Trabalho, Previdência e Assistência

Presidente do TST pede a Maia retirada de projetos que criam cargos na Justiça Trabalhista

04/10/2016 - 22:35  

J.Batista/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, Dep. Rodrigo Maia faz reunião com jurista Ivis Gandra Martins
Rodrigo Maia (D): é um gesto importante e que deve ser seguido por todos

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Ives Gandra Martins Filho, solicitou nesta terça-feira (4) ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a retirada da pauta de projetos que pedem a criação de Varas do Trabalho, cargos e funções e a contratação de servidores.

Rodrigo Maia elogiou a atitude da Justiça do Trabalho e assinalou que não é momento de criar despesas. “É um gesto importante e que deve ser seguido por todos.”

Exceção
A medida representa uma economia de R$ 1 bilhão, informou o presidente do TST. “Esperamos com isso a compreensão do Congresso e do governo de que não desejamos a expansão da Justiça do Trabalho, mas esperamos continuar com as portas abertas. Só com esta exceção poderemos funcionar com normalidade.”

Ao longo deste ano, por conta dos cortes orçamentários, a Justiça do Trabalho precisou adotar medidas como demissão de terceirizados e redução do horário de atendimento. “O que salvou foi a MP 740/16, que permitiu a utilização da remuneração dos depósitos judiciais, no valor de R$ 320 milhões”, disse Gandra.

Ajuste fiscal
Segundo o presidente do TST, a retirada das propostas na Câmara é uma estratégia para que a Justiça do Trabalho possa ter reconhecido um pedido de exceção no ajuste fiscal do governo Temer, que permita o acesso à remuneração dos depósitos judiciais sem o limite previsto no teto para gastos públicos (PEC 241/16).

Ao todo serão 32 projetos retirados da Câmara que preveem, no total, a criação de aproximadamente 100 Varas do Trabalho, 200 vagas para juízes e 8.000 vagas para servidores. Projetos sobre os mesmos temas que tramitam no Senado não serão retirados, pois possuem previsão orçamentária para 2017.

Da Redação - RM
Com informações do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT)

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