Cidades e transportes

Ministro da Aviação Civil defende liberdade tarifária para companhias aéreas

12/03/2015 - 13:23  

O preço das passagens aéreas no Brasil é livre e ditado apenas pelas companhias aéreas, com base nos seus custos e nas leis da oferta e procura. O governo não pode intervir nas tarifas. A afirmação foi feita há pouco pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, na comissão geral que o Plenário da Câmara dos Deputados realiza neste momento.

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Apesar de reconhecer que pode haver exageros nos valores cobrados – principalmente nas passagens compradas de última hora –, ele disse que foi a liberdade tarifária que permitiu a queda geral de 48% do preço das passagens entre 2004 e 2014.

“A passagem vai subindo de preço à medida que se reduzem os assentos. Isso não tem jeito”, disse Padilha em resposta à deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), que questionou o valor pago nas mudanças de dia da passagem.

Espaço
Já o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) reclamou do espaço entre os assentos nas aeronaves. Segundo ele, as companhias tratam os passageiros “como sardinhas”. “Algumas delas tratam a gente como transporte urbano na hora do rush”, afirmou.

Padilha afirmou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabeleceu um regramento próprio para os assentos, que é fixado no interior de cada aeronave. Ele disse ainda que a preocupação com o conforto levou as companhias a criar uma “tarifa conforto”, em que o passageiro paga um pouco mais pelos assentos mais largos.

A comissão geral com o ministro Padilha continua no Plenário da Câmara.

A população pode enviar perguntas e fazer comentários sobre as discussões pelo Disque-Câmara (0800 619 619) ou em sala de bate-papo do portal e-Democracia.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Marcos Rossi

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