Setor agrícola é contra redução da jornada e pede conciliação

25/08/2009 - 15:53  

A presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que é preciso encontrar uma solução sobre a jornada de trabalho que não prejudique nenhuma categoria específica.

"Não podemos definir se 44 horas é muito, se 40 horas é pouco, se os trabalhadores ou empresários estão com a razão. Todos têm as suas razões. Proponho uma grande conciliação", disse a senadora, durante a comissão geral sobre a redução da jornada de trabalho.

Kátia Abreu criticou o que chamou de "economágica", medidas econômicas que escondem seu impacto para outros setores. Ao reduzir custos para um, outros pagam a conta. "Estamos no Senado discutindo tarifas bancárias. Como se fosse possível não pagar nada, porque se isenta o pobre, mas a tarifa vai ser transferida para outras contas", exemplificou.

Para o diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lucio, a discussão é política, uma vez que o Brasil estaria preparado economicamente para reduzir a jornada de trabalho. Para ele, a redução da jornada seria uma forma de distribuir a riqueza gerada no País.

Já o presidente do Sindicato dos Professores da Universidade de Brasília (UnB), Flávio Borges Botelho Filho, disse que o País está atrasado quanto à redução da jornada de trabalho, e que outros países já debateram o tema e optaram pela qualidade de vida dos trabalhadores.

Reportagem - Marcello Larcher e Noéli Nobre
Edição - Pierre Triboli

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