CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 276.1.53.O Hora: 17h32 Fase: BC
  Data: 08/10/2007

Sumário

Sucesso do tratamento da anemia falciforme por meio de células-tronco, em Salvador, Estado da Bahia.




O
SR. PRESIDENTE (Manato) - Concedo a palavra ao Sr. Deputado Colbert Martins.
O SR. COLBERT MARTINS (Bloco/PMDB-BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Srs. funcionários, senhoras e senhores que acompanham esta sessão da Câmara dos Deputados, registro um fato importante para a Medicina e para a saúde no Brasil. Em Salvador, experiências com células-tronco mostram um caminho promissor para o tratamento dos portadores de anemia falciforme. Só na Bahia, 12 pacientes receberam os transplantes e outros 18 estão na fila. Alguns deles já conseguem até praticar esporte novamente, como jogar bola.
Cito o caso da Sra. Ana Cristina, de 37 anos, que não imaginou viver sem o sofrimento, até que se submeteu ao implante de células-tronco realizado pelo médico Gildásio Daltro, no Hospital das Clínicas, na Bahia.
As crises começam na adolescência, envolvem a perda de dentes, depressão, transfusões e vários problemas. E o diagnóstico da anemia falciforme não é simples. Imagina-se que esteja apenas vinculada à raça negra. Muito pelo contrário, atinge boa parte da população.
Até ser operada no Hospital das Clínicas, em Salvador, pelo médico Gildásio Daltro, essa senhora não conseguia caminhar mais de 20 minutos.
É importante notar — e por isso cumprimento o Dr. Gildásio Daltro e sua equipe — que os 12 transplantes já realizados com células-tronco são importantes,porque estudos demonstram que cerca de 15% da população de Salvador, a cidade com a maior população negra do Brasil, podem ser portadoras da anemia falciforme ou ter o traço da doença.
Sr. Presidente, a anemia falciforme, que é incurável, tem causa genética e atinge em grande parte os afro-descendentes. As complicações aparecem por causa de uma deformação que ocorre nas membranas dos glóbulos vermelhos. Algumas pessoas podem herdar o gene defeituoso para a anemia apenas do pai ou da mãe. Nesse caso, apesar de as pessoas terem o traço da doença, poderão ter uma vida saudável.
Sr. Presidente, registro esta ação da equipe do Dr. Gildásio Daltro, do Hospital das Clínicas da Bahia. Ela mostra que temos condições de avançar na tecnologia que envolve as células-tronco não apenas na área do câncer, mas também na que diz respeito às doenças dos afro-descendentes.
Portanto, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia dá o exemplo do que é possível fazer e do que já está sendo feito pelo Sistema Único de Saúde.
Muito obrigado.


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