CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 202.3.54.O Hora: 20:02 Fase: OD
Orador: LUIS CARLOS HEINZE, PP-RS Data: 09/07/2013

O SR. LUIS CARLOS HEINZE (PP-RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, há 2 semanas, na cidade de Cuiabá, foi realizado um congresso nacional das empresas de aviação agrícola.
Quero pedir a V.Exa. que considere como lido este pronunciamento e autorize a sua transcrição nos Anais da Casa.
Muito obrigado.

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO ORADOR

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há cerca de duas semanas encerrou-se, em Cuiabá, o Congresso Nacional de Aviação Agrícola - o Congresso SINDAG. Organizado pelo SINDAG - Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola, este já tradicional evento anual congrega empresas aeroagrícolas, pilotos, técnicos e fornecedores do setor.
A despeito dos inúmeros convites que recebi dos organizadores, lamentavelmente não me foi possível comparecer ao evento, já que a abertura ocorreu na quarta-feira, 26 de junho, quando estávamos aqui, em plenário, votando matérias várias de interesse de nosso País.
Recebi, entretanto, o relato sobre o grande sucesso do Congresso, que contou com mais de mil participantes. Estavam presentes fabricantes de avião do Brasil (a EMBRAER) e estrangeiros. Além desses, fabricantes de peças e equipamentos que são incorporados aos aviões agrícolas para o desempenho de sua atividade, bem como fabricantes e assistentes técnicos de equipamentos eletrônicos embarcados, os quais aprimoram a precisão e o controle das operações aéreas sobre as lavouras.
Pelos relatos recebidos, o Congresso SINDAG 2013 promoveu grande mostra do alto nível tecnológico que está, hoje, incorporado ao setor aeroagrícola, seja nos aviões utilizados, seja nos acessórios e equipamentos.
Também estiverem presentes empresas de divulgação e orientação da atividade aeroagrícola, além de especialistas e autoridades, que realizaram palestras para pilotos, empresários e operadores do setor.
Dentre elas, destacam-se as palestras do Ministério da Agricultura, que abordou a política de fomento e fiscalização do setor, desempenhada por aquele Ministério; a do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, que aprofundou o debate em torno do uso da aviação agrícola no combate a incêndios florestais; a da ANAC, acerca das ações regulamentadoras e fiscalizadoras que desempenha; entre muitas outras, inclusive acerca de aspectos técnicos da aviação agrícola, segurança de voo, regulagem de equipamentos e questões ambientais envolvidas.
O entusiasmante resultado do Congresso SINDAG leva-nos a pensar como pode uma atividade de tamanha importância para o agronegócio brasileiro, responsável que é pela aplicação de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros produtos necessários à lavoura brasileira, receber tantos ataques, fruto da desinformação e do preconceito.
Há Parlamentares que, ao defenderem o meio ambiente, acusam o avião agrícola de poluidor. Em primeiro lugar, devem ter a consciência acerca da necessidade da produção de alimentos. E eu os conclamo a debatermos a essencialidade da aplicação aérea nas lavouras brasileiras.
Quero demonstrar-lhes que a produção brasileira de arroz não seria possível, nos níveis atuais, sem o uso do avião para a aplicação de defensivos e fertilizantes nas lavouras conduzidas sob água, característica da maioria das lavouras de arroz no Brasil. Também na ocorrência de pragas ou doenças em épocas de chuvas continuadas, como por exemplo na soja, na Região Centro-Oeste. Somente o avião dá conta de fazer um combate imediato, já que é impossível operar trator nessas condições.
A aplicação de fertilizantes e de outros produtos em cobertura de lavouras de cana-de-açúcar ou em florestas plantadas somente pode ser realizada por via aérea.
Trata-se também, a operação aeroagrícola, de atividade de alta segurança. É, inquestionavelmente, a mais regulamentada e fiscalizada das atividades realizadas no campo brasileiro. As empresas e seus operadores são, todos, registrados. Os pilotos, os engenheiros agrônomos e os técnicos agrícolas envolvidos com a atividade são capacitados especificamente, de acordo com determinações legais e mediante supervisão do Ministério da Agricultura. Os pilotos são também registrados junto à ANAC e, regularmente, revalidam suas carteiras de operadores.
Assim, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ao registrar meus cumprimentos ao SINDAG e a todos os operadores aeroagrícolas do Brasil, pela organização e realização do Congresso SINDAG 2013, quero manifestar minha convicção - como engenheiro agrônomo que sou, produtor rural e conhecedor das condições em que se realiza a produção agropecuária nas mais diversas condições do campo brasileiro - de que o avião agrícola é instrumento essencial para o magnífico desempenho do agronegócio brasileiro e de que há que se estudar com cuidado e profundidade o importante papel que desempenha na defesa das lavouras brasileiras.
Voltarei ao assunto porque entendo que há que se fazer reconhecido este importante setor do agronegócio.
Muito obrigado.