Política e Administração Pública

Partidos aliados do governo Temer reafirmam apoio ao ajuste fiscal

Líderes se encontraram nesta quinta-feira com o presidente da República

15/09/2016 - 18:16  

Os líderes de PMDB, PSD, PR, PRB e SD e do bloco PP-PTB-PSC almoçaram com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (15). Na saída, divulgaram uma nota em que manifestam "absoluto e irrestrito compromisso e apoio às ações do governo".

Marcos Corrêa/ Presidência da República
Reunião do presidente da República, Michel Temer, com líderes partidários
Segundo líderes, Temer se comprometeu a só enviar a reforma da Previdência após discutir a proposta com sindicatos, empresários e parlamentares

O líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF), ressaltou a prioridade dos parlamentares para a aprovação da proposta que estabelece limites para os gastos públicos na União (PEC 241/16).

"A PEC é o marco fundamental do ajuste fiscal. O que está em jogo agora é a recuperação econômica do País. Não podemos nem devemos fugir desse debate, porque a própria sociedade vai nos cobrar", disse Rosso.

O líder do governo, deputado Andre Moura (PSC-SE), também participou do almoço e assinou a nota de apoio ao ajuste fiscal.

Reformas
O líder do SD, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), classificou a PEC do Teto de Gastos Públicos como o "Plano Real do governo Temer". Segundo ele, a reunião também serviu para tirar dúvidas dos deputados quanto a boatos em relação ao conteúdo das reformas, sobretudo as previdenciária e trabalhista, que ainda serão enviadas ao Congresso.

"O presidente Temer reforçou que nenhuma reforma será feita para tirar direito dos trabalhadores. Isso é importante para esclarecer uma boataria generalizada que se formou”, declarou o parlamentar.

De acordo com os líderes, Temer reafirmou que só enviará a proposta de reforma da Previdência depois de discussão prévia com as centrais sindicais, os empresários e demais lideranças do Congresso.

Contrapartida
O líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), assegurou que não foi pedida nenhuma contrapartida a Temer em troca do apoio das legendas às propostas do governo. Segundo ele, nem mesmo a sucessão na presidência da Câmara chegou a ser discutida na reunião.

"A contrapartida política é os partidos e os deputados serem reconhecidos na sua base pelo trabalho brilhante que vamos fazer na recuperação do Brasil", comentou Arantes.

Responsabilidade
Parte dos partidos aliados a Temer chegou a ficar marcado pelo alinhamento com o deputado cassado Eduardo Cunha. O líder do PP, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), informou que o atual foco do grupo é "enfrentar as reformas, reduzir o custo Brasil e combater a burocracia", minimizando interferências típicas do embate entre direita e esquerda. “É necessário esse senso de responsabilidade para que possamos reencontrar o caminho do crescimento"”, apontou.

Os partidos que reiteraram nesta quinta-feira apoio às medidas de Michel Temer reúnem cerca de 250 deputados.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Marcelo Oliveira

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