Meio ambiente e energia

Debate avalia derramamento de óleo no Nordeste, que vai completar dois anos sem respostas; acompanhe

O debate pode ser acompanhado pela internet

10/06/2021 - 09:24  

Divulgação/Marinha do Brasil
Meio Ambiente - geral - derramamento óleo praias acidente tragédia ambiental (Militares da Marinha recolhem óleo na praia de Mamucabinhas, Tamandaré-PE)
Militares da Marinha recolhem óleo na praia de Mamucabinhas, Tamandaré (PE)

A Comissão Externa da Câmara dos Deputados destinada a acompanhar as investigações que apuram as responsabilidades pelo derramamento de óleo no Nordeste, promove audiência pública nesta quinta-feira (10).

O debate acontece no plenário 11, a partir das 9 horas, e pode ser acompanhado de forma interativa pelo e-Democracia. Também é possível assistir pelo YouTube.

Foram convidados para participar da reunião, entre outros:
- o delegado responsável pela condução das investigações da Polícia Federal, Rubens Lopes da Silva;
- o diretor de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil, vice-almirante Edgar Luiz Siqueira Barbosa;
- o procurador-chefe Nacional da Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama, Thiago Zucchetti Carrion;
- a coordenadora-geral de Emergências Ambientais do Ibama, Fernanda Cunha Pirillo Inojosa; e
- o professor Peter May, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, coordenador do Grupo de Trabalho sobre impactos Socioeconômicos da Coordenação Científica da Marinha sobre o derramamento de óleo.

O deputado João Daniel (PT-SE), autor do requerimento para realização da audiência, disse que estamos prestes a completar dois anos desde que as primeiras manchas de óleo foram notificadas nas praias no Nordeste brasileiro (agosto de 2019), marcando o início do "maior desastre ambiental em extensão do Brasil", e até hoje diversas perguntas fundamentais ainda continuam sem resposta.

Fim da CPI
“Em 9 estados nordestinos, 40,4% dos pescadores artesanais entrevistados pela pesquisa realizada pela Fundação Joaquim Nabuco, no começo de 2020, relataram que estuários e/ou manguezais próximos foram atingidos, 67,5% relataram queda de renda por conta do petróleo nas praias. A redução da renda média entre os pescadores foi de 37,8%”, cita o requerimento do deputado.

"Não obstante a ausência de respostas, o derramamento de óleo no Nordeste não mais ocupa espaço de destaque nos grandes meios de comunicação e está perdendo espaço também no Parlamento. O encerramento da CPI do Óleo, sem que nem mesmo fosse votado o requerimento que propunha a prorrogação do seu prazo de funcionamento, é alarme claro de enfraquecimento do tema", lamentou o deputado.

Da Redação - RS

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