Vivo nega interesse em radiodifusão e internet
05/12/2005 - 20:10
O vice-presidente-executivo de Marketing e Inovação da Vivo, Luís Avelar, afirmou nesta segunda-feira, no Conselho de Comunicação Social, que a empresa não tem interesse em investir na produção de conteúdo para internet ou em radiodifusão aberta. Ele disse que a Vivo, quando precisa transmitir suas notícias, usa os portais Globo.com, Terra e Universo Online (UOL).
Segundo o representante das empresas de rádio, conselheiro Paulo Machado de Carvalho Neto, porém, a Telefônica, uma das controladoras da Vivo, já investe em radiodifusão aberta na Argentina. "A Constituição brasileira separa radiodifusão de telecomunicações. É possível integrar as duas áreas ou temos que mudar a Constituição?", indagou.
Evolução tecnológica
O dirigente da Vivo explicou que radiodifusão não é a área de sua empresa, apesar de o celular fornecer algumas características de broadcast e radiodifusão, como a possibilidade de acesso a rádios FM ou a canais de televisão aberta. Segundo ele, a empresa vai continuar a investir nas grandes redes de telecomunicação. "O Brasil não pode se dar ao luxo de ficar para trás na questão tecnológica."
De acordo com Avelar, a meta da Vivo é a universalização dos serviços em todos os estados atendidos pela empresa. Ele citou, entre os projetos da companhia, o acesso a e-mail e a visualização de canais de TV em todos os modelos de celular, a baixo custo. "Queremos fazer disso uma bandeira para a democratização da tecnologia e a inclusão digital", afirmou.
Convergência
Avelar disse ainda que a convergência tecnológica (a capacidade de uso de uma mesma plataforma de rede de telecomunicações para transporte de diferentes serviços: telefonia, vídeo, música e internet) pelo celular será um dos principais fatores para a democratização do acesso à comunicação. O dirigente ressaltou, porém, que esse sistema tem que ser rápido e prático. "Ninguém agüenta assistir a um filme inteiro pelo celular, nem passar horas navegando na internet", disse.
Para Avelar, o jovem é o primeiro beneficiário da convergência porque na nova geração o uso da tecnologia é natural e faz parte do cotidiano. Além disso, ele sustenta que a popularização das tecnologias convergentes permite que os equipamentos cheguem mais baratos aos consumidores de menor poder aquisitivo.
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Reportagem - Adriana Resende e Simone Salles
Edição - Rejane Oliveira
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