Comerciante de armas nega envolvimento com quadrilha
07/03/2006 - 15:44
Em depoimento na CPI do Tráfico de Armas, o comerciante de armas Nery Homero Rossi negou envolvimento com uma quadrilha de policiais que repassava armas e munições a traficantes. Rossi, de 79 anos, está preso há oito meses no Rio de Janeiro, acusado de envolvimento no comércio ilegal de armas.
Ele disse que trabalhou a vida inteira no mercado legal de armamentos, em uma loja de armas e munições que tinha no centro do Rio. O estabelecimento, segundo ele, foi assaltado por dois homens há um ano. Ele disse que lutou e levou uma coronhada, mas se livrou do assalto. Entretanto, teria passado a receber ameaças.
Ironia
A primeira vice-presidente da CPI, deputada Laura Carneiro (PFL-RJ), citou vários nomes da quadrilha de policiais mencionada e perguntou a Nery Rossi se ele conhecia algum deles. O depoente negou conhecer qualquer pessoa. "A coronhada que recebi foi muito forte e faz efeito até hoje", disse, em tom irônico.
Nery Rossi também fez várias citações bíblicas e afirmou que o que tinha para dizer já disse à Justiça.
Fronteira
Indagado pelo presidente da comissão, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), Rossi afirmou que, por sua longa experiência, sabe que o comércio ilegal acontece principalmente em razão da extensão da fronteira brasileira. A extensa área, declarou, permite a entrada de armas de grosso calibre no Brasil.
Ele ressaltou ainda que o comércio de drogas intensifica o de armas.
A reunião prossegue no plenário 7. Reportagem - José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição - Noéli Nobre
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