CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 12.2021 Hora: 19:44 Fase: OD
Orador: GIOVANI CHERINI, PL-RS Data: 03/03/2021

O SR. GIOVANI CHERINI (Bloco/PL - RS. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente Marcelo Ramos, Sras. e Srs. Parlamentares, eu ando na rua desde abril do ano passado, e as pessoas já me chamam de "tratamento precoce", mas eu quero que me chamem de "tratamento precoce" e também "na busca de uma vacina eficiente e eficaz".

Se você defende vacina experimental, mas se revolta com o tratamento precoce, sua conversa é sobre paixão política ou sobre saúde? Coerência é fundamental neste momento. A politização em torno da pandemia acabará matando e adoecendo pessoas desnecessariamente. Ela dificulta a fluidez de informações técnicas precisas e verdadeiras entre a população. Muita gente está tomando decisão sobre como se defender, ou não, da COVID-19 baseada em paixões políticas. Isso é lamentável, perigoso até!

Tem-se visto pessoas que não gostam de Bolsonaro criticarem o tratamento precoce só porque o Presidente o defende, sem terem a curiosidade de entender o que já se sabe sobre a eficácia e a segurança comprovadas de tratamentos empregando cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina, zinco, vitamina D, ivermectina, colchicina, doxiciclina, bromexina e corticoides em pessoas com COVID-19. Paralelamente, uma mesma pessoa que se revolta contra o tratamento precoce divulga as vacinas experimentais contra a COVID-19 - olhem a contradição! E falam em ciência! -, como se elas tivessem a mesma comprovação de segurança e eficácia de todas as outras vacinas já desenvolvidas antes. Mas não há.

Aliás, a ANVISA aprovou o uso das vacinas contra a COVID, por exemplo, fazendo a ressalva de que era uma aprovação experimental. No site da agência, ela mesma informa que esse tipo de procedimento é feito antes do registro final para aplicar a vacina em um grupo específico da população e que pode ser realizado com a fase 3 em andamento. Os testes, nessa etapa, são realizados em grandes populações, para avaliar a segurança e a eficácia da vacina. A vacina precisa provar que, de fato, é capaz de nos proteger da doença. Ou seja, as vacinas estão liberadas, mas ainda não está provado que os resultados são seguros ou eficazes.

No site HCQ for COVID, que, na verdade, é um banco de dados com acesso detalhado a 237 estudos científicos respeitados no mundo, verifica-se que há 171 em processo de revisão acadêmica e 195 testes clínicos com tratamento comparado e grupos de controle. Tudo isso cuidando do conhecido "tratamento precoce", que leva hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina.

Segundo todo esse riquíssimo repositório de informação, quando o tratamento precoce é utilizado, a taxa de sobrevivência aproxima-se de 100%. Entretanto, quando o tratamento é iniciado a partir do quinto ou sétimo dia de sintomas, a taxa de recuperação cai para 50%. O banco de dados estima que a negação do tratamento precoce tenha custado a vida de mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo! E agora pessoas ficam criando palavras para diminuir as outras. Aliás, inventaram duas palavras novas: negacionistas e obscurantistas, algo que não dá para aceitar! É só ter dois neurônios no cérebro para pensar que realmente estão querendo o "quanto pior, melhor"; passam notícias de cemitérios para poderem sobreviver na política.

A propósito do medo de efeitos colaterais do uso de hidroxicloroquina, instituições respeitadas têm feito dezenas de estudos longos sobre o assunto há décadas. Um bom exemplo é o trabalho liderado pela Dra. Maria Raquel Nogueira, da USP, em 2005. A equipe da médica assinou a dissertação Avaliação dos efeitos adversos, com ênfase na retinotoxicidade, desencadeados pelo uso de difosfato de cloroquina em 350 doentes com lúpus eritematoso. Eles não verificaram alterações cardiológicas ou hematológicas em nenhum paciente.

O Dr. Rodrigo Delvecchio e sua equipe do Departamento de Genética do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro também escreveu, em 2016, o trabalho A cloroquina, um agente bloqueador da endocitose, inibe a infecção pelo zika vírus em diferentes modelos celulares. Concluiu-se que o medicamento era indicado, seguro e eficaz para evitar o risco de microcefalia nos bebês de gestantes contaminadas pelo vírus da zika.

Em 2017, foi a vez do Dr. Chunfeng Li e sua equipe de 16 pesquisadores do Departamento de Virologia, Patógenos e Biossegurança do Instituto de Microbiologia e Epidemiologia de Pequim. Eles escreveram o estudo A cloroquina, um medicamento aprovado pela FDA, previne a infecção pelo zika vírus e sua microcefalia congênita associada, em tradução livre. FDA é a equivalente à ANVISA nos EUA. Eles destacaram que a cloroquina não era uma droga oficialmente aprovada pela FDA para o tratamento do zika vírus. Mas o medicamento era aprovado há décadas como um medicamento seguro e eficaz no combate viral pela própria FDA.

Todos os estudos no mundo mostram que a hidroxicloroquina, a cloroquina, a azitromicina, o zinco, a vitamina D e a ivermectina são extremamente eficazes se usados nos primeiros dias da doença.

Eu quero mais uma vez dizer: por que não defender o remédio e a vacina? Só por uma disputa política? Mas quantas pessoas estão em casa hoje e estariam à procura de UTI? E os mesmos que denunciam a UTI são os que negam o tratamento precoce. Aliás, há também o tratamento preventivo, em que nós devemos pensar nas quatro linhas: água, alimentação, ausência de estresse - saúde é um estado físico, mental e espiritual - e bom sono. Podemos fazer um grande programa no País de tratamento preventivo, com práticas integrativas e complementares de saúde, como acupuntura, homeopatia, reiki, conhecimentos espirituais, oração, reza, enfim, com todas as possibilidades que nós temos de fortalecer o nosso sistema imune. O sistema imune são os soldadinhos que temos dentro de nós e que vão fazer com que tenhamos mais saúde. Existe uma diferença muito grande entre um corpo ácido e um corpo alcalino. E nós precisamos trabalhar a alcalinidade no nosso corpo para termos um sistema imune melhor e podermos enfrentar qualquer tipo de doença.

Então, prevenir é melhor do que remediar. O tratamento precoce faz parte da ciência e serve para todas as doenças. Pela primeira vez na história, no caso da COVID-19, o tratamento precoce deu certo. Infelizmente, eles querem que morra gente, seguindo a ideia de que "quanto pior, melhor". Essa é a teoria, infelizmente, de muitos que estão neste plenário.