Meio ambiente e energia

Deputados apontam retrocessos na defesa do meio ambiente no atual governo

Representantes do governo defendem desenvolvimento sustentável e poder de escolha do consumidor sobre fornecedor de energia

06/06/2017 - 12:19  

Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados
Seminário: “O direito de escolha do consumidor do futuro: um debate sobre energias renováveis, água, reciclagem e portabilidade da conta de luz”
Gestores e especialistas reunidos na Câmara em evento que comemora a Semana do Meio Ambiente

Deputados apontaram retrocessos na defesa do meio ambiente no atual governo, no seminário “O Direito de Escolha do Consumidor do Futuro: Um Debate sobre Energias Renováveis, Água, Reciclagem e Portabilidade da Conta de Luz”, que ocorre nesta terça-feira (6) na Câmara dos Deputados. O seminário é promovido por frentes parlamentares ligadas ao tema, com apoio da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do EcoCâmara, em comemoração à Semana do Meio Ambiente.

O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), mostrou-se preocupado com a aprovação pela Câmara de medidas provisórias prejudicando áreas de preservação e facilitando a grilagem de terras (MPs 758/16 e 759/16).

Ele salientou que o cuidado com o meio ambiente pode ocorrer junto com o desenvolvimento econômico e social, já que a reciclagem tem potencial de gerar recursos, assim como as energias renováveis. “Produzimos energia eólica e solar, mas ainda não produzimos a tecnologia de ponta capaz de gerar essas energias”, observou.

Para o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputado Nilto Tatto (PT-SP), as medidas tomadas recentemente pelo governo significam retrocesso. Ele criticou, por exemplo, a aprovação da MP 759/16 que, em sua avaliação, poderá aumentar o desmatamento. “Da forma como está indo, não vamos conseguir controlar o avanço da agenda conservadora”, lamentou.

Tatto acrescentou que o Brasil avançou na produção de energias renováveis, mas também avançou, nos últimos anos, na produção de energia termelétrica, prejudicial ao meio ambiente.

Resíduos sólidos
Já o deputado Carlos Gomes (PRB-RS), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Cadeia Produtiva da Reciclagem, destacou que o Brasil tem muito a avançar no tratamento de resíduos sólidos. Segundo ele, o País produz 79,9 bilhões de toneladas de resíduos sólidos por ano, e apenas 3% são reciclados.

O parlamentar estima que a reciclagem poderia contribuir para o crescimento do Brasil, injetando até R$ 120 bilhões na economia brasileira.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Natalia Doederlein

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