CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 68.2020 Hora: 15:28 Fase: OD
Orador: EFRAIM FILHO, DEM-PB Data: 26/05/2020

 O SR. EFRAIM FILHO (Bloco/DEM - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente Rodrigo Maia, Srs. Líderes, Sras. e Srs. Deputados, o pronunciamento de hoje feito por V.Exa. seguramente vem ao encontro daquilo que a maioria silenciosa do povo brasileiro deseja. O povo brasileiro que está acompanhando de perto o desempenho das suas autoridades, dos Poderes constituídos, muitas vezes se pergunta como, num momento intenso como este da vida nacional, os conflitos políticos não cessam. E V.Exa. traz a mensagem que, tenho certeza, toca mentes e corações do povo brasileiro, ao falar que é preciso nos unirmos, deixarmos as diferenças de lado. As nações em geral, nesta quadra desafiadora que estamos vivendo, tem feito isso: tem procurado juntar os seus pedaços, para, de forma unida, enfrentar um inimigo comum, bem citado no seu texto, que é o coronavírus.
O coronavírus, sim, tem destruído vidas, destruído famílias, destruído empregos e empresas, e ele precisa encontrar uma sociedade brasileira coesa no interesse para poder seguir adiante, fazer a travessia deste período crítico, encontrar uma rota de saída.
E essa missão é das lideranças do País: Governo, Congresso, Judiciário, setor produtivo, sociedade brasileira. Todos juntos têm que trabalhar por este momento, sentar-se à mesma mesa. Será que é tão difícil ter essa atitude solicitada por V.Exa., que tem contribuído, como disse em seu discurso também, para a união de todos - atendeu aos convites, fez gesto, estendeu mãos, construiu pontes, destruiu muros?
Eu acho que é isso que sociedade brasileira espera de quem quer conduzir os destinos desta Nação. E V.Exa. tem dado sua contribuição: ao lado de Governo, Congresso e Judiciário, tem ajudado a fazer essa caminhada.
Vírus não tem ideologia; vidas não têm partido. É preciso partir desse pressuposto de que o Brasil precisa voltar a pensar como um País só.
O Brasil não pode pensar no "nós contra eles", ou no "eles contra nós" - indo ou voltando, dá errado -, mas precisa pensar no "nós". É só conjugar o "nós": nós, brasileiros, neste momento. Isso significa alinhamento político? Não. As diferenças existem, mas podem, devem, precisam ser deixadas de lado neste momento.
Para concluir, porque acho que se encaixa neste momento, eu trago a voz de um dos grandes estadistas que este País conheceu nos últimos anos, que foi o Vice-Presidente Marcos Maciel. Ele dizia a célebre frase: "Devemos buscar, entre aquilo que nos separa, o que nos une, porque isso é maior e tem muito mais força".
Para viver na divergência é preciso ter tolerância, um princípio básico da democracia. Ou seja, para viver na divergência, nós estamos obrigados a nos entender; e para nos entender, é preciso dar o recado que V.Exa. deu hoje aos Poderes e à sociedade brasileira.
Como disse o Papa Francisco na sua oração no Vaticano, "sozinho ninguém se salva". Não é hora do "cada um por si"; não é hora do "salve-se quem puder"; é hora do "todos por um". E V.Exa. faz, com esse gesto, o chamamento aos Poderes brasileiros para se sentarem à mesma mesa. O Democratas o parabeniza pela sua fala.