.jpg" alt="Deputada Natália Bonavides (PT-RN) fala no Plenário da Câmara dos Deputados" /></div>
<div class="midia-legenda">Natália Bonavides é a autora da proposta</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 6352/25 estabelece que as empresas públicas de tecnologia da informação (TI) são essenciais para a soberania digital, a privacidade de dados e a segurança nacional, proibindo sua transferência para o setor privado. A proposta determina que infraestruturas, dados e serviços estratégicos devem permanecer sob controle do Estado.</p>
<p>A proposição, da deputada Natália Bonavides (PT-RN), está em análise na Câmara dos Deputados.</p>
<p>De acordo com o texto, a infraestrutura física de armazenamento e processamento de dados (<em>datacenters</em>) deve ser mantida obrigatoriamente em território nacional e sob o domínio do poder público. A medida busca evitar que dados de cidadãos brasileiros fiquem sujeitos a legislações estrangeiras que possam comprometer a autonomia do país.</p>
<p><strong>Federalização</strong><br />
O projeto prevê que, em casos de liquidação ou venda de empresas de TI estaduais, distritais ou municipais, a União poderá intervir e realizar a federalização da companhia. Esse processo poderá ocorrer por meio da compra da empresa, compensação de dívidas ou novos investimentos federais, sempre condicionados à concordância do estado ou município envolvido.</p>
<p>Além disso, a proposta estabelece que qualquer transferência de dados pessoais sensíveis sob guarda do governo para a iniciativa privada deverá ser precedida de consulta pública.</p>
<p><strong>Dependência digital</strong><br />
Natália Bonavides ressalta que o Brasil enfrenta um cenário de dependência digital e ataques à soberania impulsionados por grandes conglomerados tecnológicos internacionais que atuam sem transparência. Ela argumenta que os dados são ativos estratégicos de valor comparável ao petróleo e fundamentais para a manutenção da democracia.</p>
<p>“Privatizar a TI pública é abrir mão do controle sobre o cérebro digital do Estado. Os dados dos cidadãos, os algoritmos que sustentam políticas públicas e os sistemas que garantem direitos fundamentais não podem estar sob domínio de interesses privados”, afirma a deputada.</p>
<p>“O caminho da soberania digital passa pela gestão pública dos dados estratégicos e de relevância nacional, de forma direta, transparente e democrática”, diz.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e será analisado pelas comissões de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e sancionado pelo presidente da República.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto cria diretrizes para combater violência institucional contra mulheres no setor público]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1251710-projeto-cria-diretrizes-para-combater-violencia-institucional-contra-mulheres-no-setor-publico/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1251710-projeto-cria-diretrizes-para-combater-violencia-institucional-contra-mulheres-no-setor-publico/</guid>
            <pubDate>Tue, 10 Mar 2026 15:16:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Texto está em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1251718" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1251718">
<div class="midia-creditos"><em>Bruno Spada / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260225163155260-5-768x473.jpg" alt="Deputado Amom Mandel fala ao microfone" /></div>
<div class="midia-legenda">Amom Mandel: a proposta fortalece os princípios da dignidade e da igualdade</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 7183/25 cria diretrizes para prevenir, identificar e enfrentar a violência simbólica e institucional contra mulheres no setor público.</p>
<p>Esse tipo de violência inclui condutas, omissões ou formas de linguagens que causem discriminação, constrangimento, desrespeito ou negação de direitos em razão do gênero.</p>
<p>A proposta, do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), está em análise na Câmara.</p>
<p><strong>Diretrizes</strong><br />
Entre as diretrizes previstas estão:</p>
<ul>
<li>a promoção de um atendimento humanizado e respeitoso nos serviços públicos;</li>
<li>o combate a estereótipos e práticas discriminatórias; e</li>
<li>a capacitação contínua de servidores para garantir o respeito à dignidade das mulheres.</li>
</ul>
<p>O objetivo é transformar a cultura administrativa para que o Estado ofereça um atendimento adequado e livre de preconceitos.</p>
<p><strong>Práticas recorrentes</strong><br />
Segundo Mandel, essas práticas ocorrem com frequência no serviço público e afetam o acesso das mulheres a direitos.</p>
<p>“Essas condutas, embora muitas vezes naturalizadas, geram impactos significativos na dignidade, na autonomia e no acesso efetivo das mulheres aos seus direitos”, afirma.</p>
<p>O deputado também argumenta que a falta de diretrizes claras perpetua atendimentos desumanizados e decisões institucionais que ignoram as vulnerabilidades enfrentadas pelas mulheres.</p>
