CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 237.1.53.O Hora: 15h24 Fase: GE
  Data: 12/09/2007

Sumário

Redução da taxa básica de juros, a Taxa SELIC, em 0,25% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária - COPOM do Banco Central.




O
SR. MAURO BENEVIDES - Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) - Tem V.Exa. a palavra.
O SR. MAURO BENEVIDES (Bloco/PMDB-CE. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, após a última reunião do Comitê de Política Monetária, levada a efeito nos dias 4 e 5 de setembro, a redução efetuada na Taxa SELIC circunscreveu-se a apenas 0,25%, num reposicionamento da postura anterior, quando o decesso vinha sendo estabelecido em 0,5%, dentro de gradualidade que não experimentava alterações, capazes de trazer inquietação ao mercado financeiro.
Agora, aguarda-se a divulgação da Ata do COPOM, com justificativas para a importante deliberação, ao mesmo tempo em que argutos observadores procederão às suas respectivas avaliações, identificando as futuras decisões a cargo do importante órgão, com sessões deliberativas, no espaço de 40 dias.
Há quem arrisque o prognóstico de que poderá registrar-se inevitável paralisação nas diminuições que vinham sendo procedidas, numa atitude de prudência diante de fatos emergentes, vinculados sobretudo àeconomia internacional.
Na sexta-feira passada, em razão do feriado de 7 de setembro, a Bolsa de Valores não funcionou, impedindo, portanto, que repercutissem entre nós os dados negativos do índice de emprego nos Estados Unidos, o que não ocorria desde 2003.
Recorde-se que as implicações na área imobiliária, retratadas no mês anterior, foram apontadas como justificativa para os desajustamentos nas bolsas mundiais, refletindo no País, obrigando o Banco Central a interferir com intensidade, em operação de que participaram, em perfeita sintonia, o Ministro Guido Mantega e o Presidente do Banco Central Henrique Meirelles.
O próprio dirigente máximo do País, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhou o descompasso naquela ocasião, ressaltando nossas disponibilidades em dólar — somando 160 bilhões —, que passaram a propiciar tranqüilidade e segurança aos investidores, não havendo inquietação capaz de prejudicar aqueles que decidiram aplicar no Brasil e o fizeram com a mais absoluta confiança.
Nas próximas horas, analisar-se-á a ressonância dos últimos episódios registrados nos índices de emprego, na América do Norte, geradores, no final de semana, de natural apreensão entre os que acompanham evoluções de maior repercussão, capazes de afetar as transações internacionais.
Há quem diga, entretanto, que o dia mais importante nos EUA, em relação à divulgação de dados econômicos, será a próxima sexta-feira, quando os dados da produção industrial virão a lume, além do índice de confiança do consumidor.
Empresta-se, por isso, muita relevância aos acontecimentos no decorrer da semana, objetivando identificar as tendências aqui apresentadas, no contexto de uma economia globalizada, bem mais sensível hoje do que em anteriores oportunidades.
Que se aguarde a interpretação do COPOM sobre a sua derradeira reunião, a fim de que saibamos quais os motivos determinantes da discreta diminuição registrada na fixação da Taxa SELIC.
Além da exegese técnica do aludido documento formal, é provável que Meirelles venha a emitir opinião a respeito, com a inquestionável autoridade funcional e a experiência que possui do nevrálgico setor, desde quando dirigiu o tradicional BankBoston, do qual se afastou legalmente ensejando o seu retorno ao nosso País, e disputou mandato eletivo pelo Estado de Goiás.
O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) - Nobre Deputado Mauro Benevides, V.Exa. será atendido.


COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA, COPOM, TAXA DE JUROS, REDUÇÃO, AVALIAÇÃO. EUA, MERCADO FINANCEIRO, ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, CRISE, ÂMBITO INTERNACIONAL, AVALIAÇÃO.
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