Política e Administração Pública

Júlio Delgado defende conduta altiva do Congresso diante do Executivo

O deputado acredita que a base do governo deve se empenhar na aprovação das reformas e ajustes anunciados pela presidente Dilma Rousseff, muitas das quais já foram propostas pela oposição. "A reforma previdenciária é um pequeno passo; é preciso que avance muito mais."

01/01/2015 - 18:02  

O líder do PSB, deputado Júlio Delgado (MG), espera postura de “altivez” do Legislativo no relacionamento com Executivo durante o segundo mandato de Dilma Rousseff. Segundo ele, a oposição está aberta ao diálogo “fácil” com a presidente para a aprovação das reformas e ajustes econômicos e fiscais anunciados.

“A presença da oposição demonstra que a relação com o Executivo vai ser de altivez do Parlamento. A vinda da oposição e dos partidos independentes à cerimônia de posse significa que estaremos atentos e acompanhando o que será feito pelo governo. Já começamos a acompanhar a promessa de reforma trabalhista, que nós defendemos durante a campanha. Mas na ocasião, a reforma foi negada pela então candidata Dilma”, criticou o pessebista, que é candidato à Presidência da Câmara.

Reformas
Delgado afirmou que a oposição não vai apenas fiscalizar o cumprimento das medidas já anunciadas pela presidente, mas irá ampliar a agenda de reforma. “Temos expectativas com outros temas, como a reforma política e tributária, o investimento de 10% na saúde, repasse de recursos para a educação de base e o aprofundamento das investigações da Petrobras, com o afastamento da Graça Foster. Também acreditamos em novo pacto federativo, com a revisão dos recursos destinados à saúde, educação de base responsabilidade de estados e municípios”.

Sobre o apoio dos partidos de oposição na aprovação das medidas do Executivo, Delgado acredita que “haverá embates, mas não serão conflituosos”. “Aquilo que estiver alinhado ao interesse do País nós estaremos dispostos a votar e a encaminhar. Nós teremos pontos a ser discutidos nessa reforma trabalhista e previdenciária, pois as mudanças são importantes e afetam as relações de emprego e ganhos sociais trabalhistas. É importante refazer o prazo de carência para o seguro-desemprego", disse o líder, se referindo às medidas provisórias 664 e 665, que alteram regras para a concessão de diversos benefícios, como pensão por morte, seguro-desemprego e seguro-defeso.

"Também é importante avançar em propostas nossas [da oposição], que foram inicialmente rejeitadas pela base de governo, como o Simples trabalhista, para tratar as pequenas e micro empresas de forma diferenciada”, enumerou Júlio Delgado. 

Reportagem - Emanuelle Brasil
Edição - Natalia Doederlein

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