<p><strong>Próximos passos<br />
</strong>O projeto tramita em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span> e será analisado pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
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<div id="infografico-container-1218792" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/violencia-contra-a-mulher-no-brasil-em-2024/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto cria sistema nacional de combate à violência contra a mulher e destina R$ 5 bilhões para conter feminicídios]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1251505-projeto-cria-sistema-nacional-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher-e-destina-r-5-bilhoes-para-conter-feminicidios/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1251505-projeto-cria-sistema-nacional-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher-e-destina-r-5-bilhoes-para-conter-feminicidios/</guid>
            <pubDate>Mon, 09 Mar 2026 17:46:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Texto está em análise na Câmara dos Deputados ]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1251621" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1251621">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20251202210240125-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Jack Rocha (PT - ES)" /></div>
<div class="midia-legenda">Jack Rocha: o Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26 cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e autoriza a União a destinar até R$ 5 bilhões para ações emergenciais de combate ao feminicídio.</p>
<p>As despesas serão excluídas do limite de gastos, em razão da natureza emergencial da proteção às mulheres.</p>
<p>A proposta, da deputada Jack Rocha (PT-ES) e <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_autores?idProposicao=2606313">outros parlamentares</a>, prevê que os recursos sejam transferidos diretamente a estados, municípios e ao Distrito Federal, no âmbito do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.</p>
<p>O objetivo da medida, que está em análise na Câmara dos Deputados, é induzir ações integradas e descentralizadas para garantir a vida de meninas e mulheres. <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1250663-prioridades-da-bancada-feminina-para-2026-tem-foco-no-combate-ao-feminicidio-e-na-busca-por-orcamento/">O projeto de lei é uma das prioridades de votação da bancada feminina</a>.</p>
<p>Pelo texto, o sistema funcionará em regime de colaboração entre os entes federativos, servindo como instrumento de articulação, gestão e promoção de políticas públicas de prevenção.</p>
<p><strong>Divisão dos recursos</strong><br />
O montante de R$ 5 bilhões será distribuído ao longo de três anos, conforme a disponibilidade orçamentária:</p>
<ul>
<li>2026: até R$ 3 bilhões;</li>
<li>2027: até R$ 1 bilhão; e</li>
<li>2028: até R$ 1 bilhão.</li>
</ul>
<p>Os recursos serão divididos igualmente: 50% para os estados; e 50% para os municípios.</p>
<p>O repasse será feito de forma direta, sem a necessidade de convênios ou contratos, desde que o ente beneficiário apresente um plano de ação e mantenha os valores em conta bancária específica.</p>
<p><strong>Prioridades e diretrizes</strong><br />
O projeto estabelece que, no mínimo, 30% dos recursos recebidos por estados e municípios sejam aplicados em duas áreas específicas:</p>
<ul>
<li>na educação para o combate à cultura de violência (especialmente para homens e meninos); e</li>
<li>no fortalecimento da rede de atendimento às mulheres.</li>
</ul>
<p>Entre as diretrizes do novo sistema estão o reforço da proteção a mulheres em situações de risco de feminicídio e o aprimoramento da transparência de dados e indicadores.</p>
<p><strong>Gravidade</strong><br />
Jack Rocha destaca a gravidade dos dados de violência contra a mulher: em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.</p>
<p>“A violência contra mulheres e meninas, notadamente em sua forma letal – o feminicídio –, permanece como um dos mais graves desafios de direitos humanos e de segurança pública no Brasil”, afirma a deputada.</p>
<p>Para ela, a criação do sistema nacional transformará compromissos políticos em medidas práticas.</p>
<p>“Reconhecer o feminicídio como calamidade pública não constitui mero recurso retórico, mas proposta concreta de enfrentamento e de reconhecimento institucional da gravidade extrema da violência contra a mulher no país”, diz Jack Rocha.</p>
<p><strong>Fiscalização</strong><br />
Para garantir o uso correto das verbas, a proposta prevê a criação de uma instância de governança para monitorar e avaliar as ações.</p>
<p>Os entes que não apresentarem planos de ação ou que descumprirem as exigências de transparência terão os repasses suspensos.</p>
<p>A prestação de contas seguirá procedimentos simplificados, focados em resultados e na rastreabilidade do dinheiro.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong><br />
