Política e Administração Pública

Carla Zambelli defende combate à corrupção e critica atuação da bancada feminina

15/10/2018 - 16:42  

Eleita pelo PSL, Carla Zambelli (SP), 38 anos, afirma que sua linha de atuação na Câmara dos Deputados continuará sendo o combate à corrupção. Segundo ela, isso será feito por meio de três pilares: “menos Estado, mais justiça e educação de verdade”. Uma das soluções propostas é o projeto de lei da chamada Escola sem Partido (PL 7180/14).

Divulgação/Facebook
Deputados A - C - Carla Zambelli
Para Carla Zambelli, atual bancada feminina deturpou o conceito de feminismo

Autora do livro “Não Foi Golpe”, Carla Zambelli é líder do Movimento #NasRuas, fundado em 2011, com a bandeira do combate à corrupção. O movimento organizou, por exemplo, manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Bancada feminina
Uma das 77 integrantes da bancada feminina para a nova legislatura (2019-2022), Carla critica a atuação da atual bancada, composta por 51 deputadas.

“Minha avaliação da bancada atual, formada normalmente pela esquerda, é que elas pegaram o termo feminista, que era para ser algo bom, e transformaram em algo negativo e ruim para a mulher”, disse.

“Eu, por exemplo, não me identifico nem um pouco com pontos que elas dizem que defendem: aborto e uma série de dispositivos que colocam a mulher em uma situação em que ela parece uma pessoa com menos habilidade e menos recursos, menos possibilidade do que o homem”. comentou. “A gente tem de tratar as mulheres como tratamos os homens e não nos diferenciar”, acrescentou.

Segundo ela, isso seria “a igualdade de verdade, o antigo feminismo”, em que “a mulher é igual o homem, e ela que decide onde quer ficar, seja na Câmara municipal, seja em casa como dona de casa, com os filhos”.

Cotas
Zambelli é contra a política de cotas, exceto para pessoas com deficiência. “Sou contra cota de mulheres, de negros, de homossexuais, qualquer tipo de cota que possa diferenciar pessoas”, disse. “Na verdade, somos todos iguais”, complementou.

“A cota é realmente para pessoas que precisam de uma vaga e não conseguem porque não lhe dão essa oportunidade, que são as pessoas com deficiência ou pessoas especiais”, argumentou.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Marcelo Oliveira

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