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Fundo Pró-Leitura recebe apoio na Feira Literária de Paraty

01/07/2016 - 17:08  

Renan Leite
Cultura - geral - Rafael Motta Flip Feira Literária de Paraty
Dep. Rafael Motta (C), relator do projeto na Comissão de Educação, coordenou a mesa redonda sobre o Fundo Pró-leitura na Feira Literária de Paraty

O projeto de lei que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura (PL 1321/11) foi debatido nesta quinta-feira (30) na Festa Literária Internacional de Paraty, uma das mais importantes do País. O objetivo do projeto é incentivar a população a ter mais interesse pela leitura e também mais acesso aos livros. A proposta já foi aprovada pelo Senado e está sendo analisada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Conforme o projeto, os recursos do Fundo viriam do Tesouro Nacional e de doações. Seria criado um conselho para decidir quais projetos seriam aprovados e para avaliar a aplicação do dinheiro. As iniciativas poderiam ser de incentivo à produção literária, ao mercado editorial e à formação dos chamados mediadores, que são professores e bibliotecários.

O representante do Ministério da Cultura no debate, José Roberto da Silva, apoiou a criação do fundo. “Uma vez que esse fundo está sendo constituído, a ideia é que a gente possa, além de publicizar, colocar ele em pauta a todos os promotores de leitura dentro do Brasil, garantir que ele possa dar condição para as cadeias produtivas, criativas e mediadoras do livro executarem suas ações”, afirmou.

Na visão dos debatedores, despertar o interesse pela leitura é o mais importante. Por isso, o fundo deve garantir tanto a estrutura como a formação dos mediadores, como afirma o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Marcos Pereira.

Ele destaca que tem que existir um projeto contínuo de investimento em educação e cultura. “Não é só a construção da biblioteca em si. São as pessoas que trabalham lá, são os projetos que estão envolvidos. Você tem que você tem que atrair a comunidade para que esteja presente”, disse.

Relatório
Na avaliação do relator do projeto, deputado Rafael Motta (PSB-RN), o debate indicou quatro pontos do projeto que precisam ser atualizados. “A acessibilidade, que é de suma importância a leitura de pessoas que têm uma redução cognitiva, por exemplo, ou então intelectual. A regionalização desse fundo, seja destinado para regiões que são mais carentes em relação à estrutura de leitura, os mediadores que são de suma importância para poder fazer a ligação entre o livro e os leitores. E, em especial também, a consonância com o plano do livro”, destacou.

Motta afirmou que os pontos que foram discutidos serão levados em conta na relatoria do projeto e que a Comissão de Educação será parceira na aprovação da proposta.

Tramitação
Depois da Comissão de Educação, o projeto que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura será apreciado pelas comissões de Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem - Claudia Lemos
Edição – Mônica Thaty

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