O projeto será analisado por comissões técnicas da Câmara e também pelo Plenário.</p>
<p>Para virar lei, precisa ser aprovado por deputados e senadores.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/606442-conheca-a-tramitacao-de-projetos-de-lei-complementar/">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar</a></li>
</ul>
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<div id="infografico-container-1250744" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/feminicidios-no-brasil-em-2025/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Projeto obriga órgãos federais a publicarem dados sobre perfil racial de servidores e ações afirmativas]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1251445-projeto-obriga-orgaos-federais-a-publicarem-dados-sobre-perfil-racial-de-servidores-e-acoes-afirmativas/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1251445-projeto-obriga-orgaos-federais-a-publicarem-dados-sobre-perfil-racial-de-servidores-e-acoes-afirmativas/</guid>
            <pubDate>Mon, 09 Mar 2026 17:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Texto está em análise na Câmara dos Deputados]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1251619" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1251619">
<div class="midia-creditos"><em>Mario Agra / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20240514172918676-768x473.jpg" alt="Audiência Pública – Debate sobre o transtorno do espectro autista, com ênfase na necessidade de inclusão de forma abrangente e precisa da população autista nos estudos e censos. Dep. Amom Mandel (CIDADANIA - AM)" /></div>
<div class="midia-legenda">Amom Mandel: o objetivo é combater o racismo institucional</div>
</div>
<p>O Projeto de Lei 7234/25 determina que órgãos da administração pública federal publiquem anualmente dados sobre raça e gênero de seus servidores. A regra também se aplica a cargos comissionados e funções de confiança.</p>
<p>O texto, em análise na Câmara dos Deputados, altera o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2010/lei-12288-20-julho-2010-607324-norma-pl.html">Estatuto da Igualdade Racial</a>.</p>
<p data-start="371" data-end="678">A proposta também exige a divulgação de informações sobre ações afirmativas usadas no ingresso no serviço público. Além disso, os órgãos deverão publicar o número de denúncias e os resultados de processos administrativos relacionados a racismo institucional, discriminação ou violência policial.</p>
<p data-start="680" data-end="867">O autor do projeto, deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), afirma que a medida é importante para combater o racismo institucional e recuperar a confiança da população negra no poder público.</p>
<p data-start="869" data-end="1076">“A proposta estabelece um caminho estrutural e de longo prazo para desmantelar o racismo institucional. O objetivo final é demonstrar que as instituições democráticas estão, de fato, comprometidas com a igualdade e a justiça social para todos os cidadãos brasileiros”, disse.</p>
<p data-start="1271" data-end="1450" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong>Próximas etapas<br />
</strong>O projeto será analisado, em <span id="4322" class="termoGlossario" title="Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 52 deputados para a apreciação da matéria no Plenário." contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top">caráter conclusivo</span>, pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Prioridades da bancada feminina para 2026 têm foco no combate ao feminicídio e na busca por orçamento]]></title>
            <link>https://www.camara.leg.br/noticias/1250663-prioridades-da-bancada-feminina-para-2026-tem-foco-no-combate-ao-feminicidio-e-na-busca-por-orcamento/</link>
            <guid>https://www.camara.leg.br/noticias/1250663-prioridades-da-bancada-feminina-para-2026-tem-foco-no-combate-ao-feminicidio-e-na-busca-por-orcamento/</guid>
            <pubDate>Fri, 06 Mar 2026 11:57:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Pauta reúne mais de 80 propostas, entre elas a destinação de R$ 5 bi para financiar políticas de prevenção à violência e ações para participação política]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1250031" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250031">
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/55128744589-302602a990-c-768x512.jpg" /></div>
<div class="midia-legenda">Bancada feminina da Câmara</div>
</div>
<p>A bancada feminina da Câmara dos Deputados definiu uma pauta com mais de 80 proposições para 2026, concentrando esforços em iniciativas que reforçam a segurança, a saúde materna e a participação política das mulheres.</p>
<p>A principal aposta das parlamentares é a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, que busca garantir recursos financeiros diretos para o enfrentamento do feminicídio e a proteção da vida de meninas e mulheres.</p>
