Política e Administração Pública

Manifestações descentralizadas pelo País criticam reformas e pedem saída de Temer

Para o deputado Orlando Silva, da oposição, os protestos são um alerta para a sociedade brasileira; já o deputado Carlos Marun, da base aliada, avalia que há “conspiração asquerosa”

30/06/2017 - 13:45   •   Atualizado em 30/06/2017 - 15:22

Jaelcio Santana/ForçaSindical/FotosPúblicas
Manifestações - 2017 - Greve geral São Paulo 30.06
Centrais sindicais promoveram passeata na zona leste de São Paulo

Em diferentes estados e no Distrito Federal, sindicatos e movimentos sociais fizeram nesta sexta-feira (30) protestos contra as reformas trabalhista e da Previdência e também pela saída do presidente Michel Temer do cargo.

Diferentemente da greve geral de abril último e do movimento “Ocupa Brasília” em maio, as manifestações foram descentralizadas, com atos em diferentes pontos de rodovias ou cidades.

Para o presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), os protestos são um alerta para a sociedade e para o governo de que as crises política e econômica vão se agravar se Temer permanecer no cargo.

“Considero importante que haja protesto, mobilização, e, mais, que haja um alerta à sociedade brasileira”, disse. “Esses protestos ocorrem também porque o Brasil não tem um governo legítimo. Temer não tem nenhuma condição política e, enquanto estiver no governo, a crise vai se agravar.”

Vice-líder do PMDB na Câmara, o deputado Carlos Marun (MS) avaliou que as manifestações são resultado de uma conspiração organizada, com o objetivo de impedir as reformas propostas por Temer.

“Essa greve é, na verdade, resultado dessa conspiração asquerosa que se estabeleceu com o objetivo de depor o presidente Temer e evitar que as reformas avancem”, afirmou. “Não há como dizer que essas pessoas estão pensando nos empregos, nos desempregados. Estão pensando nas suas aposentadorias.”

Da Redação - RM
Com informações da Rádio Câmara e da Agência Brasil

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