CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 057.3.53.O Hora: 09:42 Fase: BC
Orador: JAIR BOLSONARO, PP-RJ Data: 02/04/2009

O SR. JAIR BOLSONARO (PP-RJ. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidenta, companheiros, venho hoje à tribuna — e não estou atrasado — para saudar o regime militar que começou em 31 de março de 1964. Sem as obras dos militares, o Brasil não existiria. E obras sem roubalheira! Não se encontra nenhum coronel, general, sargento, capitão da PM rico. Entre os militares, não se encontra ninguém rico.

Hoje em dia, qualquer Zé Mané de terceiro escalão está com os bolsos cheios de dinheiro de obras "superfraturadas", isto é, quebradas, obras que não servem para nada.

Então, quero saudar os militares.

Quero também dizer para a Ministra Dilma Rousseff, que agora diz que não aceita sigilos em processos que violem direitos humanos, que mande o Greenhalgh para se reciclar em Cuba e reabra o processo de Celso Daniel, que foi seqüestrado, torturado e executado em Santo André pelo bando do PT que roubava a Prefeitura daquele Município.

E, uma vez que a Ministra Dilma Rousseff fala tanto em abrir arquivo de ditadura, vou começar a abrir uma parte do arquivo de S.Exa.

Dilma Rousseff , em 1968: assalto ao BANESPA; planejamento do assassinato do Capitão americano Chandler;    assalto à casa de Armas Diana, em São Paulo; assalto ao Banco Mercantil, em São Paulo.

Em 1969: assalto ao 4º Regimento de Infantaria, Quitaúna, Osasco, São Paulo; assalto à casa do Governador Adhemar de Barros, junto com Carlos Minc, seu colega de Ministério agora, e assalto ao Quartel da Força Pública, em Barro Branco.

Há mais coisas. Vamos abrir os arquivos, Ministra Dilma! Essa ficha tem de estar à frente do seu plano de Governo para 2011, porque ela orgulha a todos — com certeza.

Sr. Presidente, como o tempo é curto, quero sugerir à garotada universitária que diga não ao bando que está na direção da UNE, ao bando que vive de dinheiro do Governo. Esse pessoal leva dinheiro e manobra, manipula os estudantes.

Os estudantes têm de procurar as bibliotecas — a da Câmara, inclusive, é muito boa. Peguem os jornais de antes e de depois de 1964 e vejam o que está escrito lá. Antes não havia censura, depois, dizem que havia.

Leiam o editorial do Jornal do Brasil, de 1º de abril de 1964: "Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade".

Essa cambada de pré-64, que depois pegou em armas para tentar derrubar o Governo, queria impor a ditadura do proletariado. Pegava recursos de Cuba para financiar democracia aqui. Só idiota para acreditar nisso!

Vejamos mais alguns jornais da época:

Estado de Minas, de 1, 2, 3 de abril, de 1964: "Multidões em júbilo na Praça da Liberdade".

O Globo: "Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus    inimigos".

O Dia: "A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro Carnaval, saudando as tropas do Exército".

O Globo: "Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos".

Jornal do Brasil: "Partidos asseguram eleição do General Castelo Branco".

Sr. Presidente, que ditadura é essa que tinha partido?

Jornal do Brasil, 18 de abril de 1964: "Castelo garante o funcionamento da Justiça".

Quer dizer que, antes de 1964, não funcionava?

As pessoas que hoje estão no poder nada fazem pelo Brasil, a não ser criar uma massa de miseráveis com Título de Eleitor e, depois, ainda vão estimular a aprovação da lista partidária fechada e do voto facultativo, porque sabem que essa massa vai votar no PT. E os senhores aqui, do PSDB, do DEM, do PP, do PTB, vão ficar a ver navios, porque eles vão às urnas e vão impor a ditadura do proletariado pelo voto. E, pelo voto, eles vão massacrar os que estão aqui, à direita do plenário.

Parabéns aos militares!

Era o que tinha a dizer, Sra. Presidenta.