Saúde

Importância de medicamentos biossimilares é tema de audiência nesta sexta-feira

26/11/2021 - 07:13   •   Atualizado em 26/11/2021 - 07:14

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Frasco de vidro caído em cima da mesa com comprimidos brancos caídos dele
Biossimilares são medicamentos produzidos a partir de células vivas

As comissões de Seguridade Social e Família; e de Cultura da Câmara dos Deputados discutem nesta sexta-feira (26) a importância dos medicamentos biossimilares para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Os medicamentos biológicos são diferentes dos sintéticos vendidos nas farmácias. Estes são produzidos por meio da manipulação química de substâncias em laboratório. E os biológicos são produzidos a partir de células vivas.

Porém, diferente dos genéricos, que são idênticos aos remédios sintéticos de referência, os biossimilares não são idênticos aos medicamentos biológicos.

Os deputados do PP Ricardo Izar (SP) e Pedro Westphalen (RS), que propuseram a realização do debate, lembram que os biofármacos mudaram a forma de tratamento de diversas doenças, incluindo alguns tipos de câncer, doenças reumatológicas e inflamatórias e distúrbios endocrinológicos. Eles ressaltam ainda que, assim como os medicamentos genéricos, os biossimilares são mais baratos do que os remédios de referência.

A legislação utilizada para o registro de biossimilares no Brasil é a Resolução 55/10, da Anvisa. Segundo essa norma, para a aprovação de um biossimilar, devem ser apresentados, entre outros requisitos, estudos comparativos entre o biossimilar e o produto biológico comparador, contendo informações suficientes para predizer se as diferenças detectadas nos atributos de qualidade entre os produtos resultam em impactos adversos na segurança e na eficácia do biossimilar.

Debatedores
Foram convidados para discutir o assunto com os deputados, entre outros:
- a presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Progenéricos), Telma Salles;
- o organizador do Fórum Latino Americano de Biossimilares (FLAB), Valderilio Feijo;
- o presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Ricardo Xavier; e
- o diretor- executivo da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Fabio Augusto Fedozzi.

A audiência será realizada no plenário 8, a partir das 9 horas.

Da Redação - ND

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