Cidades e transportes

Ministro anuncia construção de 190 aeroportos regionais até 2018

12/03/2015 - 15:36  

Até o final do mandato da presidente Dilma Rousseff, em 2018, o governo pretende ampliar o número de aeroportos regionais do País de 80 para 270. Para isso, serão investidos R$ 7,3 bilhões em ampliação, reforma e construção dos novos terminais.

Os números foram apresentados nesta quinta-feira (12) pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, que participou de uma comissão geral no Plenário da Câmara dos Deputados.

Sua vinda faz parte da série de comissões gerais que a Câmara promoverá com os 39 titulares de ministérios. Na semana passada, foram ouvidos os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo.

Recursos
Os recursos para investimentos nos terminais virão do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que é alimentado por parte das tarifas aeroportuárias e pela outorga dos aeroportos concedidos ao setor privado em 2012 e 2013. Até o final do ano, os recursos do fundo somarão R$ 6,3 bilhões. Por causa das medidas contenção de gastos, somente uma parte será usada. Mas o ministro garantiu que não faltará dinheiro para as obras, que abrangem todas as regiões brasileiras.

“A presidente me disse que [a aviação regional] é a ‘menina dos olhos’ dela nesse setor. O desenvolvimento está de mãos dadas com a aviação civil“, disse Padilha, cuja secretaria está à frente do Programa de Aviação Civil Regional. Durante a comissão geral, vários deputados reivindicaram melhorias em aeroportos nos seus estados.

O objetivo do programa é que 96% da população esteja próxima de um aeroporto com certificação internacional para receber voos regulares. “Temos condições de integrar todo o território nacional com aviação civil. É muito mais fácil fazer um aeroporto em uma cidade do que uma BR”, disse Padilha.

O ministro ressaltou ainda o potencial do setor de aviação civil no País. Segundo ele, no ano passado, o setor aéreo brasileiro transportou 112 milhões de passageiros. A projeção da secretaria é que esse número triplique até 2035. “Nenhum setor [da economia] tem o crescimento garantido que temos na aviação civil. Tudo aconteceu com muita velocidade”, disse. Para os próximos anos ele prevê um “crescimento chinês” de 7% ao ano.

Reportagem - Janary Junior
Edição - Patricia Roedel

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