Debatedores divergem sobre efeito da amônia no ser humano
06/12/2007 - 16:59
O professor da Fundação José Silveira, Luiz Roberto Reuter, afirmou há pouco não existir na literatura técnica nenhum estudo que comprove o efeito cancerígeno ou mutante do contato da amônia com o corpo humano. Segundo ele, os efeitos por contato com o produto são reversíveis - exceto os casos de queimaduras. Reuter ainda explicou que, para que o cheiro da amônia comece a ser sentido no ambiente, é necessário haver 5 partículas por milhão (ppm), e o Ministério do Trabalho permite a exposição das pessoas a 20 ppm por até 48 horas semanais.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), José Calixto Ramos, manifestou dúvidas quanto à declaração de Reuter: "Dizer que a amônia não se acumula no organismo tecnicamente pode ser verdade, mas, na prática, 450 mineradores estão contaminados por essa substância só em Niquelândia". Ele questionou quem cuidará desses trabalhadores e de suas famílias.
José Calixto Ramos também afirmou estar ciente da gravidade dos problemas ocorridos com os trabalhadores na mineração, mas disse não saber como é a atuação específica da empresa Votorantim Metais em Niquelândia (GO), onde a companhia possui uma mina e planta de beneficiamento de níquel.
Reuter e Ramos participam da audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias para debater a saúde dos trabalhadores em mineração no Brasil.
A audiência ocorre no plenário 9. Reportagem - Karla Alessandra/Rádio Câmara
Edição - Renata Tôrres
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