Começa audiência sobre Caso de Altamira
18/11/2004 - 10:43
A audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias com o tema "Crianças Emasculadas e Assassinadas nos Estados do Maranhão e do Pará" começou há pouco.
Participam do debate o presidente do inquérito no Estado do Maranhão, João Carlos Amorim Diniz; a promotora de Justiça no Maranhão, Geraulides Mendonça Castro; os advogados de defesa dos réus presos no Pará, Cláudio Dalledone Junior e Jânio Siqueira; a promotora em Vitória (ES), Sueli Lima e Silva; e o juiz de Direito (primeiro juiz no caso das crianças mortas e emasculadas no município de Altamira), Ernane Malato.
Seita satânica
Os crimes de Altamira, ocorridos entre 1989 e 1993, chocaram a opinião pública. O caso ficou conhecido na mídia como o trabalho de uma seita satânica.
O processo tramitou na Justiça por mais de 15 anos. No final de 2003, dos quatro acusados, três foram condenados (dois médicos e um empresário) e presos no presídio estadual da cidade de Marituba (PA), condenados à pena de 56 anos em regime fechado. A outra acusada, considerada a líder da suposta seita, Valentina de Andrade, foi absolvida.
A imprensa divulgou, posteriormente, que houve erros durante o julgamento e que oficiais de Justiça estariam envolvidos em atos de suborno. O juiz presidente do Júri acabou sob suspeita, e sigilos bancários e telefônicos foram quebrados.
A audiência, sugerida pelos deputados Pastor Reinaldo (PTB-RS) e Marcus Vicente (PTB-ES), ocorre no plenário 9.
Reportagem - Patrícia Gripp e Claudia Lisboa
Edição - Regina Céli Assumpção
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