<p>A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), explicou que o projeto destina R$ 5 bilhões, fora do teto de gastos, para fortalecer as ações voltadas às mulheres nos municípios.</p>
<p>“Para construir rede de apoio e enfrentar a violência contra a mulher, é preciso descentralizar os recursos e fortalecer os organismos de políticas para as mulheres que já existem”, defendeu.</p>
<p>Coordenadora do Observatório Nacional da Mulher na Política, a deputada Iza Arruda (MDB-PE) reforçou a urgência. “Se não temos orçamento para a mulher, a gente não consegue fazer com que as ações cheguem a quem mais precisa”, disse.</p>
<div id="image-container-1250951" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250951">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20250226161940020-768x473.jpg" alt="Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Iza Arruda (MDB-PE)" /></div>
<div class="midia-legenda">Iza Arruda coordena o Observatório Nacional da Mulher na Política</div>
</div>
<p>A preocupação das parlamentares é justificada pela gravidade dos dados: em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o que equivale a uma média de aproximadamente quatro mortes por dia.</p>
<p>Diante desse cenário, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1250007-motta-afirma-que-projetos-da-bancada-feminina-serao-a-prioridade-de-votacao-neste-mes">a prioridade de votação em março serão projetos da bancada feminina</a>.</p>
<p>“O número de mulheres que são mortas no Brasil afora nos entristece muito, e isso requer de nós respostas duras”, declarou o presidente. “Quero reafirmar o compromisso com o pacto contra o feminicídio e ter uma pauta ainda mais firme, ousada e abrangente no combate à violência contra a mulher.”</p>
<p>Também a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, em evento na Câmara, destacou como ação de enfrentamento ao problema, justamente, o Pacto Brasil contra o Feminicídio. “Precisamos atuar na base dessa transformação. Na educação, na prevenção e na construção de uma sociedade que reconheça a igualdade”, defendeu.</p>
<p><strong>Barbara Penna</strong><br />
Outro projeto prioritário é o PL 2083/22, conhecido como Lei Barbara Penna, que busca impedir que agressores continuem ameaçando suas vítimas após a condenação.</p>
<p>Barbara Penna, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em 2013, relatou na Câmara as falhas no sistema ao tentar denunciar a violência contra mulheres.</p>
<p>“Muitos julgam as mulheres vítimas de violência, dizendo que elas não denunciam. Mas, na época, antes da tragédia, eu fui até a delegacia para efetivar a denúncia e fui desmotivada. Entrei na delegacia com medo e saí ainda com mais medo."</p>
<div id="image-container-1250949" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250949">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260304104953235-768x473.jpg" alt="Homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Dep. Jack Rocha (PT - ES)" /></div>
<div class="midia-legenda">A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, Jack Rocha</div>
</div>
<p><strong>Monitoração eletrônica<br />
</strong>Outro projeto em destaque é o PL 4165/25, que estabelece critérios para a monitoração eletrônica de agressores. “Monitorar agressores de vítimas com medida protetiva tem impedido o feminicídio”, observou Jack Rocha.</p>
<p>Prioridade também é o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1016647-projeto-proibe-compra-de-arma-de-fogo-por-agressor-de-mulheres">PL 3874/23</a>, que proíbe a aquisição e o porte de armas de fogo por indivíduos com registros de agressão contra mulheres em inquéritos ou processos judiciais.</p>
<p>Na esfera jurídica e financeira, a bancada defende o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1155132-projeto-preve-suspensao-de-pensao-alimenticia-paga-por-vitima-de-violencia-domestica-a-agressor">PL 821/25</a>, que suspende a pensão paga por vítimas a agressores em casos de violência doméstica.</p>
<p>Já o PL 6997/17 impede a concessão de fiança em crimes cometidos no âmbito da <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2006/lei-11340-7-agosto-2006-545133-norma-pl.html">Lei Maria da Penha</a>.</p>
<p>Para garantir a autonomia da vítima, o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1005012-projeto-proibe-demissao-de-vitima-de-violencia-domestica-enquanto-durar-medida-protetiva-de-urgencia">PL 3700/23</a> concede estabilidade provisória no emprego para mulheres sob medida protetiva de urgência.</p>
<p><strong>Representatividade</strong><br />
Além do combate à violência e ao feminicídio, a líder da bancada negra na Câmara, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), destacou a luta por cadeiras permanentes no Parlamento e por um equilíbrio para as mulheres negras, afirmando que elas precisam do “mesmo tratamento que as demais mulheres”, já que são “minoritárias dentro da minoria” de parlamentares.</p>
<div id="image-container-1250954" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1250954">
