CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 237.1.53.O Hora: 15h14 Fase: PE
  Data: 12/09/2007

Sumário

Homenagem póstuma ao ex-Governador do Estado do Espírito Santo, Christiano Dias Lopes Filho.




O SR. CAMILO COLA (Bloco/PMDB-ES. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Deputado Inocêncio Oliveira, demais membros da Mesa, companheiras Deputadas, companheiros Deputados, com grande emoção venho a esta tribuna homenagear o ilustre capixaba, ex-Governador, Christiano Dias Lopes Filho, que faleceu na segunda-feira, em Vitória, vítima de acidente vascular cerebral.
Christiano Dias Lopes governou o Estado do Espírito Santo, de 1967 a 1971; instituiu as bases que permitiram o estabelecimento do capitalismo no Estado; instalou a infra-estrutura de que as fábricas careciam; criou diversos e eficazes mecanismos estatais de estímulo à industrialização e projetou o Centro Industrial de Vitória — CIVIT, que na década de 70 impulsionou o desenvolvimento da Capital.
Graças à infra-estrutura criada pela sua administração, os grandes projetos, como a Companhia Siderúrgica de Tubarão e a Aracruz Celulose, puderam se estabelecer no território capixaba.
Nascido em Bom Jesus do Norte, na época, Distrito de São José do Calçado, Christiano Dias Lopes Filho foi professor, jornalista, advogado, além de político. Em 1943, começou a lecionar na Escola Técnica Federal do Espírito Santo. Escreveu nos jornais A Tribuna e Diário da Manhã e fundou O Diário e O Diário Trabalhista. Em 1958, elegeu-se Deputado Estadual e foi líder, no ano seguinte, do Governo Carlos Lindenberg. Em 1960, presidiu a Assembléia Legislativa do Espírito Santo. Elegeu-se, ainda, Deputado Federal. Toda essa experiência o credenciou a governar o Estado — foi indicado, pela ARENA, em 1967.
Com vocação desenvolvimentista, o então Governador criou o Projeto Espinha de Peixe, que interligou todas as sedes dos municípios à Capital por estrada asfaltada. Dias Lopes concluiu, ainda, boa parte da Rodovia do Sol,que percorre o litoral capixaba e liga Vitória a Guarapari.
Preocupado em dotar o Estado da mais moderna infra-estrutura, o ex-Governador não se descuidou, contudo, de outro aspecto importante da administração: a cultura. Nasceram, a partir da ação de Dias Lopes, a Fundação Cultural do Espírito Santo, as editoras da Universidade Federal do Espírito Santo, além das revistas Sim, Letra, Ímã e Cuca.
No auge da carreira política, no período em que governou o Estado, Christiano Dias Lopes provou, também, ser um conciliador. A situação nacional estava abalada por movimentos de contestação do regime militar. Quatro políticos capixabas foram cassados: Mário Gurgel, José Inácio Ferreira, Daílson Laranja e Hélcio Pinheiro Cordeiro. Apesar desse clima de confronto, Dias Lopes concluiu o mandato e escreveu seu nome na história do nosso Estado, ao lado de homens como Jones dos Santos Neves, seu mentor político e Governador do Espírito Santo de 1951 a 1955.
Deixo aqui registrado meu respeito por um político que orientou a vida pública pelo ideal de servir, um homem que fincou as bases do desenvolvimento que hoje experimenta nosso Estado.
Aos familiares, meu abraço e solidariedade.


CHRISTIANO DIAS LOPES FILHO, EX GOVERNADOR, ES, HOMENAGEM PÓSTUMA.
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