CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 257.3.52.O Hora: 15h12 Fase: PE
  Data: 21/09/2005

Sumário

Baixo índice de venda de livros no Brasil.




O
SR. SANDES JÚNIOR (PP-GO. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna hoje para fazer breves comentários a respeito de uma pesquisa recente da Câmara Brasileira do Livro a respeito do consumo de livros no Brasil. O fato que me preocupa, Sr. Presidente, é que o Sindicato Nacional dos Editores de Livro revela baixa no mercado de livros no Brasil, sem dúvida alguma uma péssima notícia para um país que precisa muito de crescer na área da formação do espírito crítico de sua população.
A notícia, oportunamente, foi comentada em editorial da Folha de S.Paulo. Segundo o jornal, não é nada animador o retrato que emerge de pesquisas recentes sobre o consumo de livros no Brasil. Segundo levantamento anual da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, em 2004 a venda desses itens regrediu aos índices pífios do início dos anos 90. No ano passado, foram vendidos cerca de 289 milhões de livros, aproximadamente 1 milhão a menos do que em 1991, sendo que quase a metade desses exemplares foi adquirida pelo Poder Público.
Sem dúvida não há nenhuma novidade em constatar que se lê muito pouco no País. Sabe-se, por exemplo, que o brasileiro adquire em média 2,5 livros por ano, aí incluídos os didáticos, enquanto o francês compra mais de 7 livros por ano.
O que causa inquietação é que o fraco desempenho do mercado editorial ocorreu no mesmo período em que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou aumentos na renda média e na escolaridade da população brasileira.
Fatos como esses mostram que determinar as razões pelas quais o hábito da leitura é escasso no Brasil é uma tarefa mais árdua do que parece. Além da escolaridade e da renda, é preciso verificar a influência de outras variáveis.
A introdução de novas mídias, como a Internet, por exemplo, coloca obras literárias à disposição do leitor. Todavia, em que pesem essas variáveis, é evidente que a população carente se encontra privada não apenas do acesso às livrarias e boas bibliotecas, como de qualquer outro veículo de leitura.
É claro que não será da noite para o dia que o Brasil atingirá os patamares de um país como a França. Mas já é hora de traçar estratégias mais agressivas para formar um público leitor. Equipar bibliotecas existentes e construir outras mais, facilitar o acesso ao livro e investir na formação de professores e em programas de incentivo são boas medidas para fomentar essa cultura.
Concluímos, Sras. e Srs. Deputados, demais senhoras e senhores aqui presentes, telespectadores da TV Câmara e ouvintes da Rádio Câmara , que temos muito trabalho ainda pela frente e que um dos maiores problemas que o Brasil ainda enfrenta é a falta de educação e formação escolar.
Muito obrigado.


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