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Deputados comentam explicações apresentadas por ministro da Educação

15/05/2019 - 17:42  

Durante a comissão geral com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o deputado Darcísio Perondi (MDB-RS) ressaltou que, sem as reformas da Previdência e tributária, não adiantará pedir pela preservação dos recursos na educação. “Autonomia universitária, sim; mas soberania, não. Como colocamos limites a nossos filhos, também devemos por limites aos estudantes”, defendeu.

Para ele, “se aprovada a reforma [da Previdência], o ministro restabelecerá as verbas imediatamente”, propondo o uso de recursos repatriados da Operação Lava Jato e o uso de emendas impositivas para a educação.

Teto de gastos
Já a deputada Margarida Salomão (PT-MG) apontou o que considera equívocos do ministro, como o antagonismo entre educação superior e básica. “A Constituição e todas as legislações tratam a educação de forma integrada. O ensino infantil também está sendo contingenciado. E não estamos gastando 7% do PIB por causa da emenda do Teto de Gastos (EC 95/16)”, afirmou.

Ela apontou ainda as conquistas do mecanismo de cotas, que proporcionou o aumento da presença de alunos de baixa renda nas universidades.

Erros
O líder do PSB, deputado Tadeu Alencar (PE), destacou que, nos últimos 60 dias, três de cada dez apoiadores deixaram de apoiar o governo. “O eleitor queria mudança para oxigenar o País. Em quatro meses, os equívocos são um atrás do outro. Armas para todo mundo, ingerência de um ‘pornofilósofo’, as trapalhadas do outro ministro da Educação e agora uma cruzada contra as ciências humanas em uma visão obscurantista”, criticou.

Alencar considerou que a apresentação do ministro foi primária e ofendeu o Plenário, recordando que o índice de corte foi de 30% do contingenciável. “Esperávamos que o senhor tivesse respeito por esse Parlamento e não viesse ofender esse Plenário com medidas que são o início da bancarrota desse governo”, apontou.

Hipocrisia
Já a deputada Professora Dayane Pimentel (PSL-BA) leu um trecho de fonte indeterminada citando termos como “desejo, excitação e prazer com práticas homossexuais, pornografia sexual” e ligando o texto à Universidade Federal de Pernambuco. “O que não dá é para ouvir deputados hipócritas que defendem o governo da Bahia e vêm aqui criticar o ministro”, disse.

Sugestão
O deputado Silvio Costa Filho (PRB-PE) afirmou que o partido entende que o governo federal deve ampliar o diálogo com o Congresso. Paulo Freire, ressaltou o parlamentar, já dizia que não há educação se não há valorização do professor. “Até agora eu não vi uma sugestão para o senhor levar ao presidente. Neste ano, serão R$ 90 bilhões de bônus do pré-sal pela venda do excesso da cessão onerosa da Petrobras e acho que esse dinheiro deveria ser usado na educação”, sugeriu.

O debate prossegue no Plenário da Câmara.

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Reportagem - Eduardo Piovesan
Edição - Marcelo Oliveira

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