CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 096.4.55.O Hora: 15h24 Fase: BC
  Data: 02/05/2018

Sumário

Ida de criminosos para o interior fluminense após a intervenção federal na área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Crítica à autorização de compra, pelo País, de moeda brasileira fabricada no exterior. Indignação do orador com a decisão do Presidente da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, Benjamin Steinbruch, de fechamento de hospital vinculado à empresa, no Município de Volta Redonda. Gravidade da denúncia de ocorrência de abuso sexual contra atletas da ginástica olímpica brasileira.

O SR. DELEY (Bloco/PTB-RJ. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu trago inicialmente dois recados ao Presidente Temer.
Eu não tenho dúvida, Deputada Soraya, da capacidade do interventor na área de segurança no Rio de Janeiro.
Queria dizer, Presidente Temer, que parece que a sua intervenção está dando certo. Sabe por quê? Porque os bandidos estão saindo do Rio e indo para o interior.
Eu chamo a atenção dos interventores na área de segurança no Rio de Janeiro. Eu votei a favor da intervenção, que não foi planejada. Nós sabemos muito bem por que ela foi feita: eles não tinham os votos necessários para aprovar a malfadada reforma da Previdência. Foi uma jogada política. Eu espero que se consiga corrigir essa estratégia, porque até agora, lamentavelmente, nós não vimos resultado, Deputado Ezequiel. A cidade de Angra dos Reis está tomada pelos bandidos. Na minha cidade, Volta Redonda, outrora tranquila, estamos vendo briga de facção todos os dias. Os bandidos estão se locomovendo da Capital para a Baixada, para o interior do Estado.
Essa é a grande verdade, Presidente Temer.
Passo a abordar o segundo assunto. Nós votamos aqui um projeto segundo o qual o País só poderia comprar moeda no exterior se a Casa da Moeda não tivesse condições de fabricá-la. Pois a equipe econômica, sem ao menos consultar a Casa da Moeda ou lhe dar condições, está comprando moeda no exterior. A quem interessa isso? A quem interessa isso, se nós temos a Casa da Moeda, que dispõe de capacidade instalada, de totais condições de atender não só o Brasil mas também os demais países da América do Sul? Há coisas estranhas acontecendo, e elas precisam ser muito bem explicadas.
Passo ao terceiro assunto, Sr. Presidente. Eu já falei várias vezes aqui sobre o processo de privatização. Em Volta Redonda, minha cidade, a CSN, a Companhia Siderúrgica Nacional foi privatizada. Eu posso dizer que ela foi entregue de mão beijada ao Sr. Benjamin. Ele ficou com uma boa parte das terras, fechou o escritório central, fechou vários campos de futebol. Agora ele diz que vai fechar o hospital que antigamente atendia os aposentados e os funcionários da empresa. Ele simplesmente vai fechar esse hospital!
O que mais me assusta é que o Prefeito da cidade, os Vereadores da cidade, ninguém se pronuncia! Eu quero saber o que vai ser feito. Os hospitais, os privados e os públicos, já não conseguem atender a demanda que existe hoje.
Eu quero saber do Prefeito de Volta Redonda, que se reúne com o Sr. Benjamin, que adora um dinheirinho do BNDES, como vamos fazer. Ele vai lá discutir a respeito de emprego. Mas é preciso lembrar que, quando se fecha o Hospital Vita, se desempregam mil pessoas. Além disso, é sensível o segmento da saúde.
Sr. Presidente, eu estou aguardando as respostas e estudando o caminho. Nem que eu fique sozinho nessa luta, não vou deixar de incomodar esse senhor, que pega dinheiro direto no BNDES. Pode saber o Sr. Benjamin que nós vamos tomar alguma atitude.
Para terminar, Sr. Presidente, eu registro o meu repúdio a essa questão de assédio sexual na ginástica olímpica. Esse é um assunto muito grave. Eu espero que bem rápido tenhamos respostas.
Obrigado.



APOIO, INTERVENÇÃO FEDERAL, SEGURANÇA PÚBLICA, RIO DE JANEIRO (RJ). CONTRARIEDADE, COMPRA, MOEDA, PAÍS ESTRANGEIRO, FECHAMENTO, HOSPITAL PRIVADO, COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL (CSN), VOLTA REDONDA (RJ).
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