CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 386.1.55.O Hora: 17:14 Fase: GE
Orador: EVAIR VIEIRA DE MELO Data: 09/12/2015




O SR. PRESIDENTE(Gilberto Nascimento) - Concedo a palavra ao Deputado Evair de Melo, por 1 minuto.
O SR. EVAIR DE MELO (PV-ES. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, peço a V.Exa. que receba como lido meu pronunciamento e autorize sua divulgação no programa A Voz do Brasil. Trato de mais uma queixa contra as empresas Vale e BHP, são sócias e donas da Samarco.
O sistema americano está acusando essas empresas — vai acioná-las judicialmente — de ter negado informações importantes. Justamente entre maio e novembro, a empresa e seus diretores não teriam comunicado o rompimento das barragens da Samarco que acabou resultando no vazamento de resíduos tóxicos na cidade de Mariana que contaminoutoda a Bacia do Rio Doce.
As empresas Vale e BHP estão sendo processadas nos Estados Unidos por ocultar em seus relatórios informações importantesa respeito da tragédia que aconteceu na cidade de Mariana.
Quero registrar mais esta insensibilidade da Vale e da BHP, que continuam negando responsabilidades pelo rompimento da barragem em Mariana.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO ORADOR

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o jornal Valor Econômico desta quarta-feira destaca em uma matéria que o Presidente da Vale, Sr. Murilo Pereira, e o Diretor Financeiro da empresa, Sr. Luciano Siani, estão sendo acusados individualmente em uma ação coletiva nos Estados Unidos contra a mineradora por terem sido coniventes com a divulgação de informações falsas sobre seus negócios e operações durante o período entre 21 de março e 30 de novembro deste ano, justamente quando ocorreu a tragédia das barragens da Samarco em Mariana (MG), que também atingiu Municípios do Espírito Santo.
A reportagem também ressalta que, após três firmas de advocacia comunicarem nesta semana que estudam abrir açãocoletiva contra a Vale em nome de acionistas que perderam dinheiro com a desvalorização dos recibos de papéis da empresa (ADR), o escritório de advocacia americano saiu na frente e iniciou o processo.
Em documentos acessados pelo jornal que detalham a ação coletiva, o escritório afirmou que o acionista Ming Hom, baseando-se em investigações e relatos da mídia e de analistas, acredita que há evidências significativas para acusar a Vale e seus diretores de terem violado a lei de mercado de capitais dos Estados Unidos. Isto é preocupante.
Justamente entre maio e novembro, a empresa e seus diretores não teriam comunicado o rompimento das barragens da Samarco, que resultou em vazamento de resíduos tóxicos.
Segundo a reportagem, os executivos são acusados de estar envolvidos nas operações e na supervisão dos controles internos e de estar a par das informações falsas sobre a empresa. Enquanto isso, no dia 5 de novembro, a barragem de Fundão se rompeu, contaminando no nosso Rio Doce e deixando uma série de vítimas. Quero chamar a atenção desta Casa para o problema destacado pelo jornal.
Concluo, Sr. Presidente, solicitando a V.Exa. a veiculação deste pronunciamento nos órgãos de comunicação da Casa, em especial no programa A Voz do Brasil.
Muito obrigado.