Política e Administração Pública

Projeto que libera R$ 3 bilhões é alvo de embate entre governo e oposição

08/10/2019 - 22:18  

Governo e oposição entraram em um embate, durante a sessão do Congresso Nacional, sobre o projeto que remaneja R$ 3 bilhões do Orçamento para atender a demandas de parlamentares (PLN 18/19).

Partidos de oposição tentaram adiar ao máximo a votação da proposta, por considerar que o dinheiro remanejado foi usado para comprar apoio à reforma da Previdência (PEC 6/19) entre os deputados. Já os defensores do projeto afirmaram que os gastos irão trazer benefícios à população.

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A proposta cancela recursos de algumas programações do Ministério da Educação e direciona para outros órgãos, como os ministérios do Desenvolvimento Regional e da Saúde e para o próprio Ministério da Educação, em menor valor.

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), defendeu a iniciativa. “Nós estamos aprovando o PLN para que o dinheiro do povo, que sai do bolso do povo, seja aplicado para o povo. Eu sei para onde vai cada centavo desse PLN, e isso é para chegar à população mais pobre desatendida”, disse.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) afirmou que “aqueles que estão contra o projeto estão contra o povo brasileiro” porque haverá mais investimentos na saúde.

Já o deputado Gustinho Ribeiro (Solidariedade-SE) afirmou que a medida vai ajudar na economia. “Nós precisamos fazer com que os investimentos possam acontecer nos quatro cantos do Brasil”, afirmou.

Contrários
O deputado Rogério Correia (PT-MG) criticou a proposta. “O remanejamento é feito para cumprir o acordo com deputados que votaram a favor da reforma da Previdência, contra o povo brasileiro, para pagar as emendas”, declarou.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que o dinheiro retirado da educação vai prejudicar políticas públicas como creches. “Quem votou a favor da reforma da Previdência em favor de medidas deste tipo, para receber R$ 40 milhões, realmente não merece de nossa parte o respeito devido como parlamentar”, afirmou.

Para o deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ), a medida é um “escândalo”. “Dinheiro remanejado para ir para a mão de deputados, para usar nos seus interesses privados”, criticou.

As emendas parlamentares são direcionadas a obras e serviços em setores como saúde e infraestrutura em municípios indicados por deputados e senadores.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

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