Meio ambiente e energia

Coordenador da Frente Ambientalista defende revisão de metas sobre clima

14/12/2015 - 20:05  

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Sarney Filho
Sarney Filho: acordo firmado na COP-21 prioriza investimento em energias renováveis

O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), alertou sobre a necessidade de rever periodicamente metas do acordo firmado em Paris, no último fim de semana, durante a Conferência Mundial do Clima (COP-21). O deputado, que participou da conferência, destacou que o texto final, apesar de representar um avanço, não resolve o problema do aquecimento global.

O documento prevê a limitação do crescimento da emissão de gases e a criação de um fundo global de 100 bilhões de dólares, financiado pelos países ricos, a partir de 2020, para conter o aquecimento global a 1,5 grau Celsius.

“Hoje, se todos os países cumprissem essa meta, mesmo assim não iria conter o avanço do aquecimento em menos de 2 graus. Então, é preciso que se faça ajustes constantes. Vamos ter que checar esse compromisso brasileiro daqui a cinco anos: se está cumprindo ou se não está cumprindo”, disse Sarney Filho, ressaltando que as metas são voluntárias.

O deputado é autor de projeto de lei (PL 3308/15) que altera a Política Nacional sobre Mudança do Clima para acrescentar as metas brasileiras de redução de emissões para os períodos posteriores a 2020 e que passa a ser prioridade da Frente Parlamentar Ambientalista. A proposta está em discussão na Comissão de Minas e Energia da Câmara.

Energias renováveis
Para Sarney Filho, o acordo firmado durante a COP-21 sinaliza um caminho a ser seguido: o de investimento em energias renováveis. "Vamos trocar a economia: em vez de combustível de origem fóssil, combustível de origem renovável, não poluente. É uma grande sinalização para o mercado mundial dizendo o seguinte: a era do petróleo está acabando”, afirmou. “Nós estamos sendo duramente atingidos, porque o pré-sal está cada vez mais distante de ter novos investimentos."

O deputado disse que o Brasil deve aproveitar essa oportunidade e sair na frente, aproveitando a grande incidência de sol e ventos fortes em toda a extensão de seu litoral como fontes de energia.

Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Pierre Triboli

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