Política e Administração Pública

Comissão aprova projeto que evita privatização de empresas de abastecimento alimentar de MG

12/06/2017 - 19:14  

Divulgação/Câmara dos Deputados
Luís Tibé - PTdoB
Luis Tibé: a Ceasa-MG e a Casemg contribuem para a regularização da oferta de alimentos em Minas Gerais

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou proposta que pretende evitar a privatização de duas empresas públicas do setor de alimentos de Minas Gerais: a Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S.A (Ceasa-MG) e a Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg).

Foi aprovado o Projeto de Decreto Legislativo 489/16, de autoria do deputado Padre João (PT-MG), que retira as duas empresas do Programa Nacional de Desestatização (PND). O projeto susta o Decreto 3.654/00, do Poder Executivo, que incluiu as empresas mineiras no PND.

O autor argumenta que a privatização dessas empresas fragilizaria todo o abastecimento alimentar do estado de Minas Gerais e da região Sudeste do Brasil.

Citando o exemplo da Ceasa-MG, o autor informou que foram atendidos mais de 44 mil clientes e comercializadas mais de 2 milhões de toneladas de alimentos em 2015, gerando valor superior a R$ 4 bilhões.

Relator, o deputado Luis Tibé (PTdoB-MG) concordou com os argumentos do autor e defendeu a aprovação do texto. “A Ceasa-MG é referência para toda a agricultura estadual. Os moradores da grande Belo Horizonte, inclusive, a tem como fonte confiável de alimentos e suprimentos acessíveis. Da mesma forma, podemos nos referir à Companhia de Armazéns e Silos de Minas Gerais”, disse Tibé.

O relator acrescentou que essas empresas contribuem para a regularização da oferta de alimentos, assegurando o acesso a produtos básicos a boa parte da população mineira e também de alguns estados vizinhos.

Ele lembrou que a Ceasa-MG possui unidades na Grande Belo Horizonte, em Barbacena, Caratinga, Governador Valadares, Juiz de Fora e Uberlândia.

Tramitação
O projeto será ainda analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para discussão e votação em Plenário.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

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