CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 386.1.55.O Hora: 16:54 Fase: GE
Orador: DOMINGOS SÁVIO Data: 09/12/2015




O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento) - Concedo a palavra ao Deputado Domingos Sávio, de Minas Gerais, que dispõe de 3 minutos.
O SR. DOMINGOS SÁVIO (PSDB-MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, eu gostaria de iniciar o meu pronunciamento trazendo aos meus colegas, ao povo brasileiro e, especialmente, ao povo de Minas algo que para mim não representa uma novidade, mas é importante que seja registrado.
Meus colegas, eu já tenho uma trajetória de cerca de 30 anos de vida pública. Fui Vereador, fui Prefeito. Honrou-me muito esse aprendizado lá na minha querida Divinópolis, em Minas Gerais, que hoje é uma cidade com 250 mil habitantes, uma metrópole. Essa experiência me ensinou muito. Naquela cidade, não só criei meus filhos, mas estou tendo a alegria de ver crescerem os meus netos.
Nesses 30 anos, tendo passado por dois mandatos de Deputado Estadual e dois mandatos de Deputado Federal, eu posso dizer, com muita tranquilidade, que cumpri o meu dever. Registro, sem nenhuma vaidade, mas com tranquilidade, que cumpri o meu dever e não tenho nenhum processo — tenho zero processo. Por isso eu digo que cumpri o meu dever. Homem público deve dar o exemplo.
Pois bem, o Sr. Lulinha resolveu me processar, no início deste ano, porque eu havia dito que ele teria que ser investigado, assim como o seu pai, Lula, pelas graves acusações de envolvimento com a corrupção, pela acusação ou pelas fartas informações de enriquecimento incompatível com a renda declarada e que, portanto, a investigação deveria ser para todos. Resolveu me processar. A primeira ação foi arquivada. Voltou àcarga, processando-me criminalmente.
A informação que eu trago aos pares desta Casa e ao povo brasileiro — e não é surpresa para mim — é que o Procurador-Geral da República acaba de despachar pelo arquivamento, e dando conta de que não vê nenhum fundamento para a ação.
A minha atitude é a atitude responsável de um Parlamentar que cumpre o seu dever. Não me intimidei e não vou me intimidar. Aliás, isso foi o que suscitou a segunda ação, porque eu disse: Não vou me intimidar com o processo e reitero que tem que ser investigado.
Isso foi lá em fevereiro deste ano. Depois disso, muita coisa já aconteceu: as denúncias, que antes eram pela Internet, passaram a ser pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pela Operação Lava-Jato. E eu reitero: é preciso que se investigue e que se puna a todos.
Portanto, eu falo com a consciência tranquila de quem cumpre o seu dever. Para mim, homem público ter ficha limpa é obrigação, é dever, é dar o bom exemplo.
A quem muito é dado muito é exigido. E nos é dado muito: a condição de representar o nosso povo, representar o povo brasileiro. Então, nós temos que dar exemplo. Não podemos nos intimidar. Temos que exigir a punição para todos.
Hoje vemos com tristeza os membros do Partido dos Trabalhadores — alguns, na cadeia; outros, sendo processados, investigados — reagirem dizendo que é golpe querer promover o que a Constituição prevê, que é o impeachment. Vamos continuar fiscalizando, denunciando e processando.
E agora, quem comanda? É a Dilma quem comanda. E o Lula, quecomanda tudo, também tem que ser investigado. Não está imune. Seus filhos têm que ser investigados, porque sobre eles pairam acusações graves.