Direitos Humanos

Manifestantes a favor do aborto são retiradas de reunião da Comissão de Direitos Humanos

04/12/2013 - 16:58  

Três manifestantes favoráveis ao aborto foram retiradas pela polícia legislativa de um debate da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados sobre o assunto. Elas gritaram palavras de ordem a favor da liberdade da mulher e à prática da interrupção da gravidez.

Uma das ativistas pintou o corpo com tinta vermelha para representar, segundo ela, o sangue das mulheres estupradas, que têm o direito de serem atendidas nos hospitais e receberem contraceptivos de emergência – a chamada pílula do dia seguinte. Ela se referia à Lei 12.845/13, que obriga os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) a prestar atendimento emergencial e multidisciplinar às vítimas de violência sexual.

A lei, sancionada em agosto, foi criticada por deputados da bancada evangélica por dar margem, de acordo com eles, à legalização do aborto.

Representatividade
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), declarou que, enquanto havia apenas uma mulher apoiando o tema, a maioria do plenário da comissão se manifestou contra o aborto. Essa representatividade seria, para Feliciano, reflexo da opinião da sociedade sobre o assunto.

A comissão debate a prática do aborto com o coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté (SP), Hermes Rodrigues Nery. Também participa da discussão o autor do requerimento da CPI do Aborto, deputado João Campos (PSDB-GO).

Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.