Política e Administração Pública

Maia acredita que voto aberto será aprovado também na Câmara

05/07/2012 - 18:30  

VT entrevista Marco Maia
Marco Maia: votações para presidente da Câmara devem continuar secretas.

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse ontem acreditar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Voto Aberto também será aprovada na Câmara.

A PEC 86/07, aprovada nesta quarta-feira (4) pelo Plenário do Senado, acaba com o voto secreto apenas em cassações de mandatos.

Atualmente, o voto secreto vale também para análise de vetos presidenciais, escolha de autoridades, indicação de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e eleição da mesa diretora das duas casas do Congresso. Tramita na Câmara a PEC 349/01, que prevê o fim do voto secreto em todas as decisões do Legislativo.

Marco Maia adiantou que é contrário ao fim do dispositivo em todas as situações. “O grande problema é que essa PEC é muito ampla e pede o voto aberto também para a eleição de presidente da Câmara. Minha avaliação, e de vários líderes da Casa, é que isso é um equívoco. Se a PEC que vem do Senado trata apenas dos processos de cassação, acho que está superado o problema aqui.”

Como a PEC do Senado tem de ser votada em dois turnos na Câmara, Marco Maia assinala que a aprovação não vai atingir a votação do processo de cassação do senador Demostenes Torres (sem partido-GO), acusado de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeiras.

A PEC 349/01 foi aprovada em primeiro turno em 2006 e aguarda inclusão na pauta do Plenário para votação em segundo turno.

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

Brasil-Argentina
Nesta sexta-feira, o presidente da Câmara participa, em Buenos Aires, de seminário sobre as relações bilaterais e a integração parlamentar Brasil-Argentina. Durante o seminário, vai ser instalado o grupo parlamentar binacional permanente.

Marco Maia disse que brasileiros e argentinos precisam caminhar juntos para reforçar os laços de cooperação.

O presidente viajou acompanhado de comitiva de deputados, entre eles, Dr. Rosinha (PT-PR), vice-presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul) pelo Brasil.

Da Redação/ RCA

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