Saúde

Bancada feminina se destaca nas votações de projetos contra a pandemia e seus efeitos sociais

No Dia Internacional da Mulher, Organização das Nações Unidas destaca liderança das mulheres no combate à Covid-19

05/03/2021 - 17:17   •   Atualizado em 08/03/2021 - 15:00

Acácio Pinheiro/Agência Brasília
Mulher examina material em microscópio
ONU destaca que as mulheres atuam em todas as frentes na luta contra a pandemia

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher (8 de março) neste ano, a ONU Mulheres escolheu o tema “Mulheres na liderança: alcançando um futuro igual em um mundo de Covid-19″. Isto porque as mulheres estão na linha de frente da crise da Covid-19 como profissionais de saúde, cuidadoras, inovadoras, organizadoras comunitárias e algumas das “líderes nacionais mais exemplares e eficazes” no combate à pandemia. Para as dirigentes da ONU Mulheres, a crise destacou tanto a centralidade de suas contribuições quanto os fardos desproporcionais que as mulheres carregam.

Na Câmara dos Deputados, a bancada feminina se destacou na aprovação de projetos de relacionados ao combate à pandemia e seus efeitos econômicos e sociais. Entre os projetos que tiveram deputadas como autoras ou relatoras, destacam-se:

  • combate e prevenção à violência doméstica se torna serviço essencial
  • liberação da telemedicina, em caráter emergencial, enquanto durar a crise
  • ajuda de R$ 3 bilhões ao setor cultural
  • medidas para prevenir a disseminação da Covid-19 entre povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais
  • utilização de recursos parados em contas de estados e municípios para o combate à pandemia

A bancada feminina também teve atuação determinante para a garantia de duas cotas do auxílio emergencial para mulheres chefes de família. A regra foi incluída no projeto que criou o auxílio emergencial e definiu quem teria direito ao benefício.

Michel Jesus/ Câmara dos Deputados
O Orçamento para a Saúde em 2021. Dep. Carmen Zanotto(CIDADANIA - SC)
Carmen Zanotto ressalta que mulheres enfrentam jornadas triplas com trabalho remoto e cuidado com a casa e os filhos

Pandemia
Relatora da comissão externa que acompanha desde o ano passado na Câmara as ações de combate à pandemia, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) defende que é preciso homenagear, neste dia Internacional da Mulher, as profissionais de saúde que estão na linha de frente dos cuidados aos pacientes com Covid-19.

Ela afirma que muitas mulheres perderam espaço no mercado de trabalho por conta da pandemia e as que ficaram enfrentam jornadas triplas com o trabalho remoto e o cuidado com a casa e os filhos.

Para combater a violência de gênero, Carmen Zanotto aposta na mobilização da sociedade. “A gente precisa alertar esse coletivo de mulheres, tratando muito desse tema, para que elas, mesmo aquelas que estejam em isolamento, possam manifestar aos seus familiares, através de uma mensagem, através de sinais, que ali, ela está sofrendo violência, e ela precisa de socorro.”

Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Deputada Soraya Santos preside sessão do plenário da Câmara
Para Soraya Santos, a pandemia acentuou a dupla jornada das mulheres mães de família

Liderança na ciência
A deputada Soraya Santos (PL-RJ), ex-coordenadora da bancada feminina e ex-primeira-secretária da Mesa Diretora da Câmara, disse que essa crise na saúde pública em nível mundial trouxe à tona o trabalho “silencioso e cuidadoso” das mulheres na ciência, não apenas contra a Covid-19, mas também outras doenças, como a microcefalia.

A deputada mencionou também o impacto da pandemia nas relações familiares, acentuando a dupla jornada das mulheres mães de família: trabalhar em regime de home office e cuidar dos filhos e da casa ao mesmo tempo. Ressaltou ainda o papel das mulheres na prevenção, como cuidadora, professora, como incentivadora das medidas de higiene.

Sobre o Dia Internacional da Mulher, a deputada lembrou que, antigamente, só se votavam projetos defendidos pela bancada feminina no dia 8 de março. Quando ela foi coordenadora da bancada, disse que estendeu essas votações para o mês de março, o mês de outubro e o de novembro. Em março, eram votados temas gerais relacionados aos direitos das mulheres. Em outubro, que é o mês voltado para o combate ao câncer, eram votados projetos relacionados à saúde das mulheres. Em novembro, há o movimento chamado 16 dias de ativismo, em que são votados projetos contra a violência de forma geral e também a violência relacionada a gênero.

Atualmente, segundo a deputada, existe o entendimento de que projetos relacionados à dignidade humana não precisam de data especial para serem votados. Segundo ela, o atual presidente, deputado Arthur Maia, fez o compromisso de colocar esses temas em votação o ano inteiro.

Da Redação/WS

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