Câmara recebe visita de alunos de escolas inclusivas pelo programa Brasília Tátil
Objetivo é levar arte-educação ao conhecimento de estudantes com ou sem algum tipo de deficiência visual
28/07/2016 - 16:20
A Câmara dos Deputados recebeu nesta quarta-feira (27) o programa Brasília Tátil, promovido pelo governo do Distrito Federal, que tem o objetivo de levar arte-educação ao conhecimento de alunos com ou sem algum tipo de deficiência visual de escolas públicas do Distrito Federal, além de jovens e adultos do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV).
O programa inclui visitação a obras e monumentos, curso para profissionais que atuam com portadores de deficiência, além de oficina de trabalhos em argila direcionada a crianças.
Em sua terceira edição, o Brasília Tátil já atendeu mais de 600 crianças. Neste ano, com o tema “Um Toque de Arte na Educação Inclusiva”, o programa permite que pessoas com deficiência visual ou não entrem em contato com os monumentos da capital federal por meio do tato.
Nesse contexto, a Câmara foi escolhida para participar porque, além de ser uma casa política, possui um espaço cultural com um acervo de obras de arte.
"A Câmara é o local principal da nossa visitação porque aqui é muito rico. A gente trata de educação patrimonial, educação artística e a questão da deficiência, a questão da diversidade. E nesse eixo da questão patrimonial, esse é um local que tem muito para se falar da história de Brasília, de Lúcio Costa, de Oscar Niemeyer, da capital, de Juscelino. Aqui você tem material suficiente para falar de toda a história de Brasília", afirmou o idealizador do projeto, César Achkar.
Escolas inclusivas
O presidente da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais, Flávio Luis Silva, explicou que o projeto é feito com escolas inclusivas, que atendem não só alunos com deficiência visual, mas também alunos que enxergam e portadores de outras deficiências.
Para vivenciar a experiência da ausência da visão, o projeto propõe que os alunos selecionados de diversas faixas etárias façam um roteiro turístico guiado, e em alguns momentos, de olhos vendados, para que eles descubram o formato, sintam a temperatura e o tipo de material que as obras de arte são feitas.
“Também está acontecendo um minicurso com professores e pessoas que trabalham em monumentos, galerias de arte, para que eles possam vivenciar o que nós, deficientes visuais, sentimos ao tocar uma obra", afirmou Silva.
Além da Câmara, outros pontos turísticos também fazem parte do projeto, como o Espaço Lúcio Costa na Praça dos Três Poderes. Os participantes ainda fazem um passeio de ônibus e visitam outros monumentos, como a Ponte JK e recebem informações do guia.
Segundo os idealizadores do Brasília Tátil, a ideia é fazer uma nova versão do programa no próximo ano.
Da Redação – LC
Com informações da Rádio Câmara