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CPMI das Fake News ouve suplente do senador Flávio Bolsonaro na próxima terça

06/12/2019 - 11:15  

Reprodução/TV Câmara
Comissão investiga o uso de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições em 2018

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fake news (CPMI das Fake News) ouve, na próxima semana, o empresário Paulo Marinho, primeiro-suplente do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), e professores universitários dos ramos do direito e da comunicação.

Marinho vai depor na terça-feira (10), a partir das 14h30,  no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado. Ele foi um dos principais articuladores eleitorais do presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, e sua casa no Rio de Janeiro (RJ) funcionou como centro de atividades da campanha.

Marinho foi convocado a pedido da deputada Natália Bonavides (PT-RN). Ela quer esclarecimentos do empresário sobre uma entrevista, concedida no mês de julho, na qual ele afirma que operações de disparos de mensagens de WhatsApp durante a campanha eleitoral funcionaram na sua casa.

Após a posse como suplente, Paulo Marinho se afastou do governo e trocou o PSL pelo PSDB.

Professores
Na quarta-feira (11), a partir das 13 horas, também no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado, a CPMI vai ouvir professores universitários dos ramos do direito e da comunicação, para embasar os parlamentares nas análises e investigações.

Foram convidados:
- Diogo Moreira, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP);
- Rafael Evangelista, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade de Campinas (Labjor-Unicamp); e
- Leonel Aguiar, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

Essa audiência foi sugerida pela relatora da CPMI, deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

CPMI
A CPMI das Fake News é presidida pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA) e tem o deputado Ricardo Barros (PP-PR) como vice-presidente.

O colegiado foi criado para investigar os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições em 2018.

A prática de cyberbullying sobre os usuários mais vulneráveis da rede de computadores e sobre agentes públicos, o aliciamento e a orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio também estão entre os objetos de investigação da CPMI, que tem até o dia 13 de abril de 2020 para concluir seus trabalhos.

Depoimentos anteriores
A comissão já ouviu diversos especialistas. Alguns alertaram para o risco de manipulação digital nas próximas eleições, outros apontaram o custo financeiro e dificuldades técnicas para combater as fake news.

O colegiado também já ouviu agente políticos, como o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República; e os deputados Alexandre Frota (PSDB-SP) - que era do PSL e aliado do presidente Jair Bolsonaro -, e Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso.

Da Redação - ND

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