CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 276.1.53.O Hora: 17h42 Fase: BC
  Data: 08/10/2007

Sumário

Homenagem à memória de Ernesto Che Guevara, ao ensejo dos 40 anos do seu falecimento. Repúdio a matéria publicada pela revista Veja a respeito do líder revolucionário. Atendimento prestado por médicos cubanos ao assassino de Che Guevara. Apoio à proposta de reconhecimento de centrais sindicais.




O SR. PRESIDENTE (Manato) - Concedo a palavra ao nobre Deputado Fernando Ferro, engenheiro elétrico com pós-graduação em sistema elétrico de potências eque está em seu quarto mandato.
O SR. FERNANDO FERRO (PT-PE. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, todos os que participam conosco desta sessão, quero saudar os militantes políticos que hoje, em todo o mundo, prestam homenagem a Ernesto Che Guevara, morto há 40 anos, um político, um guerreiro, um cidadão do mundo que, sem sombra de dúvida, colocou-se no patamar dos grandes vultos da humanidade.
Por mais que a Direita raivosa, rancorosa, tente desqualificar sua figura, é inegável que faz parte da galeria de nomes como Ghandi, MartinLuther King, Nelson Mandela, que extrapolaram, no seu tempo, a dimensão humana. Com esse sentimento, saudamos esta data que honra a história da luta do povo trabalhador de todo o mundo. Sentimos orgulho de homenageá-lo.
Há poucos dias, um fato curioso revelou a dimensão do seu caráter: na Bolívia, um velho soldado foi atendido em um programa de assistência à saúde da família, por médicos cubanos, implantado pelo Governo Evo Morales. Esse soldado estava ficando cego, mas foi curado. Posteriormente, soube-se que tinha sido ele um dos assassinos de Che Guevara, a mando dos interesses imperialistas. Vejam a ironia: a política de saúde da Revolução Cubana que Ernesto Che Guevara ajudou a implementar foi responsável pela cura daquele soldado que ajudou a assassiná-lo há 40 anos!
Fatos desse tipo deixam claro o papel de Ernesto Che Guevara, responsável direto por uma revolução que universalizou o direito à educação, que garantiu a todos saúde e que permitiu ao filho do camponês ser cientista, engenheiro ou médico, num país pequeno, com poucos recursos. Esse é um desafio que muitas nações não conseguiram vencer.
Esse é o legado da vida e da história de Ernesto Che Guevara, que merece todas as honrarias que o mundo lhe presta, inclusive para rejeitar o jornalismo marrom dessa imprensa canalha, como a revista Veja, que, 40 anos depois, divulga matéria de péssima qualidade tentando destruí-lo. Essa é uma tentativa preconceituosa de quem não tem autoridade política, moral e ética para combater a figura de Ernesto Che Guevara.
Finalizo minhas palavras, Sr. Presidente, homenageando a luta dos sindicalistas que estão aqui. Sou fundador da CUT. Tenho orgulho de participar deste momento para legalizar as entidades que já são, por direito, representativas do povo trabalhador do País.
Muito obrigado, Sr. Presidente.


ERNESTO CHE GUEVARA, LÍDER, AMÉRICA LATINA, REVOLUÇÃO, GUERRILHA, ANIVERSÁRIO DE MORTE, HOMENAGEM, ARTIGO DE IMPRENSA, PERIÓDICO, VEJA, AVALIAÇÃO, CRÍTICA. SINDICALISTA, PRESENÇA, PLENÁRIO, SAUDAÇÃO.
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