Segurança

Participantes da comissão geral listam projetos importantes para as Forças Armadas

11/03/2014 - 14:30  

Bruno Franchini / Câmara dos Deputados
Reunião para debater o fortalecimento das Forças Armadas no Brasil
Comissão geral reuniu militares na Câmara dos Deputados nesta terça-feira para discutir os problemas das Forças Armadas.

O secretário-geral do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso, que representou o ministro Celso Amorim, disse que o segmento de Defesa já conta com novas diretrizes para superar os problemas apontados na comissão geral desta terça-feira. Segundo Cardoso, o País deu um passo importante ao aprovar, em setembro de 2013 no Congresso, a Política Nacional de Defesa (PND), a Estratégia Nacional de Defesa (END) e o Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN).

Para ele, os documentos reforçam o compromisso do País em pensar e operar o sistema de defesa de seu território. “Os projetos hoje em andamento representam esse esforço na área de defesa. O Prosub [projeto do 1º submarino nuclear brasileiro], o KC 390 [avião de carga e abastecimento], o programa nuclear e o KX-HR [helicóptero] são realidade, possivelmente não no nível que queríamos, mas podemos dizer que o caminho está sendo trilhado”, observou.

Projetos estratégicos
Representando o Exército, o general de divisão Luiz Felipe Linhares Gomes destacou sete projetos estratégicos em andamento, entre os quais o Sisfron, que funciona experimentalmente monitorando 600 km de fronteira. Gomes disse que projetos estratégicos de defesa não devem ser pensados com base em preços, mas no que representam para o País.

“No caso do Sisfron, que envolve o controle de 17 mil quilômetros de fronteira, se conseguirmos reduzir o tráfico de drogas em 3%, o projeto já se paga”, disse. O general ressaltou ainda que a destinação de mais recursos para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias militares é um ganho duplo para a sociedade. “A dualidade é um dos aspectos importantes, nesse caso porque os investimentos feitos no meio militar são mais tarde aproveitados no mundo civil.”

Os representantes da Marinha, Almirante de esquadra Carlos Augusto de Sousa, e da Aeronáutica, brigadeiro do ar Hudson Costa Potiguara, também citaram projetos importantes em suas áreas e os desafios de garantir a defesa do território e as riquezas do País.

Caças suecos
O brigadeiro destacou o projeto FX2, que envolve a compra de 36 caças Gripen NG da Suécia. Segundo ele, o processo de compra deverá ser concretizado até o fim deste ano e as primeiras aeronaves ficarão prontas em 48 meses. Potiguara chamou atenção para o fato de 40% do desenvolvimento do Gripen estar a cargo da indústria nacional, por meio de transferência de tecnologia, e 100% da montagem da final do equipamento.
No caso da Marinha, Sousa citou como desafios a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro e o desenvolvimento do sistema de gerenciamento da Amazônia Azul.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

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