Líder do PDT diz que partido saiu da base por discordância com política econômica
06/08/2015 - 10:57
O líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), falou há pouco que a discordância com a atual política econômica do governo federal foi o principal fator para o partido deixar a base do governo. “É uma política econômica que privilegia o rentismo, o sistema financeiro em cima de qualquer expectativa de crescimento da indústria nacional, do setor de comércio e serviços”, afirmou.
Na noite desta quarta-feira (5), o partido e o PTB anunciaram a independência em relação à base governista. Isso significa que os partidos não estarão comprometidos com as orientações do governo nas votações.
Figueiredo falou que a decisão não significa uma mudança para a oposição, mas uma autonomia em relação à pauta do governo. “O Brasil precisa saber que existem partidos na Câmara que pensam no Brasil acima de interesses partidários ou governamentais.” Segundo ele, o partido faria parte de um terceiro caminho longe da “situação cega” e da “oposição raivosa”.
Ministério
O líder do PDT não confirmou que o partido deva deixar o Ministério do Trabalho, hoje comandado por Manoel Dias, mas afirmou que haverá conversa com a bancada do Senado, com seis membros, e com a direção nacional do partido na próxima semana. “A bancada do PDT não tem o poder de dizer se o PDT vai entregar o ministério, mas é lógico que passos são dados em uma caminhada”, disse.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ironizou ao ser questionado sobre a saída do PDT da base aliada. “Ele estava na base?”, questionou.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Patricia Roedel