<div class="midia-creditos"><em>Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</em></div>
<div class="media-wrapper"><img style="width: 100%; height: auto;" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2026/03/img20260304115436547-768x473.jpg" alt="Homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Dep. Benedita da Silva (PT - RJ)" /></div>
<div class="midia-legenda">Benedita da Silva: mulheres negras são "minoritárias dentro da minoria"</div>
</div>
<p>O presidente Hugo Motta também defendeu mais espaço para a mulher na política e destacou que um de seus compromissos é que as parlamentares relatem projetos dos mais variados temas, e não só relacionados aos assuntos da bancada.</p>
<p>“Mulher tem de relatar projeto sobre tudo; tenho procurado priorizar isso, para ter mulheres nas relatorias importantes e, com isso, a bancada feminina ganha o protagonismo que merece”, declarou. “Temos que fortalecer o papel da bancada feminina para que, na próxima legislatura, ela venha ainda mais representativa.”</p>
<p>No campo político, as deputadas buscam aprovar o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1136007-projeto-preve-protecao-especial-para-mulheres-que-atuem-em-posicao-de-lideranca">PL 68/25</a>, que amplia a proteção a mulheres em espaços de poder contra a violência política de gênero, e o PL 3867/23, que autoriza o uso de fundos eleitorais para custear a segurança pessoal de candidatas durante as campanhas.</p>
<p>Na avaliação da deputada Jack Rocha, a violência digital é uma das principais formas de silenciar mulheres na política. “Precisamos avançar na regulamentação das redes para que as mulheres não se afastem da vida pública por acharem o ambiente muito ácido.”</p>
<p><strong>Ambiente digital</strong><br />
Atenta aos novos tipos de crimes, especialmente no ambiente digital, a bancada prioriza ainda o <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/975075-projeto-pune-estupro-virtual">PL 1891/23</a>, que tipifica o estupro virtual no Código Penal, e o PL 6194/25, focado no enfrentamento à misoginia na internet.</p>
<p><span style="box-sizing: border-box; margin: 0px; padding: 0px;">A regulamentação do uso ético da inteligência artificial (<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1159193-projeto-que-regulamenta-uso-da-inteligencia-artificial-no-brasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer">PL 2338/23</a>) também integra a lista de interesses das parlamentares, a fim de assegurar que a tecnologia respeite a centralidade da pessoa humana.</span></p>
<p><strong>Violência obstétrica<br />
</strong>A saúde da mulher é outra frente prioritária da bancada feminina em 2026, com foco na humanização do parto. Três projetos ganham relevância:</p>
<ul>
<li> <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1243012-projeto-tipifica-violencia-obstetrica-como-crime-e-preve-pena-de-ate-15-anos-de-prisao">PL 1763/25</a>, que cria diretrizes para o pré-natal e o parto, tipificando o crime de violência obstétrica;</li>
<li>PL 1527/25, voltado para o combate da violência obstétrica contra mulheres indígenas; e</li>
<li>PL 2768/25, que restringe a episiotomia (corte cirúrgico no períneo, região entre a vagina e o ânus) na assistência ao parto normal somente em situações de necessidade clínica devidamente registrada.</li>
</ul>
<p>Além disso, a pauta inclui a regulamentação da profissão de doula (<a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/957471-proposta-regulamenta-profissao-de-doula">PL 3946/21</a>).</p>
<p><strong>Esporte e orçamento<br />
</strong>Com a proximidade da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil, a bancada acompanha a Medida Provisória 1335/26, que trata dos direitos de mídia e da propriedade intelectual do evento, além do <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1234864-projeto-cria-diretrizes-para-desenvolvimento-do-futebol-feminino">PL 4578/25</a>, que define diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no país.</p>
<p>Por fim, a bancada articula a criação do Orçamento Mulher (<a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1094853-projeto-cria-orcamento-mulher">PL 2883/24</a>), uma ferramenta para promover transparência e garantir recursos específicos para políticas públicas femininas, além de propor a inclusão de recortes de gênero, raça e etnia na execução de políticas urbanas (<a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1097258-projeto-determina-que-questoes-de-genero-raca-e-etnia-sejam-levadas-em-conta-na-politica-urbana">PL 3637/23</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="infografico-container-1250744" style="width: 100%;"><iframe style="width: 100%px; height: px;" src="https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/feminicidios-no-brasil-em-2025/index.html" frameborder="0" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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        </item>
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